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Edição 2052

19 de março de 2008
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Lya Luft
Diogo Mainardi
J.R. Guzzo
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Cartas

"Correa e Chávez deviam diminuir seus chiliques e se dar por satisfeitos por não terem atrapalhado a ação colombiana."
Pedro Ferreira
Goiânia, GO

 

América Latina

Cumprimento VEJA pela reportagem "Por que Chávez quer a guerra" (12 de março), que traz esclarecimentos sobre os últimos fatos que envolveram Colômbia e Equador, intermediados pelo ditador da Venezuela. Sou casada com um colombiano há quinze anos e pude perceber, visitando a Colômbia nestes últimos anos de governo Uribe, quanto esse país progrediu, quanto o povo colombiano vem sofrendo com a guerrilha e quanto ele aprova o atual governo. Espero que mais vitórias contra o terror ponham fim, num futuro próximo, a essa "guerra".
Maria B.M.M. Montaño
Sorocaba, SP

Pela leitura da instigante matéria "Por que Chávez quer a guerra", fui capaz de compreender e avaliar a delicada crise diplomática que envolve a Colômbia, o Equador e a Venezuela e traduzir com profundidade as sandices do governante venezuelano, de ambição fascista, que insiste em ser o principal patrocinador político e financeiro das Farc, utilizando-as como instrumento de apoio à desestabilização dos governos democráticos.
Ian Berquó Brom Nunes
Goiânia, GO

A reportagem mostra que as Farc estão longe de ser o exército com um projeto político, como Chávez afirma. São, na verdade, uma organização de inspiração comunista, que opera mediante o uso de táticas terroristas e de guerrilha e diz lutar pela implantação do socialismo na Colômbia. Elas são responsáveis pelo refino e pela distribuição de drogas.
Géssica Lafetá Rabelo
Montes Claros, MG

Hugo Chávez tem muita sorte, pois a característica mais marcante dos atuais políticos brasileiros, e principalmente do presidente Lula, é a capacidade de se equilibrar em cima do muro. Nunca se sabe o que todos eles, situação e oposição, pensam ou para que lado tendem. Na totalidade das vezes não dizem nem sim nem não, mas procuram apoiar gregos e troianos. Isso ficou claro mais uma vez quando o presidente Lula não compareceu à reunião de cúpula dos chefes de estado latino-americanos realizada na República Dominicana, onde uma situação de pré-guerra incentivada pelo bufão venezuelano Hugo Chávez foi discutida.
Victor Germano Pereira
São Paulo, SP

Ao ler a matéria "Sob o domínio das Farc" (12 de março), não pude deixar de pensar em nosso país. Hoje, no Brasil, os movimentos sociais no campo seqüestram o direito de ir e vir do cidadão brasileiro por meio de bloqueios nas estradas, incendeiam fazendas, invadem prédios públicos e destroem experimentos científicos privados sem ser alcançados pela Justiça. Amanhã, espelhados em movimentos de países vizinhos, poderão seqüestrar e extorquir os próprios cidadãos brasileiros para atingir seus resultados. O MST e assemelhados poderão se transformar nas Farc brasileiras.
Ronaldo Cruz
Caruaru, PE

Cumprimento VEJA por ajudar a romper o véu de silêncio sobre o Foro de São Paulo ("O lado B da diplomacia", 12 de março). Entretanto, não pude deixar de notar o otimismo em crer que o PT se afastou do Foro ou, como Demétrio Magnoli disse, que o Foro não tem operacionalidade. Cumpre observar, à guisa de exemplo, o discurso do presidente Lula na celebração de quinze anos do Foro, em 2 de julho de 2005 (disponível no site da Presidência), em que ele confessa, por exemplo, a atuação do Foro para reverter a deposição de Chávez, e como o Foro logrou dissimular a articulação política entre os partidos e movimentos que o compõem em prol da revolução latino-americana. No mínimo cinco presidentes latinos hoje fazem parte do Foro e, se não concordam sempre, pelo menos chegam a algum tipo de acordo (vide as refinarias da Petrobras na Bolívia). O Foro merece uma reportagem mais aprofundada.
Edgard Freitas
Itabuna, BA

Julgo ter faltado maior profundidade na matéria "O lado B da diplomacia". Temas importantes passaram ao largo na análise das relações do atual governo com o Foro de São Paulo, como, por exemplo, o financiamento das Farc ao PT, o suporte de Lula ao estilo Chávez de governar, o financiamento do BNDES na Venezuela, o abrir mão das refinarias brasileiras na Bolívia, a devolução dos cubanos no Pan-Americano e muitos outros que já provocaram claros prejuízos ao povo brasileiro. Os mais de quinze anos de Foro de São Paulo foram pautados por mentiras ou dissimulações do PT e da grande maioria da mídia. Rogo a VEJA que não abandone a busca da verdade.
Ricardo Maddalena
São Paulo, SP

Os que têm pai, mãe e filhos seqüestrados por bandidos pedem, sem ser atendidos, um basta a essa matilha – organizada quadrilha, com o apoio permanente da trinca de presidentes tão bem caricaturada –, uma "tróica" celerada que rosna, mostrando os dentes.
Aurino Araujo Filho
Natal, RN

É com muita surpresa e pena que tomei conhecimento da capa e do conteúdo do artigo que faz referência ao recente problema de violação da soberania equatoriana por forças colombianas, incluído na última edição (2.051) da revista VEJA, de 12 de março de 2008. Com efeito, começando pela capa, chama atenção a apresentação caricaturesca e de mau gosto que VEJA faz de vários presidentes sul-americanos, entre eles Rafael Correa, como parte de uma banda de "feras radicais", entre as quais se inclui, maliciosamente, o chefe das Farc. Para completar essa tendenciosa alegoria, inclui-se de maneira por demais irresponsável a manchete "Seu objetivo (das feras radicais) é evitar a derrota dos terroristas das Farc e criar um clima de guerra no continente". O conteúdo do artigo "Por que Chávez quer a guerra", escrito pelo repórter Thomaz Favaro, é do mesmo tom da manchete, pretendendo, com argumentos descabelados, ligar o governo equatoriano a um projeto esquerdista de confronto militar em cumplicidade com as Farc. É uma pena que o repórter não se concentre no único fato real, "inquestionável" (como ele mesmo assinala) e perigoso para toda a região, que é a violação da soberania do território equatoriano por forças colombianas, fato que tem sido reconhecido e condenado pelos países americanos, tanto individualmente como no seio da OEA e do Grupo do Rio. Quero sublinhar que o Equador é um país soberano, pacífico e profundamente respeitoso dos assuntos internos de outros estados, incluindo a Colômbia, por isso não tem interesse nenhum em participar do suposto "clima de guerra" ou "projeto de poder totalitário" que o fantasioso senhor Favaro pretende convencer ao público brasileiro. Desejo manifestar que, como representante diplomático de um país estrangeiro, entendo perfeitamente e sou muito respeitoso com a liberdade de expressão da imprensa local, porém considero que a apresentação leve, distorcida, maliciosa e tendenciosa dos fatos que infelizmente levaram recentemente a um confronto diplomático entre o Equador e a Colômbia deve ser apontada claramente, pois, longe de contribuir para a informação e o esclarecimento de situações desse tipo, contribui para a desinformação e desorientação do público brasileiro. Seria interessante que, ao tratar temas delicados do cenário latino-americano, fossem incluídos artigos com maior ponderação e equilíbrio, referentes a fatos comprovados, evitando especulações e conclusões apressadas.
Eduardo Mora Anda
Embaixador do Equador no Brasil
Brasília, DF

 

Ellen Gracie Northfleet

Notável a entrevista com a presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie Northfleet (Amarelas, 12 de março). Nosso país precisa de pessoas que acreditam na Justiça e que endossam a pesquisa científica com embriões humanos.
Solange Griebeler
Jaraguá do Sul, SC

Concordo plenamente com a presidente do STF quando afirma que "a pessoa, do ponto de vista de nosso ordenamento, só passa a existir no instante do nascimento com vida". Portanto, o espírito se acopla ao ser humano ao nascer, ao chorar. Eis aí o verdadeiro batismo divino, vindo do criador de todo o universo, do ser humano e de tudo o mais que existe.
Gilson de Paula
Belo Horizonte, MG

Excelente entrevista com a ministra. Ela mostra por que está à frente da maior corte do país, defendendo com veemente competência todos os seus pontos de vista. A ministra Ellen Gracie nos brindou com uma verdadeira aula de direito.
Luís Gustavo Alves Ficher
Franca, SP

A passagem da ministra Ellen Gracie pela presidência da mais alta corte nacional nos enche de orgulho, pelo brilhantismo e pela lucidez. Entretanto, na entrevista oferecida às páginas amarelas de VEJA é possível pinçar uma declaração inconfessável acerca da ferramenta que vem sendo utilizada pelos tribunais nacionais para (digamos) acelerar a entrega da prestação jurisdicional. A magistrada diz, com orgulho, que o STF conseguiu "descartar" 26 000 processos por apresentarem "vícios formais". Resta saber se é justo negar a tutela de um direito legítimo pela falta de um carimbo em uma petição ou em razão de uma assinatura ilegível, esquecendo-se de que o processo existe para servir ao direito material.
Marcelo Ricardo Grünwald
São Paulo, SP

A litigiosidade excessiva não é culpa da população, mas da constante violação de direitos do cidadão por parte do estado, de instituições financeiras, de operadoras de telefonia. É isso que o Judiciário deve combater.
Flaviano Vetter Tauscheck, Advogado
Florianópolis, SC

 

Roberto Pompeu de Toledo

O antológico ensaio "Havia uma cruz no meio do caminho" (12 de março) é o retrato fiel de mais um danoso equívoco da Igreja Católica. Como fizeram com Galileu, talvez daqui a 500 anos algum papa peça perdão à humanidade por essa nova tentativa de queimar cientistas, homens que só pensam em salvar vidas e tornar este mundo um pouco melhor.
Ademar Aires do Amaral
Belém, PA

Sábias as palavras de Roberto Pompeu de Toledo no ensaio "Havia uma cruz no meio do caminho", ao qualificar de obscurantista a ação do procurador Cláudio Fonteles contra a pesquisa com células-tronco. O progresso da humanidade se faz graças a pesquisadores determinados, cientistas que privilegiam as verdades da razão em detrimento das crenças da fé. É sempre de assombrar a persistência da religião em se lançar contra a vida das pesquisas, a vitalidade da ciência, o dinamismo do progresso. Até quando?
Sérgio Tavares
São Luís, MA

Repugnante o ensaio "Havia uma cruz no meio do caminho". É uma afronta a pelo menos 130 milhões de católicos brasileiros que têm na cruz de Cristo o seu símbolo maior. Por que esse medo da cruz? Será que estamos voltando aos tempos de Nero, de Stalin, de Hitler, que temiam a cruz de Cristo?
Felipe Aquino
Lorena, SP

 

Especial VEJA 1808

Parabéns à equipe da editora executiva Vilma Gryzinski pelo trabalho "Este é o homem – Dom João chega e o Brasil começa a mudar" (VEJA 1808, 12 de março). O texto é leve, informativo e crítico (valendo-se, inclusive, do bom humor), evitando, dessa forma, digressões cansativas, pieguices e as tentações do estilo prolixo, maçudo, que desestimula a leitura. Em um país que tão pouca importância dá à pesquisa histórica – e onde a licenciatura em história é usada, normalmente, apenas para a obtenção de um certificado acadêmico – o trabalho de VEJA é uma demonstração de competência e capacidade de comunicação.
Roberto Lopes
Pesquisador do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP)
São Paulo, SP

Com textos gostosos e inteligentes e em formato de uma revista semanal, a edição trouxe matérias com informações relevantes e detalhes interessantes e curiosos sobre aquele período da nossa história. Foi um presente e tanto! As aulas de história nas escolas deveriam seguir esse exemplo para, enfim, quem sabe, despertar o interesse dos alunos por tão intrigante disciplina. Parabéns!
Claudia Varella
São Paulo, SP

VEJA comemora seus 40 anos, mas quem recebe o presente somos nós! A edição especial está ótima. Voltamos no tempo, mergulhamos naquele momento histórico e temos a impressão de que tudo se passa agora, e que nós somos atores coadjuvantes, tão ricas, densas e complexas são as figuras apresentadas nessas folhas tão bem escritas.
Nadir de Fátima Borges Bittencourt
Cuiabá, MT

A Comissão Cívica e Cultural, da Associação Comercial de São Paulo, cumprimenta VEJA pela edição especial sobre os 200 anos da chegada da família real ao Brasil. A chegada da corte do príncipe regente dom João iniciou uma transformação político-cultural profunda em nossa nação, com reflexos ainda em nossos dias, começando pela abertura dos portos, continuando com a criação da Impressão Régia, do Banco do Brasil; da vinda da Missão Cultural francesa, além de tantas outras iniciativas de cunho político e administrativo. Parabéns! Continuem sempre assim!
Francisco Giannoccaro
Coordenador
São Paulo, SP

Não é à toa que adoro VEJA e a utilizo como instrumento para ministrar minhas aulas aos alunos do ensino médio. Qual é o grande fato histórico que comemoramos: a visão de um dom João VI covarde e glutão precisa ser abolida. Dom João não é esse palerma que costumam pintar. A incrível decisão de fugir para o Brasil junto da corte desencadeou duas grandes viradas históricas. Em primeiro lugar, dom João foi o único monarca europeu que passou a perna em Napoleão Bonaparte, que até então vinha conquistando os países e derrubando as monarquias. E, em segundo lugar, sua chegada ao Brasil marca o pontapé inicial para o longo processo de independência que culminará no 7 de setembro de 1822.
Sandro Estevão
Professor e historiador
Diadema, SP

A entrevista de Thomas Jefferson na edição especial mostra as idéias claras e objetivas de um dos maiores presidentes republicanos que os Estados Unidos da América já tiveram. Os ideais daquele grande líder foram catalisados in totum pelo povo americano, mudando o destino daquela grande nação. Por isso, queiram ou não, aquele país é a maior potência econômica do mundo contemporâneo.
Antonio Fidelis
Londrina, PR

 

Claudio de Moura Castro

Parabéns a VEJA por, numa mesma edição, disponibilizar dois espaços para refletirmos sobre a importância da educação para o desenvolvimento da sociedade brasileira. A coluna de Claudio de Moura Castro ("A guerra dos alfabetizadores", Ponto de vista, 12 de março) e o projeto educacional desenvolvido em Pernambuco convergem para um só ponto – educação de qualidade é fundamental e primordial para o futuro e para a construção de uma sociedade melhor e mais equânime.
Dárcy Vera
Deputada estadual (DEM/SP)
São Paulo, SP

Muito oportuno o artigo. Como educadora há quarenta anos, fico indignada e chocada com o que vem acontecendo há várias décadas com nossas crianças e jovens no setor educacional. Inúmeras reformas e diferentes métodos de alfabetização foram implantados sem êxito algum. Na troca de governos, principalmente estaduais, avalanches de inovações surgem, confundindo a intenção principal que é formar cidadãos que saibam ler, interpretar e expor suas idéias. Quanto à alfabetização, ainda defendo o antigo bê-á-bá pelo qual meus pais, eu e grande parte dos supostos "reformadores" fomos alfabetizados. Posso ser tachada de retrógrada e fechada às inovações, porém não é isso. Defendo o direito que nossas crianças, principalmente as da rede pública, têm de receber uma educação digna e adequada inerente à sua condição humana. Senhores secretários  e ministro da Educação, está na hora de saírem dos respectivos gabinetes e vivenciarem nossa realidade educacional.
Maria Aparecida C. de Oliveira
Avaré, SP

 

Holofote

O governo se nega a dar explicações a respeito de seus gastos com os tais cartões corporativos, alegando, segundo a senhora chefe da Casa Civil, "questão de segurança nacional". Em contrapartida, o comandante da Aeronáutica vem a público alertar para a incapacidade de sua força para colocar aviões de combate no ar por falta de verbas, o que impede inclusive o treinamento de seus pilotos ("Guerra? Tô fora", Holofote, 12 de março). Isso sim é questão de segurança nacional! Deixa claro aos que poderiam nos agredir quanto estamos incapacitados para nos defender. Quanta vergonha!
Marcos Nogueira
Curitiba, PR

 

Diogo Mainardi

Mainardi tem razão. O Brasil é pior que os Estados Unidos e, aqui, a imbecilidade compensa ("Imbecilidades imobiliárias", 12 de março). Compensam também o "jeitinho", a falta de apego à ética, as inúmeras falhas de caráter. Aqui, um ato ímprobo é apenas mais um ato. Uma vantagem pessoal será sempre uma inofensiva vantagem. Em nosso país, ao contrário da América, um presidente pode roubar à vontade; contanto que roube menos que seu antecessor, não há problema.
Bruno Andrion
Foz do Iguaçu, PR

 

André Petry

Quero cumprimentar o jornalista André Petry pelo excelente artigo "Crime e hipocrisia" (12 de março). Concordo plenamente com a criação de locais para receber bebês não desejados. É um ato de humanidade e, acima de tudo, respeito aos bebês. A gravidez indesejada não deveria ser uma punição ao bebê.
José Cesar Carazzi
São Paulo, SP

O abandono de bebês pelos pais muitas vezes é o reflexo do fracasso do estado em oferecer um bom planejamento familiar. O buraco é bem mais profundo do que o "fenômeno" da proliferação de pais desnaturados. As leis americanas que viabilizam um lugar seguro para tal abandono parecem ser uma alternativa quando a primeira opção é censurar para depois negligenciar o fato.
Vivian Rodrigues de Oliveira
Brasília, DF

 

J.R. Guzzo

Bastante oportuna a crítica do jornalista J.R. Guzzo ("O nariz do Supremo", 12 de março), pois, além de salientar as atribuições do Judiciário, evidencia que estamos em um estado democrático. O Ministério Público, instituição secular, também por dever, "mete o nariz nas coisas dos outros" e o faz ora como parte, ora como fiscal da lei, no interesse da sociedade. Um antigo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) já procedeu como o presidente da República sugeriu, porém retornou à corte, ao meu juízo, por reconhecer que a política deve ficar com os políticos, a maioria de carreira. Cumprimento VEJA por manter o público atento a um assunto de relevância, pois com o debate se constrói a solução, que pode ou não ser perene.
Antonio Carlos da Graça de Mesquita
Procurador de Justiça Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, RJ

Gostei da coluna de J.R. Guzzo sobre o "nariz" do Supremo. Todos devem se lembrar de quando, no STF, se discutia a constitucionalidade do desconto previdenciário dos aposentados. Nosso guia foi lá pessoalmente e cooptou votos com a maior tranqüilidade. A relatora já havia votado contra. Se isso não é meter o nariz, o que será?
Olegário S. V. Anjos
Brasília, DF

 

Mayana Zatz

Cumprimento VEJA e a jornalista Vanessa Vieira pela magnífica entrevista com a bióloga Mayana Zatz, publicada nas Páginas Amarelas da edição 2.050 (5 de março). Abordado de forma inteligente, o tema das pesquisas com células-tronco embrionárias estampa as páginas da revista num momento oportuno, em que se discute, no Supremo Tribunal Federal, o direito ou não à pesquisa e ao uso dessa tecnologia no Brasil. A liberação de pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil, como bem coloca a entrevistada, nos permitirá acompanhar os países do Primeiro Mundo na incansável busca da cura de doenças degenerativas.
Kátia Abreu
Senadora da República
Brasília, DF

 

Educação

Congratulo VEJA pela alentadora análise sobre um programa que é, hoje, um dos maiores orgulhos para os pernambucanos preocupados com a gestão educacional em nosso estado ("Modelo de negócio", 12 de março). Os Centros de Ensino Experimental foram criados a partir de uma parceria extremamente profissional entre grandes empresas privadas e o governo de Pernambuco, então capitaneado pelo atual senador Jarbas Vasconcelos. Naquele momento, o programa chegou a ser vilipendiado por parte da classe educacional por criar uma classe diferenciada de professores. Hoje, vê-se que o programa é um grande sucesso e faz jus à história pernambucana no ramo educacional.
Pedro Sergio de Oliveira Santos
Recife, PE

Parabéns àqueles que são responsáveis pelo novo modelo de escola pública. O que está acontecendo em Pernambuco é reflexo de atitudes sérias e respeito à educação.
Rejane Dias das Neves-Souza
Professora
Londrina, PR

 

Plástico nos mares

Sobre a reportagem "Oceano de plástico" (5 de março), gostaria de salientar que a Marinha do Brasil, representada pela Diretoria de Portos e Costas, está à frente do resto do mundo. Há uma norma que trata do gerenciamento da água de lastro em navios. A água de lastro é justamente essa água transportada em tanques para dar estabilidade às embarcações. Antes de essa norma entrar em vigor, os tanques dos navios eram abastecidos em qualquer porto e descarregados apenas no porto de destino, o que fazia com que as águas de diferentes ambientes se "misturassem". Hoje em dia, isso não é mais permitido. Essa água deve ser constantemente trocada, enquanto o navio está em viagem, evitando o desequilíbrio ecológico. No restante do mundo, essa medida ainda se encontra em votação na Organização Marítima Internacional, para que entre em vigor futuramente. Nesse ponto, o Brasil, por meio das autoridades marítimas, saiu na frente.
Fábio Secchin Simão
Secchin Consultores Associados
Rio de Janeiro, RJ

 

 

Desculpem, ligação errada

A reportagem com o título "De terno e gravata" (VEJA, 12 de março), sobre a investida do iPhone da Apple no mundo executivo, contém erros que comprometem o entendimento do assunto. Diversos leitores da pequena mas aguerrida comunidade de usuários Apple no Brasil escreveram à redação apontando os equívocos.

Ao contrário do que afirma a reportagem:

1) a Apple não vai lançar um modelo de iPhone para competir com o BlackBerry e outros smartphones, mas, simplesmente, aprimorar o sistema operacional e os programas do atual modelo;

2) o programa de mensagens do iPhone não poderá ser sincronizado "com o popular programa de troca de e-mails Outlook Express", mas, sim, será compatível com o Microsoft Exchange, o servidor de e-mail mais usado no mundo empresarial;

3) a Apple não vai abrir o código fonte do sistema operacional do iPhone nem dos seus programas proprietários, mas entregará aos desenvolvedores dispostos a fazer programas para o iPhone o SDK (sigla em inglês para "kit de desenvolvimento de software") e as mesmas APIs (ferramentas que fazem o software conversar com o hardware) que seus próprios engenheiros utilizam.


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