|
Cartas
América Latina Cumprimento VEJA pela reportagem "Por
que Chávez quer a guerra" (12 de março), que traz esclarecimentos
sobre os últimos fatos que envolveram Colômbia e Equador, intermediados
pelo ditador da Venezuela. Sou casada com um colombiano há quinze anos
e pude perceber, visitando a Colômbia nestes últimos anos de governo
Uribe, quanto esse país progrediu, quanto o povo colombiano vem sofrendo
com a guerrilha e quanto ele aprova o atual governo. Espero que mais vitórias
contra o terror ponham fim, num futuro próximo, a essa "guerra". Pela
leitura da instigante matéria "Por que Chávez quer a guerra",
fui capaz de compreender e avaliar a delicada crise diplomática que envolve
a Colômbia, o Equador e a Venezuela e traduzir com profundidade as sandices
do governante venezuelano, de ambição fascista, que insiste em ser
o principal patrocinador político e financeiro das Farc, utilizando-as
como instrumento de apoio à desestabilização dos governos
democráticos. A reportagem mostra que as
Farc estão longe de ser o exército com um projeto político,
como Chávez afirma. São, na verdade, uma organização
de inspiração comunista, que opera mediante o uso de táticas
terroristas e de guerrilha e diz lutar pela implantação do socialismo
na Colômbia. Elas são responsáveis pelo refino e pela distribuição
de drogas. Hugo
Chávez tem muita sorte, pois a característica mais marcante dos
atuais políticos brasileiros, e principalmente do presidente Lula, é
a capacidade de se equilibrar em cima do muro. Nunca se sabe o que todos eles,
situação e oposição, pensam ou para que lado tendem.
Na totalidade das vezes não dizem nem sim nem não, mas procuram
apoiar gregos e troianos. Isso ficou claro mais uma vez quando o presidente Lula
não compareceu à reunião de cúpula dos chefes de estado
latino-americanos realizada na República Dominicana, onde uma situação
de pré-guerra incentivada pelo bufão venezuelano Hugo Chávez
foi discutida. Ao
ler a matéria "Sob o domínio das Farc" (12 de março),
não pude deixar de pensar em nosso país. Hoje, no Brasil, os movimentos
sociais no campo seqüestram o direito de ir e vir do cidadão brasileiro
por meio de bloqueios nas estradas, incendeiam fazendas, invadem prédios
públicos e destroem experimentos científicos privados sem ser alcançados
pela Justiça. Amanhã, espelhados em movimentos de países
vizinhos, poderão seqüestrar e extorquir os próprios cidadãos
brasileiros para atingir seus resultados. O MST e assemelhados poderão
se transformar nas Farc brasileiras. Cumprimento
VEJA por ajudar a romper o véu de silêncio sobre o Foro de São
Paulo ("O lado B da diplomacia", 12 de março). Entretanto, não
pude deixar de notar o otimismo em crer que o PT se afastou do Foro ou, como Demétrio
Magnoli disse, que o Foro não tem operacionalidade. Cumpre observar, à
guisa de exemplo, o discurso do presidente Lula na celebração de
quinze anos do Foro, em 2 de julho de 2005 (disponível no site da Presidência),
em que ele confessa, por exemplo, a atuação do Foro para reverter
a deposição de Chávez, e como o Foro logrou dissimular a
articulação política entre os partidos e movimentos que o
compõem em prol da revolução latino-americana. No mínimo
cinco presidentes latinos hoje fazem parte do Foro e, se não concordam
sempre, pelo menos chegam a algum tipo de acordo (vide as refinarias da Petrobras
na Bolívia). O Foro merece uma reportagem mais aprofundada. Julgo
ter faltado maior profundidade na matéria "O lado B da diplomacia".
Temas importantes passaram ao largo na análise das relações
do atual governo com o Foro de São Paulo, como, por exemplo, o financiamento
das Farc ao PT, o suporte de Lula ao estilo Chávez de governar, o financiamento
do BNDES na Venezuela, o abrir mão das refinarias brasileiras na Bolívia,
a devolução dos cubanos no Pan-Americano e muitos outros que já
provocaram claros prejuízos ao povo brasileiro. Os mais de quinze anos
de Foro de São Paulo foram pautados por mentiras ou dissimulações
do PT e da grande maioria da mídia. Rogo a VEJA que não abandone
a busca da verdade. Os
que têm pai, mãe e filhos seqüestrados por bandidos pedem,
sem ser atendidos, um basta a essa matilha organizada quadrilha, com o
apoio permanente da trinca de presidentes tão bem caricaturada ,
uma "tróica" celerada que rosna, mostrando os dentes. É
com muita surpresa e pena que tomei conhecimento da capa e do conteúdo
do artigo que faz referência ao recente problema de violação
da soberania equatoriana por forças colombianas, incluído na última
edição (2.051) da revista VEJA, de 12 de março de 2008. Com
efeito, começando pela capa, chama atenção a apresentação
caricaturesca e de mau gosto que VEJA faz de vários presidentes sul-americanos,
entre eles Rafael Correa, como parte de uma banda de "feras radicais",
entre as quais se inclui, maliciosamente, o chefe das Farc. Para completar essa
tendenciosa alegoria, inclui-se de maneira por demais irresponsável a manchete
"Seu objetivo (das feras radicais) é evitar a derrota dos terroristas
das Farc e criar um clima de guerra no continente". O conteúdo do
artigo "Por que Chávez quer a guerra", escrito pelo repórter
Thomaz Favaro, é do mesmo tom da manchete, pretendendo, com argumentos
descabelados, ligar o governo equatoriano a um projeto esquerdista de confronto
militar em cumplicidade com as Farc. É uma pena que o repórter não
se concentre no único fato real, "inquestionável" (como
ele mesmo assinala) e perigoso para toda a região, que é a violação
da soberania do território equatoriano por forças colombianas, fato
que tem sido reconhecido e condenado pelos países americanos, tanto individualmente
como no seio da OEA e do Grupo do Rio. Quero sublinhar que o Equador é
um país soberano, pacífico e profundamente respeitoso dos assuntos
internos de outros estados, incluindo a Colômbia, por isso não tem
interesse nenhum em participar do suposto "clima de guerra" ou "projeto
de poder totalitário" que o fantasioso senhor Favaro pretende convencer
ao público brasileiro. Desejo manifestar que, como representante diplomático
de um país estrangeiro, entendo perfeitamente e sou muito respeitoso com
a liberdade de expressão da imprensa local, porém considero que
a apresentação leve, distorcida, maliciosa e tendenciosa dos fatos
que infelizmente levaram recentemente a um confronto diplomático entre
o Equador e a Colômbia deve ser apontada claramente, pois, longe de contribuir
para a informação e o esclarecimento de situações
desse tipo, contribui para a desinformação e desorientação
do público brasileiro. Seria interessante que, ao tratar temas delicados
do cenário latino-americano, fossem incluídos artigos com maior
ponderação e equilíbrio, referentes a fatos comprovados,
evitando especulações e conclusões apressadas.
Ellen Gracie Northfleet Notável a entrevista
com a presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie Northfleet (Amarelas,
12 de março). Nosso país precisa de pessoas que acreditam na Justiça
e que endossam a pesquisa científica com embriões humanos. Concordo
plenamente com a presidente do STF quando afirma que "a pessoa, do ponto
de vista de nosso ordenamento, só passa a existir no instante do nascimento
com vida". Portanto, o espírito se acopla ao ser humano ao nascer,
ao chorar. Eis aí o verdadeiro batismo divino, vindo do criador de todo
o universo, do ser humano e de tudo o mais que existe. Excelente entrevista
com a ministra. Ela mostra por que está à frente da maior corte
do país, defendendo com veemente competência todos os seus
pontos de vista. A ministra Ellen Gracie nos brindou com uma verdadeira aula
de direito. A
passagem da ministra Ellen Gracie pela presidência da mais alta corte nacional
nos enche de orgulho, pelo brilhantismo e pela lucidez. Entretanto, na entrevista
oferecida às páginas amarelas de VEJA é possível pinçar
uma declaração inconfessável acerca da ferramenta que vem
sendo utilizada pelos tribunais nacionais para (digamos) acelerar a entrega da
prestação jurisdicional. A magistrada diz, com orgulho, que o STF
conseguiu "descartar" 26 000 processos por apresentarem "vícios
formais". Resta saber se é justo negar a tutela de um direito legítimo
pela falta de um carimbo em uma petição ou em razão de uma
assinatura ilegível, esquecendo-se de que o processo existe para servir
ao direito material. A litigiosidade excessiva não
é culpa da população, mas da constante violação
de direitos do cidadão por parte do estado, de instituições
financeiras, de operadoras de telefonia. É isso que o Judiciário
deve combater.
Roberto Pompeu de Toledo O antológico
ensaio "Havia uma cruz no meio do caminho" (12 de março) é
o retrato fiel de mais um danoso equívoco da Igreja
Católica. Como fizeram com Galileu, talvez daqui a 500 anos algum papa
peça perdão à humanidade por essa nova tentativa de
queimar cientistas, homens que só pensam em salvar vidas e tornar este
mundo um pouco melhor. Sábias
as palavras de Roberto Pompeu de Toledo no ensaio "Havia uma cruz no meio
do caminho", ao qualificar de obscurantista a ação do procurador
Cláudio Fonteles contra a pesquisa com células-tronco. O progresso
da humanidade se faz graças a pesquisadores determinados, cientistas que
privilegiam as verdades da razão em detrimento das crenças da fé.
É sempre de assombrar a persistência da religião em se lançar
contra a vida das pesquisas, a vitalidade da ciência, o dinamismo do progresso.
Até quando? Repugnante o ensaio "Havia
uma cruz no meio do caminho". É uma afronta a pelo menos 130 milhões
de católicos brasileiros que têm na cruz de Cristo o seu símbolo
maior. Por que esse medo da cruz? Será que estamos voltando aos tempos
de Nero, de Stalin, de Hitler, que temiam a cruz de Cristo?
Especial VEJA 1808 Parabéns
à equipe da editora executiva Vilma Gryzinski pelo trabalho "Este
é o homem Dom João chega e o Brasil começa a mudar"
(VEJA 1808, 12 de março). O texto é leve, informativo e crítico
(valendo-se, inclusive, do bom humor), evitando, dessa forma, digressões
cansativas, pieguices e as tentações do estilo prolixo, maçudo,
que desestimula a leitura. Em um país que tão pouca importância
dá à pesquisa histórica e onde a licenciatura em história
é usada, normalmente, apenas para a obtenção de um certificado
acadêmico o trabalho de VEJA é uma demonstração
de competência e capacidade de comunicação. Com
textos gostosos e inteligentes e em formato de uma revista semanal, a edição
trouxe matérias com informações relevantes e detalhes interessantes
e curiosos sobre aquele período da nossa história. Foi um
presente e tanto! As aulas de história nas escolas deveriam seguir esse
exemplo para, enfim, quem sabe, despertar o interesse dos alunos por tão
intrigante disciplina. Parabéns! VEJA comemora seus 40
anos, mas quem recebe o presente somos nós! A edição especial
está ótima. Voltamos no tempo, mergulhamos naquele momento histórico
e temos a impressão de que tudo se passa agora, e que nós somos
atores coadjuvantes, tão ricas, densas e complexas são as figuras
apresentadas nessas folhas tão bem escritas. A
Comissão Cívica e Cultural, da Associação Comercial
de São Paulo, cumprimenta VEJA pela edição especial sobre
os 200 anos da chegada da família real ao Brasil. A chegada da corte do
príncipe regente dom João iniciou uma transformação
político-cultural profunda em nossa nação, com reflexos ainda
em nossos dias, começando pela abertura dos portos, continuando com a criação
da Impressão Régia, do Banco do Brasil; da vinda da Missão
Cultural francesa, além de tantas outras iniciativas de cunho político
e administrativo. Parabéns! Continuem sempre assim! Não é
à toa que adoro VEJA e a utilizo como instrumento para ministrar minhas
aulas aos alunos do ensino médio. Qual é o grande fato histórico
que comemoramos: a visão de um dom João VI covarde e glutão
precisa ser abolida. Dom João não é esse palerma que costumam
pintar. A incrível decisão de fugir para o Brasil junto da
corte desencadeou duas grandes viradas históricas. Em primeiro lugar, dom
João foi o único monarca europeu que passou a perna em Napoleão
Bonaparte, que até então vinha conquistando os países e derrubando
as monarquias. E, em segundo lugar, sua chegada ao Brasil marca o pontapé
inicial para o longo processo de independência que culminará no 7
de setembro de 1822. A entrevista de Thomas Jefferson
na edição especial mostra as idéias claras e objetivas de
um dos maiores presidentes republicanos que os Estados Unidos da América
já tiveram. Os ideais daquele grande líder foram catalisados in
totum pelo povo americano, mudando o destino daquela grande nação.
Por isso, queiram ou não, aquele país é a maior potência
econômica do mundo contemporâneo.
Claudio de Moura Castro Parabéns
a VEJA por, numa mesma edição, disponibilizar dois espaços
para refletirmos sobre a importância da educação para o desenvolvimento
da sociedade brasileira. A coluna de Claudio de Moura Castro ("A guerra dos
alfabetizadores", Ponto de vista, 12 de março) e o projeto educacional
desenvolvido em Pernambuco convergem para um só ponto educação
de qualidade é fundamental e primordial para o futuro e para a construção
de uma sociedade melhor e mais equânime. Muito oportuno o artigo. Como educadora
há quarenta anos, fico indignada e chocada com o que
vem acontecendo há várias décadas com nossas
crianças e jovens no setor educacional. Inúmeras
reformas e diferentes métodos de alfabetização
foram implantados sem êxito algum. Na troca de governos,
principalmente estaduais, avalanches de inovações
surgem, confundindo a intenção principal que é
formar cidadãos que saibam ler, interpretar e expor suas
idéias. Quanto à alfabetização,
ainda defendo o antigo bê-á-bá pelo qual
meus pais, eu e grande parte dos supostos "reformadores"
fomos alfabetizados. Posso ser tachada de retrógrada
e fechada às inovações, porém não
é isso. Defendo o direito que nossas crianças,
principalmente as da rede pública, têm de receber
uma educação digna e adequada inerente à
sua condição humana. Senhores secretários
e ministro da Educação, está na hora de
saírem dos respectivos gabinetes e vivenciarem nossa
realidade educacional.
Holofote O governo se nega
a dar explicações a respeito de seus gastos com
os tais cartões corporativos, alegando, segundo a senhora
chefe da Casa Civil, "questão de segurança
nacional". Em contrapartida, o comandante da Aeronáutica
vem a público alertar para a incapacidade de sua força
para colocar aviões de combate no ar por falta de verbas,
o que impede inclusive o treinamento de seus pilotos ("Guerra?
Tô fora", Holofote, 12 de março). Isso sim
é questão de segurança nacional! Deixa
claro aos que poderiam nos agredir quanto estamos incapacitados
para nos defender. Quanta vergonha!
Diogo Mainardi Mainardi tem razão.
O Brasil é pior que os Estados Unidos e, aqui, a imbecilidade
compensa ("Imbecilidades imobiliárias", 12
de março). Compensam também o "jeitinho",
a falta de apego à ética, as inúmeras falhas
de caráter. Aqui, um ato ímprobo é apenas
mais um ato. Uma vantagem pessoal será sempre uma inofensiva
vantagem. Em nosso país, ao contrário da América,
um presidente pode roubar à vontade; contanto que roube
menos que seu antecessor, não há problema.
André Petry Quero cumprimentar
o jornalista André Petry pelo excelente artigo "Crime
e hipocrisia" (12 de março). Concordo plenamente
com a criação de locais para receber bebês
não desejados. É um ato de humanidade e, acima
de tudo, respeito aos bebês. A gravidez indesejada não
deveria ser uma punição ao bebê. O abandono de bebês
pelos pais muitas vezes é o reflexo do fracasso do estado
em oferecer um bom planejamento familiar. O buraco é
bem mais profundo do que o "fenômeno" da proliferação
de pais desnaturados. As leis americanas que viabilizam um lugar
seguro para tal abandono parecem ser uma alternativa quando
a primeira opção é censurar para depois
negligenciar o fato.
J.R. Guzzo Bastante oportuna
a crítica do jornalista J.R. Guzzo ("O nariz do
Supremo", 12 de março), pois, além de salientar
as atribuições do Judiciário, evidencia
que estamos em um estado democrático. O Ministério
Público, instituição secular, também
por dever, "mete o nariz nas coisas dos outros" e
o faz ora como parte, ora como fiscal da lei, no interesse da
sociedade. Um antigo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
já procedeu como o presidente da República sugeriu,
porém retornou à corte, ao meu juízo, por
reconhecer que a política deve ficar com os políticos,
a maioria de carreira. Cumprimento VEJA por manter o público
atento a um assunto de relevância, pois com o debate se
constrói a solução, que pode ou não
ser perene. Gostei da coluna de
J.R. Guzzo sobre o "nariz" do Supremo. Todos devem
se lembrar de quando, no STF, se discutia a constitucionalidade
do desconto previdenciário dos aposentados. Nosso guia
foi lá pessoalmente e cooptou votos com a maior tranqüilidade.
A relatora já havia votado contra. Se isso não
é meter o nariz, o que será?
Mayana Zatz Cumprimento VEJA e
a jornalista Vanessa Vieira pela magnífica entrevista
com a bióloga Mayana Zatz, publicada nas Páginas
Amarelas da edição 2.050 (5 de março).
Abordado de forma inteligente, o tema das pesquisas com células-tronco
embrionárias estampa as páginas da revista num
momento oportuno, em que se discute, no Supremo Tribunal Federal,
o direito ou não à pesquisa e ao uso dessa tecnologia
no Brasil. A liberação de pesquisas com células-tronco
embrionárias no Brasil, como bem coloca a entrevistada,
nos permitirá acompanhar os países do Primeiro
Mundo na incansável busca da cura de doenças degenerativas.
Educação Congratulo VEJA pela
alentadora análise sobre um programa que é, hoje,
um dos maiores orgulhos para os pernambucanos preocupados com
a gestão educacional em nosso estado ("Modelo de
negócio", 12 de março). Os Centros de Ensino
Experimental foram criados a partir de uma parceria extremamente
profissional entre grandes empresas privadas e o governo de
Pernambuco, então capitaneado pelo atual senador Jarbas
Vasconcelos. Naquele momento, o programa chegou a ser vilipendiado
por parte da classe educacional por criar uma classe diferenciada
de professores. Hoje, vê-se que o programa é um
grande sucesso e faz jus à história pernambucana
no ramo educacional. Parabéns àqueles
que são responsáveis pelo novo modelo de escola
pública. O que está acontecendo em Pernambuco
é reflexo de atitudes sérias e respeito à
educação.
Plástico nos mares Sobre a reportagem
"Oceano de plástico" (5 de março), gostaria
de salientar que a Marinha do Brasil, representada pela Diretoria
de Portos e Costas, está à frente do resto do
mundo. Há uma norma que trata do gerenciamento da água
de lastro em navios. A água de lastro é justamente
essa água transportada em tanques para dar estabilidade
às embarcações. Antes de essa norma entrar
em vigor, os tanques dos navios eram abastecidos em qualquer
porto e descarregados apenas no porto de destino, o que fazia
com que as águas de diferentes ambientes se "misturassem".
Hoje em dia, isso não é mais permitido. Essa água
deve ser constantemente trocada, enquanto o navio está
em viagem, evitando o desequilíbrio ecológico.
No restante do mundo, essa medida ainda se encontra em votação
na Organização Marítima Internacional,
para que entre em vigor futuramente. Nesse ponto, o Brasil,
por meio das autoridades marítimas, saiu na frente.
|
|
VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter | ![]() |
|