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Edição 1 794 - 19 de março de 2003
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ÓCULOS DE SOL

Os raios dos óculos

Que diferença faz usar lentes com
a tal da
proteção UVA e UVB?

Por mais irresistíveis que sejam os preços de alguns óculos escuros, faz sentido comprar apenas os que dão garantia de proteger os olhos contra os raios ultravioleta UVA e UVB – que têm diversos comprimentos de onda e afetam os olhos de forma diferente. Usar lentes sem essa proteção acaba sendo pior que não usar óculos. "No escuro, nossa pupila se dilata e os raios atingem os olhos com mais facilidade", afirma o oftalmologista Newton Kara, professor da Universidade de São Paulo. O melhor é usar um par com proteção, especialmente entre 10 e 16 horas. Isso evita problemas como catarata e degeneração da retina.

 

SAÚDE

BOA NOTÍCIA

A luz dos olhos teus

Os EUA acabam de aprovar um novo tipo de cirurgia para corrigir a hipermetropia (dificuldade para ver de perto). Trata-se da ceratoplastia condutiva, técnica que usa radiofreqüência para modificar a estrutura da córnea. É vantajosa em relação ao laser porque não é preciso cortar a córnea, pode ser feita até em consultório e não dura mais de três minutos. Os médicos brasileiros, porém, ainda não investiram na técnica. "Há muitas limitações", diz Mauro Campos, professor livre-docente de oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo. A ceratoplastia só tem efeitos comprovados em adultos com mais de 40 anos e com até 3 graus de hipermetropia.

 

MÁ NOTÍCIA

Os idosos e os remédios

Se você desconfia de que a vovó anda abusando dos comprimidos, pode dar mais corda a suas suspeitas. Médicos da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, analisaram a ficha médica de mais de 30 000 pacientes da rede pública americana acima de 65 anos e identificaram mais de 1 500 com problemas causados por associação de diferentes medicamentos: 26,6% tinham problemas renais; 21,1%, gastrintestinais; 15,9%, hemorragias; 13,8%, distúrbios metabólicos; e 8,6%, danos neuropsiquiátricos. O resultado foi publicado pelo Journal of the American Medical Association.

 

Colaboraram Fábio Guimarães e Tatiana Schibuola

 
 
   
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