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Excelente
a reportagem "O autor que é uma paixão nacional" (12 de
março), sobre o escritor Luis Fernando Verissimo. Seus textos bem-humorados
com linguagem informal e personagens simples permitem ao leitor viver
cada crônica como um acontecimento do cotidiano. Vão além,
fazem o leitor ficar mais atento a momentos inesquecíveis relacionados
à infância na escola, à gula, ao sexo e às
inevitáveis mentiras. Fiquei surpreso
e encantado quando vi na capa de VEJA o grande mestre gaúcho e
brasileiro de literatura Luis Fernando Verissimo. Há tempos esse
ilustríssimo colorado merecia ser destaque de capa de uma revista
nacional como VEJA. Parabéns, Verissimo! Nós, gaúchos,
torcemos por você! E dá-lhe o colorado dos pampas! O texto de
Carlos Graieb produziu um autêntico retrato falado de Verissimo.
Singular, polêmico e sobretudo humano, o admirado escritor tem lançado
continuadas luzes sobre a realidade brasileira, auxiliando na reflexão
das circunstâncias e mazelas de nossa sociedade. Excelente
e merecida reportagem sobre um escritor que sabe reunir duas qualidades
muito raras: um estilo literário apaixonante e uma generosidade
sem limites. Há
quinze anos morando no exterior, procuro sempre ler as crônicas
desse nosso escritor, tanto na internet quanto em recortes de jornais
de Porto Alegre mandados pela família. E isso porque sou gremista,
vegetariana, além de ter uma profunda aversão ao jazz!
É
fantástico encontrar uma leitura tão precisa das dificuldades
emocionais por que passa a sociedade atual (Amarelas, 12 de março).
A busca de paradigmas (beleza física, desempenho sexual, fama,
poder, dinheiro etc.), a necessidade de aprovação incondicional
(até mesmo dos que devemos educar), a incapacidade de reflexão,
o desespero diante das dificuldades, o medo enorme verdadeiro pânico
de não ser amado suficientemente. Vamos nos contagiando
com essas obcecações e nos afogando nas ansiedades que elas
geram. É
preciso resgatar a psicanálise, fazendo uma releitura dos pensamentos
de Freud e trazendo-os para a contemporaneidade. Hoje, só conseguimos
suportar o mundo num estado de depressão, visto que não
podemos refletir sobre o significado de nossa vida, ante a velocidade
das informações que nos são repassadas. E a psicanálise
traz, em seu cerne, o espaço para falar e refletir sobre a vida,
de que tanto necessitamos, para não "alucinar".
A lucidez
do artigo "A origem do especulador" (Ponto de vista, 12 de março)
infelizmente não pode ser percebida com facilidade num país
em que apenas 20% das pessoas têm conhecimento das quatro operações.
Não
li a entrevista, mas a prefeita Marta Suplicy tem todo o direito de renunciar
se não pode cumprir o que foi prometido na época de campanha.
Seria melhor ela ficar assistindo aos telejornais e ler as reportagens
referentes a sua administração para tentar melhorar a cidade
de São Paulo do que ficar passeando na Europa, parecendo papagaio
de pirata do Lula (Veja essa, 12 de março).
Enoja e
revolta todo brasileiro digno ver nossos congressistas, imunes, intocáveis
e alheios à situação econômica do país,
promoverem um verdadeiro "assalto legalizado" aos cofres públicos,
cuspindo, mais uma vez, na esperança de cada um de nós ("Saiu
a 1ª reforma: o aumento dos deputados", 12 de março). Meu voto
desta vez não é para nenhum deputado nem senador, mas para
VEJA, que de maneira clara e precisa apresentou ao povo brasileiro onde
está um "saco sem fundo" da economia brasileira. É
de lascar saber que enquanto dou minhas aulas como professora substituta
nas salas quentes e lotadas de uma universidade federal, tendo de driblar
certas situações que não tenho como relatar porque
a seção de cartas de VEJA não é um livro,
existem pessoas neste país que podem nos custar "impressionantes
150 000 reais por mês". Pior ainda é saber que sou uma privilegiadíssima
entre milhões que, em vez de sonhar em fazer uma faculdade para
ter melhores oportunidades na vida, como um dia sonhei, sonham antes ter
o que comer.
No dia em
que tivermos mais creches e escolas na Bahia e, em conseqüência,
extirparmos a ignorância e a incultura do Estado assistiremos mais
rapidamente à queda e ao ostracismo político do "Don Juan"
ACM ("Solidão entre amigos", 12 de março).
A inércia
do governo federal estimulou o MST a invadir até a fazenda do presidente
da República, num ato de puro deboche e completo desprezo pela
lei e pela sociedade, sem que até hoje ninguém tenha sido
exemplarmente punido. E, como sempre, a certeza da impunidade estimulou
mais ousadia, deixando o cidadão comum à mercê desse
partido político disfarçado de movimento social que é
o MST de hoje. A atual onda de invasões a agências bancárias,
prédios públicos e propriedades privadas é ainda
mais preocupante, porque se teme que o governo petista venha a claudicar
diante da alternativa de imposição pura e simples das regras
do Estado de direito ao MST. Se isso acontecer, porém, e a situação
se agravar, o governo petista poderá estar patrocinando a extensão
da insegurança das cidades para o campo e, ao cabo de tudo, quem
sabe, até abrindo a guarda para o surgimento do embrião
de nossas próprias Farc ("A lua-de-mel acabou", 12 de março).
A reportagem
"Problema artificial" (12 de março) é a melhor análise
dos últimos anos sobre transgênicos. A biotecnologia começou
em 1972 e hoje é largamente utilizada no mundo em diferentes áreas
da ciência, como medicina, farmácia, meio ambiente, agricultura
e pecuária. E também hoje os produtos transgênicos
são utilizados em diversos alimentos, frutas, flores, vacina da
hepatite B, insulina para diabéticos, hormônio de crescimento,
peixes etc. Podemos dizer que a biotecnologia é a ciência
do século. Considero perfeita a análise da revista quando
diz que a argumentação contrária é mais ideológica
do que técnica. O que mais assusta é que homens competentes
e capazes do governo estão perdendo muito tempo ouvindo essa posição
radical xiita. A questão
dos transgênicos no Brasil assemelha-se àquela famigerada
lei de reserva de mercado da informática do início dos anos
90, que tanto prejuízo e atraso nos trouxe. Naquele caso, quando
acordamos, o que vimos foi a poeira do trem.
Qual é
a função principal das Forças Armadas? Não
seria proteger o país de ameaças a sua ordem e garantir
a segurança de seu povo? Creio que no Brasil as Forças Armadas
ainda esperam uma invasão holandesa ou francesa, enquanto os narcotraficantes
se sedimentam como o quarto poder a caminho de ser o primeiro. Será
que nossas autoridades não percebem que estamos vivendo uma guerra
civil não declarada ("Tropas na rua", 12 de março)?
É
um absurdo afirmar que alguns juízes discordam da existência
das comissões de conciliação prévia porque
a diminuição dos processos (com a atuação
da comissão) reduz seu poder. As razões são de ordem
totalmente diversa, voltadas à legitimidade e à eficácia
jurídica de tais comissões. Quanto à redução
atribuída pelo texto, basta fazer uma pesquisa séria e responsável
para constatar o número médio de horas que um juiz trabalha
diariamente, fato que precipitará a clara conclusão da total
impropriedade do texto ("A queda nas ações trabalhistas",
Holofote, 12 de março).
Concordo
plenamente com o ponto de vista do senhor Caleb Carr (Amarelas, 5 de março).
O mundo inteiro, salvo raríssimas e honrosas exceções,
se uniu para defender um ditador sanguinário e cruel, que patrocina
o terrorismo e se utiliza de métodos nada convencionais para eliminar
seus desafetos. Além disso, já lançou mão
de armas biológicas para atacar seus compatriotas curdos e invadiu
o Kuwait, sendo barrado pela providencial intervenção americana.
Será que os pacifistas de carteirinha desejam que Saddam Hussein
apronte novamente para se convencerem da necessidade de tirá-lo
do poder?
Tenho 15
anos, mas leio VEJA desde os 12. Meu pai sempre assinou a revista. Com
certeza, a seção do Arc é a que mais me prende a
atenção, pois ele mostra com sarcasmo e ironia os problemas
de nosso cotidiano. Parabéns à Abril por cativar leitores
desde pequenos, formando opiniões de caráter e críticas. Querido Arc,
cheguei à conclusão de que te amo. As tuas inferências
sobre nosso cotidiano me fazem suspirar e sentir um enorme bem-estar ao
saber que existe gente que pensa sobre o que está acontecendo.
Fique conosco por muito tempo, por favor.
Benditas as mulheres que trazem no rosto os anos de luta para sustentar
os filhos com dignidade. Essa é a verdadeira beleza ("Inteiras
na meia-idade", 12 de março). Excelente
reportagem. A senhora Eleanora Mendes Caldeira, 57 anos, é um saudável
monumento à beleza feminina e inverteu a lógica do deboche:
ela vale por três de 20.
Como fã de Michael Jackson, coleciono artigos sobre ele há
mais de dez anos. O teor de 90% desses artigos é o mesmo. Representam-no
como um astro bizarro, decadente, desconectado da realidade. No entanto,
esse astro decadente continua, através dos anos, fascinando a imprensa
e o público como se não houvesse nenhuma outra celebridade
no mundo ("Um ser de outro planeta", 12 de março). Desde
criança, eu admiro a música, a dança e o talento
de Michael Jackson. Artistas como ele só Elvis e os Beatles. É
lamentável que venha se autodestruindo com esses escândalos. Os
ufólogos estão perdendo seu tempo investigando aparições
e abduções. Será Michael Jackson um substituto do
humano original abduzido ou uma criação alienígena
desde o início?
A essa altura dos acontecimentos, se Saddam Hussein se suicidar, George
Bush morrerá de tédio ("Bush atacará com ou sem a
ONU", 12 de março).
Na reportagem "A lua-de-mel acabou" (12 de março), VEJA afirma
que "a reforma agrária trocou o latifúndio improdutivo pelo
minifúndio improdutivo". Essa afirmação é
uma conclusão particular do autor da matéria sobre o livro
A Qualidade dos Assentamentos da Reforma Agrária Brasileira,
material do qual sou editor e que relata parte dos dados gerados pelo
referido estudo. Essa conclusão não coincide com as conclusões
apresentadas no livro.
O reconhecimento, por parte de altas autoridades do Rio, da "possibilidade
de matar os traficantes como recurso para restabelecer a ordem pública"
deixou-me estupefato e triste é que isso significaria a
demissão final dos poderes públicos. Ganhariam os delinqüentes.
Agora não se trataria mais da luta da lei contra o crime, da luta
do justo contra o injusto, da defesa da sociedade contra quem a ameaça.
Passaria a ser um salve-se-quem-puder à margem da lei, travado
no terreno dos criminosos o terreno do não-direito ,
em que eles levam claramente toda a vantagem ("Estado de calamidade",
5 de março). Por
um instante pensei que os terroristas da Al Qaeda haviam errado o alvo.
O ministro da Justiça comete um lamentável equívoco
ao supor o emprego de recrutas em ações de manutenção
da lei e da ordem pelas Forças Armadas na cidade do Rio de Janeiro.
A Marinha, o Exército e a Aeronáutica têm unidades
altamente especializadas, como os fuzileiros navais, a polícia
do Exército, a polícia da Aeronáutica, os esquadrões
de helicópteros e outras, para tal tipo de ação,
não se podendo imaginar o emprego de recrutas ("Nós produzimos
os criminosos", 5 de março).
CORREÇÕES: Quem fez sucesso com
a música Biquíni de Bolinha Amarelinha nos anos 60
foi o cantor Ronnie Cord, e não Celly Campello (Datas,
12 de março).
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