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Edição 1 794 - 19 de março de 2003
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"VEJA com Luis Fernando Verissimo é melhor que acertar o prêmio acumulado da Mega Sena sozinho! Que mais posso pedir?"
Ivany Rodrigues do Nascimento
Florianópolis, SC

 

Luis Fernando Verissimo

Excelente a reportagem "O autor que é uma paixão nacional" (12 de março), sobre o escritor Luis Fernando Verissimo. Seus textos bem-humorados com linguagem informal e personagens simples permitem ao leitor viver cada crônica como um acontecimento do cotidiano. Vão além, fazem o leitor ficar mais atento a momentos inesquecíveis relacionados à infância na escola, à gula, ao sexo e às inevitáveis mentiras.
Kleyton Carlos de Souza
Campo Grande, MS

Fiquei surpreso e encantado quando vi na capa de VEJA o grande mestre gaúcho e brasileiro de literatura Luis Fernando Verissimo. Há tempos esse ilustríssimo colorado merecia ser destaque de capa de uma revista nacional como VEJA. Parabéns, Verissimo! Nós, gaúchos, torcemos por você! E dá-lhe o colorado dos pampas!
Airan Abdalla Costa
Gravataí, RS

O texto de Carlos Graieb produziu um autêntico retrato falado de Verissimo. Singular, polêmico e sobretudo humano, o admirado escritor tem lançado continuadas luzes sobre a realidade brasileira, auxiliando na reflexão das circunstâncias e mazelas de nossa sociedade.
Álvaro Gaspar de Souza Neto
São Paulo, SP

Excelente e merecida reportagem sobre um escritor que sabe reunir duas qualidades muito raras: um estilo literário apaixonante e uma generosidade sem limites.
Paulo Coelho
Rio de Janeiro, RJ

Há quinze anos morando no exterior, procuro sempre ler as crônicas desse nosso escritor, tanto na internet quanto em recortes de jornais de Porto Alegre mandados pela família. E isso porque sou gremista, vegetariana, além de ter uma profunda aversão ao jazz!
Liliane Rocha Varinot
Montreal, Canadá

 

Adam Phillips

É fantástico encontrar uma leitura tão precisa das dificuldades emocionais por que passa a sociedade atual (Amarelas, 12 de março). A busca de paradigmas (beleza física, desempenho sexual, fama, poder, dinheiro etc.), a necessidade de aprovação incondicional (até mesmo dos que devemos educar), a incapacidade de reflexão, o desespero diante das dificuldades, o medo enorme – verdadeiro pânico – de não ser amado suficientemente. Vamos nos contagiando com essas obcecações e nos afogando nas ansiedades que elas geram.
Pedro Modesto Piccoli
Curitiba, PR

É preciso resgatar a psicanálise, fazendo uma releitura dos pensamentos de Freud e trazendo-os para a contemporaneidade. Hoje, só conseguimos suportar o mundo num estado de depressão, visto que não podemos refletir sobre o significado de nossa vida, ante a velocidade das informações que nos são repassadas. E a psicanálise traz, em seu cerne, o espaço para falar e refletir sobre a vida, de que tanto necessitamos, para não "alucinar".
Maria Clarissa Rocha Vale
Brasília, DF

 

Stephen Kanitz

A lucidez do artigo "A origem do especulador" (Ponto de vista, 12 de março) infelizmente não pode ser percebida com facilidade num país em que apenas 20% das pessoas têm conhecimento das quatro operações.
Hugo Villarpando

Por e-mail

 

Veja essa

Não li a entrevista, mas a prefeita Marta Suplicy tem todo o direito de renunciar se não pode cumprir o que foi prometido na época de campanha. Seria melhor ela ficar assistindo aos telejornais e ler as reportagens referentes a sua administração para tentar melhorar a cidade de São Paulo do que ficar passeando na Europa, parecendo papagaio de pirata do Lula (Veja essa, 12 de março).
Ayrton Silveira
São Paulo, SP

 

Salário dos parlamentares

Enoja e revolta todo brasileiro digno ver nossos congressistas, imunes, intocáveis e alheios à situação econômica do país, promoverem um verdadeiro "assalto legalizado" aos cofres públicos, cuspindo, mais uma vez, na esperança de cada um de nós ("Saiu a 1ª reforma: o aumento dos deputados", 12 de março).
Lúcio Flávio Rocha Maciel
Belo Horizonte, MG

Meu voto desta vez não é para nenhum deputado nem senador, mas para VEJA, que de maneira clara e precisa apresentou ao povo brasileiro onde está um "saco sem fundo" da economia brasileira.
Roseli Cysne Messina
Florianópolis, SC

É de lascar saber que enquanto dou minhas aulas como professora substituta nas salas quentes e lotadas de uma universidade federal, tendo de driblar certas situações que não tenho como relatar porque a seção de cartas de VEJA não é um livro, existem pessoas neste país que podem nos custar "impressionantes 150 000 reais por mês". Pior ainda é saber que sou uma privilegiadíssima entre milhões que, em vez de sonhar em fazer uma faculdade para ter melhores oportunidades na vida, como um dia sonhei, sonham antes ter o que comer.
Lígia Cristine
Fortaleza, CE

 

Grampos na Bahia

No dia em que tivermos mais creches e escolas na Bahia e, em conseqüência, extirparmos a ignorância e a incultura do Estado assistiremos mais rapidamente à queda e ao ostracismo político do "Don Juan" ACM ("Solidão entre amigos", 12 de março).
Helmar da Cruz Rocha
Salvador, BA

 

MST

A inércia do governo federal estimulou o MST a invadir até a fazenda do presidente da República, num ato de puro deboche e completo desprezo pela lei e pela sociedade, sem que até hoje ninguém tenha sido exemplarmente punido. E, como sempre, a certeza da impunidade estimulou mais ousadia, deixando o cidadão comum à mercê desse partido político disfarçado de movimento social que é o MST de hoje. A atual onda de invasões a agências bancárias, prédios públicos e propriedades privadas é ainda mais preocupante, porque se teme que o governo petista venha a claudicar diante da alternativa de imposição pura e simples das regras do Estado de direito ao MST. Se isso acontecer, porém, e a situação se agravar, o governo petista poderá estar patrocinando a extensão da insegurança das cidades para o campo e, ao cabo de tudo, quem sabe, até abrindo a guarda para o surgimento do embrião de nossas próprias Farc ("A lua-de-mel acabou", 12 de março).
Everaldo Lima
Aracaju, SE

 

Safra transgênica

A reportagem "Problema artificial" (12 de março) é a melhor análise dos últimos anos sobre transgênicos. A biotecnologia começou em 1972 e hoje é largamente utilizada no mundo em diferentes áreas da ciência, como medicina, farmácia, meio ambiente, agricultura e pecuária. E também hoje os produtos transgênicos são utilizados em diversos alimentos, frutas, flores, vacina da hepatite B, insulina para diabéticos, hormônio de crescimento, peixes etc. Podemos dizer que a biotecnologia é a ciência do século. Considero perfeita a análise da revista quando diz que a argumentação contrária é mais ideológica do que técnica. O que mais assusta é que homens competentes e capazes do governo estão perdendo muito tempo ouvindo essa posição radical xiita.
Ywao Miyamoto
Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja)
Londrina, PR

A questão dos transgênicos no Brasil assemelha-se àquela famigerada lei de reserva de mercado da informática do início dos anos 90, que tanto prejuízo e atraso nos trouxe. Naquele caso, quando acordamos, o que vimos foi a poeira do trem.
Luiz Antonio Silvano
Uberaba, MG

 

Rio de Janeiro

Qual é a função principal das Forças Armadas? Não seria proteger o país de ameaças a sua ordem e garantir a segurança de seu povo? Creio que no Brasil as Forças Armadas ainda esperam uma invasão holandesa ou francesa, enquanto os narcotraficantes se sedimentam como o quarto poder a caminho de ser o primeiro. Será que nossas autoridades não percebem que estamos vivendo uma guerra civil não declarada ("Tropas na rua", 12 de março)?
Paulo Alberto Rodrigues Batista
São Paulo, SP

 

Comissões de conciliação

É um absurdo afirmar que alguns juízes discordam da existência das comissões de conciliação prévia porque a diminuição dos processos (com a atuação da comissão) reduz seu poder. As razões são de ordem totalmente diversa, voltadas à legitimidade e à eficácia jurídica de tais comissões. Quanto à redução atribuída pelo texto, basta fazer uma pesquisa séria e responsável para constatar o número médio de horas que um juiz trabalha diariamente, fato que precipitará a clara conclusão da total impropriedade do texto ("A queda nas ações trabalhistas", Holofote, 12 de março).
César Nadal Souza
Juiz titular da 1ª Vara do Trabalho
Joinville, SC

 

Caleb Carr

Concordo plenamente com o ponto de vista do senhor Caleb Carr (Amarelas, 5 de março). O mundo inteiro, salvo raríssimas e honrosas exceções, se uniu para defender um ditador sanguinário e cruel, que patrocina o terrorismo e se utiliza de métodos nada convencionais para eliminar seus desafetos. Além disso, já lançou mão de armas biológicas para atacar seus compatriotas curdos e invadiu o Kuwait, sendo barrado pela providencial intervenção americana. Será que os pacifistas de carteirinha desejam que Saddam Hussein apronte novamente para se convencerem da necessidade de tirá-lo do poder?
Alamir J. Pereira
Roma, Itália

 

Arc

Tenho 15 anos, mas leio VEJA desde os 12. Meu pai sempre assinou a revista. Com certeza, a seção do Arc é a que mais me prende a atenção, pois ele mostra com sarcasmo e ironia os problemas de nosso cotidiano. Parabéns à Abril por cativar leitores desde pequenos, formando opiniões de caráter e críticas.
Rafael Bortoli Debarba
Nova Prata do Iguaçu, PR

Querido Arc, cheguei à conclusão de que te amo. As tuas inferências sobre nosso cotidiano me fazem suspirar e sentir um enorme bem-estar ao saber que existe gente que pensa sobre o que está acontecendo. Fique conosco por muito tempo, por favor.
Fabiana Tibolla Tentardini
Por e-mail

 

Mulheres

Benditas as mulheres que trazem no rosto os anos de luta para sustentar os filhos com dignidade. Essa é a verdadeira beleza ("Inteiras na meia-idade", 12 de março).
Rosa Cristina Pó Bueno de Castro
Vinhedo, SP

Excelente reportagem. A senhora Eleanora Mendes Caldeira, 57 anos, é um saudável monumento à beleza feminina e inverteu a lógica do deboche: ela vale por três de 20.
Antonio Carlos de S. Messias
Itabuna, Bahia

 

Michael Jackson

Como fã de Michael Jackson, coleciono artigos sobre ele há mais de dez anos. O teor de 90% desses artigos é o mesmo. Representam-no como um astro bizarro, decadente, desconectado da realidade. No entanto, esse astro decadente continua, através dos anos, fascinando a imprensa e o público como se não houvesse nenhuma outra celebridade no mundo ("Um ser de outro planeta", 12 de março).
Andréa Luisa Bucchile Faggion
Londrina, PR

Desde criança, eu admiro a música, a dança e o talento de Michael Jackson. Artistas como ele só Elvis e os Beatles. É lamentável que venha se autodestruindo com esses escândalos.
Petuel Preda
São Paulo, SP

Os ufólogos estão perdendo seu tempo investigando aparições e abduções. Será Michael Jackson um substituto do humano original abduzido ou uma criação alienígena desde o início?
Alvaro Antunes
Curitiba, PR

 

Iraque

A essa altura dos acontecimentos, se Saddam Hussein se suicidar, George Bush morrerá de tédio ("Bush atacará com ou sem a ONU", 12 de março).
Frederico Xavier Rêgo
Brumado, BA

 

Reforma agrária

Na reportagem "A lua-de-mel acabou" (12 de março), VEJA afirma que "a reforma agrária trocou o latifúndio improdutivo pelo minifúndio improdutivo". Essa afirmação é uma conclusão particular do autor da matéria sobre o livro A Qualidade dos Assentamentos da Reforma Agrária Brasileira, material do qual sou editor e que relata parte dos dados gerados pelo referido estudo. Essa conclusão não coincide com as conclusões apresentadas no livro.
Gerd Sparovek
Piracicaba, SP

 

Rio de Janeiro

O reconhecimento, por parte de altas autoridades do Rio, da "possibilidade de matar os traficantes como recurso para restabelecer a ordem pública" deixou-me estupefato e triste – é que isso significaria a demissão final dos poderes públicos. Ganhariam os delinqüentes. Agora não se trataria mais da luta da lei contra o crime, da luta do justo contra o injusto, da defesa da sociedade contra quem a ameaça. Passaria a ser um salve-se-quem-puder à margem da lei, travado no terreno dos criminosos – o terreno do não-direito –, em que eles levam claramente toda a vantagem ("Estado de calamidade", 5 de março).
José Ramos
Lisboa, Portugal

Por um instante pensei que os terroristas da Al Qaeda haviam errado o alvo.
Luiz Lima
Nova York, EUA

 

Márcio Thomaz Bastos

O ministro da Justiça comete um lamentável equívoco ao supor o emprego de recrutas em ações de manutenção da lei e da ordem pelas Forças Armadas na cidade do Rio de Janeiro. A Marinha, o Exército e a Aeronáutica têm unidades altamente especializadas, como os fuzileiros navais, a polícia do Exército, a polícia da Aeronáutica, os esquadrões de helicópteros e outras, para tal tipo de ação, não se podendo imaginar o emprego de recrutas ("Nós produzimos os criminosos", 5 de março).
Guido de Resende Sousa
Rio de Janeiro, RJ

 

CORREÇÕES: Quem fez sucesso com a música Biquíni de Bolinha Amarelinha nos anos 60 foi o cantor Ronnie Cord, e não Celly Campello (Datas, 12 de março). A fruta rambotã, cultivada no Pará, é originária da Indonésia, e não da região amazônica, como informou a nota "Superfrutas da selva amazônica" (Guia, 5 de março). Em "Das férias para o fim de semana" (Guia, 5 de março), a foto do quadriciclo YFM 660R da Yamaha foi identificada com o nome do modelo Drag Star 650, que na verdade é uma moto custom.

 

 

 

DE ONDE NOS ESCREVEM

Das 1 148 cartas publicadas nesta seção no ano de 2002 (de um total de 83.620 recebidas pela redação), setenta vieram do exterior. Foram enviadas pelo correio, por fax ou via internet de 53 cidades localizadas em 21 países espalhados pelos cinco continentes. Os leitores dos Estados Unidos foram os mais constantes: ao longo do ano, 25 cartas vindas de dezessete cidades de onze Estados americanos foram publicadas. Seguiram-se a Alemanha e a Holanda, com cinco cartas publicadas; Suíça, Inglaterra e Japão (quatro); Itália e França (três); Suécia, Austrália, Portugal e Bélgica (duas); México, Nova Zelândia, África do Sul, Irlanda, Israel, Tailândia, Canadá, Argentina e Bermudas (uma). As demais cartas foram enviadas de 213 cidades brasileiras.



PROTEÇÃO ÀS TARTARUGAS

VEJA publicou na reportagem "Baleias, focas e, agora, até caviar" (12 de março) um fac-símile de página do livro Comida Gostosa, editado nos anos 50, em que se destaca a receita de um prato à base de carne de tartaruga. "Revoltante dedicar páginas ao preparo de um prato com tartarugas", escreveu Davis Glaucio Quinelato, de Catanduva, em São Paulo. Para Altair Vieira de Albuquerque, de Fátima do Sul, em Mato Grosso do Sul, "está claro que a intenção foi ensinar a preparar um prato cujo 'tempero' principal está em fase de extinção". A citação do livro teve apenas o objetivo de demonstrar que já foi comum o consumo de tartarugas, o que resultou em sua quase extinção, mesmo destino que pode ter o esturjão beluga – peixe de que se produz o caviar. VEJA já publicou uma dezena de reportagens em que condenou a ação dos caçadores de tartaruga e destacou o sucesso de projetos de preservação do animal, como o Tamar.

 
Veja também
  Dos arquivos de VEJA
"Matança amazônica" (25/8/1999)
"Flagrante via satélite" (01/05/2002)
VEJA Ecologia (dezembro de 2002)
  Da internet
Projeto Tamar



 
 
   
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