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Edição 1 794 - 19 de março de 2003
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Algumas páginas amarelas de VEJA


As 1.772 entrevistas de páginas amarelas feitas no decorrer dos 34 anos de VEJA firmaram alta reputação no jornalismo brasileiro.
O entrevistado desta semana é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que analisa o papel do Brasil na atual fase da globalização e faz uma avaliação lúcida das conseqüências da crise política mundial criada pela decisão dos Estados Unidos de invadir o Iraque. É a nona vez que Fernando Henrique é entrevistado para as páginas amarelas de VEJA, confirmando o recorde de ter sido a personalidade que mais apareceu nessa seção da revista. FHC estreou nas Amarelas em 1977, aos 46 anos, como professor, intelectual, autor de uma pilha de livros. Ainda não era político profissional. Na entrevista de 1977, durante o regime militar, ele já pregava "a necessidade da construção democrática no Brasil e da tolerância com as idéias discordantes", o que seria a marca registrada de sua carreira política.

Através das páginas amarelas, VEJA retratou, pela boca de seus principais protagonistas, a história da evolução social, econômica e política do mundo contemporâneo. A revista ouviu presidentes, primeiros-ministros, reis, rainhas, astronautas, cientistas, escritores e personalidades de sucesso no cinema, na literatura e na televisão. O líder palestino Yasser Arafat defendeu nas páginas de VEJA, em 1970, a destruição física do Estado de Israel. Ouvido de novo pela revista em 1989, Arafat pregou a paz e a abertura de negociações com o Estado judeu. Ganhadores do Prêmio Nobel das mais diferentes áreas falaram a VEJA de seus feitos, da emoção de viverem o suficiente para assistir a suas idéias se tornarem mundialmente aceitas ou até superadas por novos avanços científicos. É o caso, por exemplo, do agrônomo americano Norman Borlaug, o pai da "revolução verde" que nos anos 60 aplacou a fome da Ásia. Em 1997, Borlaug disse a VEJA acreditar que a revolução dos transgênicos eclipsaria suas próprias conquistas. O compromisso de VEJA com seus leitores é manter a qualidade e a variedade desse painel de excelência do jornalismo brasileiro.

 
 
   
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