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Algumas
páginas amarelas de VEJA
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As 1.772 entrevistas de páginas amarelas feitas no decorrer dos
34 anos de VEJA firmaram alta reputação no jornalismo brasileiro.
O
entrevistado desta semana é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso,
que analisa o papel do Brasil na atual fase da globalização
e faz uma avaliação lúcida das conseqüências
da crise política mundial criada pela decisão dos Estados
Unidos de invadir o Iraque. É a nona vez que Fernando Henrique
é entrevistado para as páginas amarelas de VEJA, confirmando
o recorde de ter sido a personalidade que mais apareceu nessa seção
da revista. FHC estreou nas Amarelas em 1977, aos 46 anos, como professor,
intelectual, autor de uma pilha de livros. Ainda não era político
profissional. Na entrevista de 1977, durante o regime militar, ele já
pregava "a necessidade da construção democrática
no Brasil e da tolerância com as idéias discordantes", o
que seria a marca registrada de sua carreira política.
Através das páginas amarelas, VEJA retratou, pela boca de
seus principais protagonistas, a história da evolução
social, econômica e política do mundo contemporâneo.
A revista ouviu presidentes, primeiros-ministros, reis, rainhas, astronautas,
cientistas, escritores e personalidades de sucesso no cinema, na literatura
e na televisão. O líder palestino Yasser Arafat defendeu
nas páginas de VEJA, em 1970, a destruição física
do Estado de Israel. Ouvido de novo pela revista em 1989, Arafat pregou
a paz e a abertura de negociações com o Estado judeu. Ganhadores
do Prêmio Nobel das mais diferentes áreas falaram a VEJA
de seus feitos, da emoção de viverem o suficiente para assistir
a suas idéias se tornarem mundialmente aceitas ou até superadas
por novos avanços científicos. É o caso, por exemplo,
do agrônomo americano Norman Borlaug, o pai da "revolução
verde" que nos anos 60 aplacou a fome da Ásia. Em 1997, Borlaug
disse a VEJA acreditar que a revolução dos transgênicos
eclipsaria suas próprias conquistas. O compromisso de VEJA com
seus leitores é manter a qualidade e a variedade desse painel de
excelência do jornalismo brasileiro.
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