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Lauro
Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]
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Varig
no exterior, TAM por aqui
Raul Junior
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| TAM
e da Varig: fusão inicia decolagem |
O
desenho básico da fusão TAM/Varig está pronto.
À Varig caberiam as linhas internacionais, aproveitando a
marca forte da empresa no exterior. A marca TAM ficaria para os
vôos domésticos. A idéia também é
criar um nome para a holding. Assim como surgiu AmBev, da união
de Brahma e Antarctica. Resta ainda resolver o abacaxi financeiro,
é claro. Mas se a fusão decolar mesmo terá
essa modelagem com Daniel Mandelli, presidente da TAM, no
manche, como principal executivo. Pode ser mera coincidência,
mas, meses atrás, o todo-poderoso José Dirceu, chefe
da Casa Civil de Lula, desfiava privadamente a alguns interlocutores
exatamente essa solução para o setor aéreo
brasileiro.
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AVIAÇÃO
O contra-ataque da Gol
Vai
começar a ofensiva do Davi da aviação para balançar
o coreto da dupla Varig/TAM. Na terça-feira, a Gol levará
aos céus uma promoção dos diabos: o passageiro compra
a passagem de ida e paga 1 real pelo bilhete de volta. Isso mesmo: 1 real,
lançando por aqui um estilo de promoção que já
existe na Europa.
GOVERNO
O esperto e
o bobo
Em
meio a uma conversa com um amigo na noite de terça-feira passada
no Alvorada, Lula deu uma curta (e grossa) definição de
George W. Bush. "De bobo ele não tem nada; bobo é quem teve
mais votos do que ele e não levou a eleição", resumiu,
numa alusão ao imbróglio na contagem dos votos entre Bush
e Al Gore.
O outro japonês do Lula
Pode reparar: Lula já não pousa tanto
a mão esquerda no ombro direito. O responsável é
um japonês que tem ido ao Alvorada com freqüência desde
o início do mês. Não, não é o Gushiken.
É o acupunturista que tem dado um poderoso alívio na bursite
do presidente.
Fome aliada
O PTB do Paraná, de José Carlos Martinez,
está fazendo uma força danada para indicar o presidente
do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Se não der, aceita
de bom grado um posto de destaque num fundo de pensão.
CORRUPÇÃO
Mão na massa
A
equipe da corregedoria da Receita Federal que investiga os fiscais cariocas
com contas na Suíça encontrou provas concretas contra três
deles e as divulgará no início da semana. Rodrigo Silveirinha,
Carlos Eduardo Ramos e Júlio Nogueira fizeram uma movimentação
bancária engenhosa para colocar a mão no dinheiro ilícito.
Agora, estão prestes a colocar as mãos em algemas.
GENTE
O retorno do chefe
Um
grupo de tucanos mais chegados está preparando uma grande festa
de recepção para FHC em março, quando ele retorna
de sua jornada parisiense.
ECONOMIA
De cara amarrada
As
reuniões entre Antônio Palocci e a turma do FMI não
têm sido um mar de rosas. Nas primeiras rodadas, Palocci saiu das
conversas razoavelmente contrariado.
A volta do polvo
canadense
A
Brascan está ensaiando um namoro com a endividada Eletropaulo.
Se a coisa engrenar, será a volta dos canadenses à Eletropaulo
a Light, antiga denominação da Eletropaulo, era controlada
justamente pela Brascan.
Alô, alô
Alguns setores ainda se safam do marasmo geral provocado
pela perspectiva de crescimento irrisório da economia neste ano.
A programação de lançamento de modelos de telefones
celulares da Nokia, por exemplo, é impressionante: até o
fim de 2003, um novo modelo desembarcará a cada quinze dias no
mercado brasileiro.
A AmBev cresce
A
AmBev vai entrar com os dois pés no Peru ainda neste ano. Já
comprou o terreno e vai erguer uma fábrica para produzir a cerveja
Brahma. Lá, duelará contra a Backus, dona de quase 100%
do mercado local.
Conta que não fecha
O
grupo Aster conseguiu autorização da Agência Nacional
do Petróleo para ser o primeiro a fabricar gasolina por um processo
novo, alternativo ao refino. Pelas regras da ANP, quem tem problemas com
o Fisco deveria ficar fora da disputa. E o Aster, como se sabe, volta
e meia deixa o Leão uma fera. A empresa, no entanto, garante que
suas pendências com a Receita estão sendo resolvidas.
Foi o "Bode"
O investidor misterioso que comprou a participação
de 10 milhões de dólares que o Bank of America possuía
na Ipiranga foi o ex-banqueiro Antonio José Carneiro, o "Bode",
como é mais conhecido no mercado financeiro.
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Ele
não sabe o que é crise
Rafael Neddermeyer/AE
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| Guerreiro:
ganhando por dia o que recebia num mês |
Renato
Guerreiro deixou a presidência da Anatel em março passado
para abrir, quatro meses depois, uma consultoria. Dizia que queria
ganhar, enfim, dinheiro coisa que o salário do serviço
público definitivamente não permite. Menos de um ano
depois, está dando consultoria às principais empresas
de telefonia fixa e móvel do país. E a grana pintou:
só da Telemar, Brasil Telecom e Embratel são quase
200.000 reais por mês. Um contrato com a Telefônica
lhe rendia outros 50.000 reais, mas acabou em dezembro. Isso sem
contar com a grana das celulares. Como presidente da Anatel, Guerreiro
tinha um contracheque de 8.200 reais por mês.
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EDUCAÇÃO
Gastando certo
Viviane
Senna está juntando as pontas entre megaempresas e o governo de
Pernambuco para um ousado projeto de alfabetização. Segundo
um empresário que deve bancar uma parte, é coisa de gente
grande 100 milhões de reais em quatro anos.
IMPRENSA
Olho por olho
Está
perto, muito perto de pegar fogo, com direito a ações na
Justiça, a disputa pelo controle da Gazeta Mercantil. De
um lado do ringue, o empresário baiano Nelson Tanure. Do outro,
German Efromovich. Ambos são oriundos do setor naval e se estimam
tanto quanto George Bush e Saddam Hussein.
Colaborou:
Ronaldo França
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