
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Jóias
que valem troféus
Joalheiros
do Brasil acumulam prêmios
em feiras e concursos internacionais
José
Edward
Fotos divulgação
 |
 |
BRINCO
ÁGUAS NOTURNAS,
classificado
no World Facet Award em 2001
Designer:
Gláucia
Silveira, 35 anos, de Minas Gerais
Materiais:
54
gramas de ouro amarelo 18 quilates com 344 diamantes,98 rubis, 108
rodolitas e 118 ametistas
Tempo
de confecção: duas semanas
Peso:
58
gramas
Preço:
R$ 31 500,00 |
PULSEIRA
E BRINCO
premiados
no Gold Virtuosi 2002
Designer:
Adna
Sales, 40 anos, de Minas Gerais
Materiais: 255 gramas de ouro amarelo de 18 quilates e 60 diamantes
redondos, incluindo também um colar
Tempo de confecção:
dois
meses
Peso:
260 gramas, as três peças
Preço: R$ 190 000,00, todo o conjunto |

Veja também |
|
|
|
Se
tivesse prosperado a idéia de fazer de Marisa Letícia da
Silva uma garota-propaganda da indústria brasileira de jóias,
como se pensou há algumas semanas, faltariam braços, orelhas
e pescoço à primeira-dama para exibir material tão
variado, mas feio ela realmente não faria. Nos últimos cinco
anos, os joalheiros do Brasil montaram uma bela vitrine de prêmios
arrematados em concursos internacionais bastante prestigiados. Na edição
de 2002 do Gold Virtuosi espécie de Oscar das jóias
de ouro , seis profissionais brasileiras classificaram-se para a
fase final, num universo de 5.000 peças
inscritas por 1.700 designers de 56 países.
A mineira Adna Sales foi uma das vencedoras da competição,
que seleciona as trinta peças mais bonitas. A obra que apresentou
foi um conjunto de colar, brinco e pulseira inspirado no grafismo de renda
guipure de malhas largas e sem fundo. Mais recentemente, Adna e
duas colegas de sua empresa venceram o Diamond International Award, criado
pela mineradora de diamantes sul-africana De Beers. Três outras
desenhistas de jóias brasileiras ganharam esse prêmio nos
últimos cinco anos.
 |
COLAR,
pente de cabelo e anel selecionados pela mineradora multinacional
AngloGold para exposição itinerante em 2003
Designer:
Cathrine
Clarke, 52 anos, do Rio de Janeiro
Materiais:
75
peças em forma de bambu tropical,
esculpidas e texturizadas
em ouro 18 quilates
Tempo
de confecção:
três
semanas
Peso:
260 gramas
Preço:
R$
26 000,00 |
As
mulheres são franca maioria na lista de premiados brasileiros.
Em 2001, no World Facet Award, promovido pela multinacional suíça
do comércio de pedras preciosas Signity, as joalheiras canarinhas
arrebataram seis dos nove prêmios da etapa americana. Na fase mundial,
havia 22 jóias nacionais. A mineira Carla Abras, a paulista Eliana
Gola e a carioca Ludmila Valente ficaram com o segundo lugar nas três
categorias do concurso, disputado por mais de 900 designers de todo o
mundo. No ano passado, os seis prêmios distribuídos pelas
tradicionais revistas suíças Europa Star e International
Jeweler, no concurso Achievements in Inventiveness, foram faturados
por três designers do Rio de Janeiro, uma de São Paulo, outra
de Minas Gerais e uma brasiliense.
Foi uma americana, Yael Sonia, quem venceu o grande prêmio de design
na edição de 2002 do Tahitian Pearl Trophy prêmio
destinado às melhores jóias com pérolas negras do
Taiti, na Polinésia Francesa. Mas ela mora e trabalha há
muitos anos em São Paulo e ajudou a montar a seleção
de treze jóias de designers brasileiras escolhidas entre 260 peças
de 26 países. No colar desenhado por Sonia, dez pérolas
do Taiti movimentam-se dentro de um arco de ouro branco. Por serem soltas,
elas balançam mais ou menos conforme o ritmo de vida do usuário.
"São jóias que se comportam como seus donos", diz a designer.
Num concurso promovido pelo governo do Japão para estimular a criatividade
de joalheiros com pérolas produzidas naquele país, também
deu Brasil. Quatro vezes. Quatro mulheres.
 |
 |
|
COLAR
SPINNING WHEEL,
vencedor da categoria melhor
design do Tahitian Pearl Trophy 2002
Designer:
Yael Sonia, 31 anos, de São Paulo
Materiais: 100 gramas de ouro branco de 18 quilates, 330
diamantes de 0,01 quilate cada um e 10 pérolas do Taiti
Tempo de confecção:
um
mês
Peso: 110 gramas
Preço:
R$
140 000,00
|
PULSEIRA
WAVE, vencedora
da categoria prêt-à-porter do concurso Achievements
in Inventiveness, em 2002
Designer:
Laura
Kanter, 43 anos, do Rio de Janeiro
Materiais:
40
gramas de ouro amarelo 750 com 6 diamantes redondos e 8 gemas nacionais:
2 rodolitas, 2 citrinos, 1 ametista, 1 peridoto, 1 turmalina e 1
topázio azul
Tempo
de confecção: três semanas
Peso: 49 gramas
Preço:
R$ 24 500,00
|
Até
bem pouco tempo atrás, nove entre dez jóias produzidas no
Brasil eram réplicas de peças desenhadas em outros países,
como a Itália. Hoje, é rara a joalheria nacional que não
disponha de pelo menos um desenhista exclusivo, dedicado a criar peças
originais. "A indústria nacional de jóias alcançou
uma identidade própria", afirma Fernando Souto, diretor-técnico
do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos. Curiosamente, ainda
se vê muita coisa padronizada nas vitrines das joalherias, mostrando
que, como no mundo da moda em geral, a passarela serve para exibir modelos
que nem sempre são viáveis na vida real. Peças exclusivas
também têm preços exclusivos começando,
nesses casos, na casa dos 20 000 reais.
|
|
 |
|
 |

|
 |