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Quem
chegou primeiro:
os chineses ou Colombo?
Pesquisador inglês acredita que
a
China descobriu a América
Montagem com ilustrações de arquivo
pessoal Zhou Shixiu
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| Os
barcos do almirante Zheng He eram várias vezes maiores que
os usados nos descobrimentos portugueses |

Veja também |
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No
início do século XV, por ordem do imperador Yong Le, o terceiro
da dinastia Ming, uma frota de centenas de navios chineses desceu o Oceano
Índico até Calicute, na Índia, navegou pelo Golfo
Pérsico e percorreu a costa oriental da África. Foi uma
aventura memorável. Mais espetacular ainda é a nova teoria
de que a frota chinesa foi muito além do que se pensava. Os juncos
teriam contornado o Cabo da Boa Esperança antes de Bartolomeu Dias,
chegado à América antes de Cristóvão Colombo
e, por fim, efetuado a circunavegação do globo antes de
Fernão de Magalhães. Qual a prova? O inglês Gavin
Menzies, historiador naval e ex-oficial da frota de submarinos de Sua
Majestade, baseia sua teoria em mapas pré-colombianos que parecem
mostrar as ilhas do Caribe, em alguns controversos achados arqueológicos
e no fato de que a China dominou os mares antes dos europeus. Na dinastia
Ming, os navios chineses chegavam a ter 120 metros de comprimento, com
nove mastros. Setenta anos mais tarde, a caravela de Vasco da Gama possuía
apenas 30 metros. O livro em que Menzies expõe sua teoria
1421: O Ano em que a China Descobriu o Mundo está na
lista dos mais vendidos do jornal The New York Times e será
lançado no Brasil em maio.
Reprodução do livro 1421/William
Morrow Publishers
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| Imperador
Yong Le: expedições à África |
Há várias teorias sobre contatos pré-colombianos
entre o Velho e o Novo Mundo. Parece certo que 1.000 anos atrás
os vikings estabeleceram uma colônia no que hoje é o Canadá.
Uma questão que intriga os historiadores é como Colombo
e outros europeus souberam ou suspeitaram da existência de novas
terras antes de se aventurar no mar. A fonte seriam os navegantes chineses?
O sucesso do livro de Menzies talvez se deva menos à teoria da
descoberta da América do que à narrativa da navegação
chinesa propriamente dita. A frota que deixou a China em 1421 era liderada
pelo almirante Zheng He, um eunuco. Num período de trinta anos,
ele comandou sete expedições para demonstrar o poder da
China e estabelecer rotas de comércio. Levou seda e porcelana e
retornou com mercadorias e animais exóticos. Uma girafa trazida
da África foi identificada na corte chinesa como sendo um unicórnio.
Sabe-se que o almirante eunuco navegou até Calicute e dali voltou
a Pequim. Menzies afirma que três de seus capitães foram
adiante. Teriam dobrado o Cabo da Boa Esperança, no sul da África,
e se separado em flotilhas. Uma explorou a América do Sul, a Antártica
e a Austrália, enquanto outros dois grupos navegaram pela costa
das Américas Central e do Norte e contornaram a Groenlândia.
Todos voltaram para a China dois anos depois. Após a morte de Yong
Le, a dinastia Ming decidiu isolar a China do mundo. Proibiu novos contatos
com o exterior e mandou destruir a frota. Quando Zheng He morreu, em 1435,
seus escritos foram queimados. Não fosse isso, talvez os espanhóis
e os portugueses não tivessem tido a chance de conquistar o Novo
Mundo.
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