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VEJA Recomenda
DVDs
Divulgação
 | | Freddie
Mercury em ação: bom registro do Queen ao vivo |
On
Fire at the Bowl, Queen (EMI) Embora a carreira discográfica
do quarteto inglês tenho sido marcada por altos e baixos, há algo
que não se questiona a respeito do Queen: contam-se nos dedos as bandas
de rock com sua competência nas apresentações ao vivo. O DVD
duplo On Fire at the Bowl é uma demonstração disso.
Ele é o registro de um show gravado na Inglaterra no início dos
anos 80 e que fez parte da turnê do disco Hot Space. O lançamento
reafirma quanto o vocalista Freddie Mercury, morto de aids em 1991, era um mestre
nessa arte. Com suas performances teatrais, seu gogó incansável
e seu controle absoluto sobre a platéia, ele é sempre o centro das
atenções. Além dos principais hits da banda, o DVD traz cenas
de bastidores e entrevistas com os roqueiros.
Divulgação
 | | Paralelo
49: melhor que a encomenda |
Paralelo
49 (49th Parallel, Inglaterra, 1941. Classicline) Extraviada no
Canadá, a tripulação de um submarino alemão afundado
passa por perigos e traições na tentativa de chegar até os
Estados Unidos, ainda neutros nos conflitos da II Guerra Mundial. Terceira colaboração
da emérita dupla formada pelo diretor Michael Powell e pelo roteirista
Emeric Pressburger, Paralelo 49 (o título é uma referência
à latitude em que se localiza a fronteira entre Estados Unidos e Canadá)
tem nomes ilustres no elenco, como o inglês Laurence Olivier, para melhor
servir aos seus propósitos foi encomendado como um filme de propaganda,
para expor as vicissitudes dos nazistas e estimular os americanos a entrar na
guerra. Acabou saindo um bocado melhor do que o previsto: trata-se, simplesmente,
de um dos mais inteligentes e envolventes filmes do período.
Divulgação
 | | A
Outra: Woody Allen triplo |
Coleção
Woody Allen Volume III (Fox) Uma tentativa curiosa, mas
frustrada, de imitar seu ídolo Ingmar Bergman (Interiores) e uma
saga feminina introspectiva, com a ótima Gena Rowlands (A Outra),
recheiam esse novo pacote com filmes de Woody Allen que traz, como maior atrativo,
uma comédia absolutamente genial Zelig, um falso documentário
sobre o fictício personagem-título. Zelig, interpretado pelo próprio
Allen, é um sujeito tão desprovido de personalidade que absorve
a de todos aqueles com quem tem contato. Além de visualmente criativo
o diretor lavou e surrou o negativo para que ele adquirisse a aparência
das velhas imagens de arquivo , é um dos filmes mais inteligentes
e provocativos de Allen, lembrança de uma fase em que ele ainda se debruçava
com dedicação sobre seus projetos.
LIVROS
Napoleão
Uma Biografia Literária, de Alexandre Dumas (tradução
de André Telles; Jorge Zahar; 240 páginas; 29,50 reais) Em
romances como Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas (1802-1870) recorria
à história francesa para compor o pano de fundo de suas aventuras.
Em Napoleão, que até hoje era inédito no Brasil, o
mestre das histórias de capa e espada toma menos liberdades com os fatos:
trata-se de uma biografia do imperador francês, de seu nascimento na Córsega
ao exílio na ilha de Santa Helena. Filho de um general de Napoleão,
Dumas tem alguns rasgos patrióticos na descrição dos feitos
militares do imperador. Mas seu talento narrativo nas cenas de batalha torna a
leitura muito interessante. A edição vem enriquecida com mapas,
notas históricas sobre fatos, lugares e personagens citados no texto e
um anexo com o testamento de Napoleão. Leia
trecho. AFP
 |  | | A
escritora Fred Vargas: romance policial à francesa | |
O Homem do Avesso, de Fred Vargas (tradução
de Dorothée de Bruchard; Companhia das Letras; 312 páginas; 38 reais)
A francesa Fred Vargas, de 47 anos, é uma arqueóloga especializada
na Idade Média. Foi como romancista policial, porém, que ela conheceu
a consagração. Seus livros já venderam mais de 250.000 exemplares
na França. Como é quase obrigatório para autores do gênero,
Fred criou um detetive para estrelar suas histórias: o delegado Adamsberg,
de Paris. Adamsberg tem um estilo muito próprio: confia mais na intuição
do que no raciocínio. Em O Homem do Avesso, ele é chamado
a uma aldeia próxima aos Alpes, cultuada pelos ambientalistas por ainda
conservar lobos selvagens. Lá, investiga uma misteriosa série de
assassinatos que os supersticiosos habitantes locais atribuem a um lobisomem.
DISCOS Namorando
a Rosa, vários intérpretes (Biscoito Fino) Talento
do violão brasileiro, a carioca Rosinha de Valença (1941-2004) passou
os últimos doze anos de sua vida impossibilitada de tocar, em razão
de um derrame cerebral. O sustento da violonista era garantido por amigos como
a cantora baiana Maria Bethânia. Foi ela quem organizou esse disco-tributo
com participação de violonistas e cantores do primeiro escalão
da MPB. As faixas dividem-se entre canções de Rosinha, sucessos
que foram acompanhados por seu violão e faixas criadas em sua homenagem.
Nesta última categoria, há duas belas composições
instrumentais: Rosinha, Essa Menina, de Paulinho da Viola, e Prelúdio
da Rosa, de Turíbio Santos. Outro destaque é a versão
de Chico Buarque e Bebel Gilberto para Os Grilos São Astros. Divulgação
 |  | | Super
Furry Animals: roqueiros versáteis | |
Songbook
Vol. 1, Super Furry Animals (Sony Music) Cultuado pelos fãs
de rock alternativo, o quinteto galês tem uma trajetória incomum.
A banda tem o hábito de mudar de estilo musical a cada novo lançamento,
sem que esse recurso seja usado para mascarar falta de talento ou turbinar vendas
de discos. Trata-se apenas de uma forma irreverente de dar vazão à
sua versatilidade e boa parte dessa qualidade se deve ao talento do líder
do grupo, o cantor e guitarrista Gruff Rhys. Songbook é uma ótima
porta de entrada para conhecer a obra do Super Furry Animals, uma vez que o CD
é uma compilação das melhores canções dos seis
álbuns da banda. Há faixas puxadas para a música eletrônica,
outras que remetem ao pop britânico do início dos anos 90 e até
influências de música caribenha. |