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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
GOVERNO
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Collor destitui o próprio
filho
Ana Araújo
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Collor: de
novo presidente, mas de jornal
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Numa operação surpreendente ocorrida na
semana passada, Fernando Collor mandou para casa seu
filho Joaquim Pedro, de 26 anos, que havia dois presidia
as empresas de comunicação da família
uma retransmissora da Globo, duas rádios
e a Gazeta de Alagoas. Collor andava irritado
com o filho, que ensaiava uma trilha de independência
em relação aos seus interesses políticos
em Alagoas. Irritado, assumiu a cadeira de Joaquim Pedro.
No mesmo rompante, demitiu da direção
das empresas seu velho escudeiro e secretário
particular nos tempos da Presidência da República,
o capitão Dário Cavalcanti.
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Gasolina à
vontade
A Presidência da República prevê gastar 124.000
reais de gasolina neste ano apenas em São Bernardo do Campo,
onde mora parte da família do presidente. O suficiente para
comprar 60.000 litros de gasolina comum. Dá a média
de uns três tanques cheios por dia.
Dirceu é
ouvido
Ecos da reforma ministerial: depois de muitos meses deixado
um pouco de lado por Lula nos assuntos políticos, José
Dirceu voltou a ser consultado pelo presidente.
Sem pressa
Dois meses já se passaram da
saída de Cássio Casseb da presidência do Banco
do Brasil, e seu posto continua ocupado por um interino. Parece
que o governo não tem pressa. Ou está deixando a reforma
ministerial decolar para ver o que faz.
Com pressa
A propósito, há um grupo
forte no PT Delúbio Soares à frente
fazendo uma força danada para ejetar Ivan Guimarães
da presidência do Banco Popular (a mais nova subsidiária
do Banco do Brasil). Essa turma faz força para que Geraldo
Magela, candidato derrotado do PT ao governo do Distrito Federal,
assuma o posto. A pressão é grande.
De olho no seguro
É forte, muito forte, a pressão
que Roberto Jefferson, presidente do PTB, faz sobre o Palácio
do Planalto para nomear um novo presidente na Susep e no Instituto
de Resseguros do Brasil (IRB), ambos vinculados ao Ministério
da Fazenda. Por algum motivo, o PTB tem um carinho muito grande
pelo setor de seguros.
Palocci resiste
Até agora Antonio Palocci tem
resistido bravamente às investidas petebistas sobre sua seara.
RIO DE JANEIRO
Auxílio-reclusão
1
Duque de Caxias, município de
800.000 habitantes localizado na Baixada Fluminense, está
dando um exemplo de solidariedade... com o mundo do crime. O ex-prefeito
Zito, que acaba de deixar o cargo, editou uma lei que dá
à família dos servidores presos um (veja só!)
"auxílio-reclusão" no valor de dois terços
do salário, "enquanto perdurar a prisão". Detalhista,
o texto ressalta que a ajuda vale para "prisão em flagrante
ou preventiva".
Auxílio-reclusão
2
A benesse está escrita no artigo
77 do regime jurídico dos servidores municipais. Não
seria exagero ser apelidada de Lei de Proteção ao
Crime.
Contrato de risco
O governo do Rio de Janeiro e o Tribunal
de Contas do Estado gostam de brincar com fogo: recentemente, os
conselheiros do TCE aprovaram a contratação, pelo
governo de Rosinha Garotinho, da empresa Hebara, que desde a década
de 90 explora no estado loterias como a raspadinha. O valor do contrato
entre a Hebara e a Loterj é de 112 milhões de reais.
No relatório da CPI da Loterj, aprovado pouco antes na Assembléia
Legislativa, a Hebara foi acusada de, entre outras façanhas,
sempre ganhar licitações com "cartas marcadas".
BANCOS
Citi se protege
O Citibank e o executivo Luiz Demarco
fumaram o cachimbo da paz. Pelo acordo que firmaram, Demarco não
fará mais carga contra o banco americano. Demarco há
anos briga ferozmente contra o banqueiro Daniel Dantas, que administra
um fundo de investimentos do Citi no Brasil. Com o acordo, o banco
americano quis a garantia de que não iria mais levar as sobras
da pancadaria.
Adesão zero
Sabe quantos credores do Banco Santos
aderiram até sexta-feira passada ao plano de reestruturação,
elaborado por uma consultoria contratada por Edemar Cid Ferreira?
Nenhum. Pela proposta, durante seis meses os credores não
fariam saques de seus ativos.
Safra de lucros
Surfando na onda do crédito consignado
em folha de pagamento, uma das operações mais bem-sucedidas
do ano passado e em que é líder no setor bancário,
o BMG anuncia nesta semana um lucro líquido de 275 milhões
de reais. É mais que o triplo alcançado em 2003 e
representa uma rentabilidade sobre o patrimônio líquido
de impressionantes 52%.
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Divulgação

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| Gisele: custa caro, mas vale quanto
pesa |
O preço da diária
de Gisele Bündchen
A quem interessar possa:
é de 150.000 dólares o valor da diária
de Gisele Bündchen ou seja, a sua simples
presença num evento, não incluindo desfile
na passarela. No preço, estão incluídas
passagens de primeira classe para a modelo e para seu
staff, hotel e confortos adicionais. É quanto
custaria para uma cervejaria, por exemplo, ter a modelo
num desses supercamarotes no Carnaval.
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FUTEBOL
As mangas da seleção
Um contrato milionário entre
a CBF e a Vivo está previsto para ser anunciado nesta semana
em grande estilo. Durante dez anos, a Vivo pagará 4 milhões
de dólares anuais para patrocinar as mangas da camisa de
treino da seleção brasileira. (É isso mesmo:
todos esses milhões apenas pelas mangas das camisas usadas
nos treinos.) Outros 20 milhões de dólares entrarão
no caixa da CBF para que a Vivo tenha exclusividade no Brasil nos
downloads de noticiários, jogos e informações
sobre a seleção também durante uma década
e não serão dez anos quaisquer: em 2014 a Copa
do Mundo deverá ser jogada aqui.
MÚSICA
O rei do DVD
Nos primeiros quinze dias nas lojas,
o DVD de Roberto Carlos vendeu 110.000 cópias. Um recorde
nunca tantos DVDs foram vendidos em tão pouco tempo
no Brasil.
Colaborou Marcelo Carneiro
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