Edição 1888 . 19 de janeiro de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
Auto-retrato
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

"Depois da catástrofe causada pelo tsunami, foi comovente a solidariedade aos países destruídos pelo fenômeno da natureza."
Kelli Ferreira Pedroso
Porto Alegre, RS


Tsunami

Na tragédia surgem heróis e ratos, gestos belos e tortos. Ninguém melhor que Victor Hugo, em Os Miseráveis, para definir o homem: "Os olhos do espírito não podem encontrar em nenhum lugar nada mais ofuscante, nada mais tenebroso que o homem; não poderão fixar-se em nada mais temível, mais complicado, mais misterioso e mais infinito. Existe uma coisa que é maior que o mar: o céu. Existe um espetáculo maior que o céu: é o interior de uma alma" ("Tsunami de solidariedade", 12 de janeiro).
Pedro Paulo Fuchs de Araújo
São Paulo, SP

As razões que levam ricos e famosos a tão nobre gesto de solidariedade seriam certamente mais louváveis se acompanhadas da preocupação com o "destino final" de tantos milhões de dólares. Tragédias devem servir de alerta à nossa impotência, e não de disfarçada consternação por meio de aparição na mídia, enquanto homens, em pleno "exercício de seus podres poderes" (como diz a música do Caetano), não pensariam duas vezes para desviar o que não lhes pertence (doações e dinheiro público) em prejuízo da dor e tristeza alheias.
Mirna Machado
Atibaia, SP

Percebemos que a solidariedade mostrada na reportagem é o que mais toca nosso coração. Se o inferno quis nos dar uma amostra, o espírito humano nos motivou o amor ao próximo sem a contaminação da política, raça ou classe social.
Cleci Barbieri Menegat
Marau, RS

É extraordinário ver a união dos países em solidariedade com as vítimas dessa catástrofe na Ásia. Ao menos nesse período as nações deixam de pensar em guerra para pensar nas necessidades do próximo. Mas é deplorável ver que, mesmo em meio às catástrofes, a corrupção impede que boa parte das contribuições chegue aos locais e às vítimas das tragédias.
Rogério Augusto Lima Guarneri
Ibaiti, PR

 

Cartas

O leitor Flávio Araújo, que chama todos os laboratórios farmacêuticos de "exploradores da humanidade" (Cartas, 12 de janeiro), demonstra preconceito e total desconhecimento sobre o trabalho dessa indústria de altíssimo risco, na busca de cura para as mais diversas enfermidades e de melhor qualidade de vida para a população. O trabalho incansável de pesquisa da indústria farmacêutica permitiu, nas últimas décadas, que determinadas doenças que traziam com seu diagnóstico uma sentença inexorável de morte (entre elas a aids e alguns tipos de câncer) se transformassem em doenças que se consegue tratar com grande melhora na qualidade de vida dos pacientes. Um estudo feito pelo National Institutes of Health, dos Estados Unidos, confirmou que, de 1990 a 2000, 93% de todos os medicamentos registrados foram pesquisados e desenvolvidos pelas indústrias farmacêuticas, que, apenas em 2002, gastaram mais de 45 bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento.
Marcos Lobo de Freitas Levy
Presidente da Associação Latino-Americana de Ética, Negócios e Economia
São Paulo, SP

 

Elhanan Helpman

Espero que o presidente Lula e toda a sua equipe tenham lido as Amarelas da semana passada (12 de janeiro), nas quais Helpman fala que a camada mais pobre deve continuar procurando emprego e estudando, e não criar dependência de "esmolas" governamentais. Isso já vem sendo dito há muito tempo, mas o PT não ouve a população e não enxerga o que ocorre no país. Basta ler o artigo maravilhoso de Tales Alvarenga ("Gorda gente brasileira", 12 de janeiro), mostrando que o IBGE encontrou um país diferente, com muito mais gordos do que famintos, mas o PT insiste, com números tirados de uma cartola, que a maioria passa fome. Chega de demagogia. É hora de encarar a realidade e trabalhar com competência.
Luiz Cláudio Zabatiero
Campinas, SP

 

Carga tributária

A reportagem "O ilusionismo tributário da receita" (12 de janeiro) retrata o engodo do governo Lula e toda a sua administração, bem como a total inépcia do governo. Guardemos esses fatos para uma futura avaliação nas urnas.
Carlos Alberto Kowalski
Blumenau, SC

Em janeiro de 1996, o salário mínimo era de 100 reais e o limite de isenção do imposto de renda, de 900 reais. Portanto, o trabalhador que ganhava até nove salários mínimos era isento e não pagava imposto de renda. Com a esperteza de manter congelada a tabela do imposto de renda retido na fonte, os governos FHC/LULA vão confiscando o salário dos trabalhadores. Hoje quem ganha acima de quatro salários já está sendo confiscado. É com essa mágica que trabalhadores isentos do IR passam a ser tributados; trabalhadores que pagavam 15% de IR passam a ser descontados em 27,5%, a título de IR. Não se trata de incompetência, falta de honestidade ou ingenuidade. É simplesmente a preferência pelo imposto fácil e preguiçoso, aumentado por mera omissão de correção da tabela.
Edson Ribeiro
Belo Horizonte, MG

Atualmente, a variação cambial, de maneira geral, tem o tratamento de receita financeira, e como tal está sujeita ao Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ), à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), à Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) – embora no caso dessas duas últimas, a partir do Decreto nº 5164, a alíquota aplicada seja zero. Como primeira conclusão, temos que a variação cambial do investimento brasileiro no exterior já está sujeita ao IRPJ e à CSLL. A alteração de tratamento, determinada pelo Artigo 9 da MP 232, vem corrigir o posicionamento equivocado da Receita Federal, pois não é adequado que a variação cambial do investimento brasileiro no exterior seja tratada como receita financeira, mas tem a mesma natureza do investimento (assim já o disse a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável pela orientação contábil, em 1996). Sendo assim, outra conclusão é que essa nova regra serve simplesmente para adequar a natureza da variação cambial do investimento brasileiro no exterior, sem causar aumento da carga tributária, pelo simples motivo de que hoje já há incidência de IRPJ e CSLL sobre esse valor. O foco da discussão, portanto, é outro: a regra, trazida pela MP 2 158-35 (de 2001), que determina a incidência de IRPJ e CSLL sobre o resultado auferido no exterior, mesmo antes de ele ser disponibilizado ao beneficiário brasileiro.
Edison C. Fernandes
Advogado e professor de direito tributário da Universidade Presbiteriana Mackenzie
São Paulo, SP

 

Presidência da Câmara

O PT está dando ao Brasil um clássico exemplo de "democracia de mão única" no processo eleitoral para a presidência da Câmara Federal ("Por que eles querem presidir a Câmara", 12 de janeiro). Processo aberto e democrático, mas que, pela imposição do nome do deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), tem se tornado um desrespeito a Minas. A cúpula do PT está atropelando Minas Gerais e dando uma rasteira no deputado federal Virgílio Guimarães (PT-MG), um dos fundadores do partido, que agora sofre até ameaça de expulsão, por se colocar como opção ao cargo.
José Milton
Vice-líder do governo na Assembléia Legislativa
Belo Horizonte, MG

 

Roberto Civita

Caro amigo Roberto Civita, recebi com alegria os votos para 2005, tão bem colocados na Carta do Editor da primeira edição do ano da revista VEJA (5 de janeiro). De maneira direta e didática, o texto indica o caminho indispensável que o país tem de seguir para não viver de alegrias econômicas episódicas, o que só será conquistado com governos que respeitem a trilogia "competência, disciplina e persistência" e que, efetivamente, reconheçam que saúde, habitação e educação são os pilares essenciais do crescimento humano sustentado.
Romeu Chap Chap
Presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP)
São Paulo, SP

 

Lya Luft

Intérprete da alma e do sentimento humanos. São as palavras para tentar qualificar a profunda sensibilidade da escritora Lya Luft em seu artigo "Pessoal e intransferível" (Ponto de vista, 12 de janeiro). Somente quem já viveu uma perda no mesmo grau e na mesma circunstância pode com maior propriedade avaliar e sentir a profundidade do texto.
José Luiz Saraiva
Santos, SP

Já senti tão de perto essa dor da orfandade. Dor que seca, pune, espada na alma viva. Parece sal na garganta. Essa pungência só os grandes escritores conseguem transmitir. Parabéns, Lya!
Eunice Mendes
São Paulo, SP

Pessoal e intransferível, sim. Mas, sobretudo, tocante e realista. Sensacional!
Arié Amitay
Rio de Janeiro, RJ

 

Tales Alvarenga

Excelentes e lúcidos os textos de Tales Alvarenga ("Gorda gente brasileira", 12 de janeiro) e Roberto Pompeu de Toledo, na edição de 12 de janeiro. No Brasil há pobreza (e muita...), mas não necessariamente fome. O grande equívoco dos líderes do governo foi confundir esses dois conceitos. Mas ainda dá tempo para o presidente Lula mudar o slogan para "Pobreza Zero", sem programas paternalistas e priorizando a educação básica, que é capaz de gerar indivíduos com capacidade de produtividade, como brilhantemente afirmou o professor Helpman (Páginas Amarelas). Só resta saber se resultados no longo prazo interessam ao "governo do marketing".
Márcia Regina Vitolo
Porto Alegre, RS

Lamento a forma desrespeitosa como a coluna do senhor Tales Alvarenga se refere a minha pessoa. A informação de que nosso país tem hoje cerca de 77 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, ou seja, que não comem o mínimo necessário de quilocalorias por dia recomendados pela FAO não saiu da minha cabeça. São dados que constam da mesma publicação do IBGE – a Pesquisa de Orçamentos Familiares, tabela 8 – que divulgou a existência dos 3,8 milhões de magérrimos e dos 38,8 milhões de obesos que tanto alarde vem causando. O colunista acerta apenas ao dizer que fiquei frustrado. Mas não pelos dados, já que a tendência à obesidade é similar à encontrada desde a primeira pesquisa do IBGE sobre o assunto, em 1974. Mas pela forma ideologizada com que tema tão importante como o da segurança alimentar vem sendo tratado no país.
José Graziano da Silva
Assessor especial da Presidência da República
Brasília, DF

 

Diogo Mainardi

Jorge Furtado ele, ou furtados nós? Sim, todos os "excluídos" das benesses do poder. A ditadura tinha, pelo menos, uma virtude. A coragem para afrontar e a cara-de-pau para defender eram genuínas. Na democracia tudo é mais fácil. É charmoso e rentável ser de esquerda. Para os adesistas, basta retocar a biografia e balançar a bandeirola estrelada ("O Amaral Neto do petismo", 12 de janeiro).
Odilon Abreu
Porto Alegre, RS

Jorge Furtado, como cidadão e como cineasta, possui conceito de pessoa honrada, profissional qualificado e idealista. Equivocado, pois, está o colunista ao identificá-lo como "O Amaral Neto do petismo", uma comparação envenenada pelo espírito revanchista ou difamatório.
Ney Santos Arruda
Lajeado, RS

A coluna de Diogo Mainardi é sempre de uma riqueza incalculável. Nesta semana, quando faz um paralelo entre a atuação do Amoral Nato (Amaral Neto) no tempo da Revolução e o Jorge Furtado, foi um pouco infeliz, pois o Amaral Neto era mais comedido e os governos da Revolução cuidavam melhor do dinheiro público do que o atual. Essa turma do PT está com uma sede muito grande. De tanto ir ao pote, vão findar com indigestão.
Hieronides Araújo Fernandes
Natal, RN

Se pudesse, nomearia o senhor Diogo Mainardi ombudsman dos políticos brasileiros. É pena que a maioria dos eleitores brasileiros não tem acesso às suas sábias e contundentes críticas. Se tivesse, político safado seria banido da vida pública.
Celso Benini
Brasília, DF

 

André Petry

Parabéns a André Petry por traduzir o libelo de indignação de milhões de brasileiros contra a "arma assassina viva" que é o cão pit bull ("Mordida da estupidez", 12 de janeiro). Que suas palavras sirvam para tirar da letargia nossos parlamentares e outras autoridades, e que algo seja feito para coibir a ação desses animais, que amedrontam, ferem e matam inocentes.
Cícero Marques Costa
Ceres, GO

É, no mínimo, estarrecedor que as autoridades brasileiras fechem os olhos para os corriqueiros ataques sofridos pela população, em especial as crianças, por parte de cães de raças ferozes. Apenas no decorrer de um dia da publicação da edição 1.887 de VEJA, mais uma criança foi atacada por um pit bull na cidade de São Paulo. O lobby dos criadores de animais parece ser mais forte do que os direitos dos seres humanos.
Eduardo Moreira Peres
São Paulo, SP

Solidarizo-me profundamente com os familiares das vítimas da fatalidade ocorrida com os pit bulls, mas, partindo da opinião de que todas as raças ferozes tenham de ser eliminadas, como o colunista defende, o que fazer com os seres que estupram, assassinam, fazem de nós vítimas da maior crueldade e ainda são mantidos com o dinheiro de nossos impostos na cadeia? Devem ser eliminados? Não está na hora de criar leis que punam também os donos desses animais?
Davis Glaucio Quinelato
Vice-presidente da Associação para o Meio Ambiente e Defesa dos Animais – "Anjos da Natureza"
Catanduva, SP

 

Especial Saúde Verão

Parabéns pela edição especial Saúde Verão (dezembro de 2004), em particular pelas reportagens que tratam da atividade física. Embora se reconheça que o treinamento da flexibilidade por meio de exercícios de alongamento efetivamente aumente a amplitude do movimento, contribuindo para a qualidade de vida, vários estudos publicados nos últimos dez anos têm demonstrado que, ao contrário do que aponta o senso comum, o alongamento estático pré e pós-exercício não traz benefícios ao praticante. Na melhor das hipóteses, essa prática é inócua. Há pesquisas, no entanto, que mostram que o alongamento pré-exercício pode aumentar o risco de lesões musculares e prejudicar o desempenho em atividades intensas e que o alongamento pós-exercício não reduz a intensidade da dor tardia ("dor do dia seguinte"), demonstrando na verdade potencial para causar lesões em músculos já fatigados. Flexibilidade é uma capacidade importante, que deve ser desenvolvida em aulas especificamente programadas para esse fim.
Nelio Alfano Moura
Professor de educação física e treinador olímpico de atletismo
São Paulo, SP

 

Auxílio-doença

Na qualidade de presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP), gostaria de comentar o quadro "Nova bomba na Previdência" (12 de janeiro). Muitas explicações podem existir para o que o Ipea classificou de "estonteante" crescimento dos benefícios por incapacidade verificado nos últimos anos. O fator previdenciário, artifício criado para manter os trabalhadores em atividade mais tempo, certamente contribuiu. O desemprego e a baixa renda de segurados autônomos também levam ao INSS pessoas que, em outras condições socioeconômicas, não alegariam incapacidade por doenças com as quais convivem. Há os que dizem que a cidadania e a informação levam mais pessoas a buscar seus direitos, inclusive os previdenciários. É provável que todos esses fatores sejam relevantes, mas não dispomos de elementos que permitam fazer afirmações seguras. Falta ao INSS uma diretoria de perícias médicas que monitore e controle os desvios na concessão e manutenção de benefícios por incapacidade.
Eduardo Henrique Rodrigues de Almeida
Diretor-presidente da ANMP
Brasília, DF

 

 

O CÂNTICO DOS ANJOS

Alguns leitores se encantaram com a capa da edição de VEJA de 15 de dezembro, em que anjos tocam para o menino Jesus, que dorme no colo de Maria. "Eu gostaria muito de saber qual o autor do quadro que aparece na capa", escreveram Marcelo Celestini e Simone Maluf. A obra que despertou tanto interesse é a tela O Cântico dos Anjos, pintada em 1881 por Adolphe William Bouguereau (1825-1905), artista francês que morreu há quase um século. A foto do quadro foi fornecida pela agência Getty Images ( 11 3167-6877).



OS PERGAMINHOS DO MAR MORTO

O leitor Luiz Calina, diretor de uma empresa de projetos culturais e sociais em São Paulo, achou excelente a reportagem de capa sobre Jesus na edição 1.884 e escreveu à redação: "VEJA mencionou com muita propriedade a possível relação entre os essênios e Jesus e a importância dos pergaminhos do Mar Morto para a compreensão de um período tão importante da história". Em sua mensagem, ele aproveitou para informar que fragmentos originais dos pergaminhos estão, pela primeira vez, na América Latina. A exposição Pergaminhos do Mar Morto: um Legado para a Humanidade foi visitada por mais de 150 000 pessoas no Rio de Janeiro e está em cartaz em São Paulo, na Estação Pinacoteca, até 27 de fevereiro. Segundo Calina, que ajuda a realizar a exposição no Brasil, além dos pergaminhos, outros 77 objetos de mais de 2.000 anos ilustram o cotidiano do povo essênio. Outras informações sobre o evento podem ser obtidas no site www.marmorto.com.br.



COM O GRÊMIO ONDE ELE ESTIVER

A seção Desce (15 de dezembro) informou que o Grêmio estreará na segunda divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol em 2005. O leitor Marcelo Zeni, de Xaxim, em Santa Catarina, corrigiu: "O time já sofreu o descenso em 1991. Jogou na segunda divisão em 1992, classificando-se em 11º lugar, e subiu para a Série A de 1993 por meio de uma 'virada de mesa' dos cartolas do futebol brasileiro". Os torcedores do tradicional tricolor gaúcho – acostumados a cantar o hino que diz "com o Grêmio onde o Grêmio estiver!" – terão realmente de acompanhar, pela segunda vez, a luta da equipe na Segundona.

 

 

 
 
 
 
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