Edição 1 632 -19/1/2000

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Doce vingança

Disco independente de Lobão bate as 38 000 cópias

 
Paula Cinquetti

Lobão: as gravadoras
não o querem.
Mas o público, sim


Depois de ganhar fama de intratável e brigar com todas as grandes gravadoras do país, o cantor e compositor Lobão está sentindo o gostinho da vingança. Seu último CD, A Vida É Doce, produção independente e comercializada apenas em bancas de jornal, já alcançou a marca das 38.000 cópias vendidas. "Os executivos da indústria fonográfica não conseguem distinguir minhas músicas daquelas feitas por Claudinho & Buchecha. Por isso, resolvi trabalhar por conta própria", fuzila Lobão. A produção de A Vida É Doce custou bem barato: 50.000 reais. Boa parte do álbum foi gravada no quarto de empregada da casa do artista – apenas alguns ajustes foram feitos em um estúdio no Rio de Janeiro. Como não conseguiu uma grande distribuidora, Lobão se associou à editora MID, para colocar o disco nas bancas. "O investimento que fiz no disco já se pagou e, a partir de agora, vou começar a ter lucro", comemora o artista. A Vida É Doce é um dos melhores discos da carreira de Lobão. É romântico, sem ser piegas, com letras e melodias inspiradas. Não bastasse a qualidade musical, custa um pouco mais barato que os CDs produzidos pelas gravadoras. Só podia ser um sucesso.