Doce vingança
Disco independente de Lobão bate
as 38 000 cópias
Paula Cinquetti
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Lobão: as gravadoras
não o querem.
Mas o público, sim
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Depois de ganhar fama de intratável e brigar com
todas as grandes gravadoras do país, o cantor e compositor
Lobão está sentindo o gostinho da vingança.
Seu último CD, A Vida É Doce, produção
independente e comercializada apenas em bancas de jornal,
já alcançou a marca das 38.000
cópias vendidas. "Os executivos da indústria
fonográfica não conseguem distinguir minhas
músicas daquelas feitas por Claudinho & Buchecha.
Por isso, resolvi trabalhar por conta própria", fuzila
Lobão. A produção de A Vida É
Doce custou bem barato: 50.000
reais. Boa parte do álbum foi gravada no quarto de
empregada da casa do artista apenas alguns ajustes
foram feitos em um estúdio no Rio de Janeiro. Como
não conseguiu uma grande distribuidora, Lobão
se associou à editora MID, para colocar o disco nas
bancas. "O investimento que fiz no disco já se pagou
e, a partir de agora, vou começar a ter lucro", comemora
o artista. A Vida É Doce é um dos melhores
discos da carreira de Lobão. É romântico,
sem ser piegas, com letras e melodias inspiradas. Não
bastasse a qualidade musical, custa um pouco mais barato
que os CDs produzidos pelas gravadoras. Só podia
ser um sucesso.