Em sintonia com o mundo
Raul Junior
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Galuppo: nova editoria, numa nova
economia
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O ano 2000 produziu em sua segunda semana a primeira mudança
significativa em relação ao século
passado. No maior negócio já fechado na face
da Terra, a jovem America Online, AOL, empresa que ainda
não completou o 15º ano de vida, adquiriu o
grupo Time Warner, o maior conglomerado de comunicações
e entretenimento do mundo. A transação, por
um lado, chama a atenção pelas cifras movimentadas,
184 bilhões de dólares. Também é
notável pelo enorme significado que tem. Ela ilustra
de maneira dramática a consolidação
da internet como grande geradora de negócios e de
riqueza do novo século. Além disso, mostra
que boa parte do futuro da rede está na aliança
entre geradores e facilitadores de acesso aos conteúdos.
A fusão entre os dois gigantes é apenas
o ponto culminante de um processo acelerado de transformações
que já afetou vários setores da vida das pessoas,
inclusive no Brasil. O próprio Grupo Abril, que edita
VEJA, é exemplo dessas inovações. Com
sua grande capacidade de geração de conteúdo
editorial, a Abril é sócia do grupo Folha
da Manhã, de São Paulo, no maior provedor
de acesso brasileiro, o Universo Online, UOL. Para a redação
de VEJA, o negócio envolvendo a AOL e a Time Warner
ocorreu num momento especialmente oportuno. Na semana anterior
ao anúncio da venda, o jornalista Ricardo Galuppo
havia sido encarregado de implantar a mais nova editoria
da revista. A seção, que publica a reportagem
de capa já em sua semana de estréia, vai tratar
justamente da nova economia que vem desabrochando em torno
do computador e da internet. A missão de Galuppo
e da equipe composta pelo editor-assistente Manoel Fernandes
e pelas repórteres Elen Peterson e Roberta Paduan
será retratar este bravo mundo novo. O objetivo desse
esforço é continuar fazendo do leitor de VEJA
o mais bem informado do país.