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Edição 1 782 - 18 de dezembro de 2002
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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]


GOVERNO LULA

As voltas que o mundo dá
Agora que Antônio Palocci já foi sacramentado como ministro da Fazenda, cabe um registro histórico: durante a campanha, Palocci chegou a confidenciar para mais de um assessor que Horácio Lafer Piva seria o nome ideal para o cargo.

Vendo como Delfim?
Antônio Palocci está usando óculos desde a semana passada, mas pouca gente parece ter notado. O curioso é que a armação dos óculos foi criada pelo mesmo designer dos óculos de Delfim Netto.

Dois mimos para o Garotinho
A cota de Garotinho no próximo governo já foi sacramentada com Lula. Ficou combinado que ele indicará um diretor da Petrobras e o presidente de uma subsidiária da Petrobras, a Transpetro.

Dinheiro curto
Os governadores que entram e os que se reelegeram podem tirar o cavalinho da chuva: não haverá refinanciamento das dívidas dos Estados em 2003. Esta é, pelo menos, a intenção do PT. Resta ver se o novo governo agüentará as pressões.

Longe, bem longe
Apesar dos pesares, Lula reitera nesta semana o convite para que o reclamão Itamar Franco ocupe a embaixada brasileira em Roma a partir de janeiro.

Um malufista de confiança
Quem cuida do coração de Lula e de Marisa, há anos, é o cardiologista Roberto Kalil Filho, um malufista histórico.

 

Um enviado muito especial à BR


Ricardo Stuckert
Carlos Wilson: lobby


O senador Carlos Wilson, dado na semana passada como o futuro presidente da BR Distribuidora na cota do PTB, não é um completo desconhecido na estatal, ao contrário do que se imagina. Ele já pisou mais de uma vez os tapetes da sede da BR no Rio de Janeiro para tentar resolver algumas pendências da estatal com a usina Petribu – uma das maiores produtoras de açúcar e álcool de Pernambuco. Ou seja, Wilson fez o papel de representante comercial informal da usina junto à segunda maior empresa brasileira.

 

MINAS GERAIS

Linha dura
Aécio Neves passará todo o mês de janeiro com o facão na mão, cortando tudo o que vir pela frente. Já decidiu a extinção de várias estatais mineiras, a fusão de outras tantas e o fim de oito das 22 secretarias de Estado.

Boate, não
Aécio Neves vai dar um basta a suas idas a boates da moda e a badalações noturnas muito agitadas. Como governador de Minas Gerais, ele se obrigará a fazer um estilo mais discreto. Mas pretende continuar passando os fins de semana no Rio de Janeiro, cidade em que mora sua filha e onde tem um apartamento.

 

CORRUPÇÃO

Na boca do caixa
Nos últimos anos, a sigla Sudam virou quase um sinônimo para safadeza, tantos foram os casos de corrupção revelados ali. Pois bem. Quem for ao site da Corregedoria-Geral da União poderá ter de rever seus conceitos. Enquanto a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia teve 38 funcionários demitidos por irregularidades, neste ano, no Ministério da Fazenda foram nada menos de 57. Quem diria...

 

TCU

O notório DNER
A estatística dos processos que correm no TCU sobre o DNER é acachapante: nove em cada dez pareceres dos técnicos apontam problemas na estatal comandada há quase uma década pelo PMDB. A propósito, é um primor o aviso contido no relatório sobre o DNER assinado neste mês pelo ministro Marcos Vilaça – "Deixo para o DNER um conselho emblemático e insólito: ponham ordem no caos".

 

TELECOMUNICAÇÕES

Um pepino a menos
O refinanciamento das dívidas de 800 milhões de dólares da Embratel com bancos será fechado nesta semana.

 

ECONOMIA

Um financiamento e tanto
A Braskem, a maior empresa petroquímica brasileira, pertencente ao grupo Odebrecht, procurou a Petrobras recentemente com a seguinte proposta: a partir de agora compraria nafta da estatal e pagaria 120 dias depois. O usual é a quitação da fatura em duas semanas. Traduzindo para bom português, a Braskem queria financiar suas compras do produto. O total de nafta que a Petrobras vende à Braskem anualmente bate a casa de centenas de milhões de dólares.

Surpresa no ar
A novela Varig parece interminável. Agora, um novo capítulo ameaça ir ao ar. Os controladores da companhia querem tirar da cartola nesta semana um megainvestidor, que seria apresentado como o salvador para o caos atual. A diretoria passou os últimos dias mais misteriosa do que nunca.

Sete anos depois...
As pendências da liquidação do finado Banco Nacional com o BC estão a milímetros de ser resolvidas por esses dias.

 

GENTE

Bye, bye, Miami
Fernando Collor vai vender ou alugar sua mansão em Miami, avaliada em 1,7 milhão de dólares. Decidiu ficar apenas com as casas de Maceió, Brasília e São Paulo.

 

Sarney vende o Pericumã

 
Orlando Brito
Sarney: sua fazenda será loteada

Em meio a sua campanha para presidir o Senado, José Sarney encontrou um tempinho para uma transação imobiliária. Sarney acaba de vender o Sítio de São José do Pericumã, seu refúgio a 35 quilômetros de Brasília. O "sítio", na verdade, é uma fazenda: são 500 hectares, com centenas de cabeças de gado. Não se sabe o valor do negócio nem quem são os dez cotistas do consórcio comprador, que irá transformar o Pericumã num loteamento. Na transação, Sarney conseguiu a garantia de que serão tombados a confortável casa-sede de três quartos e o pomar cuidadosamente plantado por dona Marly.

 

Colaboraram Felipe Patury e Ronaldo França



 
 

 

   
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