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Reforma no Air Force
One
Avião
que serve o presidente
americano vai ganhar novos
equipamentos. A atualização
tecnológica custará 200
milhões de reais
José
Eduardo Barella
Fotos Boeing
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| O
Air Force One, o avião mais seguro do mundo: imune a ataque nuclear
e de mísseis |
O
Air Force One, o avião da Presidência dos Estados Unidos,
é a aeronave mais bem equipada do mundo. Nos próximos meses,
vai ficar ainda melhor. A equipe de segurança do presidente George
W. Bush conseguiu aprovar uma verba de 200 milhões de reais para
fazer uma atualização tecnológica no avião.
Com a verba, equivalente ao valor de um Boeing, os especialistas em segurança
do governo esperam evitar que se repitam os lamentáveis incidentes
registrados na manhã de 11 de setembro de 2001, dia dos atentados
às torres do World Trade Center e ao Pentágono. Enquanto
os Estados Unidos estavam paralisados sob o impacto dos ataques em Nova
York e Washington, Bush amargava um incômodo isolamento a 12 000
metros de altitude. Uma pane no sistema de comunicações
do avião presidencial prejudicou a captação de sinais
de TV por satélite e o acesso à internet, impedindo o presidente
de realizar uma videoconferência com o vice-presidente, Dick Cheney,
e até mesmo de assistir à CNN. As falhas não atingiram
suas 85 linhas telefônicas nem chegaram a ameaçar a segurança
do presidente, mas o atrapalharam num momento em que ele precisava agir
rápido.
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AP
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Detalhe
da suíte presidencial, situada na parte dianteira do avião:
conforto
e privacidade
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Bush
a bordo do Air Force One no dia 11 de setembro: sem CNN nem acesso
à internet |
São
quatro os aviões que servem o presidente em seus deslocamentos.
Há dois Boeing 747-200B e dois aviões menores, usados em
viagens curtas. Eles recebem o nome-código de Air Force One quando
estão transportando o presidente dos Estados Unidos. Vistos por
fora, os aparelhos de fuselagem branca com detalhes em azul são
como os outros de sua linha. A tecnologia embarcada, no entanto, é
espetacular. Para começar, o aparelho pode ser reabastecido no
ar. Tem, portanto, condições de permanecer indefinidamente
em vôo. No caso de um hipotético ataque nuclear, por exemplo,
seu sistema de defesa aciona um escudo eletrônico que protege o
avião da emissão dos pulsos eletromagnéticos associados
às explosões atômicas. O Air Force One também
tem tecnologia para detectar um míssil inimigo a 100 quilômetros
de distância. A ameaça é neutralizada por meio de
ondas eletromagnéticas e sinais eletrônicos que confundem
o sistema de navegação do míssil, que é guiado
pelo calor emitido pelas turbinas do alvo. Com esse recurso, o míssil
sai da rota e cai longe do objetivo. Além disso, toda vez que o
avião presidencial levanta vôo é acompanhado a distância
por uma escolta de caças F-15, que estão sempre prontos
para protegê-lo de um ataque. "Jamais um presidente dos Estados
Unidos passou por situação de risco de vida durante um vôo
do Força Aérea Um", disse a VEJA Robert Dorr, autor do livro
Air Force One, publicado recentemente, que conta a história
do avião presidencial americano.
Fotos reprodução
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| O
Boeing 314 Cliper, primeiro avião a transportar um presidente,
Franklin Roosevelt |
A
transformação de cada um dos dois Boeing 747-200B numa filial
da Casa Branca custou ao governo americano mais de 670 milhões
de reais. O Air Force One tem condições de acomodar 70 pessoas,
além dos 23 tripulantes bem menos que os 450 passageiros
de um avião comercial do mesmo porte. São apenas 372 metros
quadrados de área útil, divididos entre os aposentos do
presidente, sala de reuniões, centro de comunicações,
seis banheiros e cabines para a tripulação, assessores,
agentes do serviço secreto e convidados. O Air Force One conta
ainda com ambulatório médico com capacidade de realizar
cirurgias de emergência. A suíte presidencial, situada na
parte dianteira do avião, é pequena, mas confortável.
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| Jimmy
Carter relaxado, em 1978 |
A
maioria dos presidentes americanos viveu bons momentos a bordo do avião
presidencial. Em diversas ocasiões, Jimmy Carter aproveitou os
vôos longos para dançar com a mulher, Rosalyn, ao som de
Bob Dylan. Já Bill Clinton preferia invadir os outros compartimentos
do avião durante a madrugada em busca de alguém acordado
para conversar. Há, no entanto, um episódio em que o avião
acabou sendo palco de um momento de tristeza para os americanos. Quando
John Kennedy foi assassinado em Dallas, seu corpo foi transportado para
Washington a bordo do Air Force One. E foi lá, no avião,
que o vice, Lyndon Johnson, foi empossado no cargo. Antes da decolagem,
ao prestar juramento em pleno avião presidencial, Johnson determinou
que as cortinas do avião fossem baixadas. Como as janelas não
eram blindadas, tinha medo de ser ele também alvo de disparos feitos
de um ponto qualquer próximo à pista do aeroporto.
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