
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
As praias da hora
Alternativas
para quem quer o sol
e a beleza do litoral da Bahia, mas
dispensa barulho e agitação
Diogo Schelp
 |
PENÍNSULA
DE MARAÚ
Partindo
de Ilhéus, são 140 quilômetros por estrada em
boas condições, mais uma hora e meia de barco.
Há
quase cinqüenta pousadas, próximas a piscinas naturais
e praias com ou sem ondas.
A Pousada dos Tamarindos (foto abaixo) cobra 130 reais
para casal e tem quartos com ar-condicionado, telefone e frigobar,
além de restaurante de comida japonesa.
Secretaria de Turismo do Município de Maraú: fone (73)
258-6167. |
Jota Freitas/SCT-Bahiatursa
 |

Veja também |
|
|
|
Quanto mais
o turismo de massa avança, mais a Bahia se mostra capaz de revelar
novas praias de águas clarinhas, areias macias e natureza farta,
com charmosas vilas de pescadores. Melhor ainda é o fato de que,
mal alguém descobre um desses paraísos, rapidamente aparecem
no lugar alternativas bem razoáveis de hospedagem e pequenos e
agradáveis restaurantes. Junto com eles surge também uma
boa alma que, com um trator, trata de manter transitáveis as estradas
de terra que levam os turistas e seus reais. Porto Seguro, que hoje tem
o maior fluxo turístico depois da capital do Estado, acredite,
já foi assim. A Praia do Forte, 50 quilômetros ao norte de
Salvador, também.
Nesta temporada,
alguns desses recantos prontos para brilhar e encantar visitantes são
Barra Grande, ao norte de Ilhéus, Cumuruxatiba, no extremo sul
do Estado, e Boipeba, ao sul de Salvador. Ao lado de Itacaré, que
já vem sendo falada há alguns verões, mas ainda não
explodiu de gente, esses três destinos têm tudo para agradar
a quem quer a praia baiana sem o som do axé em alto volume nas
barraquinhas, deseja passear por ruazinhas estreitas sem encontrar conhecidos
na esquina e pretende tomar uma água-de-coco sem ter problemas
para estacionar.
Os acessos
por terra estão em bom estado, mas isso não quer dizer que
seja rápido chegar a essas praias. Barra Grande, pertencente ao
município de Maraú, na península de mesmo nome, é
destino que demanda uma viagem com certa complexidade. Para ir até
lá, é preciso dirigir-se a Camamu, a 140 quilômetros
de Ilhéus, e dali fazer um percurso de uma hora e meia de barco
até a ponta da península, onde fica a vila de 500 habitantes.
Agora, na alta temporada, há barcos partindo para Barra Grande
durante todo o dia e a estrada que liga Ilhéus a Camamu está
em ótimo estado. O número de pousadas na região cresce
há três anos. No ano passado, eram cerca de trinta estabelecimentos
na Península de Maraú. Neste verão, estão
instalados na área mais de 45 estabelecimentos. A capacidade de
hospedagem já é suficiente para fazer dobrar a população
local. Mas não existe razão para temer acomodações
precárias nem superpopulação.
Jota Freitas/SCT-Bahiatursa
 |
|
ITACARÉ
A
140 quilômetros do aeroporto de Ilhéus.
Tem nove praias, algumas das quais sediam campeonatos de esportes
náuticos.
Oferece mais de 100 pousadas e restaurantes.
Prefeitura
de Itacaré: fone (73) 251-2134 e 251-2101.
|
Ivan Carneiro
 |
|
Muitas pousadas
têm quartos com televisão, ar-condicionado, frigobar, varanda
com rede e limpeza impecável. As alternativas de alimentação
também vão bem além do tradicional e às vezes
enjoativo peixe frito. Barra Grande já dispõe de um restaurante
de comida japonesa, uma casa especializada em tortas e um estabelecimento
que oferece fresquíssimos frutos do mar. No capítulo dos
passeios, por se tratar de uma península, a região oferece
mar e praia para todos os gostos. Na parte voltada para o continente há
remansos de água calma e, em muitos pontos, bem rasos. São
perfeitos para as crianças brincar. Do outro lado, de frente para
o alto-mar, encontram-se trechos de praia com ondas boas para o surfe
e outros com recifes que formam piscinas naturais ideais para mergulho.
Vale a pena alugar um snorkel em um lugar chamado Taipus de Fora, a 7
quilômetros de Barra Grande.
A Ilha de
Boipeba, a 320 quilômetros de Salvador, tornou-se alternativa para
quem adorava Morro de São Paulo, no mesmo arquipélago, e
se convenceu de que sua praia nos últimos anos estava ficando com
gente e preços acima de limites razoáveis. Boipeba, como
ainda é novidade, tem maior tranqüilidade e praias muito mais
preservadas do que as da ilha vizinha. Entre as vinte pousadas do lugar,
decoradas em estilo rústico, a maioria é confortável
e oferece café-da-manhã e refeições com vista
para a praia quase deserta e o mar transparente. Isso compensa, com folga,
a falta de televisão e frigobar. Também para chegar a Boipeba
é preciso viajar de barco, num percurso de aproximadamente quarenta
minutos. As embarcações partem de Torrinhas, 160 quilômetros
ao sul de Salvador.
Jota Freitas/SCT-Bahiatursa
 |
|
CUMURUXATIBA
A partir
de Prado, trafega-se por 32 quilômetros em estrada de terra
em boas condições.
Tem 32 pousadas, com 800 acomodações.
O litoral diante da vila é freqüentado por baleias jubarte,
que podem ser avistadas em passeios de barco.
Prefeitura de Prado: fone (73) 298-1047.
|
Foram a construção
e a modernização de muitas estradas litorâneas, nos
últimos anos, que tornaram possível o fenômeno da
descoberta de novas praias na Bahia a cada temporada. Itacaré é
um dos melhores exemplos disso. Cinco anos atrás, o lugar era freqüentado
quase exclusivamente por jovens mochileiros e surfistas que se dispunham
a enfrentar uma estrada de terra com 54 quilômetros em péssimo
estado. Gastavam-se em média três horas para chegar a Itacaré,
partindo de Ilhéus. Depois que o asfaltamento da estrada foi finalizado,
o tempo de percurso baixou para 45 minutos. Com o asfalto, muito mais
gente pôde alcançar as belas praias cercadas de costões
cobertos por Mata Atlântica. Dois resorts já estão
instalados na área, e dezenas de pousadas foram erguidas à
beira-mar, mas a localidade mantém seu ar de cidade perdida no
tempo. Apesar da boa estrutura para receber turistas, o casario e as ruas
sonolentas dão a impressão de que mal se passou da metade
do século XIX, quando o cacau fez a riqueza da região. Em
Itacaré há praias apropriadas para naturistas, para surfistas,
para crianças e para a turma dos esportes náuticos, seja
do windsurfe, seja do jet-ski. As alternativas de restaurantes são
muitas, de comida mineira a italiana, com opção também
para vegetarianos.
 |
| Restaurante
em Barra Grande: opção de frutos do mar |
Processo
semelhante ao ocorrido em Itacaré viveu a localidade de Prado,
a 212 quilômetros de Porto Seguro. O acesso que liga a cidade à
rodovia, a BR-101, foi finalizado dez anos atrás. Isso facilitou
a chegada de visitantes à cidade. Não demorou para que o
lugar se tornasse ponto de partida de barcos que levam turistas para a
observação de baleias. Cumuruxatiba, um distrito de Prado,
tem 4 800 habitantes e está a 32 quilômetros do centro da
cidade. A estrada de terra, muito bem conservada, permite que se conheça
mais esse cantinho já servido de restaurantes bons e pousadas graciosas,
entre o mar e a floresta. Enquanto são para poucos, lugares assim
mostram outro atrativo além das belezas naturais e da calma: os
preços. As pousadas raramente cobram mais de 130 reais de diária
para casal, os restaurantes servem pratos fartos por 30 reais, para duas
pessoas, e há passeios de barco, com horas de duração,
a partir de 20 reais.
|
|
 |
|
 |

|
 |