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VEJA vai
a César. A capa, por si só, é uma exclamação.
E competência é a palavra que melhor exprime a reportagem
"O Brasil decide seu futuro no império" (11 de dezembro). Fascinante
é a visão objetiva, esperançosa e histórica
que a revista sempre consegue transmitir. Magnífico
o título de capa da revista VEJA ("Lula vai a César", 11
de dezembro). Bush está para César tanto quanto os EUA estão
para o Império Romano. A história sempre deu provas de que
a arrogância e a onipotência são os ingredientes adequados
para a falência. Na verdade,
Lula foi a Nero. Nenhum dos
doze césares merece ser comparado ao presidente Bush. Sou americano
e achei o artigo sobre a visita de Lula aos EUA bem pesquisado e bem-feito.
Embora não concorde com toda a política internacional dos
EUA, principalmente na área empresarial e na área militar,
ainda seria melhor para Lula fazer amizade com nosso presidente para estabelecer
um bom relacionamento político, que pode ajudar seu plano de governo.
Bush não é um César, é um caubói com
uma pistola bem quente! Mas todo caubói gosta de um bom papo e
um bom churrasco. Então, se Lula jogar bem as cartas, acho que
Bush pode ficar a seu lado. Boa sorte, Lula! O Brasil
diante dos EUA está naquela situação em que se correr
o bicho pega e se ficar o bicho come. E agora, Lula? A capa da
semana expressa com perfeição o que se passa na cabeça
de Baby Bush. Alguém na Casa Branca só precisa lembrar a
ele que Roma também caiu.
Excelente
o artigo do cientista político Sérgio Abranches sobre a
presidência do Banco Central, publicado na edição
1 781 de VEJA (Em foco, 11 de dezembro). A opinião do articulista
sobre o pré-requisito básico para a escolha do novo presidente
do Banco Central ("Alguém que desfrutasse mais a confiança
do governo que do mercado talvez tivesse maior poder e autonomia para
conduzir uma política até mais ortodoxa") é de tal
forma seminal que deveria ser considerada pelo presidente eleito para,
fiel a seu ideário, mudar as relações entre os setores
econômicos do país.
Excelente
a entrevista com o sociólogo José Pastore (Amarelas, 11
de dezembro). Como empresário, fico estarrecido como nossos legisladores
mantêm inalteradas as relações trabalhistas, tão
arcaicas, inibidoras de ofertas de empregos e geradoras de conflitos,
que na maioria das vezes favorecem apenas advogados inescrupulosos, com
perdas para empregados e empregadores. Perfeito
o sociólogo José Pastore. Enquanto tivermos no Brasil essa
idéia de que somente com legislação é que
o patrão cumpre seus compromissos com os trabalhadores, ficaremos
com escassez de emprego e o número de empregados sem registro e
sem contribuir para a Previdência aumentará. O mais interessante
é que se trata de informalidade sem falar na brutalidade da carga
tributária. Aliás, a única menção do
senhor Pastore a impostos é para duvidar da honestidade dos empresários
quando dizem que não podem pagá-los. Obviamente, empresários
querem lucros e não há nada de mal nisso. Se o imposto
fosse pago e retornasse sob qualquer forma segurança pública,
geração de mercados no exterior, boas ruas ou educação
de qualidade , pode ser que alguém se dispusesse a reduzir
suas pretensões de lucro. Para quem
conhece a iniciativa privada é difícil concordar com a visão
acadêmica do sociólogo José Pastore. Dá a impressão
de que 60% das firmas são miseráveis. Empresa que não
pode sequer pagar salário, ou seja, remunerar o fator humano necessário,
a rigor não poderia existir mesmo. É assim no capitalismo.
É correto dizer que teoricamente os benefícios trabalhistas
praticamente dobram o custo das contratações, mas é
bom não esquecer que boa parte é remuneração
indireta que complementa o salário. E não deve ser porque
os salários sejam altos que precisem de complementação.
Seja no
pé direito seja no esquerdo, um presidente da República
sempre terá um calo chamado Itamar Franco ("Corte gastos, Itamar",
11 de dezembro).
Além
de estudar em suas faculdades e escolas, os alunos do Brasil deveriam
ler VEJA e os artigos do doutor Stephen Kanitz. Dessa forma teriam noção
do caminho a seguir na escolha de sua profissão. Eu já escolhi
a minha ("Escolhendo uma profissão", Ponto de vista, 11 de dezembro). Louvável
o ponto de vista de Stephen Kanitz. Acho que todos os colégios
deveriam debater com seus alunos que estão ingressando no 2º
grau este ponto de vista, pois só assim poderíamos reverter
a infelicidade de inúmeras pessoas que profissionalmente se projetam
apenas nos anseios dos pais.
Mainardi, em "Lula me diverte" (11 de dezembro), é cruel, maravilhoso,
verdadeiro. Caro
Diogo Mainardi, você se divertir não é nada. O pior
é que o Lula se diverte, pois quem nunca comeu melado quando come
se lambuza.
Na coluna Radar (11 de dezembro) foi divulgado que o Instituto Brasileiro
de Siderurgia doou 1 milhão de reais à campanha do candidato
José Serra, o que seria proibido por lei. A bem da verdade, o IBS
fez contribuições de igual valor (1 milhão de reais)
para as duas campanhas, com respaldo na legislação vigente,
conforme pareceres jurídicos em nosso poder, já que foram
recursos de suas associadas (empresas privadas), e no fato de que o IBS
não recebe recursos públicos.
O objetivo das células terroristas palestinas é atingir
o maior número de cidadãos israelenses que moram aqui, tanto
adultos quanto crianças, sem diferenciação de camada
social, econômica ou religiosa. É por isso que os ataques
são feitos em ônibus ou restaurantes freqüentados por
gente local. E isso em contraste com os países mencionados na reportagem
"Com medo de ir para Israel" (11 de dezembro), como Bali, onde foram atingidos
turistas em um centro de diversões para estrangeiros, ou nas pirâmides
de Luxor, no Egito, onde foram atingidos seis turistas japoneses. Esses,
sim, foram ataques planejados contra locais distintamente turísticos.
Em VEJA Especial Investimento (dezembro de 2002), na reportagem
"Não deixe o Leão esmagar seus ganhos", em "Autônomos
e profissionais liberais podem abrir empresa ou fazer o livro-caixa",
chamo a atenção para dois itens citados como deduções:
as despesas de locomoção e transporte, salvo no caso de
representante comercial autônomo, quando correrem por conta deste,
não são dedutíveis; a compra de equipamentos não
é dedutível. Devemos aqui fazer uma distinção
entre despesas e aplicação de capital: no que concerne à
aquisição de bens indispensáveis ao exercício
da atividade profissional, deve-se identificar quando se trata de despesa,
para distingui-la da aplicação de capital, tendo em vista
que a primeira é dedutível integralmente quando paga no
ano-calendário.
Na página 41 da edição 1 780 ("Ele voltou", 4 de
dezembro), foi publicada uma informação sobre o índice
conhecido nacionalmente por IGP-M, calculado e divulgado por essa instituição,
que não reflete a realidade. VEJA informa que a coleta dos preços
ao consumidor é feita apenas no Rio de Janeiro e em São
Paulo. Na realidade, aferimos os preços ao consumidor em doze municípios
de capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Belém,
Recife, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Florianópolis, Goiânia,
Curitiba e Distrito Federal.
Em relação à reportagem "Natal high-tech" (4 de dezembro),
publicada por essa conceituada revista, informamos que o preço
correto do celular 388 da Motorola é de 1.899 reais. O valor de
1.399 reais passado à repórter na verdade se refere a outro
produto. Lamentamos o mal-entendido.
CORREÇÕES: O ex-embaixador Anthony
Harrington, citado na reportagem "O
Brasil decide seu futuro no império" (11 de dezembro),
preside atualmente a consultoria Stonebridge International LLC, com sede
em Washington.
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