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Home  »  Revistas  »  Edição 2139 / 18 de novembro de 2009


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DISCOS

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DISCO
Sarah Chang: técnica
e dramaticidade na
interpretação de obras
essenciais do violino

BRUCH: VIOLIN CONCERTO; BRAHMS: VIOLIN CONCERTO, Sarah Chang (EMI)
• Brahms e Bruch nunca foram amigos: os dois compositores do período romântico gostavam de se alfinetar mutuamente. Mas seus dois Concertos para Violino trazem tantas coincidências que seria possível imaginar que foram escritos em parceria. As obras têm influências de música cigana, foram ambas revisadas pelo violinista Joseph Joachim e são consideradas cânones do instrumento. Quando executadas por um intérprete talentoso, são de beleza sublime. A americana Sarah Chang por certo preenche esse requisito. Ela conhece os concertos desde que tinha 5 anos (hoje tem 28), mas decidiu que os gravaria apenas quando se julgasse suficientemente madura para mergulhar no romantismo de Brahms e Bruch. Sábia decisão, como se verifica em sua execução das duas peças, acompanhada pelo maestro alemão Kurt Masur e pela Filarmônica de Dresden.


JULIANA KEHL (Microservice)

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DISCO
Juliana Kehl: talento com critério e sem afetação

• O CD de estreia da cantora Juliana Kehl é um delicioso híbrido de MPB tradicional e pop. Seu uso da eletrônica não serve para maquiar a falta de talento com um glacê de modernidade: são detalhes que enriquecem as canções (como em A Música Mais Bonita, uma das melhores faixas). Quando opta por uma regravação, Juliana, que é afinada e tem boa dose de emoção na voz, não escolhe caminhos batidos. Canta Outras Mulheres, de Joyce e Paulo César Pinheiro, e Oiê, de Junio Barreto. Ela é, ainda, uma boa letrista, com temas que vão do folclore aos amores urbanos – e, aqui, nada supera a radiofônica Rede de Varanda. Quanto à beleza, é a mesma da irmã mais velha, a psicanalista Maria Rita Kehl, eterna musa dos militantes de esquerda interessados no materialismo não histórico.

 

LIVROS

SEIS SUSPEITOS, de Vikas Swarup (tradução de Alexandre Barbosa de Souza; Companhia das Letras; 552 páginas; 54 reais)

Sofie Bassoul/Corbis/Latinstock

LIVRO
O indiano Swarup, de Seis Suspeitos: um diplomata que adora divertir com seus enredos originais


• Vicky Ray, produtor de filmes de Bollywood e playboy, é assassinado em uma festa. Seis pessoas tinham motivos, e também os meios, para fazê-lo: uma atriz, um ladrão, um burocrata, um político, um americano e um homem das castas mais baixas da Índia. Até esse ponto, o do enredo puro e simples, este romance policial do diplomata indiano Vikas Swarup é uma homenagem àqueles mistérios claustrofóbicos que fizeram a fama de Agatha Christie. Mas, como em seu livro anterior – Sua Resposta Vale Um Bilhão, que deu origem ao filme Quem Quer Ser um Milionário? –, o autor demonstra ser um original: em prosa leve e segura, e com uma vivacidade que indica seu prazer na escrita, Swarup usa esse formato restrito para ao mesmo tempo brincar e acusar, alfinetando desde a obsessão do público com os reality shows até o preconceito de classe institucionalizado em seu país. Mas nunca deixa pesar a mão: seu negócio, no qual ele é, aliás, muito competente, é a diversão. Trecho do livro.

 

VOZES DA RUA, de philip k. Dick (tradução de Ryta Vinagre; Rocco; 432 páginas; 58,50 reais)
• Inédito por mais de meio século, este livro traz uma faceta pouco conhecida do escritor ame-ricano Philip K. Dick (1928-1982). Ele se distancia do feudo da ficção científica, no qual produziu enredos que renderiam filmes como Blade Runner e Minority Report, e cria uma história angustiante, que mistura drama familiar e religião. O personagem-chave de Vozes da Rua é Stuart Hadley, gerente de uma loja de aparelhos eletrônicos, que está prestes a se tornar pai. A felicidade é apenas aparente – Hadley odeia seu emprego e também não morre de amores pela mulher. Durante uma crise existencial, ele encontra refúgio numa seita religiosa. A escolha, claro, vai terminar em tragédia. Mas essa previsibilidade é mais do que compensada pela narrativa envolvente, que descreve com pinceladas certeiras cada etapa da decadência física e moral do protagonista. Trecho do livro.

 

DVDs

GIMME SHELTER (Estados Unidos, 1970. Warner
• Em 6 de dezembro de 1969, os Rolling Stones encerraram sua turnê americana com um show gratuito no Autódromo de Altamont, na Califórnia, que incluiria apresentações de Santana, Crosby Stills & Nash e Jef-ferson Airplane. O evento, porém, ficou conhecido como uma das maiores tragédias da história do showbiz: Mick Jagger e sua banda contrataram como seguranças a gangue de motoqueiros Hell’s Angels, conhecida pela truculência, e atrasaram a entrada no palco por horas. Quando finalmente iniciaram o show, a plateia e os leões de chácara já estavam em pé de guerra, numa violência que culminou na morte do jovem Meredith Hunter, com cinco facadas. O episódio ganhou um retrato fiel nas mãos dos cineastas David e Albert Mayles e Charlotte Zwerin. O trio registra imagens raras, como a expressão de pavor de Jagger e Keith Richards diante da tragédia inevitável.

 

DECÁLOGO (Dekalog, Polônia, 1988. Versátil)

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DVD
Decálogo, do polonês Kieslowski: dez horas de reflexão envolvente
e devastadora sobre os Dez Mandamentos


• Um dos maiores cineastas europeus da segunda metade do século XX, o polonês Krzysztof Kieslowski (1941-1996) ficou célebre por sua interpretação íntima e dolorosa do lema da Revolução Francesa – liberdade, igualdade e fraternidade – na chamada Trilogia das Cores, lançada entre 1993 e 1994. No fim dos anos 80, contudo, Kieslowski já realizara um trabalho de inspiração semelhante, e peso talvez até maior. Composto de dez filmes de uma hora de duração cada um, Decálogo se inspira nos dilemas éticos e morais suscitados pelos Dez Mandamentos, ilustrando-os por meio dos diferentes personagens que moram em um conjunto habitacional de Varsóvia, em uma Polônia ainda em pleno trauma do regime comunista. Numa das histórias, uma mulher deve decidir se faz ou não um aborto em face da doença terminal do marido; em outra, um adolescente se apaixona por uma mulher promíscua que ele espia com seu binóculo.O diretor parte do abstrato para chegar ao profundamente dramático, em um conjunto de filmes tão belo quanto devastador.

 

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