Seções
• VEJA.comPanorama
• Imagem da SemanaBrasil
• Energia: O apagão do governo LulaInternacional
• Estados Unidos: A volta do terror islâmicoGeral
• Maílson da NóbregaLeitor
Vocação"É muito importante colocar esse tipo de recurso à disposição
dos jovens, para que eles tenham mais clareza em relação às
suas opções e encontrem o melhor caminho. Acredito muito no autoconhecimento
como premissa básica para o desenvolvimento humano." No Especial Vocação (11 de novembro), VEJA proporcionou um banho
de informações e cultura concernentes à escolha de uma
profissão, por meio de uma explicação mais ampla do conceito
de vocação. Ao mesmo tempo, mostrou que não adianta o país
decolar se seus cidadãos não estiverem preparados. Como educador, cumprimento VEJA pelo excelente Especial sobre vocação.
De forma clara e didática, a reportagem aborda a aptidão, a vocação
e o empreendedorismo, tão discutidos em salas de aula. Formamos nossos
alunos para o mercado de trabalho, e a escolha da profissão é
um passo muito sério na vida do ser humano. As carreiras mais competitivas
(direito, engenharia, medicina) foram muito bem estruturadas nessa reportagem,
resultando numa verdadeira aula para a escolha da profissão. Interessante esse teste desenvolvido pela pedagoga Maria da Luz Calegari,
publicado no especial de VEJA, diferente de todos os outros já apresentados.
Fiquei feliz ao constatar, uma vez mais, a escolha certa feita por mim há
trinta anos. Sou professora (aposentada) e me considero na ativa, em busca de
novos desafios e, quem sabe, de uma segunda profissão uma lista
delas apareceu diante de meus olhos, algumas surpreendentes. É valiosa a colaboração de Maria da Luz Calegari ao jovem
que ainda não sabe que rumo profissional tomar, para que, baseado em
sua biografia, encontre nesta etapa da vida a resposta à frequente pergunta
ouvida desde a infância: "O que você vai ser quando crescer?". Parabéns pelo Especial Vocação, sobre as carreiras profissionais.
O material deverá ajudar milhares de jovens a pensar e repensar a carreira
na qual poderão ter sucesso. Uma ironia é que, juntamente com
esse número, VEJA nos brinda com uma edição especial sobre
Brasília, seus idealizadores e seus executores, Lucio Costa e Oscar Niemeyer,
responsáveis pelo Plano Diretor e pelos edifícios que fizeram
daquela cidade um marco na história da arquitetura e urbanismo. Brasília
e tantos outros projetos urbanísticos são prova indiscutível
de que a profissão de arquiteto é uma das poucas que podem determinar
em profundidade a qualidade de vida de uma comunidade, atingindo milhões
de pessoas. Apesar disso, arquitetura e urbanismo não foi incluída
entre as doze profissões mais procuradas, pois ocupa somente a 16ª
posição entre as vinte cujos salários foram pesquisados.
Sendo assim, continuaremos vivendo sem esperança na megalópole
cujo destino é ditado tão somente pelo interesse do mercado imobiliário.
Edição especial Brasília 50 AnosFoi com curiosidade que adquiri, em banca, o exemplar especial de VEJA Brasília
50 Anos. Não fazia ideia do registro histórico contido em
tal obra. Chamo de obra, sim, pois os relatos nos fazem viajar no tempo, transportando-nos
como na reportagem escrita por Ronaldo Costa Couto, com JK fazendo discurso
na carroceria de um caminhão, ou arranjando um voo para "sondar"
Israel Pinheiro para o grande desafio de gerenciar sua ideia. O que falar então
das fotos: são magníficas! Os movimentos políticos e estratégicos,
a moda, a cultura, a valentia e objetividade que JK conseguiu plantar no coração,
na alma, nos braços e nas pernas de cada um que esteve com ele, como
o senhor Afonso Heliodoro. Enfim, uma lição para todos os brasileiros
que a equipe de VEJA nos proporcionou. Ao ler VEJA Especial Brasília 50 Anos fiquei extasiada com a
qualidade da pesquisa realizada. Documentos da época e os projetos que
concorreram foram o que mais me chamou atenção. Porém,
o mais impressionante foi a determinação de um homem: JK. Tenho
51 anos e durante a minha infância acompanhei, através das revistas
da época, a evolução dessa linda cidade, que tive o prazer
de conhecer aos 15, como presente de aniversário. Nunca mais vi nada
igual em termos de modernidade. Parabéns mais uma vez! VEJA sempre surpreendendo! MA-RA-VI-LHO-SA! Acessei também o conteúdo on-line da edição
especial e fiquei ainda com um gostinho de quero mais... Homenagem mais do que
justa aos desbravadores pioneiros, que, apesar das dificuldades, fizeram a história
da capital do Brasil. Fiquei emocionada pelo lindo presente que recebemos hoje com a edição
especial de VEJA. Maravilhosa edição dos 50 anos de Brasília
de JK, que serão comemorados em 2010. Melhor presente receberíamos
com a mudança de governo, nas próximas eleições. Políticos transgressoresA reportagem "A ética dos incomuns" (11 de novembro) é
bastante oportuna e nos mostra a triste realidade da política brasileira.
Estamos longe de utilizar a clássica definição de política
como a arte ou a ciência da organização, direção
e administração de nações ou estados. Nossa definição
estaria mais para a arte de administrar conchavos, falcatruas, atos de corrupção
ou, ainda, a aplicação do ditado "Em terra de Murici cada
um cuida de si". É muito triste viver em um país onde há dois pesos e
duas medidas. Os políticos se autodenominam cidadãos incomuns
vejam bem que ironia, são mesmo, mas no péssimo sentido.
Nós, os "comuns mortais", pagamos nossos impostos, diga-se
de passagem, extremamente abusivos, sem retorno algum em nosso benefício.
Suamos a camisa trabalhando duro em dois ou três empregos para cumprir
nossas obrigações familiares e com a Receita Federal e para manter
os poderosos incomuns, cujos salários e benefícios são
uma afronta ao povo brasileiro, recebendo mensalão e trabalhando (quando
isso acontece) quatro dias por semana. Infelizmente, cada vez mais fica a impressão de que caráter,
integridade, honestidade e retidão são atributos que pertencem
única e exclusivamente ao homem do povo, ao homem "comum". Ao contrário do que VEJA afirma, não "testei protótipo
de fraude em Minas". Rea-firmo que o ministro-relator da denúncia
apresentada contra mim usou, em sua argumentação de acusação,
um xerox forjado de um recibo de incrível valor, que nunca existiu e
nunca apareceu no seu original. E esse não é o único argumento
de origem espúria. Várias outras afirmações usadas
para me atribuir culpa são também oriundas de um conhecido lobista
processado por estelionato e falsificação, por mim e por outras
pessoas físicas e jurídicas; além de ilações
e suposições diversas. Os mineiros de bem, de todos os partidos,
atestam a lisura de toda a minha vida pública. Confio em uma análise
técnica do STF ("A ética dos incomuns", 11 de novembro).
O Muro de BerlimO que permanece do Muro de Berlim são sequelas da maior praga que se
abateu sobre a humanidade e ainda hoje nos ronda ("A revolução
que salvou o mundo", 11 de novembro). Quando acenam com o paraíso
na terra distribuindo as riquezas que nunca produziram, eles apenas sucateiam
o sistema produtivo, semeando miséria e sofrimento. Para sustentar o
insustentável, revogam a natureza humana por decreto, semeiam a desconfiança
e a discórdia, dividem, mutilam o sentido das palavras, reescrevem a
história. Sufocam o espírito das pessoas minando sua iniciativa
e autonomia para formar uma legião de dependentes. É fácil
perceber que a cura para esse mal é um processo longo e difícil,
sem garantias de sucesso. Devemos ficar alerta. Afinal, sempre pagamos o preço
dessa aventura, pois, mesmo quando não logram êxito, eles apresentam
a fatura ao contribuinte na forma de uma orgia de "reparações"
políticas, enquanto preparam uma nova investida. Caso Geisy ArrudaA mulher, historicamente, sempre foi vista como a caudatária de todos
os males do mundo. Isso não é novidade. A novidade está
em saber que uma universidade, no século XXI, ainda apresenta, estimula
e legitima esse comportamento, como ocorreu na Uniban com a aluna Geisy Arruda
(VEJA.com e Blogosfera, 11 de novembro), um episódio que evidenciou que
aquela instituição ministra trevas, e não luzes, aos seus
alunos. Césio 137Não existe núcleo radioativo num aparelho de raio X. O que ocorreu
em Goiânia foi o desmonte, com destruição, por pessoas que
não eram as proprietárias, sem autorização delas
e despreparadas, da blindagem de um irradiador contendo césio 137, destinado
ao tratamento de câncer, instalado num hospital desativado. Com certeza,
a descrição apresentada no artigo de Claudio Moura Castro (28
de outubro) não seria aceita pelo Pisa. J.R. GuzzoGuzzo conseguiu mostrar, com rara felicidade, a postura histérica
e equivocada com que, em geral, vem sendo tratada a questão ambiental.
Com certeza, para o Brasil, o principal problema ambiental ainda está
no lixo e no esgoto na porta do cidadão. Quanto ao aquecimento global,
foi bem lembrado que fazia 74 anos que não nevava em Londres num mês
de outubro. Na verdade, não sabemos sequer se o aquecimento global existe,
já que a temperatura média está caindo há nove anos
e a diminuição da cobertura polar é devida muito mais a
mudanças pontuais nas correntes marinhas do que à influência
da temperatura média do planeta ("Fim do mundo", 11 de novembro).
Obesidade e preconceitoParabéns pela reportagem "A vida muito acima da média"
(11 de novembro)! De fato, os contrastes, a genética, a bioquímica,
o comportamento, o hábito, a relação com o alimento, o
papel dos nutrientes e a atividade física, e não apenas um fator,
deveriam ser levados em consideração na gênese e no tratamento
da obesidade. As facilidades do mundo atual, com suas porções
big, extra e mega, bem como a pressão por um padrão de beleza
magro, criaram um controvertido duelo diário, no qual a alimentação
saudável passou a ser encarada como dieta e quem se afasta muito do padrão
fica à margem. Atitudes com impacto na sociedade, como essa reportagem,
são fundamentais.
Bruno SennaA herança de um gênio ultrapassa gerações.
Bruno Senna traz em si o destemido propósito do tio. Já experimenta
com talento e ousadia pistas, curvas e caminhos aonde leva a responsabilidade
de viver e, quem sabe, superar desafios. A figura do tio permanece no brilho
de seu olhar penetrante ("Senna não é meu ídolo", 11 de
novembro). É lamentável que um novato, mesmo antes de estrear
na Fórmula 1, já declare achar normal um piloto permitir a ultrapassagem
do colega de equipe se este estiver mais bem colocado no campeonato. Bruno Senna
começa na Fórmula Um com o pé no freio.
Caras & BocasBem oportuna a reportagem sobre Caras & Bocas ("A diva
das 7", 11 de novembro). A novela merece todos os elogios. Foi a melhor trama
deste ano na TV, mas infelizmente não vai ter nenhum reconhecimento nas
premiações no ano que vem, por se tratar de uma comédia.
Só as chamadas novelas "sérias", como a monótona Viver
a Vida, são valorizadas. Rir é melhor do que chorar, mas para
a crítica e parte do público a comédia é um gênero
menor, e por isso Caras & Bocas não terá o reconhecimento
que merece.
Veja EssaInfeliz a declaração do governador do Paraná,
Roberto Requião, acerca do câncer de mama masculino, e mais infeliz
ainda a nota de rodapé da seção Veja Essa (4 de novembro)
sobre o assunto, que, erroneamente, induz o leitor a crer que tal patologia
no homem se deve apenas ao abuso de injeções de hormônios
femininos. Sou médico, e minha monografia de conclusão de curso
foi justamente sobre o acometimento dessa neoplasia na população
masculina, que é de desconhecimento tanto de parte da classe médica
quanto da população como um todo. Tal malignidade, em muito menor
proporção que nas mulheres, pode ocorrer nos homens sem que esses
tenham recorrido a nenhum tratamento com hormônios. Isso é mais
um preconceito que deve ser extinto, assim como aquele antigo que dizia que
aids era só coisa de homossexual.
Apocalipse em 2012Excelente a reportagem "O fim do mundo em 2012" (4 de novembro),
de André Petry. Como astrônomo, permita-me, contudo, discordar
quando ele diz que tempestade solar "também acontece e em nada nos afeta".
Importa lembrar que a tempestade solar de 1859 eletrificou cabos de transmissão
e provocou incêndios nas oficinas de telégrafos. A Academia Nacional
de Ciências dos EUA já alertou para a possibilidade de que em 2012/13,
no pico da atividade solar, ocorra uma tempestade semelhante à de 1859,
o que poderia acarretar prejuízos de 1 a 2 bilhões de dólares,
danificando satélites, provocando blecautes em centrais elétricas,
tal como já ocorreu em Quebec, Canadá, e até colocando
em risco a vida dos astronautas da Estação Espacial Internacional.
Algumas dessas radiações, altamente energéticas (X e gama),
poderão atingir nosso planeta, causando inegáveis malefícios
aos seres viventes. Em 28 de outubro de 2003, tivemos muita sorte quando uma
gigantesca explosão irrompeu no bordo solar. Mesmo assim, vários
satélites foram danificados, inclusive a sonda Mars Odyssey, que está
ao redor de Marte. A sonda japonesa Nozomi foi atingida e a equipe da Estação
Espacial Internacional se viu obrigada a refugiar-se das radiações
no módulo de serviço Zvesda. Foi a maior explosão desde
1940. E o que dizer sobre maio de 1999, quando o satélite Galaxi foi
atingido, deixando 40 milhões de usuários sem televisão,
além de ter bloqueado contas bancárias?
IPISobre a iniciativa do governo federal de manter a redução
do IPI dos eletrodomésticos de maneira a estimular a eficiência
daqueles que gastam menos energia, acredito que, pela sua transitoriedade, não
trará nenhum benefício concreto na diminuição dos
impactos ambientais. Levando em conta a forma e duração da medida,
a impressão que me passa é que ela teve a causa ambiental apenas
como pano de fundo politicamente correto. O que realmente se faz necessário
são políticas de governo que, de modo permanente, possam estimular
atividades eficientes e sintonizadas com a sustentabilidade de nosso planeta
("Linha branca mais leve", 4 de novembro). Correção: a Lua leva 27,32 dias para dar uma volta completa na Terra, e não 29,53 dias, como informou a reportagem "Os dez dias que sumiram" (4 de novembro). O período de 29,53 dias corresponde a uma lunação, que é o tempo decorrido entre duas luas novas consecutivas. |