Panorama
Holofote

Felipe Patury
Uma bomba H para as operadoras
Sergio Zacchi/Folha Imagem
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A Vivo, a Claro e a TIM tentam convencer o governo a alterar as
regras do leilão da banda H, uma faixa de banda larga de celular que
será vendida no início de 2010. Pelo modelo atual, só poderá
participar do pregão, estimado em 2 bilhões de reais, quem não
tem concessões de celulares. Desenhadas para aumentar a competição,
as normas atuais beneficiam a francesa Vivendi, a japonesa DoCoMo e a Nextel,
que só opera em rádio. Em conversas com o governo, o presidente
da Vivo, Roberto Lima, alegou que a legislação foi criada quando
ainda não estava clara a necessidade de ter escala para operar nesse
mercado. Os executivos da Claro e da TIM endossam o discurso.
PP com Dilma?
Rejane Carneiro/Folha Imagem
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A adesão do PP à candidatura presidencial da ministra
da Casa Civil, Dilma Rousseff, será bem mais difícil do que imagina
o Palácio do Planalto. Uma pesquisa interna do partido mostra que apenas
um terço de seus diretórios apoia a petista. Uma parcela idêntica
pretende aderir ao candidato do PSDB. O outro terço se diz indefinido.
A agremiação também está dividida sobre um dos seus
principais postos, o de líder da bancada na Câmara. Há três
candidatos declarados para o cargo: Ciro Nogueira (PI), conhecido como chefe
do baixo clero, João Pizzolatti (SC), ligado aos mensaleiros, e o alagoano
Benedito de Lira. Dilmista, o atual líder Mário Negromonte (BA)
corre por fora com o apoio do governo.
Voltará banqueiro
Divulgação
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O banco de investimentos americano Astor busca um sócio
brasileiro para formar um consórcio para a compra da empreiteira coreana
Daewoo, que pertence ao mesmo grupo da montadora. Tem quatro candidatos em vista,
entre fundos de investimento e empresas que já atuam no ramo de construção.
A seleção para o negócio, que pode alcançar 2,5
bilhões de dólares, está a cargo de Arnon de Mello, sócio
do banco e primogênito do senador Fernando Collor (PTB-AL). Seu escolhido
se associará a uma empreiteira americana, outra asiática e a um
fundo soberano árabe. Há cinco anos nos Estados Unidos, Arnon
pretende abrir, no início do próximo ano, uma filial do Astor
no Rio de Janeiro. Ele próprio tocará o banco.
Injeção só para ricos
Germano Luders
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O presidente da Moksha8, Mario Grieco, pediu à Agência
Nacional de Vigilância Sanitária autorização para
importar um antiviral injetável que seria eficaz em casos graves da gripe
A. Trata-se do peramivir, que nem sequer foi aprovado pela Food and Drug Administration,
a agência dos Estados Unidos que autoriza a comercialização
de remédios. Ainda assim, seu uso foi liberado naquele país em
caráter emergencial. Lá, o tratamento, feito com dez doses de
peramivir por cinco dias, custa cerca de 1 000 dólares. Aqui, pode
chegar ao dobro.
Com reportagem de Renata Betti
O aprendiz da aviação particular
Airplane.net
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São tão múltiplas suas atividades que Roberto
Justus passou a analisar a possibilidade de comprar um jatinho. O publicitário,
apresentador e cantor já tem um modelo em vista. Ou melhor, em voo. Há
pouco mais de um mês, ele alugou o Citation 7 do ex-senador Gilberto Miranda,
um aparelho seminovo de oito lugares, com apenas 2.000 horas de uso, que está
avaliado entre 6 milhões e 10 milhões de dólares. Justus
testará o avião até março. Se aprovar, comprará
metade dele e passará a dividi-lo com Miranda. Até agora, sua
avaliação é positiva. Graças a ele, Justus tem conseguido
cumprir sua agenda atribulada. "Não há como alguém
não gostar da aviação particular", diz Miranda, seu
provável futuro sócio.
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