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Cartas
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"O desafiante nada fez para receber
os 40 milhões de votos. O desafiado fez tudo errado e
deu de bandeja o segundo turno à oposição."
Kleber Montoril Rocha
Manaus, AM |
Geraldo Alckmin
Na reportagem "O fenômeno
Alckmin" (11 de outubro) ficou ainda mais clara a enorme diferença
entre os dois candidatos a presidente. Um é médico,
o outro sem estudo; um escolheu salvar vidas, o outro salvou sua
aposentadoria como anistiado; um vende, o outro compra; um bebe
água para comemorar, o outro nem precisamos comentar; um
aprendeu com Mário Covas, o outro com a CUT. Pelo menos 40
milhões de brasileiros agora estão de consciência
tranqüila.
Rodrigo Batalha
Vitória, ES
O desafio de Alckmin é
quebrar o cinismo do voto vendido ao "bom ladrão", defendido
de olhos fechados e ira em punho, como se crimes do passado justificassem
os do presente. É abrir os olhos de um povo humilde que está
sendo "enrolado" pelo bolsa-esmola, iludido pelo populismo de charlatães
embriagados pelo poder. É ser menos o "frei" Geraldo do primeiro
turno e mais o anti-Lula que esperamos que seja.
Fábio Lucas
Recife, PE
É fundamental que Geraldo
Alckmin deixe bem claro que não vai acabar com o Bolsa Família.
Moro no Nordeste e vejo, como única bandeira do PT nesta
campanha, a afirmação de que Alckmin vai acabar com
o benefício.
Sérgio Tavares
São Luís, MA
Gostaria muito de que os eleitores
do Nordeste, onde Lula teve maior número de votos, refletissem
se realmente merecem um presidente que durante sua campanha afirmou
que não permitiria corruptos no governo e, no entanto, foi
isso o que mais houve durante seu mandato. Precisamos de um presidente
mais rigoroso, que possa nos oferecer um país mais digno.
Silvia Candida de Oliveira
Salvador, BA
Geraldo Alckmin há de
surpreender ainda mais. Fala mansa, equilibrada, acompanhada de
fisionomia serena e postura firme. Alckmin é o modelo da
nova era. Não subestimar um candidato deveria ser um dos
mandamentos da política. É preciso dar um basta nas
mentiras e na corrupção que destroçam o nosso
amado país. Chega de tanta decepção!
Tania Derisio
São Paulo, SP
Alckmin tem cara de mauricinho,
de metidinho e de riquinho. Mas uma coisa é certa: fez, no
dia 1º de outubro deste mês, 40 milhões de brasileiros
acreditar que ainda é possível sonhar e ter princípios
e valores como honra, ética, moral e responsabilidade.
Luci Malpica Buzzulini
Campinas, SP
André Petry
André Petry tem o direito
de criar qualquer fantasia a respeito da escolha de Geraldo Alckmin
como candidato do PSDB à Presidência da República,
como o fez em seu artigo "E agora, tucanos?" (11 de outubro). O
papel aceita tudo, ainda que a descrição nada tenha
a ver com os fatos reais. Mas a referência a mim, usada para
"provar" a falsa tese, é um acinte. Principalmente porque
desde o início me dediquei intensamente à campanha
de Geraldo Alckmin, rodando por todo o estado, como faço
agora também. No debate em que estive na TV Bandeirantes,
logo após o término da votação do primeiro
turno, se transmiti espanto e desânimo, foi porque naquele
momento da apuração Lula se aproximava da maioria
absoluta. O desalento era por parecer que Alckmin não atingiria
o segundo turno, não o contrário. Aliás, a
minha história política sempre foi marcada por uma
conduta: a de nunca ter sido desleal ou falso com meu partido e
meus candidatos. Meus maiores interesses sempre foram os do país,
e, neste momento, isso significa derrotar Lula.
Deputado Alberto Goldman
Brasília, DF
Carta ao leitor
É gratificante constatar
que a maioria do povo brasileiro ainda tem senso crítico
e vergonha na cara. Agora tenho esperança de que esse desgoverno
do PT chegue ao fim. Será um alívio poder mostrar
aos meus filhos de 13 e 9 anos , que já se enojam
da política atual, que temos força para mudar as coisas
e que política não significa baixeza e corrupção
("Um 'não' a tudo isso", Carta ao leitor, 11 de outubro).
Helaine Póvoa Aires Rodrigues
Brasília, DF
Segundo turno
Estava me sentindo muito mal
com as últimas barbaridades feitas e ditas pelo senhor presidente
e seus ministros. Ao ler a reportagem "Agora é com a máquina"
(11 de outubro), tive a certeza de que toda a minha indignação
ainda é pouca diante dos fatos. Eles não trabalham
mais (se é que já trabalharam algum dia), estão
desesperados e só pensam na campanha pela reeleição,
preocupados em "não perder a boquinha". Alguém tem
de dar um basta.
Maria Elzimar Paraguassu Ferro Freitas
Rio de Janeiro, RJ
O verdadeiro Lula
Temos muito que agradecer a VEJA
por expor "as duas faces de Lula" (11 de outubro), mostrando a falsidade
de quem está na Presidência deste nosso sofrido país.
Como ele disse que agora irá aos debates, teremos a oportunidade
de ouvir em suas próprias palavras quem forneceu a pilha
de reais e dólares e arquitetou o dossiêgate.
Paulo Görresen
Guaratinguetá, SP
Novo Congresso
Mais do que o panorama que se
formou com a eleição, que definiu qual partido terá
a maior ou a menor bancada na Câmara e no Senado, gostaria
muito que prevalecesse o bom senso, que os deputados e senadores
realmente defendessem os interesses do povo que ali os colocou ("Uma
vitória amarga", 11 de outubro).
Jorge Luis Weber
Ponta Porã, MS
Turma do mal
Mais de 1 milhão de paulistas
e paulistanos merecem os parabéns por terem enviado para
Brasília, através do voto, alguns candidatos que estariam
ocupando as nossas penitenciárias nos próximos anos.
Por exemplo: Paulo Maluf, Genoino, Berzoini, João Paulo Cunha,
Palocci, Valdemar Costa Neto, José Mentor. Ainda bem que
a Justiça é lenta ("A turma do mal", 11 de outubro).
Wanderley Cintra Ferreira
Franca, SP
Aécio Neves
Excelente a entrevista concedida
pelo governador reeleito Aécio Neves ("'Só voltar
a ser oposição salva o PT'", 11 de outubro), notadamente
no trecho em que diz: "A pior herança do governo Lula, embora
seja difícil apontar apenas uma, é esse absurdo aparelhamento
da máquina, em todos os níveis e com pessoas pouco
qualificadas". É uma pena que ele tenha esquecido de citar
a Caixa Econômica Federal, onde o "aparelhamento" está
ocorrendo até nas indicações para as agências,
quando empregados qualificados "cedem" a sua função
para os "representantes do movimento". Se o PT estivesse do outro
lado (do lado da oposição), com certeza não
ficaria calado com todo esse abuso de poder.
Graça Aguiar
Recife, PE
Diogo Mainardi
Não existe nenhum fato
que me ligue à investigação à qual o
colunista se refere, e é injusto e sem nexo envolver meu
nome apenas porque uma das pessoas citadas no artigo possui laços
de relacionamento com parentes de minha família. Sou deputado,
fui ministro das Comunicações, líder de meu
partido, o PMDB, na Câmara, e não há em minha
trajetória política deslize algum que permita a quem
quer que seja levantar suspeitas ou insinuações a
meu respeito ("Notícias da Itália", 11 de outubro).
Eunício Oliveira
Deputado federal
Brasília, DF
Impressão a sangue
A matéria "Impresso com
sangue" (4 de outubro) trata como novidade a utilização
de sangue dos atletas para a confecção dos cartazes.
Na década de 70, a banda Kiss também forneceu seu
sangue para ser misturado com tinta para a impressão de revistas
em quadrinhos estreladas por versões "heróicas" dos
roqueiros, publicadas pela editora Marvel Comics. Em meados dos
anos 90, a mesma editora foi ainda mais longe: misturou as cinzas
do então recém-falecido editor e escritor Mark Gruenwald
à tinta utilizada para imprimir uma reedição
da obra mais importante do autor, Squadron Supreme.
Marcello Santo Nicola
Rio de Janeiro, RJ
Tragédia do vôo
1907 da Gol
Há uma probabilidade muito
pequena de que aconteça uma colisão entre aviões.
Mas aconteceu. Espero que a verdade apareça e que o dinheiro
e o poder não influenciem no julgamento dos reais culpados,
que, ao que tudo indica, são os pilotos americanos ("O risco
é de 1 em 200 milhões", 11 de outubro).
Helder Gomes,
16 anos
Teresina, PI
Para nós, pilotos, o que
não se entende é por que a tripulação
do Legacy não cumpriu o nível de vôo aprovado
para a etapa BrasíliaManaus, por que não acionou
o código de falha de comunicação no transponder
e por que o Centro-Brasília não mandou o Gol efetuar
um desvio para evitar o tráfego, visto que eles não
conseguiam contatar o Legacy.
Comandante Fernando A.
Belo Horizonte, MG
Evanescence
Discordo em absoluto da reportagem
"Tudo velho no novo gótico" (11 de outubro). Amy Lee é
mais do que uma musa dos cosméticos e roupas fashion.
Priscilla Rodrigues da Silva Santos
Penedo, AL
Como comparar Amy Lee com Avril
Lavigne? Ou o autor não as conhece ou está mal de
audição.
Graciene Alves Lima
Goiânia, GO
A própria vocalista já
disse inúmeras vezes que a banda não é gótica,
e somente suas letras são dark.
Nicole Krüger
Curitiba, PR
Doença degenerativa
na família
Poucas vezes me identifiquei
tanto com um assunto como o da reportagem "E como fica o resto da
família?" (11 de outubro). Cuido da minha mãe, hoje
com 83 anos, e há algum tempo se apresentaram os primeiros
sintomas da doença. Devido a isso, vivo só para cuidar
dela. Embora tenha mais irmãos, nenhum se propõe a
me substituir um dia sequer. Trabalho e, nesse período, pago
alguém para ficar com ela. É doloroso e angustiante
ver um ente querido se definhando dia a dia. Sinto-me impotente
e não alimento expectativas ou ambições a respeito
da minha própria vida.
Zilda D. de Almeida
Campo Grande, MS
Cinema
C.S. Lewis era da Igreja Anglicana
(Church of England), e não católico, como diz a reportagem
"A ocasião faz o cristão" (11 de outubro).
Hermany Soares
Sacerdote anglicano
Recife, PE
Ibsen Pinheiro
A última edição
de VEJA ignora que o Supremo Tribunal Federal, em decisão
unânime e espontânea, em habeas corpus concedido de
ofício, proclamou a inexistência de justa causa para
qualquer espécie de responsabilização.
Ibsen Pinheiro
Porto Alegre, RS
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LIXO NA PRAIA
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| Os lacres recolhidos pelo leitor:
poluição |
O leitor José
Monteiro, de Vitória, envia foto de lacres plásticos
recolhidos por ele na praia capixaba de Camburi. "Cumprimento
VEJA pela excelente reportagem sobre a deterioração
dos mares causada pela ação humana. Muito
me admiro de que empresas do porte da Petrobras deixem
que os lacres utilizados por elas poluam nossas praias",
diz. Na foto, uma pequena mostra do lixo que Monteiro
recolheu.
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PÓS-GRADUAÇÃO
NO EXTERIOR
A
reportagem "Pós-graduação no exterior"
(6 de setembro) apresentou dicas aos interessados no
assunto. Alberto M. Sereno, diretor do AlBan Office,
do Grupo Santander de Universidades, escreveu do Porto,
em Portugal, com uma nova dica sobre o assunto: "A União
Européia lançou em 2002 um programa de
bolsas para mestrado, doutorado e formação
superior especializada de profissionais aberto para
toda a América Latina, designado por Programa
AlBan. Nos quatro primeiros anos de funcionamento, o
Programa AlBan selecionou 2 513 latino-americanos para
beneficiar com uma bolsa numa instituição
de educação superior de um dos 25 Estados-membros,
à escolha do candidato. Daquele número,
772 são brasileiros, 49% cursam mestrado, outro
tanto doutorado e 2% fazem curso de formação
superior especializada". Mais informações
estão disponíveis no site www.programalban.org.
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