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Edição 1978 . 18 de outubro de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
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Cartas

 
"O desafiante nada fez para receber os 40 milhões de votos. O desafiado fez tudo errado e deu de bandeja o segundo turno à oposição."
Kleber Montoril Rocha
Manaus, AM

 

Geraldo Alckmin

Na reportagem "O fenômeno Alckmin" (11 de outubro) ficou ainda mais clara a enorme diferença entre os dois candidatos a presidente. Um é médico, o outro sem estudo; um escolheu salvar vidas, o outro salvou sua aposentadoria como anistiado; um vende, o outro compra; um bebe água para comemorar, o outro nem precisamos comentar; um aprendeu com Mário Covas, o outro com a CUT. Pelo menos 40 milhões de brasileiros agora estão de consciência tranqüila.
Rodrigo Batalha
Vitória, ES  

O desafio de Alckmin é quebrar o cinismo do voto vendido ao "bom ladrão", defendido de olhos fechados e ira em punho, como se crimes do passado justificassem os do presente. É abrir os olhos de um povo humilde que está sendo "enrolado" pelo bolsa-esmola, iludido pelo populismo de charlatães embriagados pelo poder. É ser menos o "frei" Geraldo do primeiro turno e mais o anti-Lula que esperamos que seja.
Fábio Lucas
Recife, PE  

É fundamental que Geraldo Alckmin deixe bem claro que não vai acabar com o Bolsa Família. Moro no Nordeste e vejo, como única bandeira do PT nesta campanha, a afirmação de que Alckmin vai acabar com o benefício.
Sérgio Tavares
São Luís, MA  

Gostaria muito de que os eleitores do Nordeste, onde Lula teve maior número de votos, refletissem se realmente merecem um presidente que durante sua campanha afirmou que não permitiria corruptos no governo e, no entanto, foi isso o que mais houve durante seu mandato. Precisamos de um presidente mais rigoroso, que possa nos oferecer um país mais digno.
Silvia Candida de Oliveira
Salvador, BA  

Geraldo Alckmin há de surpreender ainda mais. Fala mansa, equilibrada, acompanhada de fisionomia serena e postura firme. Alckmin é o modelo da nova era. Não subestimar um candidato deveria ser um dos mandamentos da política. É preciso dar um basta nas mentiras e na corrupção que destroçam o nosso amado país. Chega de tanta decepção!
Tania Derisio
São Paulo, SP  

Alckmin tem cara de mauricinho, de metidinho e de riquinho. Mas uma coisa é certa: fez, no dia 1º de outubro deste mês, 40 milhões de brasileiros acreditar que ainda é possível sonhar e ter princípios e valores como honra, ética, moral e responsabilidade.
Luci Malpica Buzzulini
Campinas, SP

 

André Petry

André Petry tem o direito de criar qualquer fantasia a respeito da escolha de Geraldo Alckmin como candidato do PSDB à Presidência da República, como o fez em seu artigo "E agora, tucanos?" (11 de outubro). O papel aceita tudo, ainda que a descrição nada tenha a ver com os fatos reais. Mas a referência a mim, usada para "provar" a falsa tese, é um acinte. Principalmente porque desde o início me dediquei intensamente à campanha de Geraldo Alckmin, rodando por todo o estado, como faço agora também. No debate em que estive na TV Bandeirantes, logo após o término da votação do primeiro turno, se transmiti espanto e desânimo, foi porque naquele momento da apuração Lula se aproximava da maioria absoluta. O desalento era por parecer que Alckmin não atingiria o segundo turno, não o contrário. Aliás, a minha história política sempre foi marcada por uma conduta: a de nunca ter sido desleal ou falso com meu partido e meus candidatos. Meus maiores interesses sempre foram os do país, e, neste momento, isso significa derrotar Lula.
Deputado Alberto Goldman
Brasília, DF

 

Carta ao leitor

É gratificante constatar que a maioria do povo brasileiro ainda tem senso crítico e vergonha na cara. Agora tenho esperança de que esse desgoverno do PT chegue ao fim. Será um alívio poder mostrar aos meus filhos – de 13 e 9 anos –, que já se enojam da política atual, que temos força para mudar as coisas e que política não significa baixeza e corrupção ("Um 'não' a tudo isso", Carta ao leitor, 11 de outubro).
Helaine Póvoa Aires Rodrigues
Brasília, DF

 

Segundo turno

Estava me sentindo muito mal com as últimas barbaridades feitas e ditas pelo senhor presidente e seus ministros. Ao ler a reportagem "Agora é com a máquina" (11 de outubro), tive a certeza de que toda a minha indignação ainda é pouca diante dos fatos. Eles não trabalham mais (se é que já trabalharam algum dia), estão desesperados e só pensam na campanha pela reeleição, preocupados em "não perder a boquinha". Alguém tem de dar um basta.
Maria Elzimar Paraguassu Ferro Freitas
Rio de Janeiro, RJ

 

O verdadeiro Lula

Temos muito que agradecer a VEJA por expor "as duas faces de Lula" (11 de outubro), mostrando a falsidade de quem está na Presidência deste nosso sofrido país. Como ele disse que agora irá aos debates, teremos a oportunidade de ouvir em suas próprias palavras quem forneceu a pilha de reais e dólares e arquitetou o dossiêgate.
Paulo Görresen
Guaratinguetá, SP

 

Novo Congresso

Mais do que o panorama que se formou com a eleição, que definiu qual partido terá a maior ou a menor bancada na Câmara e no Senado, gostaria muito que prevalecesse o bom senso, que os deputados e senadores realmente defendessem os interesses do povo que ali os colocou ("Uma vitória amarga", 11 de outubro).
Jorge Luis Weber
Ponta Porã, MS

 

Turma do mal

Mais de 1 milhão de paulistas e paulistanos merecem os parabéns por terem enviado para Brasília, através do voto, alguns candidatos que estariam ocupando as nossas penitenciárias nos próximos anos. Por exemplo: Paulo Maluf, Genoino, Berzoini, João Paulo Cunha, Palocci, Valdemar Costa Neto, José Mentor. Ainda bem que a Justiça é lenta ("A turma do mal", 11 de outubro).
Wanderley Cintra Ferreira
Franca, SP

 

Aécio Neves

Excelente a entrevista concedida pelo governador reeleito Aécio Neves ("'Só voltar a ser oposição salva o PT'", 11 de outubro), notadamente no trecho em que diz: "A pior herança do governo Lula, embora seja difícil apontar apenas uma, é esse absurdo aparelhamento da máquina, em todos os níveis e com pessoas pouco qualificadas". É uma pena que ele tenha esquecido de citar a Caixa Econômica Federal, onde o "aparelhamento" está ocorrendo até nas indicações para as agências, quando empregados qualificados "cedem" a sua função para os "representantes do movimento". Se o PT estivesse do outro lado (do lado da oposição), com certeza não ficaria calado com todo esse abuso de poder.
Graça Aguiar
Recife, PE

 

Diogo Mainardi

Não existe nenhum fato que me ligue à investigação à qual o colunista se refere, e é injusto e sem nexo envolver meu nome apenas porque uma das pessoas citadas no artigo possui laços de relacionamento com parentes de minha família. Sou deputado, fui ministro das Comunicações, líder de meu partido, o PMDB, na Câmara, e não há em minha trajetória política deslize algum que permita a quem quer que seja levantar suspeitas ou insinuações a meu respeito ("Notícias da Itália", 11 de outubro).
Eunício Oliveira
Deputado federal
Brasília, DF

 

Impressão a sangue

A matéria "Impresso com sangue" (4 de outubro) trata como novidade a utilização de sangue dos atletas para a confecção dos cartazes. Na década de 70, a banda Kiss também forneceu seu sangue para ser misturado com tinta para a impressão de revistas em quadrinhos estreladas por versões "heróicas" dos roqueiros, publicadas pela editora Marvel Comics. Em meados dos anos 90, a mesma editora foi ainda mais longe: misturou as cinzas do então recém-falecido editor e escritor Mark Gruenwald à tinta utilizada para imprimir uma reedição da obra mais importante do autor, Squadron Supreme.
Marcello Santo Nicola
Rio de Janeiro, RJ

 

Tragédia do vôo 1907 da Gol

Há uma probabilidade muito pequena de que aconteça uma colisão entre aviões. Mas aconteceu. Espero que a verdade apareça e que o dinheiro e o poder não influenciem no julgamento dos reais culpados, que, ao que tudo indica, são os pilotos americanos ("O risco é de 1 em 200 milhões", 11 de outubro).
Helder Gomes,
16 anos

Teresina, PI

Para nós, pilotos, o que não se entende é por que a tripulação do Legacy não cumpriu o nível de vôo aprovado para a etapa Brasília–Manaus, por que não acionou o código de falha de comunicação no transponder e por que o Centro-Brasília não mandou o Gol efetuar um desvio para evitar o tráfego, visto que eles não conseguiam contatar o Legacy.
Comandante Fernando A.
Belo Horizonte, MG

 

Evanescence

Discordo em absoluto da reportagem "Tudo velho no novo gótico" (11 de outubro). Amy Lee é mais do que uma musa dos cosméticos e roupas fashion.
Priscilla Rodrigues da Silva Santos
Penedo, AL

Como comparar Amy Lee com Avril Lavigne? Ou o autor não as conhece ou está mal de audição.
Graciene Alves Lima
Goiânia, GO

A própria vocalista já disse inúmeras vezes que a banda não é gótica, e somente suas letras são dark.
Nicole Krüger
Curitiba, PR

 

Doença degenerativa na família

Poucas vezes me identifiquei tanto com um assunto como o da reportagem "E como fica o resto da família?" (11 de outubro). Cuido da minha mãe, hoje com 83 anos, e há algum tempo se apresentaram os primeiros sintomas da doença. Devido a isso, vivo só para cuidar dela. Embora tenha mais irmãos, nenhum se propõe a me substituir um dia sequer. Trabalho e, nesse período, pago alguém para ficar com ela. É doloroso e angustiante ver um ente querido se definhando dia a dia. Sinto-me impotente e não alimento expectativas ou ambições a respeito da minha própria vida.
Zilda D. de Almeida
Campo Grande, MS

 

Cinema

C.S. Lewis era da Igreja Anglicana (Church of England), e não católico, como diz a reportagem "A ocasião faz o cristão" (11 de outubro).
Hermany Soares
Sacerdote anglicano
Recife, PE

 

Ibsen Pinheiro

A última edição de VEJA ignora que o Supremo Tribunal Federal, em decisão unânime e espontânea, em habeas corpus concedido de ofício, proclamou a inexistência de justa causa para qualquer espécie de responsabilização.
Ibsen Pinheiro
Porto Alegre, RS

 

LIXO NA PRAIA

Os lacres recolhidos pelo leitor: poluição

O leitor José Monteiro, de Vitória, envia foto de lacres plásticos recolhidos por ele na praia capixaba de Camburi. "Cumprimento VEJA pela excelente reportagem sobre a deterioração dos mares causada pela ação humana. Muito me admiro de que empresas do porte da Petrobras deixem que os lacres utilizados por elas poluam nossas praias", diz. Na foto, uma pequena mostra do lixo que Monteiro recolheu.

 

PÓS-GRADUAÇÃO NO EXTERIOR

A reportagem "Pós-graduação no exterior" (6 de setembro) apresentou dicas aos interessados no assunto. Alberto M. Sereno, diretor do AlBan Office, do Grupo Santander de Universidades, escreveu do Porto, em Portugal, com uma nova dica sobre o assunto: "A União Européia lançou em 2002 um programa de bolsas para mestrado, doutorado e formação superior especializada de profissionais aberto para toda a América Latina, designado por Programa AlBan. Nos quatro primeiros anos de funcionamento, o Programa AlBan selecionou 2 513 latino-americanos para beneficiar com uma bolsa numa instituição de educação superior de um dos 25 Estados-membros, à escolha do candidato. Daquele número, 772 são brasileiros, 49% cursam mestrado, outro tanto doutorado e 2% fazem curso de formação superior especializada". Mais informações estão disponíveis no site www.programalban.org.

 
 
 
 
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