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Invasão grunge

Pearl Jam lança 25 discos ao vivo
de uma só vez

Marcelo Marthe

Os roqueiros do Pearl Jam devem muito de sua fama às performances ao vivo. Amparada no vozeirão derramado e nas lamúrias existenciais do cantor Eddie Vedder, a banda americana tornou-se forte num filão lucrativo: o dos mega-shows que atraem multidões a estádios e festivais ao ar livre. Como acontece no rock desde os tempos de Bob Dylan e do Led Zeppelin, não demoraram muito a aparecer espertalhões dispostos a gravar e comercializar suas apresentações na forma de discos piratas. O próprio grupo, ao contrário da maioria dos grandes artistas, sempre permitiu que os fãs levassem gravadores aos shows, o que faz com que o Pearl Jam seja um dos maiores alvos de pirataria no mundo pop – vende-se por até 100 reais um de seus registros clandestinos. Agora, eis que o quinteto grunge de Seattle resolveu dar um basta nessa festa. E o fez de maneira ruidosa, para dizer o mínimo: de uma só tacada, eles lançaram 25 discos ao vivo. É isso mesmo. São 25 CDs duplos, totalizando mais de cinqüenta horas de música, cujas embalagens de papelão barato copiam propositadamente a estética tosca dos piratas. Nunca se viu tal megalomania na indústria fonográfica.

.000 cópias foram vendidas assim. Um mês depois, no finalzinho de setembro, os 25 novos álbuns finalmente chegaram às grandes redes de lojas, como Tower e Virgin. No Brasil, apenas a Saraiva irá vendê-los, a partir desta semana. A idéia do Pearl Jam – que cheira a jogada de marketing, claro – deixou a crítica americana perplexa. Para esmiuçar os lançamentos, a revista Rolling Stone mobilizou nada menos do que dez jornalistas. O repertório varia de um disco para outro, mas a própria banda já elegeu seu favorito: o show realizado no estádio de Wembley, em Londres, no dia 30 de maio. Se você teme por uma overdose, prepare-se. Eles prometem fazer o mesmo com todos os shows da turnê que rodará pelos Estados Unidos nos próximos meses.

 

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