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"Não
é o vermelho que está ficando cor-de-rosa. Nosso
olho é que está acostumando."
Benjamin Azevedo
São Paulo, SP |
PT
Gostaria de cumprimentar VEJA por essa reportagem de altíssimo
nível ("Com vocês, o PT cor-de-rosa", 11 de outubro).
Os leitores puderam perceber de forma clara e objetiva que o crescimento
e a mudança do PT estão diretamente ligados ao amadurecimento
do pensamento político dos brasileiros.
Maria Madalena Gonçalves Porangaba
madalenagp@bol.com.br
Eu
e dezenas de colegas, também professores universitários
e profissionais liberais, acabamos votando no PT meio desconfiados,
esperando para ver se algumas idéias petistas, às
quais somos totalmente contrários, vão ser repensadas.
Sergio L. Faria
Campinas, SP
Em
minha cidade o povo aprendeu a votar e enterrou nas urnas as oligarquias
emboloradas, dando aviso prévio à maioria dos vereadores
do PPB e deixando o candidato desse partido à prefeitura
em último lugar.
Luiz Alexandre Consani
Santa Cruz do Rio Pardo, SP
luizconsani@uol.com.br
No
dia em que o PT for realmente um partido revolucionário,
eu vou dormir Mário Annuza e acordar Paulo Zulu.
Mário Annuza
Rio de Janeiro, RJ
Finalmente
e felizmente o PT está atingindo a maioridade e adquirindo
juízo. Afinal de contas, trata-se do único partido
político brasileiro nascido de um movimento organizado,
dirigido e voltado genuinamente para o trabalhador, sem as demagogias
observadas em outros partidos políticos.
Danilo Wagner
Ribeirão Preto, SP
Felizmente parece que o Partido dos Trabalhadores muda seu discurso,
que durante muitos anos se baseou na simples revolta de seus militantes
diante dos governos estabelecidos, sem apresentação
de propostas. Nesta virada de século, o PT dá mostras
de que não pretende ficar parado no tempo e assume uma
posição mais participativa perante a sociedade brasileira.
Fabricio Augusto Souza Gomes
Rio de Janeiro, RJ
Roberto Pompeu de Toledo
Faço parte da legião de admiradores do jornalista
Roberto Pompeu de Toledo, por suas idéias e seu texto claro
e contundente. Porém, vejo-me forçado a fazer um
reparo ao artigo em que cita meu nome (Ensaio, 4 de outubro).
Ele apóia suas opiniões na seguinte afirmação
atribuída a mim pelo jornal Folha de S.Paulo: "O
problema desses esportes é que têm um adversário.
É o que mata". O que realmente afirmei é que nosso
maior problema é que em uma competição como
essa os atletas brasileiros têm de enfrentar dois adversários:
os outros atletas estrangeiros e, antes deles, a falta de estrutura
do esporte no Brasil e nossas mazelas sociais. Ou seja, nossos
adversários querem ganhar a medalha tanto quanto nós
e, além da garra, eles têm uma infra-estrutura de
que nossos atletas, infelizmente, não dispõem.
Roberto Shinyashiki
São Paulo, SP
Olimpíadas 2000
Lamentamos o infeliz comentário sobre o time de basquete
lituano. Nossa tradição nesse esporte vem de longa
data, quando em 1937 e 1939 fomos campeões europeus. Na
época da ocupação russa, os jogadores lituanos
brilharam nos times soviéticos, como pode ser verificado
em seus arquivos sobre esporte, quando os nomes Sabonis, Marciulonis,
Zukauskas, Ilgauskas Paulauskas e tantos outros se destacaram
tanto que chegaram a ser contratados pela NBA. A Lituânia,
depois da libertação soviética, conseguiu
manter sua importância no cenário esportivo mundial,
tanto que um dos mais famosos clubes lituanos de basquete, o Zalgiris,
foi campeão mundial em 1996 (Buenos Aires) e campeão
europeu em 1999. Nas Olimpíadas de Barcelona e Atlanta,
o país conseguiu medalha de bronze ("Farra e vaia para
o Dream Team", 27 de setembro).
Jonas Valavicius
Cônsul-geral honorário da República da Lituânia
no Brasil
litucons@uol.com.br
Ambiente
Como gerente do Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação
dos Predadores Naturais e, portanto, a pessoa oficialmente responsável
pelo manejo e conservação das onças-pintadas
como espécie, vejo-me levado a justificar a posição
assumida na reportagem "Está sobrando onça" (20
de setembro). Inicialmente, gostaria de enfatizar a expressão
"responsável pelo manejo e conservação da
onça-pintada como espécie", para diferenciar bem
das pessoas que são as responsáveis pelo destino
de indivíduos dessa espécie, que são os fazendeiros,
empregados de fazendas e, de maneira geral, aqueles que dividem
com as onças seu habitat. São essas pessoas que
determinam ou que, pessoalmente, puxam o gatilho de uma arma ou
envenenam a carcaça de um animal, o que vai causar a morte
não apenas da onça, mas também de toda uma
gama de outras espécies que vêm abaixo na cadeia
alimentar. Entre esses dois extremos, situam-se indivíduos
e instituições que de alguma forma são sensibilizados
por esse tema, inclusive aqueles que são radicalmente contra
a caça, acreditando que com isso estão realmente
protegendo a onça. Se houvesse no Brasil um sistema extremamente
eficiente de fiscalização para fazer com que a lei
que protege a fauna fosse realmente implementada, talvez até
ela contribuísse para a preservação. No entanto,
não podemos nos esquecer de que a nova Lei de Crimes Ambientais
permite o abate de animais "para proteger lavouras, pomares e
rebanhos da ação predatória ou destruidora
de animais, desde que autorizado pela autoridade competente".
Como o Cenap/Ibama é oficialmente a autoridade competente,
quero me assegurar de que esse recurso seja autorizado somente
em última instância, depois de esgotadas todas as
alternativas viáveis. Não pretendo de maneira alguma
me propor a advogado da prática da caça, mas ela
existe e vai continuar existindo no Brasil, legal ou ilegalmente,
independentemente da vontade dos grupos anticaça.
Peter G. Crawshaw Jr.
Sorocaba, SP
Escolas católicas
Com relação à reportagem "Colégios
vazios" (4 de outubro), gostaria de retificar uma informação
sobre a Fundação L'Hermitage. A L'Hermitage não
assumiu a direção de 68 colégios católicos.
Assessoramos 61 desses estabelecimentos e dirigimos sete deles.
Sebastião Venâncio de Castro
Superintendente Belo Horizonte, MG
Claudio de Moura Castro
Nestes últimos anos de trabalho já presenciei a
demissão de alguns "práticos" que só tinham
experiência (por vezes muita) para levar para a sala de
aula, sem títulos nem artigos publicados. Eu mesmo seria
um forte candidato, não tivesse buscado rápido uma
titulação cujo foco do trabalho acabou perdido,
em virtude de ter-se transformado num processo de "tirada de brevê".
Infelizmente as escolas têm perdido muito conhecimento nesse
processo de promoção de conceitos que, confesso,
desarticula tanto o nível dos cursos quanto o dos ambientes
de pesquisa (Ponto de vista, 4 de outubro).
George Leal Jamil
gljamil@brfree.com.br
Patrimônio
Na reportagem "Tinindo de velhos" (11 de outubro), a instituição
pública federal responsável pelo trabalho de preservação
dos bens tombados que criou e desenvolveu o projeto, incumbindo-se
também da coordenação técnica de toda
a obra de restauração e mantendo ali uma técnica
em expediente diário, é o Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que, desde
que foi criado, em 1937, luta para preservar a memória
nacional e já tem sob sua guarda cerca de 14.000
sítios históricos.
Luciano Ramos
Chefe do gabinete da presidência do Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional
luciano@iphan.gov.br
Medicina
Parabenizamos o jornalista Ricardo Galhardo pela reportagem "Aborto
químico" (11 de outubro), sobre a questão das drogas
utilizadas em abortamentos. Desejamos esclarecer apenas que a
droga Misoprostol (Cytotec) diminuiu substancialmente as infecções
maternas causadas por abortamentos. Ela poderá, sim, em
raras situações não controladas pelo médico,
promover hemorragias.
Thomaz Gollop
Diretor do Instituto de Medicina Fetal de São Paulo
São Paulo, SP
Oriente Médio
A retomada do conflito entre israelenses e palestinos sempre provoca
reações de repúdio e revolta. As fotos de
uma criança de 12 anos e seu pai sendo baleados são
de uma tristeza sem fim. Os verdadeiros combatentes, no auge de
sua covardia, escondem-se por trás de inocentes civis,
sempre as maiores vítimas ("Sangue na Terra Santa", 11
de outubro.
Juvenal Francisco de Souza Filho
juvenal.filho@uol.com.br
Crime
Lendo a reportagem "Fácil de matar" (11 de outubro), sobre
como é simples matar mulher no Brasil, fico feliz, mesmo
sendo homem, de morar há quase dez anos em Nova York e
poder andar sem medo a qualquer hora nas ruas desta cidade. Mas,
ao mesmo tempo, temo não só pelas mulheres e pelos
homens de minha família como por todos os que moram no
Brasil.
Luiz Lima
Nova York, EUA
O
Brasil tornou-se terra de ninguém, onde os bandidos fazem
o que querem, e nós nos tornamos reféns de toda
essa violência e barbárie. Não vai demorar
muito tempo para ficarmos todos trancados em casa, comprando,
estudando e trabalhando pela internet por puro medo de sair, e
não por simples comodidade.
Alessandra Ferracioli
Brasília, DF
Marlene Mattos
Admirável vencedora, Marlene Mattos deveria editar um livro
ou manual sobre como ser vitoriosa para auxiliar aqueles que não
querem ser "coitadinhos" ("Marlene S/A", 11 de outubro).
Viviane Vilela
Passos, MG
Uma
máquina de projetar e disciplinar pessoas com potencial
no mundo artístico, essa maranhense reúne artifícios
que conciliam o lado pessoal e o profissional dos artistas na
indústria do sucesso.
Natália Garay
Maringá, PR
Família
Eu e meu marido somos brasileiros, casados há 21 anos,
temos três filhas biológicas. Entramos no fórum
de São Paulo, em março deste ano, para pedir a adoção
de uma ou duas crianças. Passamos por toda a burocracia,
entrevistas e fomos aprovados. Até hoje o máximo
que recebemos foi um telefonema. Acredito que existam no Brasil
vários casais como nós, dispostos a acolher essas
crianças. O que parece faltar é agilidade do poder
público para realizar o processo. Conhecemos várias
histórias de crianças que são abandonadas
ainda bebês e só conseguem os papéis para
adoção quando já estão grandes ("Desprezo
materno", 11 de outubro).
Sandra Paganini Martins e
Sérgio Dias Martins
São Paulo, SP
CORREÇÕES: Na foto da página
37 da última edição de VEJA, o candidato
do PT à prefeitura do Recife, João Paulo, está
à esquerda e não à direita, como foi publicado.
O nome correto da doença descrita na reportagem "O bebê
salvou a irmã" (11 de outubro) é anemia de Fanconi.