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O
divórcio muito
caro de Jack Welch
A separação do megaexecutivo
da
General Electric revela seu milionário
acordo de aposentadoria e irrita os
acionistas da empresa

Veja também |
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O
megaexecutivo Jack Welch, 66 anos, comandou a gigante General Electric
por duas décadas sem que detalhes de sua vida particular fossem
esmiuçados em público. Agora que Welch anunciou seu divórcio
de Jane, uma advogada dezessete anos mais nova com quem se casou em 1989,
seu fabuloso estilo de vida está sendo descrito todos os dias pela
imprensa. De namoro entabulado com Suzy Wetlaufer, 42 anos, editora da
Harvard Business Review, Welch chegou a imaginar que podia conduzir
a separação de maneira discreta. "É um assunto pessoal
que diz respeito a nós dois e eu espero que respeitem nossa privacidade",
disse. A separação levantou uma poeira que, certamente,
está fazendo arder os olhos não só dos invejosos
de plantão, mas também dos acionistas da GE, que nunca souberam
das mordomias de Jack.
O acordo pré-nupcial de Jack e Jane continha uma cláusula
rara: prazo certo para caducar. Depois de determinado número de
anos, não revelado pelas partes, ele perdeu o valor. Essa cláusula
deu a Jane o direito a pleitear a metade do que Jack possui, uma fortuna
estimada em 1 bilhão de dólares. Como não é
possível apurar seus ganhos e patrimônio sem remexer em seu
contrato de aposentadoria com a GE, o processo de separação
acabou por revelar o generosíssimo pacote firmado entre executivo
e empresa. Os acionistas souberam em detalhes quanto custa o luxo e a
ostentação que dão colorido e leveza à vida
do ex-executivo.
O apartamento de 15 milhões de dólares em Manhattan, celulares,
televisão por satélite, computadores e serviço de
segurança de seis casas do casal continuam sendo bancados pela
GE. Até o papel higiênico consumido em suas casas é
pago pelos acionistas. Tudo isso em adição a um pacote convencional
de aposentadoria, uma generosa opção de compra de ações
da empresa e salário adicional de 86.000 dólares por uma
consultoria que lhe exige apenas cinco dias de trabalho por ano. Entre
outras mordomias, Welch garantiu que a GE lhe fornecesse ingressos para
todos os jogos de basquete de seu time preferido, sempre nas primeiras
filas, uso de jatinho executivo e campos de golfe à disposição.
Preocupados com a repercussão do caso, Welch e a direção
da empresa se apressaram em justificar que o contrato de aposentadoria
do executivo era público desde 1996. Uma justa remuneração
para que o grande Welch conduzisse com tranqüilidade sua substituição
no comando da empresa. Realmente, o contrato era público, mas seus
detalhes não haviam saído nas primeiras páginas dos
tablóides americanos.
AP
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| Suzy
(foto), Jack e Jane Welch: divórcio sai da privacidade e ganha
as páginas dos tablóides |
Welch está longe de ser o aposentado mais bem pago da história.
Na própria GE, Katie Couric, apresentadora do programa Today,
da NBC, de propriedade da empresa, botou no bolso do pijama um acordo
de aposentadoria de 13 milhões de dólares ao ano. Louis
Gerstner, da IBM, que deixou o comando da empresa em março último,
levou para casa um salário anual de 2 milhões de dólares,
além de acesso a carro, avião, apartamento, segurança
e reembolso de despesas com clubes e lazer. Geoffrey Bible, da Philip
Morris, terá para o resto da vida, pagos pelos cofres da empresa,
um escritório com serviços de secretária, carro,
seguro de casa, acesso às instalações e recursos
da empresa, incluindo avião, e outros confortos na base de 100.000
dólares ao ano.
O pacote que Welch provavelmente terá de dividir com a ex-mulher
e que no ano passado lhe rendeu 16,2 milhões de dólares
deixou de ser uma questão particular dele com a GE. No momento
de dificuldade por que passam muitas empresas americanas e em que os investidores
contabilizam os prejuízos que tiveram com a queda no preço
das ações na bolsa de valores, o caso Welch está
mexendo com a opinião pública, que já anda desconfiada
demais depois da temporada de fraudes iniciada pelo escândalo da
Enron em dezembro passado. Nada, porém, que vá amargar por
muito tempo a merecida e dourada aposentadoria de Jack Welch.
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APOSENTADORIAS
DOURADAS
Os
acordos de aposentadoria firmados pelas grandes corporações
americanas
com seus principais executivos incluem a opção de
compra de ações, salários milionários,
seguros residenciais e até despesas com flores, comida, fax,
telefone, lazer e segurança. Jack Welch recebeu benefícios
simbólicos que o dinheiro às vezes não pode
comprar, mas o prestígio
da empresa, sim.
AP
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Uso
de campos de golfe exclusivos em todo o país até o fim da vida
ao custo de 300 dólares por jogo |
AP/Mark Lennhan
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AP
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Ingressos
na primeira fila para shows e eventos esportivos, como os disputadíssimos
jogos
de basquete de seu time preferido na NBA |
Transporte
em jato executivo para ele e a família |
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