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Edição 1 769 - 18 de setembro de 2002
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Outra do neo-realismo

Marcus Mendonça
Helena: nariz quebrado, final improvisado


O final da novela Coração de Estudante está cheio de emoções inesperadas. Durante uma cena de briga, Helena Ranaldi, a Clara, foi empurrada contra um armário e quebrou o nariz. Tornou-se mais uma vítima do neo-realismo global – no mês passado, Ana Paula Arosio quebrou um dente de Reynaldo Gianecchini em cena. O acidente com Helena não foi coisa leve. Ela ficará dez dias em casa. Na volta, ainda deverá ter inchaço no rosto, normalmente perfeito. O autor Emanoel Jacobina teve de apelar para uma saída clássica: inventou uma viagem para a personagem, que, na volta, sofrerá um acidente de carro.

 

Dessa Virginia Woolf ninguém tem medo

Ela já foi mulher fatal, mulher ingênua, mulher misteriosa. Agora é mulher feia: em seu novo filme, The Hours, Nicole Kidman aparece derrubada no papel da escritora inglesa Virginia Woolf – nariguda (à custa de uma prótese), malvestida, de cabelo pintado de preto e preso num coque de avó. Como enfear atriz famosa é quase garantia de candidatura ao Oscar, ela já pode ir sonhando com o prêmio. Merecidamente. Contracenando com pesos-pesados como Meryl Streep e Julianne Moore, Nicole só tem colhido elogios.

 

Irmãos Haagensen, vulgo Bené e Cabeleira

Oscar Cabral
Jonathan e Phellipe, os donos da cidade: "Já nos reconhecem e elogiam"


Desde a estréia do filme Cidade de Deus, os irmãos Jonathan e Phellipe Haagensen – que interpretam os personagens Cabeleira e Bené – não param. Fora as estréias, fotos e entrevistas, eles participam da minissérie Cidade dos Homens, da Rede Globo, e das apresentações do grupo de teatro da favela do Vidigal, onde moram. "Já nos reconhecem na rua e elogiam nosso trabalho", diz Jonathan. O sobrenome dinamarquês, da família adotiva da mãe dos rapazes, deixou de causar estranheza, mesmo porque o inevitável aconteceu. "Agora, viramos Bené e Cabeleira. Até a gente já se chama assim", entrega Phellipe, que antes do filme atendia pelo estranho apelido de "Piguiu".

 

O ataque da Gisele gigante

Com seu natural 1,79 metro de altura, Gisele Bündchen já é um arraso. Com 10 metros, em plena Nova York, de caleçon, cinta-liga e sutiã tomara-que-caia emoldurando as torres gêmeas, então, é de provocar congestionamentos até a Pensilvânia. O cartaz tamanho família, embora os pensamentos que evoque nada tenham de familiares, decora a fachada da nova loja da grife Victoria's Secret. É mais uma prova do poder de venda da beleza monumental de Gisele. Outra: garota-propaganda de uma nova sandália lançada no Brasil em agosto, La Bündchen surpreendeu o fabricante. Em apenas um mês foi vendido 1,1 milhão de pares, quase o dobro do previsto. E a propaganda com a top só estréia nesta semana.

 

A revolta das misses

AP
Rebekah: miss com mandado de segurança


"Temos de nos rebelar." Assim, em tom de guerra, Sylvie Tellier, miss França 2002, anunciou que vai boicotar o concurso de Miss Mundo marcado para 30 de novembro em Abuja, capital da Nigéria, e convidou suas colegas a fazer o mesmo. O motivo é justíssimo: Sylvie protesta contra a decisão de um tribunal islâmico nigeriano de condenar à morte por apedrejamento uma mulher que teve uma filha fora do casamento. Nos Estados Unidos, outra beldade rodou a coroa. Eleita miss Carolina do Norte, Rebekah Revels renunciou depois que um ex-namorado canalha disse ter fotos dela com os seios de fora, se arrependeu em seguida e foi à Justiça tentar participar do concurso de Miss América. Ganhou um mandado de segurança, mas perdeu na decisão final. As colegas de ambas suspiraram e continuaram a ler O Pequeno Príncipe.

 


Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui e Silvia Rogar


 
 
   
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