Estados Unidos

Muita roupa suja

Livro põe em ordem as infidelidades, brigas
e fofocas em geral sobre o casal Clinton

Que Bill Clinton traía Hillary todo mundo sabe. Mas quantos estão a par do longo e tórrido caso amoroso de Hillary com um colega advogado? Que a primeira-dama americana tem gênio forte e não mede palavras é evidente. Mas quem já ouviu que ela agrediu o marido com louça, livros, abajures e pelo menos um tabefe de deixar marca? Que a filha única, Chelsea, penou com a exposição da família não é segredo. Mas só tablóides pouco confiáveis noticiaram que ela foi parar no hospital três vezes, com fortíssimas dores de estômago atribuídas ao stress. Pois agora tudo isso e muito mais está alinhado, em perfeita ordem cronológica, no livro Bill and Hillary The Marriage (Bill e Hillary O Casamento), de Christopher Andersen, escritor especializado em juntar fofocas sobre pessoas famosas.

Se o livro tem algum mérito, é o de pôr ordem no amontoado de histórias sobre os Clinton. Infidelidades de Bill com nome e sobrenome são 29, sendo 21 depois do casamento sem contar, claro, as menções a centenas de casos passageiros. Tem duas cantoras, uma de cabaré, Gennifer Flowers, que por bom dinheiro pôs a boca no mundo na campanha de 1992, e outra famosíssima, Barbra Streisand, que passou uma noite na Casa Branca quando Hillary visitava o pai agonizante e de lá foi desde então banida. Tem misses, claro, entre elas a ex-miss América Elizabeth Ward e a beldade negra Lencola Sullivan, dispensada quando assessores sopraram ao então governador Clinton que seu Estado, o Arkansas, não estava preparado para um affair inter-racial. Sem falar nas conhecidíssimas Paula Jones, que desencadeou tudo com a denúncia de um assédio a que jura ter resistido, e Monica Lewinsky, a estagiária que o Salão Oval nunca vai esquecer.

Reunião-bomba Isso, do lado dele. Do dela, o livro conta em minúcias o caso amoroso de dezesseis anos com Vince Foster, amigo da família e seu sócio num escritório de advocacia. Foster foi para Washington com os Clinton e se suicidou num parque da cidade. A Hillary do livro é uma víbora: fria e calculista, boca-suja, de trato dificílimo. Bill, por sua vez, é irresponsável, canta todas as mulheres, mas não vive sem a força e o poder de decisão de Hillary. Ambos são retratados como pais amorosos, até certo ponto quando estoura uma briga, esquecem que a filha está por perto. De fofoca em fofoca, só não deu tempo de incluir a bomba que outro notório fofoqueiro, o colunista da internet Matt Drudge, anunciou na semana passada: uma reunião de "mais de uma dúzia" das "mulheres de Clinton" ainda neste mês em Dallas, no Texas, para discutir a abertura de um processo conjunto contra o presidente.

 
 

 




Copyright © 1999, Abril S.A.

Abril On-Line