Revista VEJA
Guia
Ecoturismo - Para onde vale viajar
O Brasil é um paraíso para os ecoturistas. De cachoeiras, grutas e dunas até ilhas e cavernas, espalhadas de norte a sul, há uma vasta oferta de viagens de aventura
Alguns dos roteiros são radicais, outros podem ser feitos por toda a família, sem a necessidade de treino ou experiência anterior. Com base em uma pesquisa recente da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismoe Turismo de Aventura, que elencou as modalidades de passeio mais procuradas pelos brasileiros, VEJA selecionou os melhores lugares para praticá-las.
Exploração de caverna
(JF Diorio/AE)
Onde é melhor praticar: Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), em São Paulo, Bonito, em Mato Grosso do Sul, e Parque Estadual Terra Ronca, em Goiás
Por quê: o Petar, no sul do estado de São Paulo, abriga a maior área contínua de Mata Atlântica nativa e mais de 300 cavernas. O Abismo Anhumas, em Bonito, é programa de aventureiros corajosos: por uma fissura no solo, o visitante desce 72 metros de rapel para alcançar uma das mais belas cavernas do país
Dica de quem já foi: em Bonito, além de admirar as estalactites e estalagmites, o visitante tem a opção de mergulhar, com oxigênio ou snorkel, nos lagos de água azul-turquesa das cavernas da região
Passeio de bugue e 4x4
Onde é melhor praticar: litoral do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão
Por quê: a combinação de sol o ano inteiro, mar azul e dunas de areias brancas é perfeita. A Rota das Emoções, roteiro de sete dias entre o Ceará e o Maranhão, inclui passeios de barco e de veículos 4x4 e barcos por deslumbrantes cenários nordestinos: Fortaleza, Jericoacoara, Tatajuba, Delta do Parnaíba e Barreirinhas
Dica de quem já foi: a entrada de veículos é proibida no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, mas há passeios que levam o visitante de 4x4 até o pé das dunas e prosseguem em caminhadas pelo mar de areia e suas lagoas transparentes. Entre junho e setembro, logo após o período de chuvas, as lagoas estão bem cheias
Cavalgada
(Divulgação)
Onde é melhor praticar: Parque Nacional dos Aparados da Serra, na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, e Pantanal
Por quê: as fazendas pantaneiras oferecem cavalgadas com peões que conduzem o gado. Nas longas travessias de Aparados da Serra, o turista hospeda-se na cidade gaúcha de Cambará do Sul e participa de passeios de até três dias de duração pelos cânions profundos da região, acampando pelo caminho
Dica de quem já foi: no período de seca no Pantanal, entre maio e setembro, a região fica mais acessível e as temperaturas são mais amenas. No sul, evite passeios no mês de setembro, quando a forte neblina encobre os cânions
Caminhada ecológica
(Alexandre Cappi)
Onde é melhor praticar: Chapada Diamantina, na Bahia, e Serra do Cipó, em Minas Gerais
Por quê: o Parque Nacional da Serra do Cipó, com seus campos floridos e cachoeiras, é belíssimo, mas a Chapada Diamantina, nesse quesito, tem a maior diversidade de passeios. Em seus 152 000 hectares, o visitante encontra platôs, grutas, cavernas, cachoeiras, ruínas de cidades de pedras e o charme das cidades coloniais
Dica de quem já foi: a caminhada no Vale do Pati, na chapada, foi escolhida pelo Ministério do Turismo como o trekking mais bonito do Brasil. Além de aproveitar a paisagem natural, o viajante faz uma imersão cultural nos cinco dias de passeio: hospeda-se com famílias nativas, onde a energia elétrica é suficiente para alimentar apenas as lâmpadas da casa
Canoagem
Onde é melhor praticar: Paraty, no Rio de Janeiro, e Ilha de Marajó, no Pará
Por
quê: ausência de ondas, ventos mais amenos e paisagem exuberante fazem da Baía
de Paraty o lugar perfeito para passeios de caiaque oceânico.
O visitante
pode remar ao lado de golfinhos e tartarugas e conhecer praiase cachoeiras
da região. No Norte, a navegação é pelo Rio Pará, onde há muita vida selvagem
e vegetação nativa em qualquer época do ano
Dica de quem já foi: prefira o período de março a agosto para remar pelo litoral fluminense - sem as chuvas, o calor escaldante nem os preços exorbitantes típicos do verão
Tirolesa
(Jair Magri)
Onde é melhor praticar: Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e Brotas, no estado de São Paulo
Por quê: além de ser uma das maiores do país, a tirolesa Voo do Gavião, com 850 metros de extensão, oferece vista privilegiada da chapada goiana. Em Brotas, a 250 quilômetros da capital paulista, uma sequência de cinco tirolesas soma 1 020 metros e sobrevoa o vale do Rio Jacaré-Pepira e três cachoeiras
Dica de quem já foi: parece brincadeira de criança, mas é preciso coragem para atravessar longas extensões pendurado por um cabo, a mais de 100 metros de altura e a uma velocidade que chega a 60 km/h. Quem tem medo de altura pode desistir na última hora
Arvorismo
(Jair Magri)
Onde é melhor praticar: Brotas e Socorro, no interior paulista, e Manaus
Por quê: Brotas tem o primeiro percurso de arvorismo montado no Brasil, em 2001. A região oferece a atividade para toda a família: o circuito infantil diverte crianças a partir de 4 anos. Em Socorro, o turista encontra percursos de 150 a 800 metros de extensão, passando sobre lagos, ilhas e rios. Na capital amazonense, o grande atrativo é a escalada em árvores
Dica de quem já foi: com equipamentos de segurança, crianças e adultos podem subir em árvores centenárias da Floresta Amazônica que chegam a 45 metros de altura, o equivalente a um prédio de quinze andares
Rafting
(Divulgação)
Onde é melhor praticar: Parque Estadual do Jalapão, no Tocantins, Apiúna, em Santa Catarina, e Brotas, em São Paulo
Por quê: essas regiões oferecem opções em diferentes níveis de rafting (de I a VI), em que o aventureiro desce corredeiras de rios em bote inflável. No Jalapão, o passeio de três dias inclui rafting de níveis II a IV e acampamento
Dica de quem já foi: em geral, o período de chuvas - novembro a março - enche os rios, o que deixa a descida mais emocionante. No Jalapão, porém, o período de seca - de maio a setembro - oferece melhores condições de tráfego nas estradas de acesso ao parque

