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VEJA Recomenda
CINEMA
De Repente 30 (13 Going On 30,
Estados Unidos, 2004. Em cartaz a partir de sexta-feira)
Jennifer Garner, a protagonista do seriado Alias e também
a Elektra de O Demolidor, é uma das mais adoráveis
e competentes estrelas americanas da nova geração.
Aqui, ela se sai muito bem como Jenna, uma menina que passa, num
piscar de olhos, dos 13 para os 30 anos. Não bastasse esse
choque, mais está por vir Jenna, que era inteligente,
simpática e educada na pré-adolescência, descobre
que foi capaz de preservar apenas a primeira dessas qualidades na
vida adulta. Não há como negar que o filme é
bobinho (o que às vezes é por si só uma virtude).
Mas é também divertido e bem-humorado, no que conta
com o charme e o guarda-roupa de babar de Jennifer.
Veja
cenas.
DISCO
Final
Straw, Snow Patrol (Universal) O quinteto escocês
tem uma trajetória curiosa. Ele se chamava Polar Bears, mas
foi obrigado a mudar de nome porque uma banda americana teve a mesmíssima
idéia e a registrou primeiro. Rebatizado de Snow Patrol,
o grupo lançou dois CDs elogiados pela crítica, mas
ignorados pelo público. Sua sorte só mudou no início
deste ano, com o lançamento de Final Straw, que o
pôs no mesmo patamar de sucesso que o Radiohead e Coldplay,
queridinhos de outras temporadas. O disco tem boas guitarras e letras
inspiradas, com aquele toque de melancolia em que os ingleses são
especialistas.
Ouça o disco.
LIVROS
Monica Zarattini/AE
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/AE
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| Agualusa: ficção africana em
língua portuguesa |
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O Vendedor de Passados,
de José Eduardo Agualusa (Gryphus; 200 páginas; 32
reais) Autor do aclamado O Ano em que Zumbi Tomou o Rio,
o angolano Agualusa é hoje um nome importante da ficção
mundial em língua portuguesa. O Vendedor de Passados,
seu quinto livro lançado no Brasil, conta a história
de Félix Ventura, um albino que vive de criar genealogias
para os mais prósperos cidadãos de Luanda. Empresários,
políticos, generais todos pagam por uma distinta (mas
falsa) história familiar. O negócio de Félix
prospera, até o dia em que um misterioso estrangeiro pede
que ele lhe invente um passado angolano. Sátira aguda da
sociedade daquele país e seus arrivistas, o romance é
narrado por um personagem muito peculiar: uma lagartixa que vive
na casa de Félix.
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| Hitchcock: entrevistas essenciais |
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Hitchcock/Truffaut (tradução
de Rosa Freire d'Aguiar; Companhia das Letras; 278 páginas;
65 reais) Nessa compilação de horas de entrevistas,
o cineasta e crítico François Truffaut ora provoca
o mestre do suspense, ora sorve o que ele tem a dizer. Alfred Hitchcock,
por sua vez, manipula seu entrevistador, provoca-o de volta ou ainda
se abre com franqueza inesperada. Um clássico entre os clássicos,
o livro originalmente publicado em 1967 (e revisto em 1983, após
a morte de Alfred Hitchcock) volta a ser lançado no Brasil
com nova tradução e projeto gráfico. É
um prazer de ler e um item indispensável para quem tem um
mínimo de interesse por cinema.
Cidade
Pequena, de Lawrence Block (tradução de Anna
Vianna; Companhia das Letras; 576 páginas; 52 reais)
A "cidade pequena" referida no título é nada menos
do que Nova York. Não é a única ousadia desse
thriller policial com doses de erotismo: a história tem como
pano de fundo os atentados de 11 de setembro de 2001. Depois dos
ataques terroristas, a cidade é abalada por uma série
de assassinatos que envolvem uma curiosa galeria de personagens:
o faxineiro gay, a marchande sadomasoquista, o escritor esquecido
que passa a ser disputado pelas editoras quando se torna o principal
suspeito dos crimes. Rematado artífice das tramas policiais,
Block consegue cruzar a trajetória de todos esses personagens
na sua cidade pequena. Leia
trechos.
TELEVISÃO
Divulgação
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| Trump: exuberante em O Aprendiz |
O Aprendiz (quartas-feiras, às 21h, no People+Arts)
O reality show O Aprendiz foi a maior surpresa da
televisão americana nos últimos tempos. A razão
do sucesso está em seu âncora: o bilionário
Donald Trump, figura polêmica que foi um ícone do capitalismo
americano nos anos 80. Com seu estilo exuberante e seu penteado
impagável, o empresário comanda uma gincana que satiriza
a luta para ser bem-sucedido no mundo das corporações.
Os dezesseis participantes disputam um emprego numa de suas empresas,
com salário anual de 250.000 dólares.
A cada episódio, Trump elimina um deles com a frase que virou
bordão nos Estados Unidos: "Você está demitido!".
O único senão é que a exibição
nacional será dublada um verdadeiro atentado às
tiradas de Trump.
DVDs
Charada (Charade,
Estados Unidos, 1963. New Line) Audrey Hepburn quer se divorciar,
mas não terá esse trabalho: ao voltar para seu apartamento
parisiense descobre que ele está vazio, e seu marido, morto.
Mais precisamente, assassinado. Entram em cena um oficial da embaixada
americana (Walter Matthau) e um sujeito misterioso (Cary Grant)
que vira a cabeça de Audrey porque é terrivelmente
sedutor e também por causa da mania de revelar uma nova e
"verdadeira" identidade a cada reviravolta. Parece um filme de Alfred
Hitchcock, exceto por ser um pouco menos perverso do que o habitual
na obra do inglês. Quem dirige, na verdade, é o Stanley
Donen de Cantando na Chuva, que compensa sua falta de maldade
com a elegância a toda prova.
Teatro
da Morte (Theatre of Blood, Inglaterra, 1973. Dark Side)
O americano Vincent Prince (1911-1993) celebrizou-se por
casar horror e humor em suas atuações. Nessa obra-prima
do trash aquele tipo de produto cultural que, de tão
ruim, acaba se tornando bom ele interpreta Edward Lionheart,
um ator shakespeariano que se inspira nas cenas de morte das peças
do bardo inglês para vingar-se dos críticos que teimam
em duvidar de seu talento. Enquanto comete atrocidades, o enlouquecido
Lionheart recita versos de Shakespeare uma tortura a mais
para suas pobres vítimas. Não é preciso dizer
que as elaboradas vendetas tramadas pelo vilão causam mais
riso que susto.
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