|
|
Cartas
 |
"O PT, outrora
guardião de todas as virtudes, tenta salvar o cargo
do explicador-mor da República petista."
Luiz Thadeu Nunes e Silva
São Luís, MA
|
Henrique Meirelles
Tenho visto de tudo neste país. Mas
o que eu nunca vi foi um executivo brasileiro chegar a presidente
de um dos maiores bancos do mundo. Alguém renunciar ao mandato
de deputado federal, para o qual se gasta uma pequena fortuna, logo
após ser eleito. Nunca vi alguém assumir um cargo
no governo tão complexo, para ganhar uma pequena cifra do
que ganhava anteriormente. Nunca vi alguém ser denunciado
por transações financeiras em que se sabe de fonte
fidedigna que a origem do dinheiro é o trabalho remunerado
e não o Estado. A rigor, nunca vi um presidente do Banco
Central mais bem-intencionado e competente, e talvez esse seja seu
maior e verdadeiro crime ("Muito além da crise", 11 de agosto).
Telmo Cerzósimo
Balneário Camboriú, SC
Essa matéria de capa foi motivo de
tantas discussões nestes últimos dias que até
confunde. Mas ficou claro para todos sua postura de soberbia, a
ponto de em suas entrevistas passar a impressão de que está
fazendo um favor ao país ocupando o cargo de presidente do
Banco Central. Acredita que sendo uma pessoa vitoriosa na vida privada
é desnecessário explicar-se sobre "mixarias" da ordem
de 32 000 reais ou 50 000 em dólares para quem é possuidor
de uma fortuna calculada em milhões de dólares. Errado,
pois quem faz "rolos" em tostões também pode fazê-los
em milhões, por isso mesmo é sua obrigação
explicar-se até exaurir toda e qualquer dúvida. Ele,
como qualquer servidor pago pelo contribuinte, está obrigado
a prestar contas quando solicitado. Desde o simples gari de prefeitura
ao presidente da República.
Laércio Zanini
Garça, SP
A explicação do senhor Meirelles
sobre a conta bancária no Goldman Sachs, aberta e fechada
em 2002, é totalmente questionável. Conforme o Manual
de Preenchimento do Imposto de Renda Pessoa Física
2003, às páginas 39/40, referente ao ano-base 2002,
hoje denominado ano-calendário, o contribuinte estava obrigado
a declarar os bens e direitos (no país ou no exterior) adquiridos
e alienados em 2002, ou seja, no mesmo ano, conforme orientação
ali contida. Dessa forma, enganaram-se o senhor Meirelles e o tributarista
consultado por VEJA, cujo nome não foi divulgado. No entanto,
o engano não reduz a oportunidade nem o brilho da reportagem.
Parabéns.
José Roberto Robazza
Técnico em tributação
São Carlos, SP
Já que para Lula "et caterva" não
interessa, pelo menos para o povo brasileiro seria de grande valia
saber se o senhor Meirelles pagou o imposto de transmissão
sobre bens imóveis (ITBI), devido pela aquisição
do terreno de 1 centavo de real, registrado no cartório somente
nove anos depois de tê-lo adquirido. É que, após
passados mais de cinco anos, os espertos que escondem do Fisco a
transação celebrada em caráter particular tentam
depois na Justiça se livrar do pagamento daquele tributo,
alegando caducidade do direito do Erário de cobrá-lo.
Como a matéria não está pacificada na jurisprudência
e sobre ela os juristas estão divididos, não são
poucos os magistrados que têm dado guarida àquela ladina
alegação. Será que o senhor Meirelles usou
dessa manobra?
Paulo Araújo
Auditor do Tesouro Municipal
Recife, PE
Claro que Henrique Meirelles tem salvação.
Antes dele salvamos Benedita (Caso Argentina), Berzoini (Anciãos),
Zé Dirceu (Caso Waldomiro). Salvamos até "vampiros".
Por que iríamos dar as costas a Casseb e Meirelles? Nosso
estoque de bóias é muito grande. Cá entre nós,
já pensou se isso ocorresse no governo FHC? Eu não
queria estar por perto.
Antonio Carlos Ribeiro
Vitória da Conquista, BA
Conselho Federal de Jornalismo
O regime de força (ou aquele que pretende
sê-lo) precisa calar aqueles que podem criticá-lo,
confrontá-lo ou punir seus favoritos. A história mostra
que primeiramente se avança sobre a imprensa e, a seguir,
sobre o Judiciário. Com relação ao Judiciário,
um bom começo é o controle externo, agregado ao impedimento
de investigações pelo Ministério Público,
mais a "lei da mordaça". Para a imprensa, o bom começo
é o projeto que o governo acabou de mandar ao Congresso Nacional
propondo a criação do Conselho Federal de Jornalismo.
Como se percebe, apenas se inverteu aqui a ordem de ataque, primeiro
sobre o Judiciário independente e a seguir sobre a imprensa
livre. Vamos ver se finalmente a imprensa começa a perceber
que, para ser livre, necessita de um Judiciário independente.
Manoel Justino Bezerra Filho
Juiz do 1º Tribunal de Alçada Civil de São Paulo
e professor universitário
São Paulo, SP
É inacreditável que o PT, num
passado recente tão crítico e denuncista, agora queira
colocar mordaça na imprensa. Quem não se lembra do
caso Eduardo Jorge, alimentado por muitos anos pelo procurador Luiz
Francisco e pelo PT e que até agora não provou nada,
apenas fazendo com que o acusado pedisse demissão do cargo
que ocupava? Tentaram inclusive envolver o presidente Fernando Henrique,
tendo sido pedido até seu impeachment. É triste ver
o presidente Lula e o ministro José Dirceu, que tiveram problemas
no período revolucionário, partir agora para a censura
e criticar a oposição, achando que as acusações
ao senhor Meirelles são simplesmente questões eleitoreiras.
José Roberto Evangelista Marques
Santos, SP
Com esse projeto de lei encaminhado ao Congresso,
a censura poderá voltar. Só nos restará a possibilidade
de elogiar o governo, pois o mesmo não tem humildade suficiente
para escutar algumas verdades. Liberdade aos jornalistas!
Alex Vilanova
Por e-mail
Carly Fiorina
Excelente a entrevista da presidente da HP,
Carly Fiorina (Amarelas, 11 de agosto). Ela nos mostra que o caminho
das pedras é o empreendedorismo, a educação
e que o sucesso vem principalmente para as pessoas que mantêm
o foco nas oportunidades. A maioria mantém o foco em suas
limitações e por conseqüência não
consegue nada. O passatempo nacional é falar de crises, de
coisas negativas e de violência. É mais fácil
dar tiro no dedão que na Lua.
Gilclér Regina
Maringá, PR
Na entrevista com Carly Fiorina é citada
a importância de criar um ambiente propício aos negócios.
Esse ambiente que envolve transparência e integridade deve
ainda estar baseado no mérito. Isso é tudo o que o
governo do presidente Lula não aplica na administração
do país. Ou indicar sindicalistas sem conhecimento ou competência
para gerir a coisa pública é algo baseado na meritocracia?
Edivelton Tadeu Mendes
São Paulo, SP
Lya Luft
Diz-se que Chico Buarque entende, como ninguém,
a alma feminina. Lya Luft, em seu Ponto de vista "Para honrar um
pai" (11 de agosto), passou a ser o Chico da alma masculina. Parabéns
a VEJA por manter uma mulher desse nível intelectual.
Lenisio Bragante
Professor do curso médico da UFPB
João Pessoa, PB
Fantástico artigo. Cheguei a me emocionar
com o conteúdo, pois lutei muito para ter a guarda de meu
filho de 2 anos, pelo qual sou completamente apaixonado. Sofri todo
tipo de humilhação e perseguição, mas
graças a Deus consegui. Sou um pai que lava, passa, cozinha,
troca fraldas. Faço todas as tarefas que uma mãe faz
e conciliei meu horário de trabalho com minha vida em geral
para ficar totalmente disponível para meu filho e poder educá-lo.
Agradeço a Deus quando leio escritos como esse da senhora
Lya Luft e vejo que existe a possibilidade de essa realidade antiquada
mudar, pois a imagem do pai apenas provedor está caindo por
terra.
Eduardo Almeida
Por e-mail
Com clareza, Lya Luft definiu a importância
da mulher-mãe ao introduzir junto aos filhos o amor, a ternura
e o carinho do homem-pai. Foi um bálsamo para aqueles pais
que se vêem afastados do amor de seus filhos pela inabilidade
de algumas mulheres.
Virgilio Ometto Filho
São Paulo, SP
Sérgio Abranches
O artigo "O debate errado" (Em foco, 11 de
agosto), de Sérgio Abranches, traduz a triste realidade nacional,
em que a busca do imediatismo e da vantagem pessoal prevalece em
detrimento do bem comum. Estas duas frases do articulista são
lapidares: "A sociedade está perdendo as referências.
Transgride regras elementares de convivência sem atentar para
o dano coletivo que este comportamento traz". Conviria acrescentar
que os que mais transgridem são os que deveriam zelar pelas
leis, pelas normas, pela ética e pela moral. Como conseqüência,
levam os demais cidadãos a emulá-los e a ter a certeza
da impunidade. Talvez aí esteja a solução.
Acabar com a impunidade fazendo a lei valer para todos. Poderemos
dar um passo importante nas próximas eleições
escolhendo candidatos com perfil de estadista, e não de demagogo-populista.
Pedro Gärtner
Rio de Janeiro, RJ
Ecoterrorismo
Engraçado: enquanto uns são
extremos na tentativa de salvar qualquer tipo de vida animal ("A
ameaça dos ecoterroristas", 11 de agosto), outros aparecem
orgulhosos de matar animais por puro prazer ("Saindo do armário",
11 de agosto). Só posso lamentar não ter coragem para
me tornar uma ecoterrorista, pois matar por prazer é simplesmente
repugnante. Prova indiscutível de ignorância e crueldade.
Numa época marcada por violência e devastação
excessivas, esse tipo de pensamento (e comportamento) é tudo
aquilo que estamos lutando para mudar.
Paola Ramazzotti
São Paulo, SP
Temporada de caça
Ao contrário do que se pensa, a proibição
legal da caça gera o que temos hoje no Brasil: a extinção
de espécies induzida por lei aparentemente protecionista.
Como o Estado não consegue fiscalizar e ninguém se
beneficia desses recursos, o caçador ilegal e furtivo está
livre para agir. A fórmula para mudar essa situação
é simples: implica a partilha das receitas. As taxas pagas
pelos usuários, leia-se caçadores, são divididas
entre o Estado, os operadores e as comunidades. Com isso, o governo
pode investir mais na conservação dos ecossistemas;
as agências de turismo, clubes de caça e donos de fazendas
operam atividades lucrativas; e a população local
(indígena ou não) recebe recursos necessários
para melhorar de vida ("Saindo do armário", 11 de agosto).
Ivon Pires Filho, advogado
Consultor jurídico internacional da FAO/ONU
Recife, PE
Cumprimento VEJA por abordar a questão
da caça amadora praticada no Rio Grande do Sul. Reafirmo
minha posição de que a gestão científica
realizada pelo Ibama, pela Fundação Zoobotânica
do Rio Grande do Sul e pelo Grupo de Gestão de Fauna da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul encontra-se em patamares internacionais,
únicos na América do Sul. Infelizmente a caça
devidamente monitorada e regulamentada ainda segue submetida ao
cerco permanente de pseudo-ecologistas urbanos, que não entendem
a necessidade de utilizar racionalmente esse recurso natural e auto-sustentá-lo.
Alvaro Mouawad
Diretor executivo da Sociedade Brasileira para Conservação
da Fauna
Porto Alegre, RS
PSL
A propósito da nota "Como se fosse
novo" (Holofote, 4 de agosto), assinalo que o Partido Social Liberal
(PSL) integra o quadro político brasileiro desde 1998 e atua
em todas as unidades da Federação, devidamente reconhecido
pelo Tribunal Superior Eleitoral. Se somos inspiração
para o "rejuvenescimento" de outra sigla, no caso o Partido da Frente
Liberal (PFL), isso nos honra e nos enche de orgulho.
Emmanuel Gayoso
Presidente do PSL
Recife, PE
Diogo Mainardi
Rezo para que nenhum atleta olímpico
brasileiro leia o artigo "As Olimpíadas do Pateta" (11 de
agosto), de Diogo Mainardi. Tamanha insensibilidade não merece
nenhuma atenção dos valorosos atletas nacionais, num
momento tão importante da carreira deles.
Fábio Alexandre Pereira
Curitibanos, SC
O texto de Diogo Mainardi é impecável
e retrata a realidade de forma irônica porém verdadeira.
Mas o que me chamou a atenção mesmo foi o novo visual.
Até que enfim trocaram aquela foto antiga, de cara mal-humorada
e cabelo fora de moda. Afinal, vemos que ele, além de talentoso,
é um gato.
Víviam Zanoni Borré
Cariacica, ES
Eleições
VEJA em sua edição passada afirma
que o candidato Paulo Maluf "mudou quatro vezes de partido antes
de aterrissar no PP" ("Todos contra Marta", 11 de agosto). Maluf
sempre esteve no mesmo partido conservador criado pelos golpistas
de 64: a Arena, que apenas mudou de nome ao longo dos anos, primeiro
para PDS, depois para PPR, a seguir para PPB e, finalmente, para
PP.
Jayme Serva
São Paulo, SP
Guia
Sobre a reportagem "Bagagem na medida" (Guia,
11 de agosto), cabem uma retificação e algumas informações
adicionais. A multa para excesso de bagagem nas companhias aéreas
é de 1% do valor da passagem na classe econômica, e
não na executiva. Fogos de artifício não podem
ser transportados em vôos comerciais nem como bagagem despachada
por ser explosivos. Para o transporte de armas, existe um compartimento
especial na aeronave, nos casos em que há autorização
e são cumpridas exigências da companhia aérea.
Naomi Nakamura
naomi703@ig.com.br
VEJA Especial Olimpíadas
Parabéns, senhores editores, pela bela
edição (Especial Olimpíadas, agosto
de 2004)! Valeu, VEJA! Sou assinante há mais de dez anos
e fico feliz quando a revista traz na capa a figura de negros. Pude
acompanhar quanto lutaram para ganhar esse espaço. Que bom
seria vê-los brilhar conquistando mais espaços nesta
sociedade brasileira carente de "modelos" negros em destaque não
só no esporte mas em todos os âmbitos sociais.
Sandra Gonçalves
Marília, SP
CORREÇÕES: O congresso que
discutirá o tema abordado na matéria "Feito sob medida"
(11 de agosto) é o Congresso Paulista de Infectologia, e
não o brasileiro, como foi publicado.
O Projeto Portinari identificou 475 obras falsas no processo
de elaboração do Catálogo Raisonné
do artista, que inclui 4 991 obras ("Portinari por inteiro", 11
de agosto). Os casos em estudo somam 45.
|
A FATALIDADE DO TUBARÃO

Depois de ler a reportagem "O terrorismo
da pobreza" (11 de agosto), que mostra como as fatalidades
que se abatem sobre o Terceiro Mundo causam mais vítimas
que aquelas ocorridas nos países desenvolvidos,
o leitor Marcelo Szpilman, biólogo e diretor
do Instituto Ecológico Aqualung, observou: "Será
que as fatalidades dos ataques de tubarão que
eventualmente ocorrem no litoral de Pernambuco podem
também ser correlacionadas?". Ele mesmo fornece
a resposta: "Na Flórida, entre 1990 e 2003, houve
311 ataques de tubarão, com três mortes
(índice de fatalidade de 1%). Nesse mesmo período,
no litoral de Pernambuco ocorreram 39 ataques, com treze
mortes (índice de fatalidade de 33%, sendo de
36% na Praia de Boa Viagem, no Recife)". Szpilman compara
esses índices com a média mundial, de
12%, e constata que o Recife tem a maior taxa de fatalidade
do mundo. E conclui, reforçando a tese da reportagem
de VEJA: "Ainda que existam outros fatores influenciando
essa estatística macabra, já se sabe perfeitamente
que na maioria dos casos a diferença entre a
vida e a morte da vítima de ataque de tubarão
está na agilidade do resgate e no correto e eficiente
atendimento de primeiros socorros. Significa disponibilidade
de recursos e infra-estrutura".
|
|
|
OS TRIBUTOS COBRADOS NO BRASIL
A "Relação dos tributos
cobrados no Brasil", que aparece na foto publicada nas
páginas 44 e 45 de VEJA ("Sobra pouco dinheiro...",
28 de julho), despertou o interesse de uma dezena de
leitores. Roberto Mateus Ordine, diretor superintendente
da Distrital Centro da Associação Comercial
de São Paulo, informa que "a foto publicada na
reportagem é do Feirão de Impostos, exposição
promovida pela Associação Comercial de
São Paulo no Pátio do Colégio".
No site www.acsp.com.br
há outras informações sobre o feirão.
Júlio César Zanluca, leitor de Curitiba,
indica aos interessados no assunto o link www.portaltributario.com.br/tributos.htm,
que relaciona os tributos que atingem o brasileiro.
|
|
|
O SINGLE DIGITAL
Luiz
Carlos Assis Iasbeck, professor da Faculdade de Comunicação
Social da Universidade Católica de Brasília,
e outros catorze leitores estranham a informação
de que o cantor sertanejo Ralf Richardson da Silva "reinventou"
o disco single ("A invenção de Ralf",
4 de agosto). "A fim de dar os créditos a quem
realmente merece, informo que a idéia de fazer
um CD single, com quatro músicas a preço
baixo, é da banda Exxotica (www.exxotica.com.br),
que, em agosto de 2003, lançou o primeiro CD
do gênero, a 2,99 reais. O apelo da época
era justamente o mesmo de que o gênio caipira
Ralf se apropriou como sendo dele: abaixo a pirataria",
escreveu Iasbeck. A idéia pode ter sido adotada
anteriormente pela banda citada pelos leitores, mas
infelizmente para eles a patente foi requerida por Ralf.
|
|
|