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Edição 2017

18 de julho de 2007
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Cartas

"O que faz milagres em relação ao nosso corpo
são a atividade física e a alimentação saudável.
Elas são as peças-chave para regular a máquina humana."

Cleci Barbieri Menegat
Marau, RS

Metabolismo

A reportagem sobre metabolismo nos deixa várias lições a ser aplicadas na correria diária em que estamos inseridos. Ela mostra a importância de gerenciarmos os gastos calóricos e de interferirmos no ritmo metabólico a fim de vivermos com uma saúde melhor. Acredito que as dicas apresentadas contribuem, e muito, para a prevenção das doenças do stress surgidas nos ambientes empresariais ("A ciência da energia do corpo", 11 de julho).
Giles Balbinotti
Professor e mestre em ergonomia
Curitiba, PR

Parabéns pela bela reportagem sobre metabolismo da revista VEJA da semana passada, principalmente no que diz respeito à parte que esclarece os mitos e verdades sobre o assunto. A reportagem deixa bem claros os benefícios reais que a prática de atividade física pode proporcionar na perda de peso corporal.
Rodrigo Murakami da Silva
Educador físico
Piracicaba, SP

Bastante pertinente a reportagem de capa de VEJA, principalmente no contexto atual da população brasileira, que vem apresentando uma tendência a ganho de peso em todos os níveis socioeconômicos nos últimos trinta anos. Porém, alguns pontos exigem ressalvas: 1) Não podemos dizer que o açúcar refinado não tem valor nutricional, uma vez que ele fornece calorias de maneira rápida, podendo ajudar a manter estáveis os níveis de glicemia durante a prática de atividades físicas, por exemplo. Seu consumo exagerado é que resulta em acúmulo de gordura; 2) Ingerir água gelada não é estímulo suficiente para alterar a taxa metabólica basal de um indivíduo; 3) Estudos, inclusive um realizado pela Divisão de Nutrologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP, sugerem que o número de refeições tem pouca ou nenhuma influência na taxa metabólica basal, porém, conforme dito na própria reportagem, é fundamental para a perda de peso, pois evita o "exagero na próxima refeição".
Ricardo Martins Borges
Presidente da Sociedade Paulista de Nutrição Parenteral e Enteral
Ribeirão Preto, SP

Interessante um veículo não médico abordar um tema de tanto interesse, especialmente para quem trabalha na área da medicina estética. Hoje em dia – quando proporcionamos aos nossos pacientes tratamentos relacionados a celulite, gordura localizada e sobrepeso – torna-se importante não só a abordagem nutricional, mas também a avaliação pela bioimpedância, no sentido da orientação quanto à atividade física visando ao aumento de massa magra, para elevar o gasto metabólico basal, conforme citado na reportagem. Dessa maneira, a velocidade de emagrecimento pode ser um pouco mais baixa. Porém, é importante para a manutenção do peso emagrecido. Assim como o hábito de atividade física incutido na rotina do paciente melhora alguns parâmetros metabólicos, não só do perfil lipídico, proporcionando a medicina antienvelhecimento. A ciência ao alcance de todos, facilitando o processo de orientação em relação ao peso saudável, e não somente estético, é o que faz da revista VEJA uma grande aliada na área da saúde.
Keila Rachel Costa de Azevedo
Coordenadora do Ambulatório de Obesidade, Gordura Localizada e Celulite da Sociedade Brasileira de Medicina Estética – RJ
Rio de Janeiro, RJ

É muito bom que as pessoas conheçam as necessidades e os limites de si mesmas para alcançar o equilíbrio. Principalmente em uma sociedade que se preocupa com a aparência física e também sofre com doenças como o diabetes e a obesidade. O conhecimento do próprio metabolismo proporciona a melhor escolha da alimentação e da atividade física para manter a saúde e a mente em perfeita harmonia. Acredito que o corpo em forma não é fruto de dietas doentias nem de exercícios exagerados, mas do conhecimento das características individuais.
Mayara dos Santos Morais
Itajaí, SC

 

Renan Calheiros

Fiquei atônito ao ler a reportagem "Negócios milionários" (11 de julho). Descobri que a família Calheiros tem a fórmula do sucesso no mundo empresarial. Depois do grande sucesso como pecuarista, agora vieram os refrigerantes. Quem administra os negócios da família é um gênio e pode ganhar ainda mais dinheiro no ramo de consultoria. Gostaria de sugerir à família o nome de "Consultoria Desencalheiros", com o slogan "Desencalhamos qualquer negócio".
Leonardo Binhardi Negrão
São Paulo, SP

O senhor Renan Calheiros já está morto, e ele sabe. Agora virou um fantasma da maldição no Senado. Sai daí, o povo não te quer mais nessa cadeira, ela não te pertence mais.
Auxiliadora Monteiro
Manaus, AM

Se Renan Calheiros, acumulando as atividades de senador da República e empresário, construiu toda essa fortuna, imagine se ele fosse somente empresário e fazendeiro. Está aí mais um bom motivo para que renuncie ao cargo. Assim, talvez, ele saia da lista dos suspeitos de corrupção e entre na lista da Forbes.
Alan Marques
Goiânia, GO

Rei Nan não quer sair do "trono" do Senado de jeito nenhum. Agora retruca aos seus pares que quem tiver a ousadia de tentar tirá-lo do cargo terá de sujar as mãos. Sem dúvida, Rei Nan, se até o senhor admite que emporcalhou seu "trono", quem somos nós para duvidar?
Mara Montezuma Assaf

São Paulo, SP

O Senado brasileiro converteu-se em presídio de segurança máxima: segurança máxima para os criminosos.
Ana Adelina Lins
Belo Horizonte, MG

Assisti a boa parte da sessão do Senado em que alguns senadores pediram a renúncia do presidente Calheiros. Mandei até mensagens aos que vi se manifestando. Apesar da cena deprimente, quero cumprimentar os senadores pela atitude corajosa, principalmente por tentarem demonstrar um pingo de dignidade, que se faz necessária para tentarmos manter o que resta da auto-estima de ser brasileiro, se é que isso ainda significa alguma coisa.
Etienne Douat
Joinville, SC

Não me canso de admirar o estado de Alagoas. Um estado pobre, sem participação expressiva no PIB do Brasil, ser capaz de produzir "gurus" financeiros como o ex-presidente Collor de Mello e o senador Renan Canalheiros.
Sergio Roda

Curitiba, PR

Mais uma vez o estado de Alagoas é exposto ao Brasil como terra de políticos malandros e afeitos à prática da marginalidade explícita. Volta à cena podre da vida pública brasileira a vergonhosa alcunha de "República das Alagoas", como sinal de corrupção, formação de quadrilha e gestão criminosa. Não somos assim, e quem nos conhece sabe disso. Não temos culpa se Deus foi tão cruel na escolha de nossos políticos quanto generoso em nossas belezas naturais, em nosso espírito hospitaleiro, em nossa fé no amanhã.
Pedro Duarte de Oliveira
Maceió, AL

Fico perplexo com a frieza do senador Renan Calheiros em sua defesa. Acho que esse comportamento deveria ser estudado pela psiquiatria. Parece que as acusações não são a ele ou são infundadas. Esse comportamento é teatro ou é certeza da impunidade? Com a resposta, os psiquiatras.
Manoel Amâncio Feitosa Ramos
Xique-Xique, BA

 

Joaquim Roriz

Tornou-se corriqueiro, no Congresso Nacional, parlamentares renunciarem para fugir da cassação de seu mandato e também da perda de direitos políticos. Foi assim com o deputado Severino Cavalcanti, com os senadores Jáder Barbalho, ACM, José Arruda e, agora, com Roriz ("Joaquim Roriz, o breve", 11 de julho). Já que a lei é complacente nesse particular, seria de bom senso que o senador Renan Calheiros assim o fizesse, ou pelo menos ouvisse os conselhos de muitos de seus colegas que pedem o seu afastamento da presidência enquanto restarem dúvidas sobre a quebra de decoro.
Helmar da Cruz Rocha
Salvador, BA

 

Paulo Renato

VEJA nos dá a saber que nenhum político foi condenado em quarenta anos, fato que nos causa profunda indignação. Contudo, talvez estejamos começando a ver luz no fim do túnel. O projeto do deputado federal Paulo Renato Souza que propõe a criação do Tribunal Superior da Probidade Administrativa (TSPA) poderá ser o primeiro passo no combate à impunidade dos políticos ("Corruptos na mira", 11 de julho)!
Francisco Souto Neto
Curitiba, PR

Sempre imaginei que seria a solução um tribunal especial para punir políticos corruptos. O eminente deputado Paulo Renato está no caminho certo, mas eu mesmo duvido que a Câmara e o Senado aprovem algum projeto contra os interesses dos políticos desonestos.
Silvio Fiamoncini
Joinville, SC

 

Caos aéreo

O receituário de VEJA para contornar o colapso aéreo denota conhecimento de causa e apresenta as medidas prioritárias a ser adotadas ("As soluções para o caos aéreo", 11 de julho). No entanto, sob a governança petista, "ninguém é o pai da criança", e aos passageiros restam a humilhação nos aeroportos e o relaxe e goze da ministra. Numa empresa privada, qualquer executivo já teria colocado ordem na casa, começando por botar no olho da rua os "companheiros" titulares da Defesa, Infraero e Anac, a bem do serviço público.
Tito Schmitt
União da Vitória, PR

VEJA acertou na mosca os três motivos principais para o caos: o preço da passagem caiu, os passageiros apareceram e o número de aviões diminuiu. Mas no governo quem está preocupado com o apagão aéreo? De que região vêm os votos para eleger o presidente do PT? Em que cidade estão localizados os principais aeroportos do Brasil? Cadê o dia e a hora para terminar a crise, imposta pelo nosso presidente? O Bolsa Família atinge 45 milhões de pessoas menos privilegiadas e acabou de sofrer um aumento de 18,25%! Relaxe, PT, e goze da nossa cara.
Rodolfo Jesus Fuciji
São Paulo, SP

Não se trata de civil ou militar, o problema é a má gestão. Somente quando for indicado um administrador competente, com conhecimentos específicos na área militar, para o cargo de ministro da Defesa haverá solução para os atuais problemas que estão motivando o "caos aéreo".
Enir de Souza Pinto
Rio de Janeiro, RJ

 

Sérgio Cabral

Estão de parabéns os Cabral. Parabéns ao primeiro, que há cerca de 500 anos teve a coragem de se lançar numa travessia de alto risco. Parabéns ao outro Cabral, o governador, que se arrisca nessa luta contra os bandidos, demonstrando não menos coragem e bravura do que o navegador (Amarelas, 11 de julho).
Rui Nascimento
Salinas, MG

Como um dos milhões de moradores do Rio de Janeiro, aterrorizado no meu cotidiano pela bandidagem desenfreada e impune, gostaria de cumprimentar o nosso governador pela vontade de assumir o seu papel de autoridade e, pela primeira vez, mostrar um plano concreto de como poderemos voltar a ter civilidade, ordem e respeito nesta cidade.
João Mauricio Scarpellini Campos
Rio de Janeiro, RJ

Gostaria de ressaltar o orgulho que nós, mineiros, temos ao saber que Minas, por meio do choque de gestão implementado pelo governador Aécio Neves (PSDB), está servindo de exemplo para as novas políticas adotadas no estado do Rio de Janeiro, principalmente na gestão da segurança pública. Aproveito a oportunidade para elogiar ainda a reportagem que aborda a proposta do nosso colega Paulo Renato (PSDB-SP).
Paulo Abi-Ackel
Deputado federal (PSDB-MG)
Vice-líder da minoria no Congresso Nacional
Brasília, DF

Sou carioca, mas em 1990 decidi sair do Rio de Janeiro devido à violência, que, na época, já era crescente. Diante da vivência próxima com o terror, e com uma filha de 6 anos, assim que me formei fugi do Rio para o interior de Minas. Hoje minha filha já está de volta ao Rio, onde cursa direito, e meu coração de mãe sempre fica aflito. Pensava: meus pais moram no Leme, é um bairro tranqüilo. Qual o quê? Recentemente tiroteios puderam ser ouvidos do apartamento, por causa da guerra nos morros da Babilônia e Chapéu Mangueira. O Rio entregue à própria sorte... Mas eis que surge Sérgio Cabral! Confesso que se ainda votasse no Rio ele não teria sido meu candidato. Mas, acompanhando nos noticiários as ações que a polícia vem desenvolvendo e lendo sua entrevista nas páginas amarelas, virei sua fã!
Renata Arantes Villela
São Vicente de Minas, MG

Até que enfim um político com objetivos claros para a administração do Rio de Janeiro. Os cariocas e os brasileiros não merecem ficar à mercê de bandidos e de maus administradores, que só pensam em si. O senhor Sérgio Cabral está certo, é preciso combater a criminalidade no Rio o mais rápido possível e punir os seus autores, moralizar as polícias Civil e Militar, tirar os maus policiais e valorizar aqueles que são sérios. O Rio de Janeiro precisa continuar lindo.
Antonia Jany
Planaltina, DF

Apaguemos a lanterna de Diógenes. Achamos um homem, diria Machado de Assis ao ler as páginas amarelas desta semana. Não sei se são ou não verdade as pretensões políticas do atual governador do Rio. Mas que suas atitudes nos dão esperança, dão. Voto nele para qualquer coisa a que se candidatar.
Avelar Lopes de Viveiros
Goiânia, GO

Se não estiver jogando para a platéia, Sérgio Cabral está construindo o governo de que o Rio de Janeiro necessita há muito tempo. Suas posições e ações relacionadas aos temas prioritários para nossa amada cidade nos fazem vislumbrar uma luz no fim do túnel. O governador parece pertencer a uma nova classe de políticos que entendeu não existir mais espaço para a politicagem.
Paulo Barreiros
Rio de Janeiro, RJ

 

Diogo Mainardi

Crioulo era o branco criado na América, depois veio o mestiço, hoje é o mulato ou pardo. Exames de DNA mostraram que Neguinho da Beija Flor tem 67% de sangue europeu! Alguém duvida que a maioria dos brasileiros é "crioula", ou seja, mestiça de branco, índio e/ou negro? Mainardi tem razão, abaixo a patrulha ("Dois pesos para dois 'crioulos'", 11 de julho)!
Perola Soares Zambrana
São Paulo, SP

Ainda bem que temos jornalistas lúcidos e independentes como Diogo Mainardi, que podem fazer análises detalhadas de situações constrangedoramente graves, como essa do professor Kramer.
Paulo Guino
Chanchun, China

A África é o segundo maior continente, tem 56 países, e esse pessoal que se diz afro-descendente ou afro-brasileiro ignora totalmente esse fato. Quem se refere a si mesmo nesses termos é bom que saiba exatamente de que parte do continente está falando. Senão estará menosprezando a própria África.
André Gouvêa
Los Angeles, Califórnia, EUA

As universidades brasileiras, ou melhor, as boas universidades brasileiras estão fomentando ideólogos da perseguição. Primeiro foram aqueles que compararam intelectuais e cientistas judeus com Hitler. Depois, os antiimperialistas crônicos do Sindicato de Trabalhadores da USP, que apregoaram contra "O Massacre de Israel sobre o Líbano e a Palestina". Agora a ira atinge o professor Kramer. Espero que o tema continue sendo debatido nas páginas de VEJA.
Sidney Stahl
São Paulo, SP

 

Racismo

Boa mostra de sua pequenez está dando a Universidade de Brasília (UnB) quando decide perseguir um professor que utiliza em sala de aula uma expressão impopular ou politicamente incorreta. Ao punir com a caça às bruxas a liberdade de expressão, a universidade está negando sua razão de ser, o caráter de universalidade no acolhimento de posições diversas de alunos e professores. Se a UnB decidir seguir por esse caminho, um grande desserviço estará prestando ao país ("A primeira vítima", 11 de julho).
Helga Maria Saboia Bezerra
Oviedo, Astúrias, Espanha

Quer dizer que o professor que mencionou "crioulada" é punido, mesmo tendo-se desculpado e negado ser racista? E como ficam o presidente "deste país", que empregou, com todas as letras, "CRIOULO" como sinônimo de afro-descendente, e o Aurélio, que admite crioulo, crioulada (sic)? E as autoridades mais as pessoas que se ofenderam quando souberam da comparação "deste país" com o Congo? Já pensaram se a República do Congo resolver denunciar "este país" como racista?
Esmeralda Fernandes
Rio de Janeiro, RJ

Brasileiro, sempre desonesto, dizia orgulhar-se de o país não ser racista. Agora a máscara caiu. O preconceito foi legalizado (lei de cotas), e ensinado nas universidades. Feliz o professor Darcy Ribeiro, que não está mais aqui presenciando tais atos.
Maria de Loreto Bandeira
Fortaleza, CE

Quem conhece Paulo Kramer, professor da UnB, sabe que ele foi vítima de uma injusta cilada armada por alguns de seus alunos. Apesar do sobrenome germânico, Paulo dispensa a todos tratamento indiscriminado e afável, sem preconceitos. O termo crioulo ou crioulada foi muito bem aplicado. É verbete dicionarizado para nomear pessoas mestiças de negro, sem ofensa contra afro-descendentes.
Zaida Lins de Lima
Palmeira dos Índios, AL

 

Galeria dos Espelhos

Quero cumprimentar VEJA pela excelente reportagem "O poder e a glória" (11 de julho), com a descrição surpreendente da sensação de visitar a sala dos espelhos do Palácio de Versalhes, reaberta depois de um longo período de reforma. Rica em detalhes, fiel ao conteúdo histórico, jocosa, a matéria nos desperta para o sonho de ir conhecê-la. Estimulada pela reportagem, tomei coragem e agendei para outubro minha viagem a Paris.
Isabelle de Baptista

Vitória, ES

 

Tecnologia

Algumas das deficiências do iPhone podem não ser propositais, mas contribuem ainda mais para o culto do aparelho. O fato de apenas uma empresa americana habilitá-lo cria a idéia de que nem todos podem tê-lo, mesmo que tenham recursos para comprá-lo. O mesmo aconteceu com o iPod, que, oficialmente, roda apenas músicas vendidas pela Apple. O Orkut, no seu início, só permitia inscritos que recebessem convites de pessoas que já faziam parte do site ("Tanta novidade até confunde", 11 de julho).
Tarcísio Manzan de Mello
Ribeirão Preto, SP

 

Educação

Esses cinco jovens, destaques no Enade, de origem não muito favorecida no âmbito sociocultural têm algo que infelizmente nem todo brasileiro possui: uma família que soube transmitir-lhes responsabilidade e disciplina. Eu, como vestibulanda, fico feliz e mais confiante quando me provam que é através do esforço máximo e da dedicação que alcançarei o sucesso ("Do zero ao topo do ranking", 11 de julho).
Marianne Caldeira de Faria Santiago, 17 anos
Montes Claros, MG

 

Imigração

Na atual legislação italiana, a cidadania passa de pai para filho, independentemente do local de nascimento e de residência, do fato de o indivíduo possuir outra cidadania ou de qualquer manifestação de vontade de mantê-la. Por isso, a maioria dos 60 milhões (mínimo!) de italianos espalhados pelo mundo afora nem sabe que possui nossa cidadania além daquela do país onde vive. Isso é absurdo, mas a solução acariciada por alguns deputados, entre eles o Pollastri, é juridicamente impraticável, porque a cidadania não é "concedida", é um direito adquirido por nascimento, que o estado é obrigado apenas a verificar, pelo processo chamado de "reconhecimento da cidadania" ("Não per tutti", 11 de julho).
Marcello Alessio
Ex-cônsul-geral da Itália em Curitiba
Por e-mail

 

Chocolate superamargo

Que reportagem gostosa ("Cacau maravilha", 11 de julho)! O chocolate é imprescindível à minha vida. Além dos benefícios tão bem citados por VEJA, com ele meu humor e risadas são mais constantes, pois tira minha ansiedade, melhora muito minha TPM, dá brilho aos meus olhos e pele e até acelera o coração para o amor. Chocolate, ele só me faz bem!
Magali Vasconcelos Nunes

Belo Horizonte, MG

 

Veja essa

Muito feliz a frase do presidente da OAB, Cezar Britto (Veja essa, 11 de julho). Contudo, a autoria não é dele, mas de James Clarke (1810-1888), um teólogo americano. Ei-la: "Um político pensa na próxima eleição. Um estadista, na próxima geração".
Luiz Eduardo Parreira
Campo Grande, MS

 

Roberto Pompeu de Toledo

No ensaio "O Brasil que veio do frio" (11 de julho), o autor consegue traduzir o pensamento de milhares de torcedores brasileiros. Essa seleção não só veio do frio como nos coloca numa imensa fria. Como torcer e vibrar com Fernando, Affonso, Daniel, jogadores que não sabemos de onde vieram? Esta não é a seleção brasileira, mas uma legião estrangeira. E muito ruim.
Benedito Olivio Carneiro
São Paulo, SP

 

Angela Park

Ótima a reportagem "Brasileira de ouro" (11 de julho). Porém, quero registrar a minha indignação quanto à frase do senhor Álvaro Almeida, presidente da Confederação Brasileira de Golfe ("Para ser perfeito, só faltava Angela ter um sobrenome bem brasileiro, como Silva"). Para ele, Barrichello, Kuerten, Oyama, também são sobrenomes imperfeitos? Ser filha de imigrantes orientais diminui a grandeza do feito de Angela? A paranaense colocou pela primeira vez a bandeira brasileira no placar mais importante do golfe mundial. Que grande feito, que valentia e que garra! Diga, senhor Álvaro, palavras de incentivo e gratidão. Tenha orgulho, como eu, da nossa mistura "imperfeita"

Keiko Nomura
São Paulo, SP

 

Cartas

Primeiro gostaria de agradecer por terem divulgado o conteúdo do meu e-mail nas páginas de VEJA ("Como dizia o general Mourão", 11 de julho). Porém, preciso fazer uma ressalva. Como meu texto foi escrito no masculino plural (afinal de contas, a boa gramática exige esse sacrifício das feministas...), ocorreu um pequeno imprevisto: não sou "o leitor", e sim "a leitora" Andrea Givigi. De resto, tudo certo, sou mesmo fã do Mainardi e também faço parte do clubinho dos Epa!. Desculpem-me pelo equívoco que provoquei.
Andrea Givigi

Por e-mail

Sobre o quadro "Humanização na saúde" (11 de julho), esclareço que a criança portadora de amiotrofia mais velha no Brasil se chama Daniele, é da cidade de São Paulo e está com 16 anos. Tive o prazer de conhecer o Fernando Lopes, um grande guerreiro, mas ele faleceu com 10 anos. Acredito que o melhor local para as crianças com amiotrofia viverem é em casa, junto da família. Sou mãe do Lucas, um lindo garoto, superinteligente, que está com 6 anos, é alfabetizado em casa, vai ao shopping, ao aniversário dos amiguinhos etc. Temos lindos exemplos de mães que largaram profissão e liberdade para se dedicar aos cuidados dos filhos em home care. Desde janeiro de 2006, quando a Anvisa regulamentou essa modalidade de internação domiciliar no Brasil, nossas crianças não precisam mais "morar" nas UTIs. A amiotrofia não é tão rara, uma em cada 10.000 crianças nasce com a doença. O que falta são esclarecimentos aos profissionais de saúde do Brasil. Em maio fizemos uma jornada sobre amiotrofia em São Paulo, no Centro de Convenções Rebouças, em que conseguimos juntar familiares, portadores e profissionais de saúde. Os eventos da Abrame acontecem anualmente. Maiores informações na internet: www.atrofiaespinhal.org.
Fátima Braga
Presidente da Associação Brasileira de Amiotrofia Espinhal (Abrame)
Fortaleza, CE

 

 

 

FACULDADE PARALELA

Rodrigo de Sousa Costa, diretor técnico da Associação de Engenheiros Agrônomos de Pelotas, escreve à redação para denunciar um fato que, segundo ele, fere o princípio da autonomia das universidades. Com apoio do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul, do Sindicato dos Veterinários do Rio Grande do Sul, da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Pelotas e de professores dos cursos de ciências agrárias, estudantes de veterinária, agronomia e engenharia agrícola rejeitaram em assembléia o ingresso facilitado de uma turma de sessenta integrantes do MST e assentados na Universidade Federal de Pelotas. Apesar da votação contrária ao projeto, eles foram surpreendidos por um convênio firmado pela UFPel com o Incra para a criação de uma faculdade paralela de medicina veterinária. "O convênio privilegia o ingresso de integrantes do MST, tem grade curricular distinta da do curso tradicional e supervisão da UFPel, do Incra e de movimentos sociais, ferindo o princípio da autonomia das universidades", diz Costa. "Os estudantes estão pressionando o conselho universitário para barrar o curso, que abandona o embasamento científico em prol da ideologia, pondo em risco a credibilidade de cursos tradicionalmente conceituados", comenta ele.



TAXA DE METABOLISMO

Roberto Setton
Magnoni e as nutricionistas Michele e Fernanda usando o calorímetro: taxa de metabolismo basal

A reportagem "A ciência da energia do corpo" (11 de julho) apresentou as taxas de metabolismo basal de oito pessoas. Alguns leitores escreveram para a redação em busca de mais informações sobre como esse cálculo foi feito. Para descobrir quanto o organismo gasta para desempenhar suas atividades vitais, VEJA recorreu ao cardiologista Daniel Magnoni, do Instituto de Metabolismo e Nutrição de São Paulo, e sua equipe, da qual fazem parte as nutricionistas Michele Trindade e Fernanda Casullo. Os personagens submeteram-se a um exame que utiliza um aparelho chamado calorímetro. Por meio de uma máscara, o dispositivo mede o consumo de oxigênio e a produção de gás carbônico durante a respiração, em repouso. A relação entre os dois mostra em que ritmo o corpo funciona. A duração do exame é de, em média, vinte minutos e requer jejum de, no mínimo, quatro horas. Outro recurso utilizado são fórmulas matemáticas, que levam em conta variáveis como idade, peso, altura e sexo. Tais fórmulas, porém, são menos precisas.



QUATRO PATAS NO SENADO

Divulgação

A justificativa pecuária usada por senadores para explicar sua movimentação financeira trouxe à lembrança de alguns leitores outro Senado e um certo quadrúpede: Incitatus, o cavalo feito cônsul romano e imposto ao Senado por Calígula (12 a 41 d.C.). O leitor Robson Coimbra, de Salvador, encontra paralelo nos dois casos: "A história do senador é tão assombrosa quanto a de Calígula, que elegeu seu cavalo Incitatus para o Senado. Incitatus, porém, nunca teve relação com lobistas, não sonegava o imposto com papiros forjados (aliás, muito mal forjados) nem achava que o império era composto, 99%, de palhaços". O mineiro Washington Luiz Lopes, de Carangola, também se lembrou da célebre cavalgadura: "O senador trapincola Renan Calheiros já virou cachorro morto. Está na hora de pensarmos em como substituí-lo sem provocar traumas políticos. Veio-me a idéia: por que não repetir Calígula? Observando a história, constatei que não existe nenhum registro que desabone Incitatus, nenhuma falcatrua com dinheiro público foi verificada, nenhuma venda de gado superfaturada, nenhum affair extraconjugal bancado por lobista de empreiteira. Enfim, se analisarmos o custo e o benefício da substituição, veremos que vale a troca. O povo agradecerá".



UMA VEZ FLAMENGO...

Leitores flamenguistas não perdoaram a referência a Raul Plassmann como ex-goleiro do Cruzeiro (Veja essa, 11 de julho). "Por que VEJA deixou de identificar Raul como ex-goleiro do Flamengo e, mais, como campeão do mundo pelo Flamengo em 1981? A omissão me surpreendeu, pois, pelo rigor com que os fatos são tratados nesta revista, não se compreende deixar de lado o fato mais importante da carreira esportiva do ex-goleiro Raul", escreveu Melhim Chalhub, do Rio de Janeiro. Gilton Silverio, de Volta Redonda, acredita que a falta de referência ao time da Gávea "tem a ver com o bairrismo do editor de VEJA" e pede para a revista "corrigir essa desinformação prestada pelo antiflamenguista". E informa: "Raul Plassmann foi tricampeão brasileiro pelo Flamengo (1980/82/83) e campeão da Libertadores da América e do Mundial Interclubes, em 1981". Os leitores têm razão, mas o espaço era curto para tanta informação e optou-se por citar o time no qual o goleiro surgiu para o futebol.

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