"O que faz
milagres em relação ao nosso corpo
são a atividade física e a alimentação
saudável.
Elas são as peças-chave para regular a
máquina humana." Cleci Barbieri Menegat
Marau, RS
Metabolismo
A reportagem sobre
metabolismo nos deixa várias lições a
ser aplicadas na correria diária em que estamos inseridos.
Ela mostra a importância de gerenciarmos os gastos calóricos
e de interferirmos no ritmo metabólico a fim de vivermos
com uma saúde melhor. Acredito que as dicas apresentadas
contribuem, e muito, para a prevenção das doenças
do stress surgidas nos ambientes empresariais ("A ciência
da energia do corpo", 11 de julho). Giles Balbinotti Professor e mestre em ergonomia
Curitiba, PR
Parabéns
pela bela reportagem sobre metabolismo da revista VEJA da
semana passada, principalmente no que diz respeito à
parte que esclarece os mitos e verdades sobre o assunto. A
reportagem deixa bem claros os benefícios reais que
a prática de atividade física pode proporcionar
na perda de peso corporal. Rodrigo Murakami da
Silva Educador físico
Piracicaba, SP
Bastante pertinente
a reportagem de capa de VEJA, principalmente no contexto atual
da população brasileira, que vem apresentando
uma tendência a ganho de peso em todos os níveis
socioeconômicos nos últimos trinta anos. Porém,
alguns pontos exigem ressalvas: 1) Não podemos dizer
que o açúcar refinado não tem valor nutricional,
uma vez que ele fornece calorias de maneira rápida,
podendo ajudar a manter estáveis os níveis de
glicemia durante a prática de atividades físicas,
por exemplo. Seu consumo exagerado é que resulta em
acúmulo de gordura; 2) Ingerir água gelada não
é estímulo suficiente para alterar a taxa metabólica
basal de um indivíduo; 3) Estudos, inclusive um realizado
pela Divisão de Nutrologia da Faculdade de Medicina
de Ribeirão Preto-USP, sugerem que o número
de refeições tem pouca ou nenhuma influência
na taxa metabólica basal, porém, conforme dito
na própria reportagem, é fundamental para a
perda de peso, pois evita o "exagero na próxima refeição".
Ricardo Martins Borges Presidente da Sociedade Paulista
de Nutrição Parenteral e Enteral Ribeirão Preto,
SP
Interessante um
veículo não médico abordar um tema de
tanto interesse, especialmente para quem trabalha na área
da medicina estética. Hoje em dia quando proporcionamos
aos nossos pacientes tratamentos relacionados a celulite,
gordura localizada e sobrepeso torna-se importante
não só a abordagem nutricional, mas também
a avaliação pela bioimpedância, no sentido
da orientação quanto à atividade física
visando ao aumento de massa magra, para elevar o gasto metabólico
basal, conforme citado na reportagem. Dessa maneira, a velocidade
de emagrecimento pode ser um pouco mais baixa. Porém,
é importante para a manutenção do peso
emagrecido. Assim como o hábito de atividade física
incutido na rotina do paciente melhora alguns parâmetros
metabólicos, não só do perfil lipídico,
proporcionando a medicina antienvelhecimento. A ciência
ao alcance de todos, facilitando o processo de orientação
em relação ao peso saudável, e não
somente estético, é o que faz da revista VEJA
uma grande aliada na área da saúde. Keila Rachel Costa de
Azevedo Coordenadora do Ambulatório
de Obesidade, Gordura Localizada e Celulite da Sociedade Brasileira
de Medicina Estética RJ Rio de Janeiro, RJ
É muito
bom que as pessoas conheçam as necessidades e os limites
de si mesmas para alcançar o equilíbrio. Principalmente
em uma sociedade que se preocupa com a aparência física
e também sofre com doenças como o diabetes e
a obesidade. O conhecimento do próprio metabolismo
proporciona a melhor escolha da alimentação
e da atividade física para manter a saúde e
a mente em perfeita harmonia. Acredito que o corpo em forma
não é fruto de dietas doentias nem de exercícios
exagerados, mas do conhecimento das características
individuais. Mayara dos Santos Morais Itajaí, SC
Renan Calheiros
Fiquei atônito
ao ler a reportagem "Negócios milionários" (11
de julho). Descobri que a família Calheiros tem a fórmula
do sucesso no mundo empresarial. Depois do grande sucesso
como pecuarista, agora vieram os refrigerantes. Quem administra
os negócios da família é um gênio
e pode ganhar ainda mais dinheiro no ramo de consultoria.
Gostaria de sugerir à família o nome de "Consultoria
Desencalheiros", com o slogan "Desencalhamos qualquer negócio".
Leonardo Binhardi Negrão São Paulo, SP
O senhor Renan Calheiros
já está morto, e ele sabe. Agora virou um fantasma
da maldição no Senado. Sai daí, o povo
não te quer mais nessa cadeira, ela não te pertence
mais. Auxiliadora Monteiro Manaus, AM
Se Renan Calheiros,
acumulando as atividades de senador da República e
empresário, construiu toda essa fortuna, imagine se
ele fosse somente empresário e fazendeiro. Está
aí mais um bom motivo para que renuncie ao cargo. Assim,
talvez, ele saia da lista dos suspeitos de corrupção
e entre na lista da Forbes. Alan Marques Goiânia, GO
Rei Nan não
quer sair do "trono" do Senado de jeito nenhum. Agora retruca
aos seus pares que quem tiver a ousadia de tentar tirá-lo
do cargo terá de sujar as mãos. Sem dúvida,
Rei Nan, se até o senhor admite que emporcalhou seu
"trono", quem somos nós para duvidar? Mara Montezuma Assaf São Paulo, SP
O Senado brasileiro
converteu-se em presídio de segurança máxima:
segurança máxima para os criminosos. Ana Adelina Lins Belo Horizonte, MG
Assisti a boa parte
da sessão do Senado em que alguns senadores pediram
a renúncia do presidente Calheiros. Mandei até
mensagens aos que vi se manifestando. Apesar da cena deprimente,
quero cumprimentar os senadores pela atitude corajosa, principalmente
por tentarem demonstrar um pingo de dignidade, que se faz
necessária para tentarmos manter o que resta da auto-estima
de ser brasileiro, se é que isso ainda significa alguma
coisa. Etienne Douat Joinville, SC
Não me canso
de admirar o estado de Alagoas. Um estado pobre, sem participação
expressiva no PIB do Brasil, ser capaz de produzir "gurus"
financeiros como o ex-presidente Collor de Mello e o senador
Renan Canalheiros.
Sergio Roda Curitiba, PR
Mais uma vez o estado
de Alagoas é exposto ao Brasil como terra de políticos
malandros e afeitos à prática da marginalidade
explícita. Volta à cena podre da vida pública
brasileira a vergonhosa alcunha de "República das Alagoas",
como sinal de corrupção, formação
de quadrilha e gestão criminosa. Não somos assim,
e quem nos conhece sabe disso. Não temos culpa se Deus
foi tão cruel na escolha de nossos políticos
quanto generoso em nossas belezas naturais, em nosso espírito
hospitaleiro, em nossa fé no amanhã. Pedro Duarte de Oliveira Maceió, AL
Fico perplexo com
a frieza do senador Renan Calheiros em sua defesa. Acho que
esse comportamento deveria ser estudado pela psiquiatria.
Parece que as acusações não são
a ele ou são infundadas. Esse comportamento é
teatro ou é certeza da impunidade? Com a resposta,
os psiquiatras. Manoel Amâncio
Feitosa Ramos Xique-Xique, BA
Joaquim Roriz
Tornou-se corriqueiro,
no Congresso Nacional, parlamentares renunciarem para fugir
da cassação de seu mandato e também da
perda de direitos políticos. Foi assim com o deputado
Severino Cavalcanti, com os senadores Jáder Barbalho,
ACM, José Arruda e, agora, com Roriz ("Joaquim Roriz,
o breve", 11 de julho). Já que a lei é complacente
nesse particular, seria de bom senso que o senador Renan Calheiros
assim o fizesse, ou pelo menos ouvisse os conselhos de muitos
de seus colegas que pedem o seu afastamento da presidência
enquanto restarem dúvidas sobre a quebra de decoro.
Helmar da Cruz Rocha Salvador, BA
Paulo Renato
VEJA nos dá
a saber que nenhum político foi condenado em quarenta
anos, fato que nos causa profunda indignação.
Contudo, talvez estejamos começando a ver luz no fim
do túnel. O projeto do deputado federal Paulo Renato
Souza que propõe a criação do Tribunal
Superior da Probidade Administrativa (TSPA) poderá
ser o primeiro passo no combate à impunidade dos políticos
("Corruptos na mira", 11 de julho)! Francisco Souto Neto Curitiba, PR
Sempre imaginei
que seria a solução um tribunal especial para
punir políticos corruptos. O eminente deputado Paulo
Renato está no caminho certo, mas eu mesmo duvido que
a Câmara e o Senado aprovem algum projeto contra os
interesses dos políticos desonestos. Silvio Fiamoncini Joinville, SC
Caos aéreo
O receituário
de VEJA para contornar o colapso aéreo denota conhecimento
de causa e apresenta as medidas prioritárias a ser
adotadas ("As soluções para o caos aéreo",
11 de julho). No entanto, sob a governança petista,
"ninguém é o pai da criança", e aos passageiros
restam a humilhação nos aeroportos e o relaxe
e goze da ministra. Numa empresa privada, qualquer executivo
já teria colocado ordem na casa, começando por
botar no olho da rua os "companheiros" titulares da Defesa,
Infraero e Anac, a bem do serviço público. Tito Schmitt União da Vitória,
PR
VEJA acertou na
mosca os três motivos principais para o caos: o preço
da passagem caiu, os passageiros apareceram e o número
de aviões diminuiu. Mas no governo quem está
preocupado com o apagão aéreo? De que região
vêm os votos para eleger o presidente do PT? Em que
cidade estão localizados os principais aeroportos do
Brasil? Cadê o dia e a hora para terminar a crise, imposta
pelo nosso presidente? O Bolsa Família atinge 45 milhões
de pessoas menos privilegiadas e acabou de sofrer um aumento
de 18,25%! Relaxe, PT, e goze da nossa cara. Rodolfo Jesus Fuciji São Paulo, SP
Não se trata
de civil ou militar, o problema é a má gestão.
Somente quando for indicado um administrador competente, com
conhecimentos específicos na área militar, para
o cargo de ministro da Defesa haverá solução
para os atuais problemas que estão motivando o "caos
aéreo". Enir de Souza Pinto Rio de Janeiro, RJ
Sérgio
Cabral
Estão de
parabéns os Cabral. Parabéns ao primeiro, que
há cerca de 500 anos teve a coragem de se lançar
numa travessia de alto risco. Parabéns ao outro Cabral,
o governador, que se arrisca nessa luta contra os bandidos,
demonstrando não menos coragem e bravura do que o navegador
(Amarelas, 11 de julho). Rui Nascimento Salinas, MG
Como um dos milhões
de moradores do Rio de Janeiro, aterrorizado no meu cotidiano
pela bandidagem desenfreada e impune, gostaria de cumprimentar
o nosso governador pela vontade de assumir o seu papel de
autoridade e, pela primeira vez, mostrar um plano concreto
de como poderemos voltar a ter civilidade, ordem e respeito
nesta cidade. João Mauricio
Scarpellini Campos Rio de Janeiro, RJ
Gostaria de ressaltar
o orgulho que nós, mineiros, temos ao saber que Minas,
por meio do choque de gestão implementado pelo governador
Aécio Neves (PSDB), está servindo de exemplo
para as novas políticas adotadas no estado do Rio de
Janeiro, principalmente na gestão da segurança
pública. Aproveito a oportunidade para elogiar ainda
a reportagem que aborda a proposta do nosso colega Paulo Renato
(PSDB-SP). Paulo Abi-Ackel Deputado federal (PSDB-MG)
Vice-líder da minoria no
Congresso Nacional Brasília, DF
Sou carioca, mas
em 1990 decidi sair do Rio de Janeiro devido à violência,
que, na época, já era crescente. Diante da vivência
próxima com o terror, e com uma filha de 6 anos, assim
que me formei fugi do Rio para o interior de Minas. Hoje minha
filha já está de volta ao Rio, onde cursa direito,
e meu coração de mãe sempre fica aflito.
Pensava: meus pais moram no Leme, é um bairro tranqüilo.
Qual o quê? Recentemente tiroteios puderam ser ouvidos
do apartamento, por causa da guerra nos morros da Babilônia
e Chapéu Mangueira. O Rio entregue à própria
sorte... Mas eis que surge Sérgio Cabral! Confesso
que se ainda votasse no Rio ele não teria sido meu
candidato. Mas, acompanhando nos noticiários as ações
que a polícia vem desenvolvendo e lendo sua entrevista
nas páginas amarelas, virei sua fã! Renata Arantes Villela São Vicente de Minas, MG
Até que enfim
um político com objetivos claros para a administração
do Rio de Janeiro. Os cariocas e os brasileiros não
merecem ficar à mercê de bandidos e de maus administradores,
que só pensam em si. O senhor Sérgio Cabral
está certo, é preciso combater a criminalidade
no Rio o mais rápido possível e punir os seus
autores, moralizar as polícias Civil e Militar, tirar
os maus policiais e valorizar aqueles que são sérios.
O Rio de Janeiro precisa continuar lindo. Antonia Jany Planaltina, DF
Apaguemos a lanterna
de Diógenes. Achamos um homem, diria Machado de Assis
ao ler as páginas amarelas desta semana. Não
sei se são ou não verdade as pretensões
políticas do atual governador do Rio. Mas que suas
atitudes nos dão esperança, dão. Voto
nele para qualquer coisa a que se candidatar. Avelar Lopes de Viveiros Goiânia, GO
Se não estiver
jogando para a platéia, Sérgio Cabral está
construindo o governo de que o Rio de Janeiro necessita há
muito tempo. Suas posições e ações
relacionadas aos temas prioritários para nossa amada
cidade nos fazem vislumbrar uma luz no fim do túnel.
O governador parece pertencer a uma nova classe de políticos
que entendeu não existir mais espaço para a
politicagem. Paulo Barreiros Rio de Janeiro, RJ
Diogo Mainardi
Crioulo era o branco
criado na América, depois veio o mestiço, hoje
é o mulato ou pardo. Exames de DNA mostraram que Neguinho
da Beija Flor tem 67% de sangue europeu! Alguém duvida
que a maioria dos brasileiros é "crioula", ou seja,
mestiça de branco, índio e/ou negro? Mainardi
tem razão, abaixo a patrulha ("Dois pesos para dois
'crioulos'", 11 de julho)! Perola Soares Zambrana São Paulo, SP
Ainda bem que temos
jornalistas lúcidos e independentes como Diogo Mainardi,
que podem fazer análises detalhadas de situações
constrangedoramente graves, como essa do professor Kramer.
Paulo Guino Chanchun, China
A África
é o segundo maior continente, tem 56 países,
e esse pessoal que se diz afro-descendente ou afro-brasileiro
ignora totalmente esse fato. Quem se refere a si mesmo nesses
termos é bom que saiba exatamente de que parte do continente
está falando. Senão estará menosprezando
a própria África. André Gouvêa Los Angeles, Califórnia,
EUA
As universidades
brasileiras, ou melhor, as boas universidades brasileiras
estão fomentando ideólogos da perseguição.
Primeiro foram aqueles que compararam intelectuais e cientistas
judeus com Hitler. Depois, os antiimperialistas crônicos
do Sindicato de Trabalhadores da USP, que apregoaram contra
"O Massacre de Israel sobre o Líbano e a Palestina".
Agora a ira atinge o professor Kramer. Espero que o tema continue
sendo debatido nas páginas de VEJA. Sidney Stahl São Paulo, SP
Racismo
Boa mostra de sua
pequenez está dando a Universidade de Brasília
(UnB) quando decide perseguir um professor que utiliza em
sala de aula uma expressão impopular ou politicamente
incorreta. Ao punir com a caça às bruxas a liberdade
de expressão, a universidade está negando sua
razão de ser, o caráter de universalidade no
acolhimento de posições diversas de alunos e
professores. Se a UnB decidir seguir por esse caminho, um
grande desserviço estará prestando ao país
("A primeira vítima", 11 de julho). Helga Maria Saboia Bezerra Oviedo, Astúrias, Espanha
Quer dizer que o
professor que mencionou "crioulada" é punido, mesmo
tendo-se desculpado e negado ser racista? E como ficam o presidente
"deste país", que empregou, com todas as letras, "CRIOULO"
como sinônimo de afro-descendente, e o Aurélio,
que admite crioulo, crioulada (sic)? E as autoridades
mais as pessoas que se ofenderam quando souberam da comparação
"deste país" com o Congo? Já pensaram se a República
do Congo resolver denunciar "este país" como racista? Esmeralda Fernandes Rio de Janeiro, RJ
Brasileiro, sempre
desonesto, dizia orgulhar-se de o país não ser
racista. Agora a máscara caiu. O preconceito foi legalizado
(lei de cotas), e ensinado nas universidades. Feliz o professor
Darcy Ribeiro, que não está mais aqui presenciando
tais atos. Maria de Loreto Bandeira
Fortaleza, CE
Quem conhece Paulo
Kramer, professor da UnB, sabe que ele foi vítima de
uma injusta cilada armada por alguns de seus alunos. Apesar
do sobrenome germânico, Paulo dispensa a todos tratamento
indiscriminado e afável, sem preconceitos. O termo
crioulo ou crioulada foi muito bem aplicado. É verbete
dicionarizado para nomear pessoas mestiças de negro,
sem ofensa contra afro-descendentes. Zaida Lins de Lima Palmeira dos Índios, AL
Galeria dos Espelhos
Quero cumprimentar
VEJA pela excelente reportagem "O poder e a glória"
(11 de julho), com a descrição surpreendente
da sensação de visitar a sala dos espelhos do
Palácio de Versalhes, reaberta depois de um longo período
de reforma. Rica em detalhes, fiel ao conteúdo histórico,
jocosa, a matéria nos desperta para o sonho de ir conhecê-la.
Estimulada pela reportagem, tomei coragem e agendei para outubro
minha viagem a Paris. Isabelle de Baptista Vitória, ES
Tecnologia
Algumas das deficiências
do iPhone podem não ser propositais, mas contribuem
ainda mais para o culto do aparelho. O fato de apenas uma
empresa americana habilitá-lo cria a idéia de
que nem todos podem tê-lo, mesmo que tenham recursos
para comprá-lo. O mesmo aconteceu com o iPod, que,
oficialmente, roda apenas músicas vendidas pela Apple.
O Orkut, no seu início, só permitia inscritos
que recebessem convites de pessoas que já faziam parte
do site ("Tanta novidade até confunde", 11 de julho).
Tarcísio Manzan
de Mello Ribeirão Preto, SP
Educação
Esses cinco jovens,
destaques no Enade, de origem não muito favorecida
no âmbito sociocultural têm algo que infelizmente
nem todo brasileiro possui: uma família que soube transmitir-lhes
responsabilidade e disciplina. Eu, como vestibulanda, fico
feliz e mais confiante quando me provam que é através
do esforço máximo e da dedicação
que alcançarei o sucesso ("Do zero ao topo do ranking",
11 de julho). Marianne Caldeira de
Faria Santiago, 17 anos Montes Claros, MG
Imigração
Na atual legislação
italiana, a cidadania passa de pai para filho, independentemente
do local de nascimento e de residência, do fato de o
indivíduo possuir outra cidadania ou de qualquer manifestação
de vontade de mantê-la. Por isso, a maioria dos 60 milhões
(mínimo!) de italianos espalhados pelo mundo afora
nem sabe que possui nossa cidadania além daquela do
país onde vive. Isso é absurdo, mas a solução
acariciada por alguns deputados, entre eles o Pollastri, é
juridicamente impraticável, porque a cidadania não
é "concedida", é um direito adquirido por nascimento,
que o estado é obrigado apenas a verificar, pelo processo
chamado de "reconhecimento da cidadania" ("Não per
tutti", 11 de julho). Marcello Alessio Ex-cônsul-geral da Itália
em Curitiba Por e-mail
Chocolate superamargo
Que reportagem
gostosa ("Cacau maravilha", 11 de julho)! O chocolate é
imprescindível à minha vida. Além dos
benefícios tão bem citados por VEJA, com ele
meu humor e risadas são mais constantes, pois tira
minha ansiedade, melhora muito minha TPM, dá brilho
aos meus olhos e pele e até acelera o coração
para o amor. Chocolate, ele só me faz bem! Magali Vasconcelos Nunes Belo Horizonte, MG
Veja essa
Muito feliz a frase
do presidente da OAB, Cezar Britto (Veja essa, 11 de julho).
Contudo, a autoria não é dele, mas de James
Clarke (1810-1888), um teólogo americano. Ei-la: "Um
político pensa na próxima eleição.
Um estadista, na próxima geração". Luiz Eduardo Parreira Campo Grande, MS
Roberto Pompeu
de Toledo
No ensaio "O Brasil
que veio do frio" (11 de julho), o autor consegue traduzir
o pensamento de milhares de torcedores brasileiros. Essa seleção
não só veio do frio como nos coloca numa imensa
fria. Como torcer e vibrar com Fernando, Affonso, Daniel,
jogadores que não sabemos de onde vieram? Esta não
é a seleção brasileira, mas uma legião
estrangeira. E muito ruim. Benedito Olivio Carneiro São Paulo, SP
Angela Park
Ótima a
reportagem "Brasileira de ouro" (11 de julho). Porém,
quero registrar a minha indignação quanto à
frase do senhor Álvaro Almeida, presidente da Confederação
Brasileira de Golfe ("Para ser perfeito, só faltava
Angela ter um sobrenome bem brasileiro, como Silva"). Para
ele, Barrichello, Kuerten, Oyama, também são
sobrenomes imperfeitos? Ser filha de imigrantes orientais
diminui a grandeza do feito de Angela? A paranaense colocou
pela primeira vez a bandeira brasileira no placar mais importante
do golfe mundial. Que grande feito, que valentia e que garra!
Diga, senhor Álvaro, palavras de incentivo e gratidão.
Tenha orgulho, como eu, da nossa mistura "imperfeita"
Keiko Nomura São Paulo, SP
Cartas
Primeiro gostaria
de agradecer por terem divulgado o conteúdo do meu
e-mail nas páginas de VEJA ("Como dizia o general Mourão",
11 de julho). Porém, preciso fazer uma ressalva. Como
meu texto foi escrito no masculino plural (afinal de contas,
a boa gramática exige esse sacrifício das feministas...),
ocorreu um pequeno imprevisto: não sou "o leitor",
e sim "a leitora" Andrea Givigi. De resto, tudo certo, sou
mesmo fã do Mainardi e também faço parte
do clubinho dos Epa!. Desculpem-me pelo equívoco que
provoquei. Andrea Givigi Por e-mail
Sobre o quadro
"Humanização na saúde" (11 de julho),
esclareço que a criança portadora de amiotrofia
mais velha no Brasil se chama Daniele, é da cidade
de São Paulo e está com 16 anos. Tive o prazer
de conhecer o Fernando Lopes, um grande guerreiro, mas ele
faleceu com 10 anos. Acredito que o melhor local para as crianças
com amiotrofia viverem é em casa, junto da família.
Sou mãe do Lucas, um lindo garoto, superinteligente,
que está com 6 anos, é alfabetizado em casa,
vai ao shopping, ao aniversário dos amiguinhos etc.
Temos lindos exemplos de mães que largaram profissão
e liberdade para se dedicar aos cuidados dos filhos em home
care. Desde janeiro de 2006, quando a Anvisa regulamentou
essa modalidade de internação domiciliar no
Brasil, nossas crianças não precisam mais "morar"
nas UTIs. A amiotrofia não é tão rara,
uma em cada 10.000 crianças nasce com a doença.
O que falta são esclarecimentos aos profissionais de
saúde do Brasil. Em maio fizemos uma jornada sobre
amiotrofia em São Paulo, no Centro de Convenções
Rebouças, em que conseguimos juntar familiares, portadores
e profissionais de saúde. Os eventos da Abrame acontecem
anualmente. Maiores informações na internet:
www.atrofiaespinhal.org. Fátima Braga Presidente da Associação
Brasileira de Amiotrofia Espinhal (Abrame) Fortaleza, CE
FACULDADE PARALELA
Rodrigo
de Sousa Costa, diretor técnico da Associação
de Engenheiros Agrônomos de Pelotas, escreve à
redação para denunciar um fato que, segundo
ele, fere o princípio da autonomia das universidades.
Com apoio do Conselho Regional de Medicina Veterinária
do Rio Grande do Sul, do Sindicato dos Veterinários
do Rio Grande do Sul, da Associação dos
Engenheiros Agrônomos de Pelotas e de professores
dos cursos de ciências agrárias, estudantes
de veterinária, agronomia e engenharia agrícola
rejeitaram em assembléia o ingresso facilitado
de uma turma de sessenta integrantes do MST e assentados
na Universidade Federal de Pelotas. Apesar da votação
contrária ao projeto, eles foram surpreendidos
por um convênio firmado pela UFPel com o Incra
para a criação de uma faculdade paralela
de medicina veterinária. "O convênio privilegia
o ingresso de integrantes do MST, tem grade curricular
distinta da do curso tradicional e supervisão
da UFPel, do Incra e de movimentos sociais, ferindo
o princípio da autonomia das universidades",
diz Costa. "Os estudantes estão pressionando
o conselho universitário para barrar o curso,
que abandona o embasamento científico em prol
da ideologia, pondo em risco a credibilidade de cursos
tradicionalmente conceituados", comenta ele.
TAXA DE METABOLISMO
Roberto
Setton
Magnoni e as nutricionistas
Michele e Fernanda usando o calorímetro:
taxa de metabolismo basal
A reportagem
"A ciência da energia do corpo" (11 de julho)
apresentou as taxas de metabolismo basal de oito pessoas.
Alguns leitores escreveram para a redação
em busca de mais informações sobre como
esse cálculo foi feito. Para descobrir quanto
o organismo gasta para desempenhar suas atividades vitais,
VEJA recorreu ao cardiologista Daniel Magnoni, do Instituto
de Metabolismo e Nutrição de São
Paulo, e sua equipe, da qual fazem parte as nutricionistas
Michele Trindade e Fernanda Casullo. Os personagens
submeteram-se a um exame que utiliza um aparelho chamado
calorímetro. Por meio de uma máscara,
o dispositivo mede o consumo de oxigênio e a produção
de gás carbônico durante a respiração,
em repouso. A relação entre os dois mostra
em que ritmo o corpo funciona. A duração
do exame é de, em média, vinte minutos
e requer jejum de, no mínimo, quatro horas. Outro
recurso utilizado são fórmulas matemáticas,
que levam em conta variáveis como idade, peso,
altura e sexo. Tais fórmulas, porém, são
menos precisas.
QUATRO PATAS
NO SENADO
Divulgação
A justificativa
pecuária usada por senadores para explicar sua
movimentação financeira trouxe à
lembrança de alguns leitores outro Senado e um
certo quadrúpede: Incitatus, o cavalo feito cônsul
romano e imposto ao Senado por Calígula (12 a
41 d.C.). O leitor Robson Coimbra, de Salvador, encontra
paralelo nos dois casos: "A história do senador
é tão assombrosa quanto a de Calígula,
que elegeu seu cavalo Incitatus para o Senado. Incitatus,
porém, nunca teve relação com lobistas,
não sonegava o imposto com papiros forjados (aliás,
muito mal forjados) nem achava que o império
era composto, 99%, de palhaços". O mineiro Washington
Luiz Lopes, de Carangola, também se lembrou da
célebre cavalgadura: "O senador trapincola Renan
Calheiros já virou cachorro morto. Está
na hora de pensarmos em como substituí-lo sem
provocar traumas políticos. Veio-me a idéia:
por que não repetir Calígula? Observando
a história, constatei que não existe nenhum
registro que desabone Incitatus, nenhuma falcatrua com
dinheiro público foi verificada, nenhuma venda
de gado superfaturada, nenhum affair extraconjugal bancado
por lobista de empreiteira. Enfim, se analisarmos o
custo e o benefício da substituição,
veremos que vale a troca. O povo agradecerá".
UMA VEZ FLAMENGO...
Leitores
flamenguistas não perdoaram a referência
a Raul Plassmann como ex-goleiro do Cruzeiro (Veja essa,
11 de julho). "Por que VEJA deixou de identificar Raul
como ex-goleiro do Flamengo e, mais, como campeão
do mundo pelo Flamengo em 1981? A omissão me
surpreendeu, pois, pelo rigor com que os fatos são
tratados nesta revista, não se compreende deixar
de lado o fato mais importante da carreira esportiva
do ex-goleiro Raul", escreveu Melhim Chalhub, do Rio
de Janeiro. Gilton Silverio, de Volta Redonda, acredita
que a falta de referência ao time da Gávea
"tem a ver com o bairrismo do editor de VEJA" e pede
para a revista "corrigir essa desinformação
prestada pelo antiflamenguista". E informa: "Raul Plassmann
foi tricampeão brasileiro pelo Flamengo (1980/82/83)
e campeão da Libertadores da América e
do Mundial Interclubes, em 1981". Os leitores têm
razão, mas o espaço era curto para tanta
informação e optou-se por citar o time
no qual o goleiro surgiu para o futebol.