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Pilote bem seu
celular
Aparelho
requer critério na
escolha
e uso adequado
Fernanda
Colavitti
Codo Meletti
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Quando começou a aparecer no Brasil, o telefone celular era símbolo
de status e objeto de exibicionismo. Havia até quem acreditasse
ser possível arrumar namorada impressionando com o gesto de esticar
a antena, apertar o teclado e gesticular durante a fala. Uma década
depois, com a velocidade de aceitação, o aparelho tornou-se
peça corriqueira. "Houve uma evolução nítida
na quantidade e na qualidade", diz Hugo Janeba, diretor de marketing da
Telesp Celular, que atende consumidores de São Paulo. "Hoje já
é uma ferramenta de uso indispensável tanto para o taxista
como para o empresário, sem falar entre todos os membros de uma
família." Embora 25,4 milhões de brasileiros sejam proprietários
de um modelo, ainda reina desinformação generalizada sobre
múltiplos aspectos do uso do celular, como os critérios
para escolher marca e modelo, os direitos que o consumidor tem, as boas
regras da etiqueta ou os cuidados básicos para conservá-lo
(confira
algumas orientações).
Um momento exasperante na vida de muito consumidor é o da opção
por marca e modelo, com tecnologias e design em constante mudança.
"Uma boa maneira de não se deixar levar pelos modismos é
ser bem realista sobre o emprego que se pretende fazer do celular", aconselha
Cleverson Casteluci, gerente de operações da Gradiente Telecom.
Há serviços em oferta que muitos usuários não
terão necessidade de utilizar. Um exemplo é a tecnologia
wap, que permite acessar a internet, fazendo a navegação
na tela do celular. Isso é apresentado como o supra-sumo da inovação
tecnológica. Na verdade, trata-se de uma alternativa ainda de pouca
utilidade, porque não é prática na interação
com a rede eletrônica internacional.
Segundo o diretor superintendente da Telemig Celular, Luiz Gonzaga Leal,
a telefonia é cada vez mais um ramo em que a rapidez das novidades
vai estar sempre presente. Basta ver o caminho percorrido em curto espaço
de tempo. Os serviços de telefonia celular começaram em
1990, em Brasília e no Rio de Janeiro, e em 1993 se espalharam
pelo país. Naquela época, o usuário que recebia a
chamada pagava por ela. Isso mudou em 1994 e as pessoas começaram
a perder o medo de usar o celular por causa da conta. Com a privatização
do serviço de telefonia móvel, em 1998, as operadoras investiram
pesado. "O trio dinheiro, tecnologia e competição contribuiu
para a melhoria e a popularização dos serviços",
explica Leal. Essas mudanças ocorridas no mercado alteraram radicalmente
o perfil dos usuários e influenciaram os hábitos de uso
do celular (veja
quadro abaixo).
Até a etiqueta se viu obrigada a criar um capítulo especial
para o celular e a vida social. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a Telefônica
oferecia um folheto com orientações da especialista Célia
Ribeiro. Segundo ela, a educação com o uso do celular
melhorou muito. "Agora as pessoas ficam muito encabuladas quando o telefone
toca fora de hora, por isso já são menos freqüentes
esses episódios em cinemas e teatros", ela avalia. Assim como o
uso do cigarro em locais públicos se tornou, aos poucos, uma questão
de bom senso.

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