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O relógio
mais preciso
Instrumento
usa átomos e raio laser
para medir a divisão de 1 segundo
por 1 quatrilhão
Bia Barbosa
Divulgação Scott Diddams

O novo
relógio capta oscilações do átomo: para
ser usado nas comunicações com satélites
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O aparelho
que aparece na foto no alto desta página não tem mostradores
nem ponteiros mas se trata do relógio mais preciso já
inventado. É uma engenhoca exibida na semana passada que fraciona
os segundos na menor unidade de tempo já usada pelo homem: a divisão
de um ínfimo segundo em 1 quatrilhão de unidades, chamadas
de femtossegundo. Isso supera vertiginosamente os atuais relógios
atômicos, capazes de medir o tempo na escala de nanossegundos, ou
um bilionésimo de segundo. Para chegar a tal precisão, o
mecanismo usa como combustível um átomo de mercúrio.
Como o átomo oscila numa freqüência conhecida, a equipe
de cientistas alemães e americanos responsável pelo projeto
só precisou desenvolver uma forma de aferir esse movimento com
a ajuda de um raio laser.
O novo relógio
não tem utilidade para quem quer apenas saber a hora certa. Mas
é uma mão na roda para os projetistas de sistemas de transmissão
de dados e de navegação aeroespacial. Um relógio
como esse só atrasa 1 segundo a cada 3 bilhões de anos.
É o ideal para obter sintonia fina nas comunicações
com satélites e sondas espaciais. O avanço é espetacular.
Quando os primeiros relógios mecânicos foram criados, no
século XIV, chegavam a atrasar 15 minutos por dia, o que equivale
a perder um dia inteiro a cada três meses. "Relógios mais
precisos são extremamente úteis", diz o físico Henrique
Lins de Barros, do Observatório Nacional. "Graças ao aperfeiçoamento
de seus mecanismos, hoje sabemos que um ano tem precisamente 365,24220
dias."
A divisão
do tempo em horas, minutos e segundos é uma criação
humana, sem relação com acontecimentos astronômicos
ou físicos. Na Idade Média, o dia e a noite eram divididos
em 12 horas. No inverno, como o sol se punha mais cedo, as horas do dia
eram mais curtas. O homem só passou a controlar os minutos a partir
de 1672, quando surgiram os primeiros relógios portáteis
com ponteiros para essa finalidade (veja quadro abaixo). Uma das
grandes revoluções na contagem das horas ocorreu no século
XVIII, quando o relojoeiro inglês John Harrison inventou o cronômetro.
Foi por encomenda do Parlamento inglês, que promoveu um concurso
para premiar quem inventasse um instrumento sem pêndulo para ser
usado a bordo de navios. De lá para cá, atingiu-se a precisão
de frações de segundo. Mesmo antes do femtossegundo, já
havia relógios que atrasavam apenas 1 segundo a cada milhão
de anos.
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A
busca da hora certa
Germano Lurdes
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A
ampulheta surgiu no século VIII para regular a vida nos
mosteiros. Com ela, calculava-se o tempo das missas e dos sermões |
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O
astrolábio foi usado para calcular o tempo nos navios
por 2 000 anos
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Museu do Relógio Dimep

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Os
primeiros relógios mecânicos portáteis do
século XVI eram jóias sem ponteiro para minutos |
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Apesar
de não funcionar à noite, o relógio de
sol foi muito popular até o século XVIII
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Mari Queiroz
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Jorge Butsuem
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Os
atuais cronômetros vieram de máquinas usadas na
navegação |
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