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Edição 1 709 - 18 de julho de 2001
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PARIS

No lugar do pai, chamaram a filha

AFP
Claude Chirac, interrogada pelos juízes: a próxima a depor será sua mãe


Acossado pelos juízes que investigam corrupção durante sua gestão na prefeitura de Paris, entre 1977 e 1995, o presidente francês Jacques Chirac negou-se a depor alegando direito à imunidade. Os juízes vingaram-se convocando Claude Chirac, de 38 anos, filha do presidente e sua principal assessora. Eles queriam saber por que as passagens aéreas de duas viagens de férias da família ao exterior, em 1993, foram pagas em dinheiro. Constrangida, Claude disse desconhecer o assunto. A primeira-dama, Bernadette, também será convocada, para irritação de Chirac.

 

JERUSALÉM

Wagner é ouvido em Israel

AP


Convidado para tocar em Jerusalém, o maestro argentino Daniel Barenboim jurou que não executaria obras do alemão Richard Wagner, banidas de Israel como símbolo do nazismo. Ao fim do concerto, contudo, Barenboim, que é judeu, perguntou à platéia: "Vocês gostariam de ouvir Wagner?". Depois de meia hora de debate (foto) e algumas deserções na platéia, ele conduziu um trecho de Tristão e Isolda e foi aplaudido.

 

NAIRÓBI

Veto presidencial ao sexo

Depois de propor a forca para quem transmitisse a Aids no Quênia, o presidente Daniel Arap Moi teve outra idéia escabrosa para combater a doença. Na semana passada, ele exortou os quenianos a ficar dois anos sem fazer sexo. O extravagante presidente também anunciou a importação de 300 milhões de preservativos para distribuição gratuita, uma medida mais sensata para um país onde 700 pessoas por dia morrem vítimas da moléstia.

 
AP

UMA RAINHA NA SELVA
– Bonita e charmosa, a rainha Noor, da Jordânia, sempre foi formal em atos públicos. Livre do protocolo real desde a morte do marido, Hussein, em 1999, ela é outra pessoa. Na semana passada, ajudou o guerrilheiro Manuel Marulanda, líder das Farc, a arrumar o boné. A rainha foi à selva colombiana promover o movimento pela proibição de minas pessoais.

 



 
 

 

 

   
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