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Edição 1 709 - 18 de julho de 2001
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"Para manter a jovialidade é preciso gostar do que se faz, olhar os outros com respeito e se perguntar se aquela realização é útil a todos."
Jorge Wagner
Ribeirão Preto, SP

Envelhecimento

Sou assinante de VEJA há mais ou menos dezessete anos e confesso que fui surpreendida com a reportagem de capa ("Como ser jovem por mais tempo", 11 de julho), que me impressionou muito pela qualidade. Principalmente por me enquadrar quase que totalmente nos comportamentos decisivos para a boa saúde física e mental. Quando recebi a revista e vi a capa, vibrei de alegria, e posso dizer que passei um fim de semana feliz, comentando a matéria e indicando-a a meus amigos.
Geni Leika Hirano Hashizume
São Paulo, SP

Parabéns pela reportagem. Com certeza ela vai fazer várias pessoas repensarem suas atitudes. Muitas se dedicarão um pouco mais ao esporte e tentarão se cuidar melhor. VEJA, com esta matéria, mostra o que é uma revista informativa e educativa.
Marcos Procópio
São Paulo, SP

Para que os idosos mantenham seu padrão de vida e até mesmo o melhorem, somente a atividade física não resolve. É necessário fazer a reposição hormonal, pois a falta de hormônios, principalmente a testosterona e o hormônio de crescimento, é que leva ao envelhecimento, ao acúmulo de gordura, ao desânimo, à impotência sexual, a depressões etc. Sem a reposição não há como manter o padrão de vida e prevenir doenças típicas dos idosos, tais como diabetes, hiperplasia da próstata, obesidade.
Doutor Cesar de Souza Lima Colaneri
cslc@ig.com.br

Vive-se mais e melhor enquanto o tripé corpo, mente e espírito estiver constantemente na ativa.
Nilson Figueiredo
São Paulo, SP

 

Anthony Garotinho

Garotinho com chances de ganhar? Bem, já preparei meu passaporte e vou fazer caravana para deixar o Brasil. Garotinho é uma espécie de Collor com menos cultura, menos altura e mais tecido adiposo ("Rádio, marketing e gogó", 11 de julho).
Sergio Maciel
Rio de Janeiro, RJ

Friamente, não consigo pinçar no governador Garotinho as virtudes e o currículo de realizações mínimos para dar-lhe meu voto em 2002 na disputa pela Presidência. O modo como Garotinho faz política não me agrada, por ser excessivamente populista e histriônico. Acho uma pena que o Brasil esteja hoje tão pobre de candidatos ao Planalto, cargo disputado a tapas pelos mesmos abutres (ou raposas?) de sempre.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

A reportagem associa a alta taxa de aprovação do governador fluminense a sua capacidade de se comunicar e de fazer marketing pessoal. Em termos administrativos, a reportagem não relaciona pontos positivos para ele, pelo contrário, só aspectos negativos. Será que o povo do Rio de Janeiro é tão ingênuo para prestigiar um governador somente em razão de sua competência em termos de gogó?
Ricardo Joaquim Barbosa
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Eu adoro Diogo Mainardi. E cada vez que ele fala mal deste país eu fico feliz porque, como ele, odeio este lixo aqui. Parabéns, Diogo, pela sua sinceridade ("Sou entreguista, sim", 11 de julho).
Liliane de Paula Martins
Recife, PE

Diogo, em primeiro lugar, quero dizer-lhe que sou sua fã de carteirinha, como se diz aqui no Brasil. Acompanho seus textos há algum tempo e tenho ficado um pouco triste ao lê-los ultimamente. Tenho achado suas mensagens muito agressivas, transmitindo mágoa e desilusão. Quero pedir-lhe que, exatamente por ter a chance de morar longe daqui, nos ajude com seus artigos, nos dê subsídios para enxergarmos melhor este país.
Tânia Almeida
tdian@escelsa.com.br

Não existe país perfeito, assim como ninguém é perfeito. A vitória nasce da resistência. Entreguismo, não! O Brasil é uma grande nação, e nós, povo deste país, estaremos sempre prontos a melhorá-lo.
Aider Aguimar de Ávila
Brasília, DF

 

Vinicius de Moraes

Gostaria de cumprimentar VEJA pela reportagem sobre o poeta e compositor Vinicius de Moraes, que representa, na arte brasileira do século XX, um modelo de artista. Como estudiosa de sua obra desde 1995, quero informar que há outros estudiosos pelo Brasil e por vários países, como França, Itália e Estados Unidos. A Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, tem em seu poder o inventário desse grande poeta, que só é poetinha por um sentimento de carinho e amor que o próprio Vinicius dedicou à humanidade ("Poetinha ou poetão?", 11 de julho).
Rita Luiza de Pércia Namé
Maceió, AL

Vários poetas, que nos são ou foram contemporâneos, são enaltecidos pela crítica e levados às raias da genialidade. O interessante é que, deles, a incomensurável maioria do povo brasileiro não conhece um só verso. Vinicius de Moraes, além de fazer poesias de incomparável qualidade e qual menestrel levá-la ao coração do povo, ultrapassando nossas fronteiras, parece não ter sido encarado com seriedade. A língua portuguesa vai ter um dia em seus dicionários, graças a Vinicius de Moraes, a palavra poetinha como sinônimo de poeta maior.
Roberto Antonio Cêra
Piracicaba, SP

 

Cinema

Finalmente o mundo verá nas telas a fantástica mitologia criada pelo mestre Tolkien. Uma obra tão grandiosa como essa só poderia estar gerando frutos grandiosos. Os fãs agradecem e esperam ansiosos pela chegada do Anel ("Sob o feitiço do anel", 11 de julho).
Rodrigo Paes Lima
Goiânia, GO

 

André Gonçalves

Desafio o senhor André Gonçalves, o valente, a entrar num ônibus da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, à noite, e fazer o que ele fez no avião ("Vexame no ar", 11 de julho).
Paulo Roberto Santos
Rio de Janeiro, RJ

Diz-se que o ator teria causado prejuízo à Varig, mas e os prejuízos incontavelmente maiores que as empresas causam a seus passageiros com os intermináveis atrasos nos vôos?
Adonai Basto
mbasto@terra.com.br

 

Venezuela

Considero a reportagem "O charlatão bolivariano" (4 de julho) desrespeitosa tanto para a figura do senhor presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez Frías, como para todo nosso povo, uma vez que mostra um panorama distorcido, negativo e pouco correto da situação venezuelana. O processo revolucionário bolivariano está se desenvolvendo de forma pacífica, livre e democrática, seguindo a vontade popular e os princípios democráticos, expressos claramente na Constituição Bolivariana, aprovada em 1999 mediante um referendo nacional. Esclareço que o termo "bolivariano" não é uma palavra sem significado algum ou vazia de conteúdo, pois engloba toda a ideologia e pensamento do libertador Simon Bolívar, que lutou e deu a vida pelos ideais de liberdade não somente da Venezuela como da América Latina. Quanto ao jeito de o presidente Chávez governar e as diversas críticas, gostaria de esclarecer que o plebiscito é a mais correta forma de democracia participativa em que a vontade popular majoritária é a que prevalece.
Freddy Balzan M.
Cônsul-geral
São Paulo, SP

 

Anthony Garotinho 2

VEJA classificou meu governo de populista ("Rádio, marketing e gogó", 11 de julho), e eu gostaria de dizer que existe uma grande diferença entre um governo popular e outro populista. Uma avaliação de meu governo feita com isenção vai perceber que enfrentamos os problemas estruturais do Estado, como a renegociação da dívida, o aumento da arrecadação, políticas públicas permanentes para setores vitais, que antes eram marcadas por gestões isoladas e não por uma visão matricial de governo. Nunca defendi como política permanente o assistencialismo, mas é inegável que, enquanto mantivermos um modelo gerador de miséria e desemprego, políticas como o Cheque Cidadão, o Restaurante Popular, o Morar Feliz se fazem necessárias. Nos países mais desenvolvidos do mundo existem programas semelhantes. Admito que meu governo é muito popular, mas rejeito o rótulo de populista, porque peguei um Estado com déficit de 800 milhões de reais por ano e que agora apresenta superávit de mais de 1 bilhão por ano. Isso é ser popular ou populista?
Anthony Garotinho
Governador
Rio de Janeiro, RJ

 

Prefeituras

A afirmação de que "o encanto do eleitorado com Lerner se quebrou quando seu governo não apresentou grandes feitos" ("A primeira e a última", 11 de julho) é infundada. A administração Jaime Lerner é responsável pela atração de cinco montadoras de automóveis, quatro fábricas de motores e 52 fornecedores de autopeças, além de centenas de outras empresas, que ajudaram a criar 700.000 empregos. A administração Lerner já contabiliza 7.000 obras realizadas no Estado. São 400 creches (havia 256 em 1995), 400 vilas rurais (que acabam de ganhar exposição na sede do Banco Mundial, em Washington), 500 fábricas do agricultor, a ponte de Guaíra e uma usina hidrelétrica com capacidade de geração de 1.240 MW (Salto Caxias). A água tratada chega a 99,8% da população urbana e a coleta e tratamento de esgoto, a 40,6%. O governo ainda assegurou cursos de qualificação profissional para 900.000 trabalhadores.
Deonilson Roldo
Coordenador de imprensa do governo do Paraná
deo@PR.GOV.BR

 

Espírito Santo

A reportagem "Inferno capixaba" (11 de julho) vincula minha exoneração do cargo de procurador-geral do Estado às apurações decorrentes de uma CPI instalada pela Assembléia Legislativa. Os secretários de Estado apresentaram pedido de exoneração coletiva a fim de facilitar a composição de gabinete com maior respaldo político, nada tendo a ver minha exoneração, a pedido concedida, com a prática de nenhum ato desabonador. Convocado pela CPI para prestar depoimento na condição de testemunha, por haver sido advogado do governador e exercer o cargo de procurador-geral, com advocacia institucional do governo, senti-me no dever de declinar impedimento em face do sigilo profissional tratado pelo estatuto da OAB, sendo dispensado pela aludida comissão, que acolheu meus argumentos.
Antônio Carlos Pimentel Mello
Vitória, ES

 

Stress

Somos uma empresa no ramo da psicologia e trabalhamos para a AGF Brasil Allianz Group, na qual realizamos um trabalho no Espaço Qualidade de Vida há cinco anos de forma contratual. Nesse período, fizemos entrevista e avaliação psicológica, com fins de diagnóstico de stress, de cerca de 3.000 clientes. Desse total foram selecionadas 1.500 avaliações para a realização da pesquisa citada na reportagem "O estrago do stress" (11 de julho). Os dados estão sendo analisados em parceria com o Instituto Paulista de Stress (IPSPP), em função de livros a ser publicados. É uma impropriedade atribuir o trabalho de pesquisa à pessoa do professor Esdras Vasconcelos, do IPSPP, o qual não mantém vínculo com a AGF.
Sâmia Simurro, Edela Nicoletti
e Rachel Skarbnik
SÊR – Serviços de Psicologia
São Paulo, SP


CORREÇÕES:
A revista New England Journal of Medicine é americana, e não inglesa, como foi publicado (Para usar, 11 de julho). Diferentemente do que foi publicado na seção Datas (11 de julho), o personagem interpretado pelo ator Robert Iler no seriado Família Soprano tem uma irmã. Os preços corretos das filmadoras mencionadas na reportagem "Uma câmara digital na mão", da edição especial Tecnologia & Consumo, que circulou na semana passada, são: Canon XL 1: 14.000 reais; Sony DSR PD 150: 13.000 reais; e Sony DSR 500 W: 60.000 reais. Na mesma edição, a foto do relógio Black Flyback (página 60) está incorreta. A imagem certa pode ser conferida na versão on-line do especial.


 

PLÁGIO DA DISNEY?

A reportagem "Reino perdido" (27 de junho), sobre o desenho animado Atlantis, afirmou que "tudo na nova produção da Disney lembra algo que já foi. Os personagens parecem tirados de outros filmes da Disney". Alguns leitores também acharam que se tratava de coisa já vista, mas ofereceram nova pista: "Algumas cenas e personagens deste filme, incluindo os protagonistas, têm semelhança com personagens do desenho de animação japonês Nadia – The Secret of Blue Water (1990)", escreveu Diones Kennedy Lourenço dos Reis, de Santo André, São Paulo. A leitora Selphie Ryan, em e-mail enviado à redação, endossa: "O estúdio Disney vem, aos poucos, fazendo uma cópia descarada de seriados japoneses. Nesta última obra, é brincadeira acreditar em mera coincidência com Nadia – The Secret of Blue Water".

 

A OUTRA CANETA DE TANCREDO

A reportagem "A vez do neto" (4 de julho) mostra o presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves, assinando o ato de posse na Presidência da República (que assumiu com a viagem de FHC e do vice, Marco Maciel, à Bolívia) com a caneta Parker 51, que teria sido usada por seu avô, o presidente eleito Tancredo Neves, se este não tivesse morrido antes de assumir o cargo, em 1985. Quatro leitores apaixonados por canetas escreveram levantando uma dúvida. "A foto publicada não é de uma Parker 51, e sim de uma Parker 61", disse Roberto Marques, de São Paulo. A assessoria da Parker diz que pela foto publicada é impossível saber se se trata de uma Parker 51 ou de uma 61, já que a única diferença entre os dois modelos é a pena. Mas, segundo a assessoria do presidente da Câmara, a caneta usada por Aécio é mesmo uma Parker 61, que pertenceu ao avô Tancredo e que a avó Risoleta lhe mandou entregar no dia anterior à posse. A confusão talvez deva ser atribuída à existência de outra caneta, esta sim uma Parker 51: aquela famosa peça com a qual Getúlio Vargas teria assinado a carta-testamento, antes de suicidar-se com um tiro no peito, em 1954. Depois da morte de Getúlio, a caneta teria ficado com Tancredo, seu ministro da Justiça. Teria, pois há controvérsias. Na reportagem "Baú de lembranças" (12 de novembro de 1997), a cientista social Celina Vargas do Amaral Peixoto, neta de Getúlio, garantia que a caneta que assinou a carta-testamento esteve o tempo todo no acervo pessoal do avô.



O ENIGMÁTICO INFANTICÍDIO

Há algumas semanas, em Houston, no Estado americano do Texas, uma mãe assassinou seus cinco filhos entre 6 meses e 7 anos de idade. O assunto foi tema da reportagem "Mortos pela própria mãe" (27 de junho), que contém o seguinte trecho: "A depressão pós-parto torna pantanosa a atribuição de culpa nos casos de infanticídio. O Código Penal brasileiro também prevê atenuantes". O leitor Max Zuffo, por e-mail, afirmou que "tecnicamente a informação não é correta". Zuffo lembrou que o Código Penal brasileiro, em seu artigo 123, prevê o tipo penal do infanticídio – matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após sua realização. Pena: detenção de dois a seis anos. Adalberto Alves de Matos, de Barra do Garças, Mato Grosso, ressalta que, "apesar de também ser assassinato, o infanticídio possui características próprias, apuradas mediante perícia técnica". Seria, portanto, assunto de outro artigo do Código Penal e não uma atenuante daquele que trata do crime de homicídio (artigo 121).

 

 
 
   
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