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Sou assinante
de VEJA há mais ou menos dezessete anos e confesso que fui surpreendida
com a reportagem de capa ("Como ser jovem por mais tempo", 11 de julho),
que me impressionou muito pela qualidade. Principalmente por me enquadrar
quase que totalmente nos comportamentos decisivos para a boa saúde
física e mental. Quando recebi a revista e vi a capa, vibrei de
alegria, e posso dizer que passei um fim de semana feliz, comentando a
matéria e indicando-a a meus amigos. Parabéns
pela reportagem. Com certeza ela vai fazer várias pessoas repensarem
suas atitudes. Muitas se dedicarão um pouco mais ao esporte e tentarão
se cuidar melhor. VEJA, com esta matéria, mostra o que é
uma revista informativa e educativa. Para que
os idosos mantenham seu padrão de vida e até mesmo o melhorem,
somente a atividade física não resolve. É necessário
fazer a reposição hormonal, pois a falta de hormônios,
principalmente a testosterona e o hormônio de crescimento, é
que leva ao envelhecimento, ao acúmulo de gordura, ao desânimo,
à impotência sexual, a depressões etc. Sem a reposição
não há como manter o padrão de vida e prevenir doenças
típicas dos idosos, tais como diabetes, hiperplasia da próstata,
obesidade. Vive-se mais
e melhor enquanto o tripé corpo, mente e espírito estiver
constantemente na ativa.
Garotinho
com chances de ganhar? Bem, já preparei meu passaporte e vou fazer
caravana para deixar o Brasil. Garotinho é uma espécie de
Collor com menos cultura, menos altura e mais tecido adiposo ("Rádio,
marketing e gogó", 11 de julho). Friamente,
não consigo pinçar no governador Garotinho as virtudes e
o currículo de realizações mínimos para dar-lhe
meu voto em 2002 na disputa pela Presidência. O modo como Garotinho
faz política não me agrada, por ser excessivamente populista
e histriônico. Acho uma pena que o Brasil esteja hoje tão
pobre de candidatos ao Planalto, cargo disputado a tapas pelos mesmos
abutres (ou raposas?) de sempre. A reportagem
associa a alta taxa de aprovação do governador fluminense
a sua capacidade de se comunicar e de fazer marketing pessoal. Em termos
administrativos, a reportagem não relaciona pontos positivos para
ele, pelo contrário, só aspectos negativos. Será
que o povo do Rio de Janeiro é tão ingênuo para prestigiar
um governador somente em razão de sua competência em termos
de gogó?
Eu adoro
Diogo Mainardi. E cada vez que ele fala mal deste país eu fico
feliz porque, como ele, odeio este lixo aqui. Parabéns, Diogo,
pela sua sinceridade ("Sou entreguista, sim", 11 de julho). Diogo, em
primeiro lugar, quero dizer-lhe que sou sua fã de carteirinha,
como se diz aqui no Brasil. Acompanho seus textos há algum tempo
e tenho ficado um pouco triste ao lê-los ultimamente. Tenho achado
suas mensagens muito agressivas, transmitindo mágoa e desilusão.
Quero pedir-lhe que, exatamente por ter a chance de morar longe daqui,
nos ajude com seus artigos, nos dê subsídios para enxergarmos
melhor este país. Não
existe país perfeito, assim como ninguém é perfeito.
A vitória nasce da resistência. Entreguismo, não!
O Brasil é uma grande nação, e nós, povo deste
país, estaremos sempre prontos a melhorá-lo.
Gostaria
de cumprimentar VEJA pela reportagem sobre o poeta e compositor Vinicius
de Moraes, que representa, na arte brasileira do século XX, um
modelo de artista. Como estudiosa de sua obra desde 1995, quero informar
que há outros estudiosos pelo Brasil e por vários países,
como França, Itália e Estados Unidos. A Casa de Rui Barbosa,
no Rio de Janeiro, tem em seu poder o inventário desse grande poeta,
que só é poetinha por um sentimento de carinho e amor que
o próprio Vinicius dedicou à humanidade ("Poetinha ou poetão?",
11 de julho). Vários
poetas, que nos são ou foram contemporâneos, são enaltecidos
pela crítica e levados às raias da genialidade. O interessante
é que, deles, a incomensurável maioria do povo brasileiro
não conhece um só verso. Vinicius de Moraes, além
de fazer poesias de incomparável qualidade e qual menestrel levá-la
ao coração do povo, ultrapassando nossas fronteiras, parece
não ter sido encarado com seriedade. A língua portuguesa
vai ter um dia em seus dicionários, graças a Vinicius de
Moraes, a palavra poetinha como sinônimo de poeta maior.
Finalmente
o mundo verá nas telas a fantástica mitologia criada pelo
mestre Tolkien. Uma obra tão grandiosa como essa só poderia
estar gerando frutos grandiosos. Os fãs agradecem e esperam ansiosos
pela chegada do Anel ("Sob o feitiço do anel", 11 de julho).
Desafio
o senhor André Gonçalves, o valente, a entrar num ônibus
da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, à noite, e fazer o que
ele fez no avião ("Vexame no ar", 11 de julho). Diz-se que
o ator teria causado prejuízo à Varig, mas e os prejuízos
incontavelmente maiores que as empresas causam a seus passageiros com
os intermináveis atrasos nos vôos?
Considero
a reportagem "O charlatão bolivariano" (4 de julho) desrespeitosa
tanto para a figura do senhor presidente da República Bolivariana
da Venezuela, Hugo Chávez Frías, como para todo nosso povo,
uma vez que mostra um panorama distorcido, negativo e pouco correto da
situação venezuelana. O processo revolucionário bolivariano
está se desenvolvendo de forma pacífica, livre e democrática,
seguindo a vontade popular e os princípios democráticos,
expressos claramente na Constituição Bolivariana, aprovada
em 1999 mediante um referendo nacional. Esclareço que o termo "bolivariano"
não é uma palavra sem significado algum ou vazia de conteúdo,
pois engloba toda a ideologia e pensamento do libertador Simon Bolívar,
que lutou e deu a vida pelos ideais de liberdade não somente da
Venezuela como da América Latina. Quanto ao jeito de o presidente
Chávez governar e as diversas críticas, gostaria de esclarecer
que o plebiscito é a mais correta forma de democracia participativa
em que a vontade popular majoritária é a que prevalece.
VEJA classificou meu governo de populista ("Rádio, marketing e
gogó", 11 de julho), e eu gostaria de dizer que existe uma grande
diferença entre um governo popular e outro populista. Uma avaliação
de meu governo feita com isenção vai perceber que enfrentamos
os problemas estruturais do Estado, como a renegociação
da dívida, o aumento da arrecadação, políticas
públicas permanentes para setores vitais, que antes eram marcadas
por gestões isoladas e não por uma visão matricial
de governo. Nunca defendi como política permanente o assistencialismo,
mas é inegável que, enquanto mantivermos um modelo gerador
de miséria e desemprego, políticas como o Cheque Cidadão,
o Restaurante Popular, o Morar Feliz se fazem necessárias. Nos
países mais desenvolvidos do mundo existem programas semelhantes.
Admito que meu governo é muito popular, mas rejeito o rótulo
de populista, porque peguei um Estado com déficit de 800 milhões
de reais por ano e que agora apresenta superávit de mais de 1 bilhão
por ano. Isso é ser popular ou populista?
A afirmação de que "o encanto do eleitorado com Lerner se
quebrou quando seu governo não apresentou grandes feitos" ("A primeira
e a última", 11 de julho) é infundada. A administração
Jaime Lerner é responsável pela atração de
cinco montadoras de automóveis, quatro fábricas de motores
e 52 fornecedores de autopeças, além de centenas de outras
empresas, que ajudaram a criar 700.000 empregos. A administração
Lerner já contabiliza 7.000 obras realizadas no Estado. São
400 creches (havia 256 em 1995), 400 vilas rurais (que acabam de ganhar
exposição na sede do Banco Mundial, em Washington), 500
fábricas do agricultor, a ponte de Guaíra e uma usina hidrelétrica
com capacidade de geração de 1.240 MW (Salto Caxias). A
água tratada chega a 99,8% da população urbana e
a coleta e tratamento de esgoto, a 40,6%. O governo ainda assegurou cursos
de qualificação profissional para 900.000 trabalhadores.
A reportagem "Inferno capixaba" (11 de julho) vincula minha exoneração
do cargo de procurador-geral do Estado às apurações
decorrentes de uma CPI instalada pela Assembléia Legislativa. Os
secretários de Estado apresentaram pedido de exoneração
coletiva a fim de facilitar a composição de gabinete com
maior respaldo político, nada tendo a ver minha exoneração,
a pedido concedida, com a prática de nenhum ato desabonador. Convocado
pela CPI para prestar depoimento na condição de testemunha,
por haver sido advogado do governador e exercer o cargo de procurador-geral,
com advocacia institucional do governo, senti-me no dever de declinar
impedimento em face do sigilo profissional tratado pelo estatuto da OAB,
sendo dispensado pela aludida comissão, que acolheu meus argumentos.
Somos uma empresa no ramo da psicologia e trabalhamos para a AGF Brasil
Allianz Group, na qual realizamos um trabalho no Espaço Qualidade
de Vida há cinco anos de forma contratual. Nesse período,
fizemos entrevista e avaliação psicológica, com fins
de diagnóstico de stress, de cerca de 3.000 clientes. Desse total
foram selecionadas 1.500 avaliações para a realização
da pesquisa citada na reportagem "O estrago do stress" (11 de julho).
Os dados estão sendo analisados em parceria com o Instituto Paulista
de Stress (IPSPP), em função de livros a ser publicados.
É uma impropriedade atribuir o trabalho de pesquisa à pessoa
do professor Esdras Vasconcelos, do IPSPP, o qual não mantém
vínculo com a AGF.
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