
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
Crie
seu grupo

|
|
Os
desafios do Brasil
Fabio Motta/AE
 |
| Armínio:
o Brasil está com os fundamentos em dia |
O
Brasil aprendeu com a crise russa que confusões financeiras não
respeitam distâncias. Aprendeu com a crise asiática, ocorrida
um ano antes, que o mercado financeiro não distingue países
segundo o tamanho das economias. Quando a Malásia e a Tailândia
quebraram, dois micro-PIBs da região, o Brasil teve de preparar
às pressas um pacote de medidas entre elas, uma que dobrou
os juros da noite para o dia como forma de proteger o real contra os especuladores
internacionais. Chegou a vez de extrair uma lição de uma
crise em curso na casa do vizinho, logo ali, na Argentina.
Já deu para perceber que, diferentemente das crises anteriores,
esta chega num momento em que o Brasil já fez boa parte da lição
de casa. A reforma na Previdência saiu pela metade, mas a ameaça
de colapso no sistema está adiada. O ajuste fiscal não chegou
ao fim, mas o tema já foi enfrentado. Muitos setores antes dominados
por empresas estatais, como a telefonia, já estão em mãos
privadas, gerando lucros e serviços de qualidade superior. Na semana
passada, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, reuniu-se
em Nova York com banqueiros de investimentos. Nos encontros, mostrou dados
sobre a solidez da economia nacional. O Brasil, de fato, nunca esteve
tão preparado para uma crise como agora.
Isso não significa que o país esteja blindado contra vendavais.
Além de limitações de ordem conjuntural, como as
exportações que não sobem e a crise energética,
há barreiras muito sérias a transpor. Duas delas foram apresentadas
na semana passada em pesquisas da ONU. A primeira está na lista
que avalia o avanço tecnológico dos países. O Brasil
está mal, em 43º lugar na relação. No topo aparecem
as nações onde as descobertas tecnológicas são
rapidamente incorporadas à vida das pessoas. A outra pesquisa trata
do Índice de Desenvolvimento Humano e mostra que o Brasil não
consegue vencer o desafio de diminuir a distância entre ricos e
pobres. Enquanto houver um fosso tecnológico e social, o Brasil
jamais será um país sólido. Veja
reportagens.
|
|
 |