BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2065

18 de junho de 2008
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
André Petry
Diogo Mainardi
Millôr
Reinaldo Azevedo
Roberto Pompeu de Toledo
Stephen Kanitz
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Gente
Datas
Auto-retrato
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 

Turismo
Vôo fretado para o espaço

Marcada para 2011 a primeira missão privada
para a Estação Espacial em órbita da Terra


Duda Teixeira

Fotos NASA
Sergey Brin, do Google, experimenta a gravidade zero: com reserva feita para voar para a Estação Espacial (à dir.)

Desde que o milionário americano Dennis Tito se tornou o primeiro turista espacial, em 2001, a indústria do lazer espacial vem se desenvolvendo a conta-gotas. Apenas mais quatro curiosos tiveram a chance de ver a curvatura da Terra da janela de uma espaçonave em órbita. O número é pequeno não porque falte investimento ou gente disposta a pagar 20 milhões de dólares por uma viagem. Milionários do mundo todo fazem fila por uma aventura dessas. A razão para que tão pouca gente tenha experimentado a ausência de gravidade é que nas atuais viagens espaciais há espaço para um único turista, normalmente obrigado a compartilhar suas impressões do passeio com cosmonautas russos. Além disso, é preciso sempre esperar o próximo vôo da nave russa Soyuz, que visita a Estação Internacional Espacial apenas uma vez a cada seis meses. As opções começam a melhorar. Na semana passada, a companhia americana Space Adventures anunciou que vai construir até 2011 uma nova espaçonave em parceria com a agência espacial russa, com dois lugares para turistas. Um terceiro será reservado para um cosmonauta russo, que fará as vezes de piloto de luxo, o motorista da nave. Em janeiro, o inglês Richard Branson, dono da Virgin e uma das 300 pessoas mais ricas do mundo, mostrou o projeto da SpaceShipTwo, a espaçonave com a qual pretende levar seis turistas de cada vez para um vôo suborbital. Duzentos bilhetes já foram vendidos. A empresa européia EADS também anunciou que está criando um ônibus espacial com quatro lugares para turistas.

Galatic
Projeto da SpaceShipTwo, com seis lugares: sob o patrocínio do dono da Virgin

O mais novo entusiasta do turismo espacial é um dos fundadores do Google, o americano Sergey Brin. Ele pagou 5 milhões de dólares para a Space Adventures. O dinheiro ficará guardado e servirá como reserva em um vôo espacial no futuro. "Acredito muito na exploração e no desenvolvimento comercial da fronteira espacial e estou aguardando a possibilidade de ir para lá", disse Brin na semana passada. Por enquanto, a Space Adventures é a única companhia a fazer turismo espacial, treinando os futuros viajantes e alugando os assentos na Soyuz. A viagem até a Estação Espacial Internacional dura oito dias e a empresa reservou lugares em mais cinco viagens da nave. O acordo, porém, tem dado problemas. Anatoly Perminov, diretor da agência espacial russa, já fez repetidas críticas aos turistas inoportunos e ameaçou acabar com a brincadeira daqui a dois anos. A espaçonave que será construída com a Space Adventures deverá acalmar essas críticas. A entrada em operação de outras companhias também diminuirá a dependência em relação aos russos. A Federação de Vôos Espaciais Particulares, fundada em 2005, já possui dezoito empresas associadas. No fim da próxima década, estima-se que 15.000 passageiros farão a viagem por ano. Eles desembolsarão 1% do que pagam os milionários pela aventura hoje. Certamente não haveria espaço suficiente na Soyuz para essa verdadeira farofa sideral.



Publicidade

 
Publicidade

 
  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |