Edição 1807 . 18 de junho de 2003

Índice
Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
VEJA on-line
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 

SEGURANÇA
Blindado fashion

É moderna, é jaqueta, é de couro
– e ainda por cima é à prova de bala

 
Fotos Pedro Rubens
Casacos de couro femininos e masculinos e colete social: proteção com mais estilo

Quando se pensa em roupa à prova de bala, o que vem à cabeça é aquele colete de policial americano, quente e pesadão, do tipo que abate sem dó nem piedade qualquer pretensão à elegância. Pois com o aumento da violência e da preocupação com a segurança, os velhos coletes estão sendo redesenhados. Em parceria com a empresa israelense Export Erez, a brasileira Jenade Security está fabricando uma linha de casacos e coletes "blindados" que parecem roupa normal – meio esquisitos, é verdade, quando vistos de perto, mas muitíssimo mais usáveis no dia-a-dia do que a proteção da Swat. Algumas peças, como o casaco de náilon e o colete para usar com terno, são padrão da marca israelense. Já as jaquetas e os coletes de couro e pelica foram desenhados especificamente para o público e o clima brasileiros. Mais: alterações a pedido do cliente são aceitas, desde que não comprometam a função precípua da peça de resistir a tiros. "A parte interna é sempre igual, pois tenho de obedecer às especificações dos moldes. As costuras são reforçadas e o forro precisa suportar o material. Já na parte externa, posso fazer o que quiser", explica o estilista responsável, Everaldo de Sousa.

Embora ofereçam proteção até para armas de calibre 9 milímetros, as peças são discretas, maleáveis e razoavelmente leves: 1,5 quilo a jaqueta feminina de pelica, 1,9 quilo a masculina, cujo modelo é "inspirado em Giorgio Armani". "Claro que o mais importante é a segurança. Mas, se a roupa puder ser bonita e discreta, melhor ainda", diz Harry Perlman, diretor comercial da Jenade. O público preferencial é aquele que apresenta recheada conta bancária – a tal jaqueta tipo Armani, por exemplo, custa 3.200 reais – e ficha limpa: para garantir que as peças não caiam em mãos de bandidos, o comprador tem de se registrar na Polícia Civil e apresentar atestado de antecedentes criminais e prova de ocupação lícita.

 
 
 
 
topo voltar