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ALIMENTOS
Olhar
não engorda
Depois
de mostrar diamantes e pérolas,
o Museu
de História Natural de Nova York faz
uma exposição memorável sobre o chocolate

Tania
Menai, de Nova York
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Fotos Denis Finnin/AMNH
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Vestido
com tecido embebido em chocolate e uma das salas da mostra
em Nova
York com bombons gigantes
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| Canecas
pré-colombianas para chocolate: dinheiro em árvore
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As
crianças adoram. Os amantes amargurados idem. A medicina
já o cortou das dietas. Mas pouca gente resiste ao chocolate,
que tem em sua composição uma proteína chamada
teobromina, que age sobre o cérebro da mesma forma que a
cafeína. Agora foi a vez de o Museu de História Natural
de Nova York render-se às delícias desse derivado
do fruto da árvore do cacau. A mostra do museu americano
conta a história dessa planta, que só nasce ao sul
do Equador e foi usada cerimonialmente pelos povos pré-colombianos.
O primeiro ambiente da mostra reproduz o habitat da Theobroma
cacao, ou pé de cacau. Ao som de pássaros, os
visitantes exploram as propriedades dessa árvore. A próxima
parada é o mundo dos maias, indígenas pioneiros em
usar a amarga semente cacaueira para produzir uma bebida condimentada
servida em cerimônias religiosas e da realeza e para o comércio.
Nessa sala, está um pedaço de chocolate encontrado
em Honduras datado de 437 d.C., assim como copos de cerâmica
ornamentados. Sementes de cacau valiam como moedas, serviam de pagamento
ao governo e, inclusive, feirantes do mercado asteca as guardavam
em lugares secretos. Os transportadores de sacas de cacau, que percorriam
enormes distâncias carregando-as nas costas, eram protegidos
por guerreiros contra a ação de ladrões. "O
melhor livro sobre o assunto, escrito em 1955, tem o título
de A Época em que o Dinheiro Nascia em Árvore",
conta Charles S. Spencer, curador do departamento de antropologia.
Com a conquista da América pelos espanhóis, o cacau
logo se tornou uma especiaria entre a nobreza européia. Os
espanhóis resolveram adicionar açúcar, abrindo
caminho para a utilização do chocolate em barras e
para sua transformação em assunto que merece uma exposição
em museu.
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