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CARTA
AO LEITOR
Quem
é Diogo Mainardi
Antonio Milena
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| Diogo:
mais um recorde de cartas |
A coluna
de Diogo Mainardi publicada na edição passada tratava
sobre o costume brasileiro de fazer constantes referências
a Deus, não importa a esfera de atividade. "Precisamos de
menos deus", concluiu Diogo assim mesmo, com "d" minúsculo.
Por tratar de um tema delicado, e de forma pouco convencional, ela
foi objeto de 387 cartas de leitores. Essa quantidade de cartas
fez com que sua coluna entrasse pela segunda vez na lista das matérias
mais comentadas da história de VEJA. Diogo é um sucesso
para o bem e para o mal. Muitos leitores o amam e outros tantos
o odeiam. Difícil mesmo é ficar indiferente ao que
ele escreve. Diogo gosta de demolir lugares-comuns e de lançar
um olhar provocativo sobre as unanimidades nacionais.
Mas
quem é, afinal de contas, esse colunista que mexe tanto com
os leitores da revista? Diogo é paulistano, tem 40 anos e
mora em Veneza, num belo palazzo situado no Canal Grande, a principal
"avenida" da cidade italiana. Ele mudou-se para a Itália
em 1987, e foi lá que escreveu seus quatro romances, todos
eles publicados pela editora Companhia das Letras. É casado
com Anna, uma italiana especialista em arte barroca, e tem um filho
de 2 anos, Tito, que foi objeto de uma emocionante coluna do pai
coruja, publicada em julho de 2002. Diogo começou a escrever
em VEJA em 1991, e só em 1999 ganhou um espaço próprio.
Seu estilo afiado data dos tempos de estudante, quando já
desafiava os professores com sua visão de mundo original.
Ele chegou a freqüentar a London School of Economics, uma das
mais conceituadas instituições de ensino da Inglaterra,
mas a sua formação sólida foi adquirida mesmo
nas intermináveis horas que passou na biblioteca do Museu
Britânico. Diogo é grande amigo do escritor americano
Gore Vidal, que certa vez o aconselhou a concorrer à Presidência
do Brasil. Não seria má idéia.
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