Edição 1807 . 18 de junho de 2003

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CARTA AO LEITOR
Quem é Diogo Mainardi

 

Antonio Milena
Diogo: mais um recorde de cartas

A coluna de Diogo Mainardi publicada na edição passada tratava sobre o costume brasileiro de fazer constantes referências a Deus, não importa a esfera de atividade. "Precisamos de menos deus", concluiu Diogo – assim mesmo, com "d" minúsculo. Por tratar de um tema delicado, e de forma pouco convencional, ela foi objeto de 387 cartas de leitores. Essa quantidade de cartas fez com que sua coluna entrasse pela segunda vez na lista das matérias mais comentadas da história de VEJA. Diogo é um sucesso para o bem e para o mal. Muitos leitores o amam e outros tantos o odeiam. Difícil mesmo é ficar indiferente ao que ele escreve. Diogo gosta de demolir lugares-comuns e de lançar um olhar provocativo sobre as unanimidades nacionais.

Mas quem é, afinal de contas, esse colunista que mexe tanto com os leitores da revista? Diogo é paulistano, tem 40 anos e mora em Veneza, num belo palazzo situado no Canal Grande, a principal "avenida" da cidade italiana. Ele mudou-se para a Itália em 1987, e foi lá que escreveu seus quatro romances, todos eles publicados pela editora Companhia das Letras. É casado com Anna, uma italiana especialista em arte barroca, e tem um filho de 2 anos, Tito, que foi objeto de uma emocionante coluna do pai coruja, publicada em julho de 2002. Diogo começou a escrever em VEJA em 1991, e só em 1999 ganhou um espaço próprio. Seu estilo afiado data dos tempos de estudante, quando já desafiava os professores com sua visão de mundo original. Ele chegou a freqüentar a London School of Economics, uma das mais conceituadas instituições de ensino da Inglaterra, mas a sua formação sólida foi adquirida mesmo nas intermináveis horas que passou na biblioteca do Museu Britânico. Diogo é grande amigo do escritor americano Gore Vidal, que certa vez o aconselhou a concorrer à Presidência do Brasil. Não seria má idéia.

 

 

 
 
 
 
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