Ildi, sozinha e
com sua companhia freqüente: "Ele é maravilhoso"
Qualquer um que
tenha sido transfixado pelos ofuscantes olhos verdes da baiana
Ildi Silva sai convencido de que a vida dessa ex-modelo
de 24 anos lhe reserva um futuro tão brilhante quanto.
O teste da realidade vem confirmando. Como atriz, ascendeu
do Sítio do Picapau Amarelo, em que fazia a
sereia Iara, para o horário nobre, no papel ainda modesto
mas nacionalmente visível da secretária Yvone,
em Paraíso Tropical. Fora das telas, Ildi
que, à Playboy, declarou: "Gosto dos homens
mais velhos, a conversa é melhor. Não precisa
ser gato" tem sido vista para baixo e para cima com
o compositor Caetano Veloso, quatro décadas a mais.
Indagada a respeito da relação, Ildi, primeiro,
derrete-se. "Ele é maravilhoso." Depois, acautela-se:
"É complicado falar de vida pessoal. Me deixe fora
dessa".
Cartolinha em
nova dimensão
Oscar Cabral
Marcos: nova altura e novos
planos
Com voz mais grossa
e 30 centímetros mais alto do que há três
anos, quando foi escalado para viver Cartola criança
no cinema, Marcos Paulo da Silva Simião, 14
anos, continua a ser provavelmente o menino mais bonito da
Mangueira mas agora está botando banca. "Dou
até autógrafo", conta, riso aberto. Apesar de
morar na Mangueira e desfilar pela verde-e-rosa, Marcos não
sabe cantar uma única música de Cartola
aliás, só conheceu sua história inteira
agora, quando viu o filme e gosta mesmo é de
pagode e funk. Até pouco tempo atrás, queria
ser jogador de futebol, mas, diante do sucesso no filme, está
repensando. "Só recebi elogios. Mandei bem", diz.
Remoção
por mérito
Ho New/Reuters
Divulgação
World Bank
Wolfowitz e Shaha:
belo caso de amor e feio escorregão ético
Não fosse
a seriedade do cargo, da entidade, das acusações
e das potenciais repercussões, seria uma fascinante
história de amor. A saber: Paul Wolfowitz, 63
anos, neoconservador, arquiteto da invasão do Iraque,
judeu, presidente do Banco Mundial, mantém há
anos um relacionamento amoroso com Shaha Riza, 50 e
poucos, líbia criada na Arábia Saudita, cidadã
britânica, muçulmana, qualificadíssima,
idéias feministas e liberais. Quando ele saiu do governo
Bush e foi para o Banco Mundial, cuidou pessoalmente da transferência
dela, funcionária de carreira, para o Departamento
de Estado, com significativo aumento salarial. Revelada a
lambança, ele assumiu: "Eu errei. Peço desculpas".
O sindicato dos funcionários não relevou e pediu
sua cabeça. O conselho diretor, atordoado, avaliava
se era caso de demissão.
Claudio Carpi
Caroline, na Portela: "O pessoal
estranhava"
Aposentada, eu?
Em fase de desaceleração
da carreira, eis que de repente a modelo paraense Caroline
Ribeiro, 27 anos "Uma anciã", exagera
enfeitará não só uma, mas duas edições
da Vanity Fair. Para a italiana, posou de biquíni
no barracão da Portela, dias antes do Carnaval. "O
pessoal da escola me olhava e estranhava. Acho que eles estão
acostumados com mulheres mais encorpadas, daquelas que preenchem
um biquíni inteiro. Aí apareci eu", brinca.
Para a americana, fez parte da trupe que o fotógrafo
peruano Mario Testino reuniu no Rio de Janeiro para um especial
sobre o Brasil. "Quando ele me viu, disse que eu estava bem,
com a mesma carinha de sempre", comenta Caroline, aliviada.
Peixe fora d'água
Octavio Cardoso
Passar 800 horas nadando no Rio Amazonas, parando apenas para
dormir e se alimentar, rendeu
ao esloveno Martin Strel, 52 anos, admiração
geral, registro no livro de recordes, 11 quilos a menos e
saúde abalada. Dois dias depois da chegada triunfal
a Belém, ainda exibia queimaduras, arranhões,
desorientação e um certo espanto com a própria
façanha.
QUAL FOI O PIOR
MOMENTO DOS 67 DIAS QUE O SENHOR LEVOU PARA NADAR 5 430 QUILÔMETROS? O último dia. Nadei o tempo todo a favor da corrente,
sem nenhum problema. Mas no último dia a correnteza
era forte e me levava na direção contrária.
Cheguei muito nervoso e cansado.
COMO FOI O ENCONTRO
COM AS PIRANHAS? Elas estavam lá, mas raramente iam para o meio
do rio, onde eu nadava, por causa da correnteza. Algumas se
aproximavam para sentir meu gosto. Gostaram da perna esquerda.
Ainda tenho algumas marcas.
O SOL ATRAPALHOU
MUITO? Tinha delírios por causa dele. É difícil
explicar o que sentia. Ficava zonzo, com a vista turva, e
saía da rota. Nadava em ziguezague, igual a uma cobra.
Também sofri com as queimaduras. Teve dias em que nadei
de costas, com um chapéu cobrindo o rosto.
NO QUE O SENHOR
PENSAVA? Em muitas histórias. Nas brasileiras, que são
muito bonitas. Em músicas. Fui professor de violão
clássico e, mesmo não tocando há muito
tempo, a música está sempre na minha cabeça.
COMO O SENHOR
SE SENTE AGORA QUE ACABOU? Eu me sinto vazio, como se todas as minhas forças
tivessem se esgotado. Não consegui ainda dormir um
minuto. Leio, vejo televisão, mas nada me faz dormir.
Meu corpo não está nadando, mas, na minha cabeça,
é como se estivesse. Acho que vou levar uma semana,
pelo menos, para ficar normal.
Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui, Luciana Cavalcante e Silvia Rogar