BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2004

18 de abril de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Millôr
Stephen Kanitz
André Petry
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Auto-retrato: Jeb Bush
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
 

Gente

Aqueles olhos verdes

Fausto Candelária/Byte Beach
Ag. NEWS
Ildi, sozinha e com sua companhia freqüente: "Ele é maravilhoso"

Qualquer um que tenha sido transfixado pelos ofuscantes olhos verdes da baiana Ildi Silva sai convencido de que a vida dessa ex-modelo de 24 anos lhe reserva um futuro tão brilhante quanto. O teste da realidade vem confirmando. Como atriz, ascendeu do Sítio do Picapau Amarelo, em que fazia a sereia Iara, para o horário nobre, no papel ainda modesto mas nacionalmente visível da secretária Yvone, em Paraíso Tropical. Fora das telas, Ildi – que, à Playboy, declarou: "Gosto dos homens mais velhos, a conversa é melhor. Não precisa ser gato" – tem sido vista para baixo e para cima com o compositor Caetano Veloso, quatro décadas a mais. Indagada a respeito da relação, Ildi, primeiro, derrete-se. "Ele é maravilhoso." Depois, acautela-se: "É complicado falar de vida pessoal. Me deixe fora dessa".

 

Cartolinha em nova dimensão

Oscar Cabral
Marcos: nova altura e novos planos

Com voz mais grossa e 30 centímetros mais alto do que há três anos, quando foi escalado para viver Cartola criança no cinema, Marcos Paulo da Silva Simião, 14 anos, continua a ser provavelmente o menino mais bonito da Mangueira – mas agora está botando banca. "Dou até autógrafo", conta, riso aberto. Apesar de morar na Mangueira e desfilar pela verde-e-rosa, Marcos não sabe cantar uma única música de Cartola – aliás, só conheceu sua história inteira agora, quando viu o filme – e gosta mesmo é de pagode e funk. Até pouco tempo atrás, queria ser jogador de futebol, mas, diante do sucesso no filme, está repensando. "Só recebi elogios. Mandei bem", diz.

 

Remoção por mérito

Ho New/Reuters
Divulgação World Bank
Wolfowitz e Shaha: belo caso de amor e feio escorregão ético

Não fosse a seriedade do cargo, da entidade, das acusações e das potenciais repercussões, seria uma fascinante história de amor. A saber: Paul Wolfowitz, 63 anos, neoconservador, arquiteto da invasão do Iraque, judeu, presidente do Banco Mundial, mantém há anos um relacionamento amoroso com Shaha Riza, 50 e poucos, líbia criada na Arábia Saudita, cidadã britânica, muçulmana, qualificadíssima, idéias feministas e liberais. Quando ele saiu do governo Bush e foi para o Banco Mundial, cuidou pessoalmente da transferência dela, funcionária de carreira, para o Departamento de Estado, com significativo aumento salarial. Revelada a lambança, ele assumiu: "Eu errei. Peço desculpas". O sindicato dos funcionários não relevou e pediu sua cabeça. O conselho diretor, atordoado, avaliava se era caso de demissão.

Claudio Carpi
Caroline, na Portela: "O pessoal estranhava"


Aposentada, eu?

Em fase de desaceleração da carreira, eis que de repente a modelo paraense Caroline Ribeiro, 27 anos – "Uma anciã", exagera – enfeitará não só uma, mas duas edições da Vanity Fair. Para a italiana, posou de biquíni no barracão da Portela, dias antes do Carnaval. "O pessoal da escola me olhava e estranhava. Acho que eles estão acostumados com mulheres mais encorpadas, daquelas que preenchem um biquíni inteiro. Aí apareci eu", brinca. Para a americana, fez parte da trupe que o fotógrafo peruano Mario Testino reuniu no Rio de Janeiro para um especial sobre o Brasil. "Quando ele me viu, disse que eu estava bem, com a mesma carinha de sempre", comenta Caroline, aliviada.

 

Peixe fora d'água

Octavio Cardoso


Passar 800 horas nadando no Rio Amazonas, parando apenas para dormir e se alimentar,
rendeu ao esloveno Martin Strel, 52 anos, admiração geral, registro no livro de recordes, 11 quilos a menos e saúde abalada. Dois dias depois da chegada triunfal a Belém, ainda exibia queimaduras, arranhões, desorientação e um certo espanto com a própria façanha.

QUAL FOI O PIOR MOMENTO DOS 67 DIAS QUE O SENHOR LEVOU PARA NADAR 5 430 QUILÔMETROS?
O último dia. Nadei o tempo todo a favor da corrente, sem nenhum problema. Mas no último dia a correnteza era forte e me levava na direção contrária. Cheguei muito nervoso e cansado.

COMO FOI O ENCONTRO COM AS PIRANHAS?
Elas estavam lá, mas raramente iam para o meio do rio, onde eu nadava, por causa da correnteza. Algumas se aproximavam para sentir meu gosto. Gostaram da perna esquerda. Ainda tenho algumas marcas.

O SOL ATRAPALHOU MUITO?
Tinha delírios por causa dele. É difícil explicar o que sentia. Ficava zonzo, com a vista turva, e saía da rota. Nadava em ziguezague, igual a uma cobra. Também sofri com as queimaduras. Teve dias em que nadei de costas, com um chapéu cobrindo o rosto.

NO QUE O SENHOR PENSAVA?
Em muitas histórias. Nas brasileiras, que são muito bonitas. Em músicas. Fui professor de violão clássico e, mesmo não tocando há muito tempo, a música está sempre na minha cabeça.

COMO O SENHOR SE SENTE AGORA QUE ACABOU?
Eu me sinto vazio, como se todas as minhas forças tivessem se esgotado. Não consegui ainda dormir um minuto. Leio, vejo televisão, mas nada me faz dormir. Meu corpo não está nadando, mas, na minha cabeça, é como se estivesse. Acho que vou levar uma semana, pelo menos, para ficar normal.

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui, Luciana Cavalcante e Silvia Rogar

  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |