"Há
tanta ternura na imagem dessa capa que me causa inveja essa inconsciência
do que está por vir." Ivani Mandelli Santo André, SP
Aquecimento global
Nós, simples mortais, nos sentimos impotentes ante esse terrível
desequilíbrio ambiental. Que dizer dos magníficos animais que aparecem
na capa? Essa é a mais bela e dramática reportagem já exibida
por VEJA ("A fronteira final", 11 de abril). Senti-me comovida e ao mesmo tempo
angustiada com o seu desenrolar. Confiamos na habilidade e inteligência
do homem, que contribuiu para o aquecimento global, para agora descobrir uma maneira
de estancar o derretimento do gelo polar. Ana Marisa de Oliveira
Costa Dourados, MS
Gostaria de parabenizá-los pela reportagem sobre o aquecimento global,
seus efeitos nos pólos e as conseqüências de tais efeitos. A
informação e a divulgação do conhecimento já
produzido são de vital importância para que se desenvolvam ações
visando a reduzir emissões. A Comissão Mista Especial do Congresso
Nacional para Mudanças Climáticas, da qual tenho a honra de ser
presidente, tem trabalhado fortemente em busca de soluções legislativas
para o problema do aquecimento global, bem como vem fiscalizando e monitorando
as ações desenvolvidas pelo governo e por outras instituições
engajadas nessa luta. Acredito que, por meio do bom trabalho que a imprensa vem
realizando, juntamente com a sociedade e o governo focados em ações
mitigadoras, poderemos obter um resultado positivo diante dessa situação
que assola o planeta e que muito pode afetar nosso país. Eduardo
Gomes Deputado federal (PSDB-TO) e presidente da Comissão Mista
Especial para as Mudanças Climáticas Brasília, DF
Muito oportuna a reportagem,
tratando o assunto com riqueza nos textos e ilustrações. O aquecimento
global não pode ser negligenciado por nossa sociedade, assim como as demais
questões ambientais, mas o alarmismo exagerado com o qual essas questões
vêm sendo comumente veiculadas não trará nenhum resultado
prático. As observações de Okky de Souza em sua reportagem
("Todo mundo quer ajudar a refrescar o planeta") foram magníficas. Parabenizo
o jornalista pela abordagem lúcida e objetiva com que a matéria
foi conduzida. Juntamente com artigos científicos sobre esse tema, levarei
a reportagem de VEJA à sala de aula para discussão, como já
tenho feito com outras matérias publicadas na revista. Antonio Carlos
Beaumord Professor de ecologia e avaliação de impactos ambientais
Universidade do Vale do Itajaí Itajaí, SC
Tenho utilizado essa revista em sala de aula há muito tempo, mas ultimamente
mais que nunca, pois a questão ambiental jamais foi tão debatida
e nunca foi tão fácil ser professora de geografia. Sempre que sai
uma reportagem como essa, aparecem em sala vários alunos com a revista
e a utilizamos como base de trabalhos e debates. VEJA tem sido um grande recurso
didático para a geografia. Continuem sendo sérios! Penha
Maria Simonato Tosato Castelo, ES
Por várias vezes vi na revista VEJA fotos de admiráveis ursos-polares.
São meus animais preferidos! Magníficos, sobrevivem em condições
extremas e têm todo o meu respeito. Mas durarão pouco entre nós...
Não bastasse a acentuada redução anual na camada do gelo,
o governo canadense continua a liberar a matança de focas, fonte de alimento
essencial aos ursos. Mas o que eu realmente gostaria de dizer é que a capa
de VEJA desta semana é uma das fotos de animais mais desoladoras que já
vi. Sérgio Trés Brasília, DF
Por um lado comemoramos a venda recorde de automóveis no Brasil e invejamos
o crescimento de Índia e China, por outro devemos ver esses fatos como
agravantes do efeito estufa. Como vamos conciliar esses desafios? A economia mundial
precisa de crescimento constante, que provavelmente em algum momento não
será mais possível. Quais são as conseqüências
em um mundo com população crescente, mesmo que à força
de calor e falta de água? Sérgio Marchió Mineiros, GO
Tarso Genro
Excelente a entrevista
com o ministro Tarso Genro (Amarelas, 11 de abril). O jornalista Otávio
Cabral fez as perguntas certas, que a maioria dos brasileiros gostaria de fazer.
Havia muito tempo não lia uma entrevista na qual uma autoridade estivesse
sempre "encurralada" pelas perguntas do entrevistador! Parabéns. Porfirio
Junior Santa Cruz do Capibaribe, PE
O novo ministro da Justiça do governo Lula se revelou um homem muito inteligente
e sensato, bem diferente da Matilde "Racial" e do Waldir "Aéreo" Pires.
Gostei de tudo o que ele disse em relação à defesa da democracia
e ao não-aparelhamento das instituições, em especial da Polícia
Federal. Confesso que fiquei bastante aliviado. Resta saber se Tarso Genro não
estava com uma das mãos fazendo figa. José Antonio Rodrigues
Agostinho Maringá, PR
Precavendo-me da inocência infantil, apiedo-me da simplista estratégia
do ministro Tarso Genro ao asseverar que "não há mais nenhum grupo
no PT que defenda um projeto socialista compatível com a supressão
das liberdades, com uma visão de dominação de classes, de
estado classista". Para não desacreditar do palavreado do ministro, uma
de duas hipóteses me ocorre: ou sua excelência foi acometido de abrupta
amnésia, ou a falácia da "refundação" do PT transformou
o partido na nova Ordem dos Petistas Franciscano-Carmelitas Arrependidos. Geraldo
Duarte Fortaleza, CE
É
incrível a mudança pela qual o PT vem passando. Serão verdadeiros
os sentimentos e as palavras de nosso novo ministro da Justiça? Ele afirma
ter nascido leninista, ter se desenvolvido "mandelista" e se encontrado em Bobbio.
Oxalá nosso renovado pensador consiga colocar em prática seus mais
novos fundamentos políticos. Ou quem sabe não se trata de discurso,
como tantos outros, para arregimentar simpatizantes, objetivando uma futura virada
de mesa rumo a mais uma reeleição? Valter Vicenzi Caxias
do Sul, RS
O senhor
Tarso Genro, atualmente ministro da Justiça, faz afirmativas que soam como
retóricas, ou mesmo levianas, ao dizer que não há risco para
isso ou chance para aquilo, quando perguntado pelo repórter sobre assuntos
que preocupam a sociedade. Ele, como o povo brasileiro, sabe que está ministro
por interesses de determinado esquema; que ele é, apenas, o porta-voz desse
esquema; e que acontecerá nesse ministério o que esse esquema quiser...
Por isso, a possibilidade de a Polícia Federal tornar-se um instrumento
de perseguição política ou outros atos semelhantes existe!
E essa será a "espada de Dâmocles" que pairará sobre a cabeça
da oposição e/ou dos adversários políticos do esquema
montado para apoiar o governo Lula. João Márcio de Carvalho
Rios Lavras, MG
Crise aérea
Lendo a reportagem
"Voando às escuras" (11 de abril), sobre o caos aéreo, senti-me
envergonhada com as atitudes tomadas pelo presidente Lula. A cada dia que passa
esse senhor demonstra mais e mais sua incapacidade para comandar o destino da
nação. Atitudes rápidas, pulso firme e coerência parecem
não fazer parte do dia-a-dia do senhor Lula. Como cidadã brasileira,
faço a mesma pergunta que fez aquela turista argentina: Onde estão
"a ordem e o progresso" que são o lema de nossa bandeira? Jane Fernandes
da Silva Morucci São Paulo, SP
Em relação ao quadro "A letargia diante do caos", que ilustra a
reportagem "Voando às escuras", a TAM reafirma que os problemas relativos
ao período de 20 a 24 de dezembro refletiram uma conjunção
de fatores, como divulgado sucessivas vezes por executivos da empresa: vôos
alternados em função da meteorologia, manutenção corretiva
em seis aeronaves em localidades distintas e quedas sucessivas de sistema de check-in
no Aeroporto Tom Jobim/Galeão. O relatório de auditoria da Agência
Nacional de Aviação Civil (Anac), realizado com o objetivo de aprofundar
a análise anteriormente feita pela própria agência para apurar
fatos daquela ocasião, ratifica as explicações fornecidas
pela empresa. A TAM recebeu os técnicos da Anac com transparência
em todas as áreas solicitadas, durante os últimos dois meses, e
acredita que as conclusões do relatório esclarecem quaisquer dúvidas
em relação aos fatos noticiados. Anahi Guedes Gerente
de comunicação corporativa da TAM São Paulo, SP
Ótima a reportagem
"O jogo sujo que assusta os pilotos" (11 de abril). Voar no espaço aéreo
brasileiro virou uma tormenta e atividade de risco, ainda mais quando deparamos
com a informação de que controladores de vôo passaram a lançar
mão da sabotagem como forma de demonstrar insatisfação com
suas condições de trabalho. Todas as categorias profissionais têm
direito de reivindicar melhorias, garantias e aumento de salário. O que
não é aceitável é esse tipo de jogo sujo que tem sido
relatado por pilotos de companhias aéreas nacionais e estrangeiras, que
recebem informações falsas na cabine de comando. Como passageiro,
digo que esse tipo de transgressão é muito grave e condenável
e deveria ser apurado com seriedade pelas autoridades brasileiras. Flávio
de Mattos Boechat Poubel Niterói, RJ
Aos amotinados, a nossa compaixão. Que respondam por seus crimes e que
se lhes dê a baixa. Que se faça esse "favor" ao Sistema de Proteção
ao Vôo (SPV), aos seus usuários, à Força Aérea
e a eles mesmos. O Brasil agradece. Gerações de controladores de
vôo que antecederam os amotinados também choram, mas por razões
nobres, ao vê-los desonrar o legado da abnegação, moldada
na ética e no brio do soldado controlador de vôo. Cabe, no entanto,
reconhecer as nossas mazelas gerenciais. Onde estavam, por exemplo, os "chefes"
do sargento Edleuzo enquanto ele se dedicava ao associativismo classista, atividade
vedada aos militares? O que, com toda a certeza, fazia com prejuízo da
atividade para a qual era pago. Em favor dele e dos ingênuos que o seguiram
conceda-se a atenuante de estarem rezando pela cartilha do "comandante-em-chefe"
e, lembrando Sun Tzu, não cabe punição só ao soldado
quando a falta decorre da tibieza e da inépcia dos chefes. Aberaldo
Luiz Raffs Machado Major da reserva da FAB Florianópolis, SC
Como militar que sou,
é lamentável ver a situação do sargento Edleuzo Souza
Cavalcante. O único crime desse militar foi lutar por melhores condições
de trabalho e por uma remuneração digna da responsabilidade que
ele e seus colegas possuem. O engraçado é que as reivindicações
de toda a classe dos militares/controladores já vêm de anos, sendo
que os ministros da Aeronáutica nunca deram a atenção necessária
a elas. Agora, quando se trata de punir seus subordinados, o ministro da Aeronáutica
é rápido, recorrendo até ao presidente da República. Joel
Specht Porto Alegre, RS
Sou controlador de tráfego aéreo por sinal, estou na foto
em que aparecem os "amotinados de Manaus" e escrevo para mostrar minha
indignação. Vamos ser justos e publicar um relato da classe. Vocês
estão marginalizando uma classe de profissionais na qual 99% adoram o que
fazem, mas estão querendo cair fora. Lisandro Koyama Por
e-mail
Cantoras
brasileiras
É bom ter uma
reportagem como "A nação das cantoras" (11 de abril) e ver a evolução
e a renovação com as espetaculares intérpretes. Recentemente
fiquei surpreso com Thaís Gulin. Não via nada igual havia muito
tempo. Washington Fiuza
São Paulo, SP
Não
acho correto classificar Elis Regina, a maior cantora do Brasil, somente com a
característica de interpretação emocional. Na visão
de muitos críticos, Elis privilegiava exageradamente a técnica,
buscando a perfeição. Até mesmo quando cantava com fortes
doses de emoção, tinha uma técnica insuperável! Ronaldo
Spagnuolo Belo Horizonte, MG
Desmatamento no Acre
Sempre citei o Acre como exemplo de responsabilidade com a floresta. Lembro-me
da polêmica de 2003, quando o ex-governador Jorge Viana garantiu que os
números que tinha em mãos provavam que, com ele no governo, o desmatamento
em seu estado só diminuiu. Foi fácil acreditar nele, pois o Inpe
também garantia que o desmatamento estava em queda no "governo da floresta".
Na semana passada, VEJA reapresentou o caso com solidez inabalável ("E
agora, Viana?", 11 de abril). Fiz questão de acessar o site do Imazon.
Definitivamente, o "governo da floresta" falhou no seu objetivo. Olhando o gráfico
que mostra as taxas anuais de desmatamento, é evidente o impacto da primeira
notícia publicada por vocês, em 2003. Espero que os políticos
acreanos parem de negar o que é fato e cuidem melhor da floresta que os
elegeu. Daniel Pires da Costa Jr. Barcelona,
Espanha
Açaí
Muito boa
a reportagem sobre os negócios com o açaí no mercado americano
("O açaí na trilha do kiwi", 11 de abril). Somos especialistas em
frutas amazônicas e temos acompanhado o crescimento da demanda americana
a partir de 2004. Nosso maior obstáculo é a falta de empresas comprometidas
com padrões internacionais de higiene alimentar e qualidade de processamento,
o que obriga as empresas americanas a iniciar o seu próprio processamento
no Brasil. Alia-se a isso a total ignorância por parte dos consumidores
brasileiros sobre a perecibilidade do fruto e seu processo de produção.
Os brasileiros dão prioridade a produtos de preço baixo e não
àqueles de qualidade. Assim, são vendidos produtos não pasteurizados
no mercado nacional. Precisamos mudar nossa percepção sobre as frutas
da Amazônia, principalmente o açaí. Fernanda
Stefani Gerente-geral da Brasil Earth
Fruits Belém, PA
População
O Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose do Paraná (Sinpacel)
gostaria de parabenizar VEJA pela excelente e oportuna reportagem "Eles querem
desmiscigenar o Brasil" (4 de abril). Os direitos dos proprietários de
terras que investem e trabalham vêm sendo sistematicamente ameaçados,
gerando insegurança, desestímulo e incredulidade diante de atos
tão abusivos. Estamos certos de que o país necessita de uma reforma
agrária adequada, mas não podemos concordar com atos inconstitucionais,
invasões e desrespeito à justiça e à ordem constituída.
Odair Ceschin Presidente
do Sindicato das Indústrias de Papel
e Celulose do Paraná Curitiba, PR
CORREÇÃO:
Quem recebe, após vinte anos de trabalho, 300 reais a mais que um
novato em fase de estágio é um controlador de vôo, e não
um instrutor, como informou o quadro "Tensão na torre", da reportagem "O
estopim do motim" (11 de abril).
QUESTÃO DE BOM SENSO
A
Assembléia Legislativa do estado de Mato Grosso enviou uma moção
de congratulação à redação de VEJA, parabenizando
o editor da revista, Roberto Civita, pela publicação da reportagem
"Made in Paraguai" (14 de março). Para o autor da carta, o deputado
José Riva, do Partido Progressista, a denúncia do jornalista José
Edward, sobre a tentativa da Funai de demarcar uma área de Santa Catarina
para índios paraguaios, foi "um ato de muita coragem". "No nosso estado
temos exemplos diversos de ações da Funai que contrariam o bom senso",
destacou o deputado. Sobre o quadro "O vale-tudo da Funai", que cita a ampliação
duvidosa das regiões de Mato Grosso ocupadas pelas etnias caiabi, xavante
e chiquitano, o deputado Riva disse que "existe uma vontade da Funai de proteger
os índios mesmo onde eles nem sequer existem, além de transformar
em indígenas aqueles que não o são". Assim, ele sugere que
a sociedade se mobilize e debata a questão de forma séria, como
merece ser tratada.
AOS ''VICIADOS'' EM E-MAIL
Compulsão
por e-mails foi o assunto em destaque na reportagem "A doença da conexão"
(28 de março). As informações apresentadas por VEJA chamaram
a atenção da professora Rosa Maria Farah, coordenadora do Núcleo
de Pesquisas da Psicologia em Informática (NPPI), na clínica psicológica
da Faculdade de Psicologia da PUC-SP. "Desde 1995, o NPPI vem se dedicando ao
estudo dos efeitos gerados pelo uso das novas tecnologias sobre o cotidiano humano.
Nosso grupo de psicólogos oferece uma modalidade pioneira de orientação
psicológica via e-mail, especialmente dirigida às pessoas que apresentam
dificuldades derivadas do uso da informática, dentre as quais se destacam
as várias formas de emprego patológico desses recursos, podendo
elas ser caracterizadas como dependência ou uso compulsivo (vício),
fobias, ou ainda stress e ansiedade pela imposição do uso profissional
dos computadores e das novas tecnologias em geral", informou a professora Rosa.
O serviço é realizado gratuitamente e aberto à população.
Orientações e informações específicas do trabalho
no NPPI estão em http://www.pucsp.br/nppi/
OS TIROS QUE CALARAM PAULO
BRANDÃO
O
leitor Paulo Brandão Cavalcanti Neto, advogado no Recife, Pernambuco, informou
à redação que, em uma recente decisão unânime,
o Tribunal de Justiça da Paraíba determinou que o governo indenize
sua família em 400 000 reais pela responsabilidade do estado no assassinato
de seu pai, o jornalista e empresário Paulo Brandão Cavalcanti Filho,
em dezembro de 1984. Na época, o caso teve grande repercussão na
mídia pela suspeita de envolvimento do ex-governador Wilson Braga no crime,
já que o empresário foi executado pouco depois de o jornal Correio
da Paraíba, de sua propriedade, publicar denúncia de irregularidades
administrativas no governo paraibano. VEJA publicou algumas reportagens sobre
o caso uma delas, em dezembro de 1985, quando o laudo da Polícia
Federal indicou que os 34 tiros que executaram Paulo Brandão saíram
de uma metralhadora da Secretaria de Segurança Pública do estado
da Paraíba. A arma estava sob a guarda do então chefe da Casa Militar,
coronel Alencar, anos depois condenado pelo crime com outros três policiais
militares. A íntegra da decisão está no site do Tribunal
de Justiça do estado da Paraíba (www.tj.pb.gov.br).