BUSCA

Busca avançada      
FALE CONOSCO
Escreva para VEJA
Para anunciar
Abril SAC
ACESSO LIVRE
Conheça as seções e áreas de VEJA.com
com acesso liberado
REVISTAS
VEJA
Edição 2004

18 de abril de 2007
ver capa
NESTA EDIÇÃO
Índice
COLUNAS
Millôr
Stephen Kanitz
André Petry
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
SEÇÕES
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA.com
Holofote
Contexto
Radar
Veja essa
Auto-retrato: Jeb Bush
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
Publicidade
 

Auto-retrato
Jeb Bush

John Ellis Bush é neto de um senador, filho de um ex-presidente e irmão do atual presidente americano. Jeb, como é conhecido, terminou em janeiro seu segundo mandato como governador da Flórida. Aos 54 anos, ele visita o Brasil nesta semana para um debate na condição de co-presidente da Comissão Interamericana de Etanol. Ele falou à repórter Denise Dweck.

COM SUA BAIXA POPULARIDADE, GEORGE W. BUSH ESTÁ DESPERDIÇANDO O LEGADO POLÍTICO DA FAMÍLIA BUSH?
Ele não desperdiçou nada. O presidente Bush está servindo os Estados Unidos com honra, corajosamente, e a história vai tratá-lo de forma justa. Preocupar-se com pesquisas de opinião é a última coisa que ele deve fazer. Estou orgulhoso do meu irmão.  

O SENHOR DIZ QUE NÃO QUER CONCORRER À PRESIDÊNCIA EM 2008. POR QUÊ?
Não é a hora certa para eu concorrer a alguma coisa. Nunca tratei desse assunto, pois não queria prejudicar meu trabalho como governador. Terminei meu mandato recentemente e estou muito feliz no setor privado. Estou aproveitando bastante a minha casa em Miami, que adoro.  

O SENHOR VÊ CONEXÃO ENTRE O ANTIAMERICANISMO NA AMÉRICA LATINA E A POUCA ATENÇÃO DADA PELO GOVERNO BUSH À REGIÃO?
A América Latina não foi ignorada. Depois dos atentados de 11 de setembro havia uma razão legítima para que a América Latina recebesse menor atenção. Somos um país em guerra. O atual esforço de diplomacia pessoal feito pelo presidente americano pode ajudar a reduzir a percepção negativa entre os latino-americanos. A viagem do presidente à América Latina mereceu reportagens positivas na região. Não foram tão positivas nos Estados Unidos porque a mídia americana é um tanto hostil ao presidente. Bush seria criticado mesmo se encontrasse a cura do câncer.  

HUGO CHAVEZ JÁ CHAMOU SEU IRMÃO DE "DIABO" E DE COISAS PIORES. COMO ELE REAGE A ESSES INSULTOS?
O presidente dos Estados Unidos não dá importância a insultos pessoais.  

HA 12 MILHÕES DE IMIGRANTES CLANDESTINOS NOS ESTADOS UNIDOS, MUITOS DELES BRASILEIROS. COMO TIRÁ-LOS DA ILEGALIDADE?
Uma anistia total não é apropriado. Há muitas pessoas na fila para entrar em nosso país por meios legais. Em essência, as pessoas que entram ilegalmente nos Estados Unidos são como aquelas que furam fila no cinema. É uma questão de igualdade e justiça. Por outro lado, é legítimo criar um caminho para a pessoa merecer a cidadania. Pagar impostos, por exemplo. Também precisamos de um programa de trabalhadores temporários. A pessoa viria para trabalhar e voltaria para seu país de origem ao fim de determinado período.  

POR QUE O SENHOR DECIDIU PARTICIPAR DA COMISSÃO INTERAMERICANA DE ETANOL?
Por três razões. Uma é o potencial que a iniciativa tem para melhorar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos. A segunda é a preocupação com a economia e a segurança nacional pelo fato de os Estados Unidos serem dependentes de fontes de energia de lugares cada vez menos confiáveis, seja pela instabilidade, seja pela oposição política aos Estados Unidos. A terceira razão é a preocupação crescente com o ambiente. Fui governador de um estado que passou por oito furacões em dois anos, em 2004 e 2005. Naquela época, ficou claro que nós estávamos muito dependentes de fontes de energia de fora da Flórida, e era necessária uma nova estratégia.  

É MELHOR SER DEPENDENTE DE PRODUTORES DE ETANOL QUE DE PETRÓLEO?
Com certeza. Mas não precisamos ser dependentes. A beleza do etanol é que, no lugar de haver apenas algumas companhias de petróleo nacionais ou líderes de países tomando decisões sobre a produção, o que pode ter impacto na segurança nacional de nosso país, estamos falando de milhares de fazendeiros que produzem álcool. Correríamos menos risco ao produzir nosso combustível. E, observando o continente americano, prefiro receber energia do Brasil a receber da Venezuela.

  VEJA | Veja São Paulo | Veja Rio | Expediente | Fale conosco | Anuncie | Newsletter |