O NOVO FENÔMENO DA TV

Com seu desfile de bizarrices,
Ratinho dispara na audiência e se
torna uma atração do vídeo

Ricardo Valladares e Neuza Sanches

Fotos: Antonio Milena
Ratinho em ação: obrigando a Globo a espichar a novela das 8 e atrasar o Jornal Nacional para não perder telespectadores

Nunca se viu nada igual na televisão brasileira. Brandindo para as câmeras um cassetete de 40 centímetros, voz alterada e olhos esbugalhados, o apresentador defende a idéia de que enfiar bala em bandido é mais barato do que mantê-lo preso. Logo a seguir, traz para o palco a mulher que teve os olhos furados, as orelhas e a língua cortadas pelo próprio marido. Não demora e entra em cena uma família inteira resolvendo seus conflitos na base do palavrão e do sopapo. Ainda no mesmo programa, ele exibe uma criança com mais de dez tumores na boca, e providencia seu tratamento. "Agora, vamos ganhar uns cascainho", ele interrompe, chamando os comerciais. Está no ar Ratinho Livre, o programa da rede Record que se tornou um fenômeno de audiência, incomodando as emissoras concorrentes e trazendo à baila a discussão em torno dos limites éticos na TV. Com sua combinação explosiva de assistencialismo sensacionalista, exibição de aberrações, linguagem grosseira e boa dose de carisma pessoal, Carlos Roberto Massa, o Ratinho, tornou-se a atual sensação do vídeo.

Nos últimos dois meses, Ratinho Livre, apresentado desde setembro do ano passado de segunda a sexta-feira, das 20h30 às 22 horas, vem derrubando sistematicamente a audiência da Globo e do SBT no índice medido pelo Ibope na Grande São Paulo (veja quadro). O sucesso é tanto que, de três semanas para cá, o programa passou a ter mais uma hora e meia de duração nas quintas-feiras. Em sua melhor marca, no dia 5 de março, Ratinho alcançou 36 pontos contra 10 da Globo, que no mesmo horário apresentava um especial sobre axé music no Som Brasil. Na semana passada, a Globo achou que era hora de reagir. Temerosa de que, na quinta-feira, o seriado Plantão Médico sucumbisse ao concorrente, pediu a Manoel Carlos, autor da novela das 8, que esticasse o capítulo daquele dia em 25 minutos. Além disso, atrasou o início do Jornal Nacional em dez minutos. Com esse recurso, evitou que parte do público trocasse de canal. Mesmo assim, por 45 minutos o programa de Ratinho bateu a Globo, com pico de 27 pontos contra 11. "Não vamos competir com o Ratinho criando um novo programa, seu estilo é completamente estranho à linha de programação da Globo", diz um alto diretor da emissora carioca. O apresentador vem tentando ainda estender seus domínios às tardes de domingo com o programa de variedades Ratinho Show — por enquanto, sem o mesmo sucesso.

No SBT, a estratégia tem sido não combater o inimigo, mas procurar seduzi-lo com um queijão. Nos últimos seis meses, Silvio Santos teve pelo menos duas reuniões com Ratinho, tentando trazê-lo para sua emissora. Na primeira delas, a negociação malogrou porque o apresentador queria manter no programa o sistema disque 0900, forma de captação de dinheiro através de telefonemas dos telespectadores. Silvio era contra. Só com o disque 0900, Ratinho embolsa atualmente 200.000 reais por mês, mesmo valor de seu salário fixo na Record. Na segunda reunião, Silvio propôs pagar 4 milhões de reais ao apresentador. O impasse continuou em virtude da multa que o SBT teria de pagar à Record pela rescisão do contrato de Ratinho — algo entre 18 e 25 milhões de reais. Silvio, porém, não desistiu. A qualquer momento o contrato pode ser fechado.

Com Gugu, que lhe tirou a dupla Rodolfo e ET
(à dir.).
O novo ajudante (abaixo)

A estrela de Ratinho começou a brilhar há dois anos, quando apresentava na CNT Gazeta o programa policial 190 Urgente. Nele, entrevistava ladrões e assassinos, mostrava cadáveres em decomposição e já cultivava o estilo de justiceiro dos pobres, com direito a muitos palavrões. Começou a incomodar programas concorrentes como Cidade Alerta, da Record, e o extinto Aqui Agora, do SBT. Com a audiência crescendo, choveram propostas de outras emissoras. Além do SBT, a Bandeirantes e a Record lhe fizeram ofertas. Ratinho optou pela Record, a emissora do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. Logo nas primeiras semanas, ele elevou a média de 4 pontos, que a emissora alcançava com o seriado Zorro, para 6. E os números continuaram crescendo. "O povo brasileiro não acredita mais em nada, meu programa funciona como um tribunal de pequenas causas", diz Ratinho. Essa também parece ser a opinião das cerca de 600 pessoas que fazem fila todo dia em frente da sede da Rede Record, em São Paulo, tentando participar do programa e resolver seus problemas. Muitas pedem dinheiro ou emprego. Outras, tratamento médico ou assistência jurídica. Algumas são encaminhadas a profissionais que atuam no programa — médicos ou advogados. Só as que apresentam os casos mais interessantes — leiam-se escabrosos — ganham o direito de aparecer no vídeo. "Gente com problema que não vai dar audiência a gente descarta, não adianta nos procurar para operar varizes ou curar diabete", diz um dos produtores do programa. A seleção de atrações também é feita por meio das 300 cartas e 1.000 fax que chegam à Record diariamente.

Não é de hoje que Ratinho, 42 anos, nascido em Águas de Lindóia, em São Paulo, ganha dinheiro e fama levando a público as mazelas alheias. Antes de estrear na TV, ele foi radialista em Jandaia do Sul, no Paraná, onde morou dos 16 aos 28 anos. Apresentava o programa Boca no Trombone, em que ajudava as pessoas com consultas médicas e passagens de ônibus. "Bastou eu começar a fazer sucesso para o gerente da rádio me demitir", ele lembra. Em Jandaia do Sul, Ratinho fez de tudo um pouco para sobreviver. Trabalhou como vendedor de laranjas, bancário, operador de raios X e lavador de cadáveres. ("O bichão vinha e a gente metia esguicho nele", lembra, às gargalhadas.) Bom de conversa e popular na cidade, com apenas 20 anos candidatou-se a vereador pela Arena e foi o terceiro mais votado entre os onze eleitos, com 521 votos. Não escapou de um processo movido por um candidato derrotado — ele provou que Ratinho havia distribuído vale-refeição no dia da eleição para quem trabalhasse na campanha, o que fere a lei.

Era o início da outra carreira de Ratinho: a de homem público. Em 1982 foi reeleito vereador em Jandaia do Sul, dessa vez pelo PMDB. Ele pediu licença do cargo e se mudou para Curitiba, onde conseguiu um cargo na Secretaria Estadual de Cultura e Esporte. Mas logo se viu sem emprego e foi vender churrasquinho de acém na rodoviária. Em 1984 foi contratado para fazer um programa numa rádio da cidade. "Era a mesma coisa que faço hoje, só que com mais violência", ele define. O programa foi um sucesso e chamou a atenção de José Carlos Martinez, dono de uma retransmissora da Rede Bandeirantes, que o convidou para sua estréia na TV como repórter policial. Com a ajuda da exposição no vídeo, Ratinho candidatou-se a vereador em Curitiba. Venceu a eleição. Tomou gosto pela coisa e, em 1990, foi eleito deputado federal pelo PRN de Fernando Collor, a quem ajudou na campanha presidencial. Ratinho conta que, no início, mantinha certa assiduidade na Câmara. Depois percebeu que "só meia dúzia de deputados aparecia no plenário" e desistiu da política. "Fui um deputado medíocre", ele admite. "Não quero ser um novo Mário Covas, quero ser o Mazzaroppi do ano 2000", completa, referindo-se ao diretor e ator de cinema que personificava nas telas o caipira astuto e de bom coração.

Filho de um pedreiro e de uma dona de casa, Ratinho é o segundo de uma família de cinco irmãos e teve uma infância muito pobre. Em busca de melhores condições de vida, sua família mudou-se para Marumbi, no Paraná, aonde Ratinho chegou aos 6 anos. Foi lá que ganhou o apelido. Muito magro e franzino, era freqüentemente barrado nas peladas de futebol da garotada. Sua vingança: ficar à espreita junto ao campinho, roubar a bola quando ela vinha em sua direção e sair em disparada, oculto pelo mato. "Foi aquele ratinho", gritavam os garotos. Aos 9 anos, o apresentador começou a trabalhar, entregando marmitas a trabalhadores no meio das plantações de café da região. Passou a engraxar sapatos aos 12. Quando fez 15 anos, teve sua primeira experiência no, digamos assim, show business. Foi ser palhaço de circo e ficou um ano viajando com uma trupe de artistas mambembes. No ano seguinte migrou novamente com a família para Jandaia do Sul. Na cidade, mesmo com os empregos e bicos que conseguia, estava sempre sem dinheiro — o cargo de vereador não era remunerado. Ratinho situa nessa época um dos momentos mais humilhantes por que já passou. Ele estava com 28 anos e casado havia quatro. Seu filho Carlos Massa Júnior já tinha nascido e sua mulher, Solange, estava grávida dos gêmeos Gabriel e Rafael. Certo dia, Solange manifestou desejo incontrolável de comer um pedaço de bolo de padaria. Sem um tostão furado no bolso, Ratinho pediu o bolo fiado ao dono da padaria, que o negou. Num gesto desesperado, Ratinho pegou o bolo e foi para casa. "Fiquei sentado esperando a polícia, que por sorte não apareceu", recorda. O apresentador conta que, depois desse episódio, tomou a decisão de ir para Curitiba tentar a sorte e conseguiu o tal cargo na Secretaria de Cultura.

"Naquela época eu era muito nervoso, hoje estou mais tranqüilo, até brigo menos com minha mulher", diz Ratinho. Ele usa o sangue-frio recém-adquirido para calcular a hora exata em que deve interceder em brigas de família e nas outras situações de alta voltagem emocional que leva ao vídeo. Na quarta-feira passada, as irmãs Cleusa e Neusa da Mota e Silva se enfrentaram no programa. A primeira acusava a segunda de ter jogado pedras em sua casa, com a cumplicidade dos filhos, quebrando-lhe os vidros. Xingavam-se mutuamente de "vagabunda", "pilantra" e outros adjetivos impublicáveis, enquanto a platéia interferia chamando uma ou outra de mentirosa e incentivando para que chegassem à agressão física. Enquanto isso Ratinho apenas olhava, calmamente. Só apartou as duas depois que os primeiros socos foram desferidos. "Até um tapão no ouvido eu acho normal, passando disso eu me meto", explica o apresentador, que já tomou um soco no nariz durante uma briga de família em pleno ar. Não é à toa que a platéia do Ratinho Livre é tão entusiasmada. À frente dela, escondido das câmeras, um contra-regra, que atende pelo apelido de "Azeitona", segura cartazes com palavras de ordem, que são prontamente atendidas. Para animar ainda mais o ambiente, junto ao palco o conjunto musical Os Whiskysitos toca músicas como Satisfaction, dos Rolling Stones.

Fotos: Ábum de Família  
Ratinho com a mulher, Solange, no dia do casamento, e aos 17 anos, no time de futebol de Jandaia do Sul

Suspense Em seu programa, Ratinho faz de tudo para garantir uma surpresa e um estranhamento a cada cena. Até há três semanas, dois personagens tinham participação fixa no programa, o ET e o repórter Rodolfo. ET, interpretado por Cláudio Chirinhan, desembarcou no programa como uma das atrações bizarras. Ele tem apenas 1,40 metro, 35 quilos e é vesgo. Há cinco meses, Ratinho, diante de uma caixa de papelão, anunciou: tenho aqui dentro um extraterrestre, e passou o programa inteiro criando suspense para abrir a caixa. Só o fez no dia seguinte. Como o extraterrestre de araque agradou ao público, foi contratado para ser ajudante de palco. Rodolfo, interpretado por Rodolfo Carlos, atuava como o carrasco de ET, satirizando-o e humilhando-o. Há duas semanas, a dupla trocou o programa de Ratinho pelo Domingo Legal, de Gugu Liberato. Na troca, o salário de Rodolfo pulou de 1.900 reais para 10.000, e o de ET, de 700 para 5.000 reais. Agora, Ratinho tem um novo ajudante de palco, Iran Thieme, humorista de Curitiba que já havia trabalhado com o apresentador e encarna uma espécie de palhaço vestido de criança.

O suspense é uma das armas de Ratinho para segurar os telespectadores. O apresentador criou o que se pode chamar de mundo cão em capítulos. Na quinta-feira passada, ele mostrou a silhueta de uma criança que estava atrás do palco. Anunciou que ela tinha uma doença, uma deformidade enorme na lateral do rosto. Os pais da criança, segundo ele, não viam problema em exibir o filho, mas Ratinho advertia a platéia de que a imagem era muito chocante. A partir daí, passou a perguntar ao público se devia ou não mostrar a criança. Em função do suspense, a audiência do programa foi subindo. A revelação da criança ficou para esta semana.

Não são apenas as histórias e as imagens apresentadas no Ratinho Livre que causam espanto, mas também a capacidade das pessoas de ir ao programa e se expor de maneira constrangedora. Há quatro meses, Marco José, 39 anos, apareceu na produção do programa dizendo estar grávido. Ratinho farejou audiência nessa fajutice e a colocou no ar. José, casado, com dois filhos, dizia ter sido engravidado por um outro homem, com quem mantivera relações. Para dar corda à história, Ratinho chegou a trazer ao programa uma auxiliar de enfermagem que confirmou a existência de "algo estranho" na barriga de José. O episódio durou duas semanas, até que ficou constatado que José sofria de sérios problemas mentais — e ele foi encaminhado a um psicólogo. Em outro programa, Lidian Cristina Yu foi contar sua história: sua sogra teria atiçado um cachorro para que a mordesse, arrancando-lhe a mão e o antebraço. Ela pedia justiça para o caso e, além disso, queria um emprego. Nada foi resolvido, mas a audiência do programa disparou.

Fila na porta da
Rede Record: média
de 600 pessoas por
dia em busca de ajuda
para seus problemas
Foto: Antonio Milena  

O grosso dos telespectadores de Ratinho pertence às classes C e D, mas ele já virou atração também entre as pessoas de poder aquisitivo mais alto. É esse o ponto que preocupa as emissoras concorrentes. Os altos índices de audiência de Ratinho estão atraindo anunciantes pesos pesados, em lugar da loja da esquina e dos produtos vendidos apenas regionalmente. Nas últimas semanas, um cartão de crédito internacional e uma grande fábrica de bebidas fecharam negócio para anunciar no Ratinho Livre. "Quando um programa popular chega perto dos 40 pontos de audiência, é sinal de que gente de todas as classes está assistindo, e como o preço dos comerciais não sobe na mesma proporção, eles viram um bom negócio para os anunciantes", explica Daniel Barbará, diretor comercial da agência de publicidade DPZ. Isso não significa que empresas de porte estão deixando de anunciar seus produtos em outras emissoras no mesmo horário, e sim que o bolo publicitário aumentou. "Com isso, Globo e SBT, por exemplo, não estão perdendo, mas deixando de ganhar", acrescenta Barbará.

"Americanização" Ratinho veio para ficar ou seus índices de audiência são apenas uma bolha sem consistência, passageira? O retrospecto mostra que programas desse tipo podem ter uma vida relativamente curta, mas deixar traços indeléveis. No início da década, o fenômeno da "mexicanização" assustou críticos e estudiosos da televisão. Num momento em que a programação das emissoras brasileiras parecia apontar para um nível de qualidade superior, com bons programas jornalísticos e novelas que tentavam discutir a realidade social do país, surgiram os folhetins eletrônicos mexicanos, dos quais o mais famoso era o insuportável Carrossel. Baratos, com enredos lacrimosos, eles conquistaram um público que, pelo menos na teoria, havia sido educado para consumir produtos televisivos mais bem-acabados.

Depois do susto inicial, as novelas mexicanas perderam espaço, apesar de ainda ter um ou outro momento de glória, caso de Maria do Bairro. E invenções similares ao extinto programa de notícias Aqui Agora hoje têm uma audiência mais restrita. Ainda assim, as marcas da mexicanização permanecem. As novelas brasileiras estão mais sentimentalóides do que há sete, oito anos, e telejornais respeitáveis passaram a explorar, com maior insistência, dramas banais e imagens de violência. Agora, a televisão brasileira parece viver um segundo momento, em sua queda de nível — o da "americanização", no mau sentido. O programa de Ratinho é inspirado em equivalentes americanos, que também abusam da bizarrice e do sensacionalismo. O campeão da baixaria nos EUA chama-se Jerry Springer. Ele é visto diariamente por 7 milhões de telespectadores. Pessoas comuns aparecem para contar suas histórias dramáticas. Algumas das mais recentes: "Estou grávida de um travesti", "Dormi com os maridos de minhas quatro filhas", "Esta mulher roubou meu amante". Springer é considerado a versão televisiva dos tablóides, os jornais sensacionalistas que publicam qualquer barbaridade, do tipo "John Kennedy visita o próprio túmulo" ou "Freira fotografa Jesus Cristo".

Ainda há uma série de apresentadores desse tipo nos Estados Unidos, mas nos últimos dois anos eles começaram a pegar mais leve. Um bom exemplo é o de Geraldo Rivera, que chegou a ser veiculado pelo SBT, numa risível versão dublada. Depois de fazer muito dinheiro explorando a desgraça alheia, o apresentador teve uma crise de consciência e decidiu fazer a linha bom-moço, com entrevistas e atrações mais leves. Nessa transição, a audiência de Geraldo despencou para um quarto do que era antes. A mudança, no entanto, foi boa para o faturamento do programa — agora, Geraldo atrai anunciantes de maior porte, dispostos a pagar caro pelos anúncios, o que talvez explique sua conversão.

A fascinação pelo programa apelativo tem origem em processos de aferição de audiência instantâneos. Os apresentadores Gugu Liberato e Faustão, por exemplo, que travam uma ferrenha batalha dominical, são constantemente informados em que patamar estão os seus índices. Isso lhes permite alongar ou diminuir determinadas atrações do programa para manter ou conquistar preciosos pontos de ibope. Essa também é a arma de Ratinho. Como em geral são os quadros apelativos que encontram maior respaldo nos índices, a televisão vem se transformando num circo de horrores. Antigamente, os programadores podiam criar atrações de baixa qualidade, e freqüentemente o faziam. Hoje, a qualidade está ficando péssima porque os programadores estão sendo programados pela audiência. Não se sabe onde vai parar esse processo. É um tema no qual o país deve pensar. A televisão entra na casa de todo mundo. O ideal é que, sendo tão invasiva, tão presente, ela não exista apenas para enriquecer seus proprietários e suas estrelas por meio da deseducação do público. Enquanto ela não muda, o Ratinho continua rugindo — e ganhando um dinheirão.

 




 





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