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Forças Armadas Sombra do porãoEntidades
pedem demissão Aos 57 anos de idade o general-de-brigada Ricardo Agnese Fayad ocupa um posto importante, porém discreto, na hierarquia do Exército. Médico pediatra, ele comanda desde o início do ano a diretoria de saúde, que administra os hospitais mantidos pelo Exército. Na semana passada, sua nomeação chamou a atenção de entidades dos direitos humanos e Fayad foi levado a um reencontro com o passado. Algumas dessas entidades enviaram cartas ao presidente Fernando Henrique Cardoso acusando o general de ter colaborado com a tortura durante o regime militar e exigindo sua demissão. Entre 1970 e 1974, Fayad era visto dando expediente no quartel do DOI-Codi da Rua Barão de Mesquita, no Rio de Janeiro, onde funcionava um dos principais centros de tortura de presos políticos na cidade. Segundo os acusadores, seu trabalho era examinar os presos nos intervalos dos interrogatórios, para dizer se tinham condições físicas de suportar novas sessões de tortura.
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