Panorama
Radar
Lauro Jardim
ljardim@abril.com.br
Governo
Base de ficção
A tal base governista, que tanto
suga cargos no Executivo, não é lá muito
firme. Um estudo feito pelos cientistas políticos Cristiano
Noronha e Murillo de Aragão revela que o apoio médio
da base nas seis votações
mais importantes na Câmara em fevereiro foi de 43% do
total de deputados. Em 2008, esse apoio havia sido de 52%.
Ainda
não ajudou
Ou seja, até agora
a eleição de Michel Temer não se traduziu
em coesão da base.
Os
mais infiéis
Os dois partidos mais infiéis
são justamente os mais gulosos na corrida por cargos.
O campeão da infidelidade é o PP: apenas 31%
de sua bancada votou com o governo. O vice é o PMDB:
42% dos seus deputados apoiaram os projetos do governo.
Ed Ferreira/AE
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O comandante
Meirelles: dúvidas
sobre
o seu futuro político |
O leque de opções
de Meirelles
Henrique Meirelles tem surpreendido
seus interlocutores com algumas ponderações
sobre o seu futuro. Aos que dão como certa sua
filiação a algum partido em outubro para,
em seguida, deixar o Banco Central e candidatar-se ao
governo de Goiás, ele argumenta: antes de comandar
o BC, governar Goiás fazia todo o sentido para
lançar-se como figura de relevância nacional
no mundo político. Agora, talvez não faça
mais. Por isso, seu leque de opções inclui
o Senado ou o retorno à iniciativa privada. Pode,
é claro, ser só um argumento de despiste,
mas é esse o seu discurso atual.
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Eleições
2010
A
disputa pela vice
Ricardo Berzoini, presidente
do PT, é um dos que propagam e defendem
a ideia de Michel Temer ser o vice de Dilma Rousseff.
Economia
J.
F. Diorio/AE
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União de forças
Luiz Furlan: as conversas com a Perdigão recomeçaram |
A
"Sadigão" ressuscita
Depois de mais de dois
anos paradas, recomeçaram as negociações
entre Sadia e Perdigão para uma união de forças.
São, ainda, conversas embrionárias. Embora esta
não seja a solução dos sonhos de Luiz
Furlan, presidente da Sadia, já há advogados
dos dois lados trabalhando no assunto.
Duas
rodas chinesas
Um ano após instalar
seu banco (Azteca) e sua loja de eletrodomésticos (Elektra)
no Nordeste, o magnata mexicano Ricardo Salinas estuda trazer
para o Brasil a Itálica, sua marca de motos. Fabricada
na China, é líder de mercado no México.
Brasil
Sem
cadastro
É curiosa a despreocupação
da Antaq (agência reguladora dos portos e navios) na
hora de fiscalizar operações que estão
dentro de sua alçada. Um exemplo: os vinte maiores
armadores do mundo operam no país carregando 95% das
exportações e importações brasileiras
sem ter sido cadastrados pela agência, como manda a
legislação.
Tecnologia
O
Google no governo...
A turma do Google está
dando uma consultoria informal ao mundo virtual do governo
Lula, que está reformulando seus sites e portais.
...e
nas eleições
Também ainda de
modo informal está prestando uma consultoria ao presidente
do TSE, Carlos Britto. Estão sendo estudadas novidades
no uso da informática no processo eleitoral brasileiro.
Uma delas: a arrecadação on-line nos moldes
utilizados por Barack Obama nos EUA.
Liderança
avassaladora
A propósito do Google,
ao contrário do que vem ocorrendo nos EUA, não
para de crescer sua participação no mercado
brasileiro de buscadores. Segundo a consultoria Predicta,
o Google obteve 95% de participação em janeiro.
Não há concorrência, portanto. O Yahoo!,
por exemplo, detém 0,8% do total de buscas.
Cultura
Cota
de tela
O ministro da Cultura,
Juca Ferreira, trabalha numa proposta de ampliação
da chamada cota de tela o porcentual mínimo
anual de sessões de filmes nacionais por sala de cinema.
Ele estuda também obrigar as distribuidoras estrangeiras
a se associar com as brasileiras para atuar no país.
Gente
Pierre
Verdy/AFP
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Campo de batalha
Coelho: usado para catequizar
iraquianos |
O
mago vai à guerra
E os americanos, quem diria,
estão recorrendo a Paulo Coelho para se aproximar dos
iraquianos. Segundo um boletim militar dos EUA, algumas frases
tiradas de O Alquimista estão sendo traduzidas
para o árabe e transmitidas por militares americanos
a crianças e adolescentes iraquianos como forma de
fazê-los sonhar com um mundo melhor.
Colaborou Paulo Cesar Pereira