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Edição 2104

18 de março de 2009
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Assuntos mais comentados

Espionagem de Protógenes Queiroz (capa) — 92
Diogo Mainardi — 53
Estupro e aborto em Pernambuco (Datas) — 41
Lya Luft — 31
Roberto Pompeu de Toledo — 27


Protógenes Queiroz

O sigilo das investigações, no caso das escutas, dá margem a pensarmos em mais uma pizza. Está na hora de os inquéritos e processos no Brasil serem cristalinos e transparentes. Quanto ao delegado Protógenes Queiroz ("Sem limites", 11 de março), espero sinceramente que a Polícia Federal não seja corporativista, que o Ministério Público faça realmente seu papel e que a Justiça, depois do devido processo legal, o demita, a bem do serviço público.
Luiz Alberto Calil
São Paulo, SP

Enfim, uma bela e corajosa reportagem, que assusta pela desmedida destemperança do servidor e nos transporta a um submundo de interesses, razão pela qual o senhor delegado escondeu diversas informações reservadas em seu recôndito privado. A soberba, a arrogância e uma dose de espírito justiceiro fazem com que meras investigações sejam alçadas a uma condição de tomada do mérito. Pelo que sabemos, quem julga é o Judiciário, e não a parte mofada da polícia do doutor Protógenes.
Cláudio Cesar dos Anjos Oliveira
Foz do Iguaçu, PR

O delegado Protógenes Queiroz não investigou por vontade própria todas as pessoas que VEJA citou. Certamente existe alguém bastante poderoso por trás de toda a bandalheira.
Izabel Avallone
São Paulo, SP

Estaria realmente mentindo o delegado quando afirmou que as investigações eram autorizadas pelo presidente? Parece que nada que possa eventualmente desabonar o Planalto, seus ocupantes e seus eventuais sucessores merece análise ou, pelo menos, o critério da "dúvida".
Humberto Migiolaro
Botucatu, SP

A imagem assustadora da sombra do delegado Protógenes projetada no teto remete, inegavelmente, a Nosferatu, obra-prima do cineasta alemão F.W. Murnau. Tomara que essa referência também traga uma esperança: a de que o estado policial que ameaça se instalar no Brasil desapareça ao ser exposto à luz, assim como o abominável vampiro do filme.
Vitor Andrade de Marques
Vitória, ES

Alan Marques/Folha Imagem
CPI dos Grampos
O deputado Marcelo Itagiba pediu a prorrogação dos trabalhos: "Tudo me parece muito grave"

A moderna tecnologia, quando bem usada, pode servir para evitar problemas. Como no caso da escuta eletrônica. Infelizmente, há o abuso praticado sem que se encontrem explicações lógicas, como no caso das denúncias contra o delegado Protógenes. Esses fatos precisam ser efetivamente apurados e, se efetivamente comprovados, que se apliquem as punições devidas.
Uriel Villas Boas
Santos, SP

Esclareço que no dia 11 de junho de 2008 participei de reunião com o colega e amigo Nélio Machado exclusivamente no meu escritório. Não o acompanhei para jantar no Restaurante Original Shundi, onde, aliás, jamais estive. Daí a falsidade da informação do delegado Protógenes, contida em trecho do Relatório de Inteligência Policial, cuja imagem foi reproduzida na página 91. Trata-se de mais um devaneio do referido delegado da Polícia Federal.
Alberto Pavie Ribeiro
Gordilho, Pavie e Frazão, Advogados Associados
Brasília, DF

"A pirotecnia promovida pelo delegado Protógenes Queiroz e sua canhestra atuação durante o caso Satiagraha evidenciam como ele se deixou contaminar pela ideologia justiceira e transformou a operação em uma espécie de espetáculo circense de péssimo gosto."
Patrick Gleber
Cajazeiras, PB

 

Bolsa-baderna

Em relação à matéria publicada por VEJA na edição 2103 ("Bolsa-baderna", 11 de março), quero deixar claro que não emiti juízo sobre os homicídios que ocorreram em Pernambuco imputados a integrantes do MST. O que afirmei foi que a reforma agrária ainda está em andamento no país e que as ações do MST, em diferentes momentos, são feitas de maneira mais arrojada. Respondia, assim, a uma pergunta genérica sobre o crescimento da violência por parte dos movimentos sociais. A violência no campo, seja originária das ações dos sem-terra, seja de grileiros ou de jagunços, deve ser combatida sem trégua pelas autoridades policiais e judiciais. Jamais partiria do Ministério da Justiça qualquer condescendência em relação a qualquer tipo de homicídio.
Tarso Genro
Ministro da Justiça

 

Fernando Collor

Lembro-me muito bem de que Fernando Collor foi derrubado pela força do povo, e hoje leio que ele ganhou um cargo no Senado para cuidar do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e, o pior, com a bênção do nosso presidente Lula. Político realmente não tem memória e esquece tudo rápido demais. Só que o povo brasileiro nunca esquece. Que vergonha! ("Minha gente!", 11 de março)
Juliano Joaquim
Joinville, SC

Não vi nenhum articulista escrever que o verdadeiro e principal culpado do retorno do ex-presidente ao Senado foi o povo. Agora não adianta ficar procurando justificar o que Lula disse, se Ideli perdeu, que Mercadante achou a aliança espúria ou se Renan articulou. Outro detalhe: a oposição – que não existe – ficou quietinha. Em Brasília, em matéria de política, todos são cúmplices.
Paulo Marinho
Rio de Janeiro, RJ

 

Jarbas Vasconcelos

O PMDB tenta calar a verdade, mas afunda mais a cada tentativa. Com o seu silêncio, com o afastamento injusto de Jarbas Vasconcelos da Comissão de Constituição e Justiça e, agora, com a tentativa de espionar criminosamente o senador e seus próximos, o partido comprova a própria culpa ("O contra-ataque da corrupção", 11 de março).
Roby Vasconcelos Silva
Macapá, AP

 

Aborto e excomunhão

Manifestamos total apoio aos médicos do Cisam no Recife, representados pelo doutor Rivaldo Albuquerque, no atendimento humano, ético e correto dado à criança grávida de gêmeos depois de violentada por seu padrasto. É espantosa a manifestação do arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho: ela é perversa e má. Contrapõe-se à lei vigente, desrespeita o risco de vida da criança envolvida e só reflete certa benevolência quando poupa o estuprador. É difícil entender a lógica desse "pastor" de almas!
Thomaz Rafael Gollop
Grupo de Estudos sobre Aborto
Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
São Paulo, SP

Sou católico, mas fiquei indignado com a atitude do arcebispo dom José Cardoso Sobrinho ao excomungar a equipe médica que realizou o aborto da menina estuprada pelo padrasto (Datas, 11 de março). Na essência do catolicismo, a Igreja deveria se preocupar em amparar a menina de 9 anos agredida na sua infância por um monstro e seguidamente repudiar a atitude de uma pessoa que faz tal atrocidade com uma criança. Mas acredito que a atitude do arcebispo reflita a dificuldade de a Igreja atacar tal forma de perversidade, pelo fato de não conseguir conter dentro de sua própria instituição atitudes como essa.
André Luiz Denis
Santo André, SP

Que paradoxo: excomunga-se o médico que salvou a vida da menina, mas não o estuprador. É por isso que as igrejas evangélicas proliferam como epidemia neste país.
Ornella de Tomi
Curitiba, PR

Esse radicalismo e ignorância científica, que não cabem no século XXI e abalam mais uma vez os frágeis alicerces da Igreja Católica, nocauteada pela onda de pedofilia do seu clero... Gostaria muito de ser excomungado, mas pelo papa. Dá mais ibope!
José Carlos Couto Araújo
Belo Horizonte, MG

 

Diogo Mainardi

Parabéns ao Diogo por mais uma aula de realidade sobre este país da maravilhas ("A inteligência brasileira", 11 de março). Precisamos fazer com que todos o leiam, para impedir que inventem o terceiro mandato.
Rodrigo Brasolin Mendes
Campinas, SP

Na atividade de exploração de petróleo, a Petrobras, como qualquer empresa do ramo, conta também com a contratação de fornecedores especializados. Esses importantes parceiros atuam, entretanto, como prestadores de serviços, cabendo à Petrobras a gestão do processo e a responsabilidade pelos resultados. Assim, não restam dúvidas quanto à efetiva participação dos profissionais brasileiros, que já contam com o respeito da comunidade internacional.
Giuseppe Bacoccoli
Rio de Janeiro, RJ

No mínimo, foi de muito mau gosto a referência que o Diogo Mainardi fez ao nosso Santos Dumont. Devia ter mais respeito, ou pelo menos ter se informado melhor. O "avião" que os Wright inventaram em 1903 só alçava voo deslizando sobre longos e bem lubrificados trilhos e impulsionado por uma enorme catapulta. Não podia ir a lugar nenhum, pois deveria voltar sempre ao local de origem, onde ficavam os trilhos e a catapulta. É só olhar as fotos tiradas mesmo depois de 1906, quando os Wright faziam exibições com o seu "avião", para constatar que ele não tinha rodas. Usava uma espécie de "sapata". Além disso, os irmãos fizeram os testes em segredo, sem testemunhas, e nada saiu na imprensa internacional, nem mesmo na grande mídia americana. Empacotaram tudo, tentaram registrar uma patente e vender o "invento", primeiro para o governo americano e depois para governos europeus. Tudo sem sucesso. Santos Dumont, ao contrário, em 1906, decolou com o seu "mais pesado que o ar" pelos seus próprios meios, podendo pousar em qualquer lugar e decolar novamente. Tudo amplamente testemunhado e fotografado. É o verdadeiro pai da aviação. Achei também infeliz a comparação feita entre Santos Dumont e o político Al Gore, que quando fala de aquecimento global não passa de um demagogo mal informado ou de muita má-fé.
Carlos R. Villares
Itatiba, SP

 

Lya Luft

Sensatas, como sempre, as palavras da escritora gaúcha no artigo "No paraíso da transgressão" (11 de março). Mas de que adianta bater os punhos contra o muro intransponível da corrupção e da impunidade? Ele nunca virá abaixo se a sociedade civil não se movimentar para a proclamação de uma nova Carta Magna, elaborada não por políticos no poder, mas por uma Assembleia Constituinte composta de cidadãos honestos e competentes, imbuídos de um alto espírito cívico e dispostos a trabalhar gratuitamente.
Salvatore D’Onofrio
São José do Rio Preto, SP

Concordo plenamente com as sábias palavras de Lya Luft e ainda acrescento que a moral é algo inerente ao ser humano. Porém, muitas pessoas a desconsideram pelo fato de que é mais fácil ser imoral, enquanto a conta bancária aumenta. Em relação à impunidade, não podemos reclamar, pois a aceitamos de forma pacífica.
Rafaeli Emili Mazzarolo
Curitiba, PR

 

O Brasil e a crise

Excelente a reportagem "Dez razões para otimismo" (4 de março). Acredito numa manutenção ferrenha de nosso sistema econômico, no intuito de atravessarmos a crise e, consequentemente, promovermos um crescimento sustentável generalizado.
Carlos Alberto Gonçalves
Porto Ferreira, SP

Contrariando o mantra de palanque de que a oposição e a mídia torcem para que o Brasil quebre, VEJA elenca dez razões para o país se manter otimista diante da crise, com dados corroborados por organismos internacionais. Esquece o governo que a chapa estaria bem mais quente se o governo anterior (com forte oposição do petismo) não tivesse adotado política de austeridade fiscal (Lei de Responsabilidade Fiscal), câmbio flutuante, Proer (criticado na época por gente do atual governo).
Tito Schmitt
União da Vitória, PR

 

PT versus PMDB

A impressão que tenho é que a entrevista com o senador Jarbas Vasconcelos (Amarelas, 18 de fevereiro) destampou a lata do lixo. O mau cheiro é tanto que parece, pela reportagem "Cargos, cargos e mais cargos" (4 de março), sobre a disputa do fundo Real Grandeza, que os ratos do PT e do PMDB estão, finalmente, se comendo. Que assim seja.
Carlos Prandini Netto
Florianópolis, SC

Acompanhando a dinâmica do governo na "gestão PT-PMDB", passei a ver os dois partidos como vírus, parasitas que de modo geral usam o Brasil como hospedeiro, extraindo os recursos que deveriam ser do povo. Uma diferença: os vírus o fazem instintivamente por sobrevivência.
Glaucio Moura
Belém, PA

Os servidores "bandeirolas vermelhas" (apaniguados do PT) precisam tomar muito cuidado com o "Lobão mau" (do PMDB). Desculpem-me a vulgaridade e, sobretudo, se fiz uma comparação degradante (para o conto infantil, evidentemente), mas ao ler essa triste reportagem veio-me imediatamente à cabeça a famosa história de Chapeuzinho Vermelho. Se isso é uma disputa entre partidos aliados, eu nem quero imaginar quando estiverem novamente em lados opostos da novela política brasileira.
Wellington Silva
Brasília, DF

 

Cotas raciais

O sistema de cotas poderá aumentar ainda mais a discriminação (Uma segunda opinião", 4 de março). Como confiar em um médico ou engenheiro que entrou na universidade de maneira facilitada? Como foi a sua base educacional? O trabalho que tem de ser feito é na base. É preciso tornar possível que todos, independentemente de raça, tenham acesso à educação de primeiro nível para então chegar à universidade por competência. Aliás, não deveria faltar universidade para quem quer estudar.
Mauro Felix
Blumenau, SC

 

Para se corresponder com a redação de VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereço, o número da cédula de identidade e o telefone do autor. Enviar para: Diretor de Redação, VEJA – Caixa Postal 11079 – CEP 05422-970 – São Paulo – SP;
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Por motivos de espaço ou clareza, as cartas poderão ser publicadas resumidamente. Só poderão ser publicadas na edição imediatamente seguinte as cartas que chegarem à redação até a quarta-feira de cada semana.



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