Panorama
Holofote
Felipe Patury
Samba no aeroporto
Sergio Dutti/AE
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O trânsito de passageiros do Aeroporto do Galeão,
no Rio, é metade do registrado no de Guarulhos, em
São Paulo. Ainda assim, a Infraero mantém no
Galeão o dobro de funcionários lotados em Guarulhos.
É tanta gente 2 000 pessoas que,
se fosse reunida, lotaria o saguão do aeroporto. O
presidente da estatal, Cleonilson Nicácio, diz
que a distorção se deve ao fato de a Infraero
ter absorvido o pessoal de outras companhias que funcionavam
no Rio. Nicácio está reestruturando a Infraero.
Reduziu de oito para quatro o número de escritórios
regionais da empresa e deu os retoques finais, na semana passada,
em um novo plano de demissão voluntária para
os funcionários. Mas o pessoal excedente no Galeão
continuará a gozar de sua sinecura.
Tasso com Serra
Ed Ferreira/AE
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O senador cearense Tasso Jereissati sempre foi um dos
mais renitentes opositores do governador paulista, José
Serra, no PSDB. Há duas semanas, mandou avisar o correligionário
que retirou o veto a seu nome. Alguns tucanos até dizem
ter ouvido Tasso elencar virtudes de Serra como candidato
à Presidência da República. É uma
mudança e tanto. O senador endossava as pretensões
presidenciais de Ciro Gomes, do PSB, e, no PSDB, é
tido como um entusiasta da candidatura do governador mineiro,
Aécio Neves.
Ataque à cartolagem
Moacyr Junior/ Folha Imagem
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O coordenador da comissão paulista para a Copa de 2014,
Caio Carvalho, perdeu a paciência com a cartolagem
do estado, que tenta convencê-lo a patrocinar a construção
de um novo estádio em São Paulo. "São
pressões escusas para que se derrame dinheiro público",
denuncia. Carvalho garante que o governo não porá
um tostão no projeto. "Se surgir algum investidor
privado com 500 milhões de reais em dinheiro limpo
para gastar em um estádio, será bem-vindo",
diz. Caso contrário, a única opção
que a capital paulista tem a oferecer é o Morumbi
ainda que essa decisão implique perder a abertura da
Copa para outra cidade.
Aluguel em vez de
imposto
Ernesto Rodrigues/AE
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O presidente da Federação do Comércio
de São Paulo, Abram Szajman, acredita que o
imposto sindical está com os dias contados e que associações
como a sua terão de se virar para sobreviver. Por isso,
decidiu investir 50 milhões de reais na construção
de um prédio comercial de 21 000 metros quadrados.
O edifício será alugado. Szajman afirma que
o dinheiro ajudará a cobrir a perda do imposto.
Negócio no
álcool
Sergio Zacchi/Folha Imagem
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A ADM, gigante americano do setor agrícola, negocia
a compra das usinas da Unialco, de Luiz Guilherme Zancaner.
O grupo tem interesse especial na unidade de Guararapes, no
interior de São Paulo, que está avaliada em
310 milhões de reais, e na de Aparecida do Taboado,
em Mato Grosso do Sul, estimada em 170 milhões de reais.
O sucesso da operação depende da avaliação
das dívidas da Unialco e da capacidade de Zancaner
de convencer seus sócios a também vender suas
participações para a ADM. Oficialmente, as empresas
não se manifestam sobre o assunto.
Arquivo Pessoal
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A nova vida da Eva de Dirceu
Ela cansou de ser
lembrada apenas como a namorada do petista José
Dirceu. Aos 42 anos, a coordenadora de relações
públicas do Palácio do Planalto, Evanise
Santos, quer um lugar ao sol no mundo das consultorias.
Eva, como é chamada pelos amigos, pretende deixar
o emprego público para prestar serviços
de relações públicas a empresas
privadas. A costela de Dirceu quer atuar na área
de coaching executivo, tipo de atividade em que o profissional
identifica os objetivos de seu cliente e o ajuda a encontrar
meios para alcançá-los. É uma decisão
ousada. Professora do ensino fundamental desde os 18
anos, ela acaba de se formar em relações
públicas. Não decidiu se abrirá
um escritório próprio ou se vai instalar-se
no endereço comercial de Dirceu, em São
Paulo.
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Com reportagem de Raquel Salgado