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Edição 2104

18 de março de 2009
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Holofote

Felipe Patury


Samba no aeroporto

Sergio Dutti/AE


O trânsito de passageiros do Aeroporto do Galeão, no Rio, é metade do registrado no de Guarulhos, em São Paulo. Ainda assim, a Infraero mantém no Galeão o dobro de funcionários lotados em Guarulhos. É tanta gente – 2 000 pessoas – que, se fosse reunida, lotaria o saguão do aeroporto. O presidente da estatal, Cleonilson Nicácio, diz que a distorção se deve ao fato de a Infraero ter absorvido o pessoal de outras companhias que funcionavam no Rio. Nicácio está reestruturando a Infraero. Reduziu de oito para quatro o número de escritórios regionais da empresa e deu os retoques finais, na semana passada, em um novo plano de demissão voluntária para os funcionários. Mas o pessoal excedente no Galeão continuará a gozar de sua sinecura.

 

Tasso com Serra

Ed Ferreira/AE


O senador cearense Tasso Jereissati sempre foi um dos mais renitentes opositores do governador paulista, José Serra, no PSDB. Há duas semanas, mandou avisar o correligionário que retirou o veto a seu nome. Alguns tucanos até dizem ter ouvido Tasso elencar virtudes de Serra como candidato à Presidência da República. É uma mudança e tanto. O senador endossava as pretensões presidenciais de Ciro Gomes, do PSB, e, no PSDB, é tido como um entusiasta da candidatura do governador mineiro, Aécio Neves.

 

Ataque à cartolagem

Moacyr Junior/ Folha Imagem


O coordenador da comissão paulista para a Copa de 2014, Caio Carvalho, perdeu a paciência com a cartolagem do estado, que tenta convencê-lo a patrocinar a construção de um novo estádio em São Paulo. "São pressões escusas para que se derrame dinheiro público", denuncia. Carvalho garante que o governo não porá um tostão no projeto. "Se surgir algum investidor privado com 500 milhões de reais em dinheiro limpo para gastar em um estádio, será bem-vindo", diz. Caso contrário, a única opção que a capital paulista tem a oferecer é o Morumbi – ainda que essa decisão implique perder a abertura da Copa para outra cidade.

 

Aluguel em vez de imposto

Ernesto Rodrigues/AE


O presidente da Federação do Comércio de São Paulo, Abram Szajman, acredita que o imposto sindical está com os dias contados e que associações como a sua terão de se virar para sobreviver. Por isso, decidiu investir 50 milhões de reais na construção de um prédio comercial de 21 000 metros quadrados. O edifício será alugado. Szajman afirma que o dinheiro ajudará a cobrir a perda do imposto.

 

Negócio no álcool

Sergio Zacchi/Folha Imagem


A ADM, gigante americano do setor agrícola, negocia
a compra das usinas da Unialco, de Luiz Guilherme Zancaner. O grupo tem interesse especial na unidade de Guararapes, no interior de São Paulo, que está avaliada em 310 milhões de reais, e na de Aparecida do Taboado, em Mato Grosso do Sul, estimada em 170 milhões de reais. O sucesso da operação depende da avaliação das dívidas da Unialco e da capacidade de Zancaner de convencer seus sócios a também vender suas participações para a ADM. Oficialmente, as empresas não se manifestam sobre o assunto.

 

Arquivo Pessoal


A nova vida da Eva de Dirceu

Ela cansou de ser lembrada apenas como a namorada do petista José Dirceu. Aos 42 anos, a coordenadora de relações públicas do Palácio do Planalto, Evanise Santos, quer um lugar ao sol no mundo das consultorias. Eva, como é chamada pelos amigos, pretende deixar o emprego público para prestar serviços de relações públicas a empresas privadas. A costela de Dirceu quer atuar na área de coaching executivo, tipo de atividade em que o profissional identifica os objetivos de seu cliente e o ajuda a encontrar meios para alcançá-los. É uma decisão ousada. Professora do ensino fundamental desde os 18 anos, ela acaba de se formar em relações públicas. Não decidiu se abrirá um escritório próprio ou se vai instalar-se no endereço comercial de Dirceu, em São Paulo.


Com reportagem de Raquel Salgado



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