VEJA Recomenda
DVD
Divulgação
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| Pierce Brosnan e
Rachel McAdams em Vida de Casado: crime com humor
cáustico |
VIDA DE CASADO
(Married Life, Estados Unidos/Canadá, 2007.
Califórnia)
Solteirão
confirmado, Richard (Pierce Brosnan) acompanha, com algum
cinismo, a paixão que seu amigo Harry (Chris Cooper),
muito casado há muito tempo, vive com uma moça
mais jovem até conhecer a moça (Rachel
McAdams) e ficar também ele meio bobo. O dado inesperado
nessa situação: está-se na virada dos
anos 40 para os 50 e ter um marido que pede o divórcio
é uma situação humilhante para uma mulher.
Harry quer casar com a namorada, mas não quer humilhar
a sua mulher (Patricia Clarkson). Decide, portanto, que o
mais misericordioso é tramar seu assassinato. E descobre
que não é o único capaz de ter ideias
surpreendentes, nesta divertida combinação de
crime com humor cáustico.
LIVROS
TENHO ALGO A
TE DIZER, de Hanif Kureishi (tradução de
Celso Nogueira; Companhia das Letras; 504 páginas;
62 reais)
Inglês de ascendência paquistanesa, Kureishi é
um cronista da Londres dos imigrantes uma paisagem
que ele já desenhou em romances como O Buda do Subúrbio
e em roteiros de filmes como Minha Adorável
Lavanderia. As tensões raciais da Inglaterra continuam
no centro deste novo romance, mas agora com um toque de psicanálise.
O protagonista é o terapeuta londrino Jamal
Khan que, como o nome revela, tem ascendência
paquistanesa. Admirador do Freud mais desencantado de O
Mal-Estar na Civilização, Khan observa,
com o mesmo mal-estar do pai da psicanálise, a degradação
social que o ronda: tem um filho adolescente e problemático
e uma irmã depressiva e promíscua. Leia
trecho.
VOCÊ NUNCA
CHEGARÁ A NADA, de Juan Benet (tradução
de Maria Alzira Brum Lemos; José Olympio; 252 páginas;
33 reais)
Um dos mais celebrados escritores espanhóis da segunda
metade do século XX, Juan Benet (1927-1993) ganha sua
primeira tradução no Brasil. Lançada
na Espanha em 1961, em uma edição paga pelo
próprio autor que ganhava a vida como engenheiro
, a coletânea de contos Você Nunca Chegará
a Nada distanciou-se do realismo social que era comum
então na literatura espanhola. São apenas quatro
contos, marcados por uma prosa metafórica e por enredos
que cruzam vários planos temporais. A narrativa que
dá título ao livro tem lugar em uma longa viagem
de trem uma "desenfreada loucura ferroviária",
diz um personagem que não parece ter destino.
Personagens errantes e paisagens desoladas são comuns
na obra de Benet. Leia
trecho.
DISCOS
Pablo
Carrera
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| O argentino Gotan
Project: tango, trip hop e outros ritmos dolentes |
LIVE, Gotan Project
(MCD)
Philippe
Cohen Solal, Christoph H. Müller e Eduardo Makaroff são
pioneiros da mistura de música eletrônica e tango.
Mas a sonoridade do Gotan Project não pode ser resumida
à fusão desses dois elementos. O trio faz uso
ainda de outros gêneros dolentes, como o trip hop e
o dub. A soma desses elementos transforma as apresentações
do Gotan Project numa espécie de transe, com canções
mais convidativas ao relaxamento do que à pista de
dança. Live reúne dois espetáculos,
realizados em 2003 e 2007. Além de faixas de sua própria
autoria, o Gotan faz versões ousadas para Vuelvo
al Sur, de Astor Piazzolla, e Chungas Revenge,
de Frank Zappa.
MOTOWN 50: YESTERDAY, TODAY, FOREVER, vários intérpretes
(Universal)
Em 1959, Berry Gordy Jr. pediu 800 dólares emprestados
às suas irmãs para criar seu próprio
negócio uma gravadora que lançaria artistas
da cidade de Detroit. Passados cinquenta anos, a Motown, criação
de Gordy, tornou-se a maior referência da música
negra de qualidade. Marvin Gaye, Stevie Wonder, Jackson Five,
Temptations e Diana Ross são alguns dos artistas gestados
na companhia. Esta coletânea tripla é uma pequena
amostra da importância da Motown para o pop. Canções
como My Girl, dos Temptations, e Signed, Sealed,
Delivered, de Stevie Wonder, obedecem ao esquema rigoroso
proposto por Gordy: as músicas têm no máximo
três minutos, não falam de política, mas
de preocupações comuns ao adolescente de qualquer
latitude o amor, sobretudo.
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Cinemateca VEJA
Não é só que cada golpe desferido
por e contra o boxeador Jake LaMotta (Robert De Niro)
doa no espectador como se ele próprio estivesse
sendo atingido; em Touro Indomável, que
a Cinemateca VEJA lança nesta semana nos estados
de São Paulo e Rio de Janeiro, a dor maior e
a violência verdadeira vêm dos demônios
de LaMotta que fizeram dele tanto um astro no
ringue como um homem fadado à autodestruição.
Dirigida com um senso vertiginoso do destino de seu
personagem, esta obra-prima de Martin Scorsese é
daqueles filmes que falam à perfeição
de seu tema (aqui, o boxe) para então transcendê-lo
e tratar do que importa: aquilo que faz do seres humanos
apenas isso mesmo, humanos e tremendamente imperfeitos.
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Nos demais estados, nesta semana: Disque
M para Matar, o suspense de Alfred Hitchcock
em que um marido tenta se livrar de ninguém
menos que Grace Kelly
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Como comprar
a Cinemateca VEJA
Em bancas, livrarias
e redes de supermercados, a 13,90 reais o exemplar avulso.
Para assinar, ligue 3347-2180 (Grande São Paulo)
ou 0800-775-3180 (outras localidades), de segunda a
sexta-feira, das 8 às 22 horas. Pela
internet, acesse www.assineabril.com
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