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Leitor
Charles Darwin A reportagem "A
Darwin o que é de Darwin..." (11 de fevereiro)
é de uma didática excepcional. Por influência
da religião, fui "acordar" e conhecer Darwin
apenas no colegial. Hoje, analiso e vejo que é muito
triste privar uma criança do conhecimento de um mundo
tão fascinante como o de Darwin, muito mais fascinante
que as histórias da Bíblia que
não fornecem respostas lógicas para o desenvolvimento
da vida no planeta. Sou monge beneditino,
acredito em Deus, acredito na Igreja e também
em Charles Darwin. Qual o problema? As Escrituras não
são, nem querem ser, um livro descritivo do funcionamento
da natureza. A Bíblia não é um
manual de ciências, e é um grande erro lê-la
desse modo. No livro do Gênesis, a narrativa da Criação
(por sinal duas, escritas com séculos de diferença)
é apenas uma reflexão sobre a condição
espiritual humana, dentro do quadro de uma introdução
teológica à Aliança entre Deus e seu
Povo. Os autores não tinham a mínima intenção
de "informar" os leitores a respeito de como
o homem apareceu no mundo, mas do porquê da Aliança
e da necessidade da redenção. A ciência,
por sua vez, nada tem a dizer a respeito de Deus, nem a favor
nem contra. Um bom cientista pode ser mau teólogo e,
apesar disso, fazer boa ciência; por outro lado, um
bom teólogo não pode contradizer a ciência,
sob pena de fazer péssima teologia. A ciência
e a fé não se opõem porque respondem
a perguntas diferentes. Eu sou evolucionista,
mas creio firmemente que antes de todas as explosões
da matéria, antes dos Big Bangs, que não sei
com que calendário os cientistas fixam em bilhões
de anos atrás, antes de tudo, no princípio de
tudo, existe o Ser infinitamente poderoso, infinitamente sábio
e infinitamente santo, que nós, cristãos, chamamos
Deus, autor do universo. "Quando Albert
Einstein afirmou que a ciência sem a religião
é manca e a religião sem a ciência é
cega, vaticinou que, em alguns aspectos, criacionismo e evolucionismo
podem caminhar de mãos dadas."
PMDB É desalentador
e preocupante colocar na presidência da Câmara
e do Senado figuras manjadas que aceitam o jogo viciado do
governo. José Sarney e Michel Temer são políticos
com um fraco histórico de realizações
em prol do povo brasileiro e não vão mudar nada.
Com a faca e o queijo na mão, vão cortá-lo
à sua feição. Pobre povo brasileiro ("Mais
do mesmo... ou mudança?", 11 de fevereiro).
Lula É muito oportuna
a reportagem "O bem-amado" (11 de fevereiro), sobre
a popularidade do presidente Lula. Lamentavelmente, nosso
presidente só pensa em subir no palanque e discursar
com a sua habitual ambiguidade. O único mérito
que Lula tem é não ter destruído o que
herdou.
Fernando Pimentel Na entrevista com
o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (Amarelas,
11 de fevereiro), suas colocações são
no mínimo questionáveis. Detentor de altíssima
aprovação, como poderia temer um candidato do
governador Aécio Neves nas últimas eleições?
Entregou de bandeja a prefeitura a um candidato neutro, em
nome de um projeto político para governador em 2010.
Tenta justificar a exclusão do ex-prefeito Patrus Ananias
de forma simplória, sem nenhuma sustentação
técnica. Político em Minas chama-se Aécio.
Pimentel não passa de um economista-executor, com pouca
habilidade para os acertos políticos numa terra que
já teve Tancredo, entre tantos.
Diogo Mainardi Diogo, no se va!
Você questiona, analisa, adverte, denuncia, informa
e diverte. Com Nico e Tito a sua sensibilidade salta das letras
e recebemos a melhor lição de VEJA: o amor.
Parabéns, Diogo. Voto pelo mandato eterno da sua coluna.
Quanto a Hugo Chávez, quem é esse senhor?
Investimentos A Anglo American
esclarece que em dezembro de 2008 anunciou o atraso da construção
de sua nova planta de níquel em Barro Alto (GO), iniciada
em 2007. O empreendimento, que seria finalizado em 2009, foi
prorrogado para 2010. Ao ser procurada por VEJA ("Não
saiu do papel", 4 de fevereiro), a empresa informou que
o investimento de 1,5 bilhão de dólares estava
em andamento e que várias etapas da obra seriam concluídas
em fevereiro de 2009. A Anglo American decidiu adequar seu
ritmo às novas condições de mercado e
afirma em comunicado enviado: "Nossa visão de
longo prazo nos permite manter todas as nossas atuais operações
(Codemin, Mineração Catalão, Copebrás
Cubatão e Copebrás Catalão) e também
os projetos em andamento no Brasil, como o Barro Alto".
Arlindo Chinaglia Em razão
de nota publicada na seção SobeDesce (4 de fevereiro),
a Câmara dos Deputados informa que o ex-presidente Arlindo
Chinaglia não determinou nem solicitou a criação
de gabinetes especiais para ex-presidentes. O que existe,
de fato, é que há mais de um ano a administração
da Câmara, por meio da diretoria-geral, tenta viabilizar
novos gabinetes para ex-presidentes, tradição
na Casa. A preparação de gabinetes para ex-presidentes
com localização mais próxima ao plenário
e às comissões é de inteira responsabilidade
da administração da Câmara e não
constitui nenhuma espécie de privilégio.
Correções: ao contrário do que informou a reportagem "Um cardápio melhor para a escola" (Guia, 11 de fevereiro), a sigla do "colesterol ruim" é LDL, e não HDL a do "colesterol bom". No quadro da página 82 ("Adversários famosos da evolução"), o teólogo inglês William Paley se referiu a um relógio, e não a um relógio de pulso.
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