|
|
VEJA Recomenda CINEMA
Divulgação  |
| Nanny McPhee: as aventuras de uma babá
mais que perfeita Irvine Welsh: os doidões estão de volta |
Nanny McPhee A Babá Encantada
(Nanny McPhee, Inglaterra, 2005. Estréia nesta sexta-feira)
Nada menos do que dezessete babás já saíram correndo da casa
do senhor Brown (Colin Firth), apavoradas com as traquinagens de seus sete filhos.
Viúvo e sem dinheiro, ele precisa pôr a molecada em ordem ou perderá
a mesada de sua tia rica, e com ela a casa e a guarda das crianças. Eis
que a solução bate à sua porta: a babá McPhee (Emma
Thompson, também autora do roteiro), que é danada de feia, mas incrivelmente
eficiente graças não só a seu dom para a autoridade,
mas também ao auxílio de uma bengala mágica. Baseado numa
série de livros infantis da inglesa Christianna Brand (um dos pseudônimos
da escritora de mistério Mary Christianna Milne, morta em 1988), o filme
perde força quando, no final, dá uma guinada para o romance. Mas
não deixa de ser um bom programa para as férias.
Veja cenas.
Divulgação  |
| O Sol: drama temperado com humor |
O Sol de Cada Manhã (The Weather Man, Estados Unidos, 2005. Estréia
nesta sexta-feira) Separado da mulher, preocupado com os dois filhos e
atormentado pelo que julga ser sua inferioridade intelectual, David Spritz (Nicolas
Cage), homem do tempo de uma emissora de TV local, procura as respostas para seus
fracassos no relacionamento com seu pai (Michael Caine) um escritor de
imenso prestígio, que ama o filho muito mais do que este é capaz
de perceber. Equilibrado entre o drama e a comédia em tom sardônico,
o filme é uma realização surpreendente do diretor americano
Gore Verbinski ele próprio mais conhecido até aqui por produções
eficazes, mas sem grande estofo intelectual, como O Chamado e Piratas
do Caribe. Veja
cenas.
LIVROS Pornô,
de Irvine Welsh (tradução de Galera e Pellizzari; Rocco; 565 páginas;
62,50 reais) Publicado em 1993 e levado para as telas três anos depois
com o ainda desconhecido Ewan McGregor à frente do elenco ,
Trainspotting transformou-se imediatamente num livro cult. A obra relata,
em linguagem ácida, o cotidiano de um grupo de viciados em heroína
de Edimburgo. O escocês Irvine Welsh nunca conseguiu repetir o sucesso desse
primeiro romance, mas Pornô, escrito quase dez anos depois, veio
satisfazer os fãs de Renton, Spud e Sick Boy, os doidões de Trainspotting.
A heroína já não é o tema central, mas Welsh não
desistiu do submundo: dessa vez, seus heróis aparecem tentando a sorte
no cinema produzindo um filme pornográfico.
Amphitryon,
de Ignacio Padilla (tradução de Rubia Prates Goldoni e Sérgio
Molina; Companhia das Letras; 178 páginas; 34 reais) Em aposta num
jogo de xadrez, Thadeus Dreyer ganha um novo emprego e um novo nome, Viktor Kretzschmar.
É um prêmio inestimável: com isso, Dreyer se livrará
da convocação para lutar com o Exército austro-húngaro
nas trincheiras da I Guerra Mundial o perdedor irá em seu lugar.
Esse estranho pacto está no centro de Amphitryon, romance do mexicano
Ignacio Padilla, revelação da literatura latino-americana. O mistério
da identidade de Dreyer/Kretzschmar cresce ao longo do livro, a ponto de envolver
até o comandante nazista Adolf Eichmann, já na II Guerra. Leia
trecho.
DISCOS First
Impressions of the Earth, The Strokes (Sony/BMG) Expoente do novo
rock americano, o quinteto The Strokes enfrenta sua prova de fogo nesse terceiro
disco e não faz feio. Há quatro anos, o grupo despontou com
Is This It, álbum repleto de bons rocks que emulavam o punk dos
anos 70. Room of Fire, lançado dois anos depois, se limitou a repetir
a fórmula e foi recebido com frieza. Já First Impressions of
the Earth mostra que os Strokes não são uma banda efêmera.
Para produzir o disco, os roqueiros chamaram Dave Kahne, conhecido por trabalhos
ao lado de Tony Bennett e do grupo pop The Bangles. Kahne amansou as guitarras
dos Strokes e refinou seus arranjos como se percebe na balada Ask Me
Anything.
Divulgação  |  |
| Mozart por uma fera do violino | | Mozart:
the Violin Concertos/Sinfonia Concertante, Anne-Sophie Mutter (Universal)
A violinista alemã tinha 13 anos quando foi descoberta pelo maestro
Herbert von Karajan, que bancou sua primeira gravação: um disco
contendo o terceiro e o quinto concertos para violino de Mozart. Trinta anos depois
e no embalo do 250º aniversário de nascimento do compositor
austríaco , ela retoma o repertório de estréia. Com
uma novidade: além de tocar, assume a regência da London Philharmonic
Orchestra. Os ingleses não têm a excelência da Filarmônica
de Berlim, que acompanhou a violinista na estréia. Mas a interpretação
de Anne-Sophie compensa: ela está mais emotiva, especialmente nas partes
mais lentas da obra.
| CLÁSSICO
 |
A fama de Dom Quixote ultrapassa o livro do espanhol
Miguel de Cervantes (1547-1616). Mesmo os que não o leram conhecem o episódio
em que o Cavaleiro da Triste Figura, em seu delírio, investe contra moinhos
de vento que ele pensa serem gigantes. Para quem ainda não se debruçou
sobre o clássico, eis um incentivo: uma ótima tradução
da obra está chegando às livrarias. Com uma cuidadosa pesquisa do
espanhol da época de Cervantes, a nova versão brasileira de O
Engenhoso Fidalgo D. Quixote da Mancha (tradução de Carlos
Nougué e José Luis Sánchez; Record; 570 páginas; 67,90
reais) tem o aval do Instituto Cervantes e da Comissão do IV Centenário
do Quixote. Por enquanto, a publicação contempla só a primeira
parte desse romance fundamental a segunda ainda não tem data de
lançamento. Leia
trecho. Também acaba de chegar às livrarias uma excelente
biografia do criador do Quixote. Cervantes (tradução
de Rubia Prates Goldoni; 34; 384 páginas; 49 reais), do estudioso francês
Jean Canavaggio, é um relato criterioso e bem documentado da vida do maior
escritor espanhol de todos os tempos. Leia
trecho. | | |