Edição 1939 . 18 de janeiro de 2006

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As grandes soluções
modernas

Solução digital um

Vocês ainda se lembram daquela história, edificante!, do garoto holandês que botou o dedo na rachadura do dique pra salvar sua cidade? e toda a Holanda, por que não?, de ser inundada pelas águas? Pois é. O Brasil está precisando de pelo menos um milhão desses garotos, pra tapar com o dedo todas as rachaduras que estão aparecendo em nossos cofres públicos. E, olha aqui – não seria também uma forma de resolver o problema dos menores abandonados? Nosso maior pobrema?

 

Solução digital dois

Como o tempo voa! E dizer que há três anos ninguém sabia que existia caixa dois. Praticava-se, mas sem saber o quê. Interessantíssimo.

Por isso, aqui e agora, nestas primeiras luzes gloriosas de mais um ano eleitoral, temos a obrigação de conclamar, alto e bom som: Nada de pessimismo, pessoal!

Não adianta fazer balanço do que foram nossos últimos três anos, porque teríamos que começar balançando (ou balanceando) nossos primeiros 500 anos. Foram bons, foram ruins, foram péssimos, foram excelentes? Esquece. Agora são outros quinhentos.

Vamos esperar (do verbo esperançar, tem esse verbo, pois não?). Vamos acreditar!

Pois se, como todos sabem, a geometria é resultado da curiosidade vagabunda dos sábios da Ágora de Atenas; a astronomia veio da superstição que criou a astrologia; a economia surgiu da avareza e da ganância; a eloqüência nasceu do ódio e do puxa-saquismo; por que a grandeza do Brasil não pode ser alcançada por um prejudicado digital?

Otimismo, gente! Otimismo!

 

NOVA TEMPORADA DE CAÇA
ou o moinho de vento que você merece

 
 
 
 
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